Idéias produtivas para montar seu plano de ação para o Ano Novo


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O final do ano vem acompanhado de fechamentos de semestres, de balanços financeiros e, para muita gente, das tão sonhadas férias.

Nessa época de fechamento, é comum olharmos para trás para recapitular quais dos nossos objetivos foram atingidos no ano. Infelizmente, mais comum ainda é nos depararmos com um grande sentimento de frustração nessa época.

Isso porque olhamos para trás e vemos objetivos incompletos, abandonados. Mesmo assim, continuamos todos os anos confiando nas resoluções de Ano Novo.

O problema das resoluções

Em muitas ocasiões, o fracasso passa pela generalidade dos objetivos – eles são vagos.

Para os especialistas em produtividade, é consenso que para facilitar o alcance de objetivos, eles devem ser acionáveis. Isto é, eles devem ser específicos, deixando claro o que a pessoa precisa fazer para alcançá-los. Ao invés de “voltar a estudar”, por exemplo, um objetivo mais prático seria “concluir 4 disciplinas do MBA”.

Outra abordagem é não focar nos objetivos, mas sim nos processos que vão tornar o objetivo possível.

Criando metas específicas, focando nos processos ou usando uma combinação de ambos, é importante planejar como você vai se aproximar dos seus objetivos no ano que vem. Vamos explorar como criar um plano de ação que faça as suas resoluções de Ano Novo valerem!

Definindo suas metas

Na hora de definir metas, costumamos ser ousados. Mas o grande desafio não é nem escolher aquilo que você quer. A parte mais difícil é analisar se você está disposto a fazer os sacrifícios necessários para alcançar aquele objetivo.

“Todos querem ganhar uma medalha de ouro, mas poucos querem treinar como uma atleta olímpico”, diz James Clear, que escreve sobre desempenho e formação de hábitos. “É fácil parar e pensar no que gostaríamos ou poderíamos fazer. Mas é totalmente diferente aceitar as consequências resultantes dos nossos objetivos.”

É importante tirar os olhos da linha de chegada e visualizar se o caminho até lá também lhe agrada. Você está disposto a encarar as dificuldades e os momentos difíceis? “Definir objetivos não é só escolher quais recompensas você gostaria de aproveitar, mas também os custos que você está disposto a pagar.”

Crédito da Foto: Wikimedia Commons
Crédito da Foto: Wikimedia Commons

Alternativas às metas: processos, regras e palavras

Objetivos indicam o caminho. Sem eles, podemos ficar sem saber para onde ir. Mas com frequência a definição de um objetivo não tem força suficiente para nos impulsionar a fazer progresso. Nesse caso, James Clear sugere definir sistemas – processos usados para se alcançar um objetivo.

Se sua meta é abrir um negócio de sucesso, seu sistema são as atividades de vendas e marketing que executa. Se o seu objetivo é escrever um livro, seu sistema é o cronograma de escrita que segue.

“Sistemas são ótimos para fazer progresso de verdade. Na realidade, o principal benefício de ter um objetivo é que ele diz quais sistemas você precisa adotar. Porém, é o sistema em si que de fato consegue resultados.”

Ter um objetivo traz pressão e receio de não conseguir atingi-lo. Focando no processo e não no resultado é possível aproveitar o caminho enquanto se dá passos concretos. “Se você ignorasse os seus objetivos por completo e focasse apenas no sistema, ainda conseguiria resultados?” A resposta provavelmente é sim.

Leo Babauta, do Zen Habits, também é defensor da abordagem por sistemas. Ainda que ele chame os sistemas de regras, a linha de pensamento é a mesma: foco no processo.

As regras de Leo são como pequenas rotinas: ir dormir todo dia às 21:30, escrever por 20 minutos assim que ligar o computador, escutar aulas de espanhol no caminho para o trabalho. Ele sugere trabalhar com atividades rápidas, não definir muitas regras ao mesmo tempo e aceitar quando não conseguir se manter fiel às regras – mudando o curso se necessário para não repetir a falha. “Regras são pequenos passos que somados viram grandes mudanças, e são o que realmente fazem as coisas acontecerem.”

Especialista em produtividade, Mike Vardy também confessa que não é fã de resoluções de Ano Novo (parece que ninguém gosta!). Ele também sugere uma abordagem alternativa. A ideia é escolher 3 palavras simples que vão definir o seu ano. “Suas três palavras devem ser escolhidas de forma que atuem como as forças propulsoras de tudo o que você fizer no ano seguinte.”

Trocando resoluções vagas por objetivos mensuráveis

Se você gosta de trabalhar com objetivos, é importante saber transformá-los em algo palpável. Alguns dos objetivos que as pessoas mais traçam na meia-noite do dia 31 são voltar a estudar, juntar dinheiro ou abrir um negócio.

O problema com esses objetivos é que são vagos, não orientam para a ação. Experimente quebrar seus objetivos em porções menores e mensuráveis, levando em consideração o como você vai chegar lá.

Considere também quebrar seu objetivo anual em meses. Juntar 10 mil reais em um ano pode parecer muito, mas juntar 800 por mês já parece bem mais possível. Outros exemplos:

  • Abrir um negócio → Conseguir 10 clientes recorrentes
  • Voltar a estudar → Completar 4 disciplinas da pós-graduação
  • Juntar dinheiro → Ter 10 mil reais na poupança
  • Se exercitar → Correr uma meia-maratona

Na hora de definir onde quer chegar, atente para essas práticas recomendadas:

Elimine objetivos sem dó

Pode parecer contra-produtivo eliminar objetivos na hora de traçar metas para o ano que se aproxima, mas ter muitos objetivos significa dividir sua energia e atenção entre eles.

James Clear esclarece: “Uma das grandes barreiras em se atingir os objetivos são os outros objetivos que você tem. Em outras palavras, seus objetivos estão competindo entre si pela sua atenção e tempo. Quando você escolhe um novo objetivo, precisa retirar foco e energia de outros.”

A ideia faz menção à teoria “The Four Burners” (ou Teoria das 4 Bocas do Fogão, em tradução livre). As 4 bocas são família, amigos, trabalho e saúde. Para ser bem sucedido, você precisaria cortar o fogo de uma das bocas. E para ser realmente bem sucedido, precisaria cortar duas. Ninguém quer que você deixe de dar atenção à família, mas é importante ser focado e conciso na definição dos seus objetivos.

Four Burners Theory
Crédito da Foto: James Clear website

O bom é que você não precisa se agarrar a tudo de uma vez só. “Uma das formas mais fáceis de progredir nos seus objetivos é simplesmente dar uma pausa nas coisas menos importantes e focar em um objetivo por vez. Às vezes você só precisa reorganizar as suas prioridades para que o progresso fique mais rápido, já que você está comprometido 100% com um objetivo que antes só estava recebendo um pouco de atenção,” sugere James.

Aprender a dizer não – neste caso deixar alguns objetivos fora de foco – é uma parte desconfortável, mas necessária, de manter prioridades.

Crie objetivos realistas

Ninguém vai correr uma meia-maratona ou juntar 100 mil reais de uma hora para a outra. Exagerar na definição dos objetivos pode ser fatal para a sua motivação.

Um artigo da Psychology Today mostra como esperar muito e obter pouco pode resultar em frustração e até traumas. O empreendedor Ted Harro defende que exagerar na dificuldade dos objetivos pode fazer com que o fracasso se torne aceitável e esperado. “Sempre que a definição de objetivos for mal feita ao ponto de gerar desculpas, já demos o primeiro passo para criar uma cultura de fracasso”.

Atenção também ao outro lado da moeda: definir metas muito fáceis pode ser um sonífero para a sua motivação. Procure um balanço.

Analise se você possui os recursos necessários

Todos gostaríamos de fazer exercícios regularmente e aprender 2 ou 3 novas habilidades. Se pararmos pra pensar, sempre surgem novas coisas que gostaríamos de fazer. A lista pode crescer indefinidamente. Mas quanto tempo, dinheiro e energia temos para investir em cada uma destas atividades? Seja sincero consigo mesmo, avalie os recursos que você possui e aprenda a dizer não para objetivos que não pareçam ser assim tão importantes.

Crédito da Foto: Veri Ivanova
Crédito da Foto: Veri Ivanova (Unsplash)

Planejando

Depois que seus objetivos gerais e suas metas acionáveis estiverem traçadas, chegou a hora de planejar.

Como, quando e onde. Estas são as 3 perguntas que devem guiar o seu planejamento. “Pesquisas mostram que você fica 2 ou 3 vezes mais propenso a se manter atrás de um objetivo se você fizer um plano específico para quando, onde e como você executará aquela ação,” alerta James Clear.

Em um estudo, cientistas pediram que participantes preenchessem a frase: “Durante a próxima semana, eu vou me exercitar por 20 minutos no [DIA] às [HORÁRIO] no [LUGAR]”. A conclusão do estudo foi enfática: quem detalhou seus planos com o auxílio da frase teve uma propensão a se exercitar de 2 a 3 vezes maior em comparação com o grupo de controle, que não fez qualquer planejamento.

James sugere um método semelhante de aplicar este conceito na prática: agrupar hábitos. Usando o modelo “Depois/Antes de [HÁBITO ATUAL], eu vou [HÁBITO NOVO]”, você pode definir que vai escrever mil palavras depois de passar o café de manhã, ou que vai estudar o material da pós assim que chegar em casa do trabalho.

Definindo quando, onde e como alcançar suas metas, você garante que na hora de agir sua mente esteja clara em relação ao que precisa ser feito. Não há dúvidas, tudo já foi planejado. Agora é a hora de executar, mas primeiro leve alguns quesitos em consideração.

Crie um ambiente propício

O ambiente em que estamos inseridos muitas vezes determina ou ao menos influencia as nossas ações. Se andamos com gente que põe idas ao bar à frente de projetos pessoais, ficamos mais propícios a fazer o mesmo. De forma semelhante, andar com pessoas bem sucedidas em suas profissões pode aumentar nossa produtividade e chances de sucesso.

É importante agir ativamente para criar um ambiente que facilite a tomada de decisões positivas. James Clear nos dá um insight: “Atingir ou não os objetivos de longo prazo depende muito de quais influências você está cercado no curto prazo. É muito difícil manter hábitos positivos em ambientes negativos.”

Considere trabalhar por épocas

O tempo passa e os nossos gostos mudam. O que você faz hoje pode já não te satisfazer mais tanto quanto satisfazia há 6 meses atrás. É normal, acontece com todos nós.

Para mitigar o efeito deste tipo de desgaste, uma solução é trabalhar por épocas. Trabalhar por épocas significa assumir que você não vai querer fazer uma coisa para sempre e, portanto, pode delimitar um período específico de tempo para aquilo.

Deixa eu dar um exemplo pessoal. Durante a minha vida entrei e saí da academia diversas vezes. Eu sentia que deveria me exercitar, me matriculava e me mantinha malhando com frequência por uns 6 meses, até que minha motivação baixava e eu abandonava os exercícios. Ficava me sentindo mal porque acreditava que deveria continuar malhando por tempo indeterminado. Assim, ficava alguns meses fora da academia até sentir de novo que deveria me exercitar – e me matriculava novamente.

Se ao invés de cometer os mesmos erros e me sentir mal eu simplesmente mudasse meu foco para outra atividade física, talvez tivesse resultados melhores. Depois dos 6 meses, eu poderia simplesmente aceitar que o ciclo se encerrou e buscar outro esporte ou atividade física que me motivasse mais naquele momento. De quebra, adotar as épocas também ajuda você a experimentar novas atividades, quebrar padrões e não se manter na zona de conforto fazendo sempre as mesmas coisas.

Thais Godinho, que escreve sobre organização e é embaixadora de Todoist no Brasil,  também usa uma variação do trabalho por épocas. “Todo mês eu gosto de definir áreas de alavanca, que darei um pouco mais de atenção ao longo de todos os dias.” Em um mês, o foco pessoal pode ser organizar as finanças, enquanto o profissional pode ser fazer networking, por exemplo.

Na hora de planejar, leve isso em consideração e se pergunte: as tarefas que serão meios para o alcance dos meus objetivos vão me motivar até o prazo final? Se você tiver dúvidas, considere incluir no planejamento uma mudança de atividade no meio do caminho.

Esta também é uma abordagem interessante para você explorar, testar e fazer descobertas. O programador Pieter Levels se desafiou a criar uma nova startup por mês durante um ano. Focando em diferentes projetos a cada 30 dias, Pieter fundou empresas de sucesso, como a Nomad List, e outras nem tanto, mas a abordagem por épocas foi a propulsora de um ano em que explorou sua criatividade e testou modelos de negócio.

Não caia na armadilha das multitarefas

Na correria do dia-a-dia frequentemente nos pegamos tentando fazer mil e uma coisas ao mesmo tempo. Mas ser multitarefa é, para a qualidade do seu trabalho, o mesmo que o hábito do cigarro é para a sua saúde. Sua produtividade pode cair até 40%, você pode perder horas do dia e até ter o QI reduzido!

Becky Kane, editora em Todoist, tem tentado dominar a arte de fazer uma só coisa por vez. Entre estratégias para cortar distrações e para lidar com interrupções inevitáveis, Becky concluiu que atacar uma tarefa de cada vez força a priorização do que é mais importante, reduz o tempo gasto nas tarefas e diminui o estresse.

Otimize hábitos durante o dia

A estilista Vera Wang tem seus períodos de maior criatividade à noite, Leo Babauta do Zen Habits gosta de atacar as tarefas mais importantes logo depois que acorda e Benjamin Franklin antes de apagar as luzes à noite sempre revisava o que tinha feito no dia.

Há tarefas que simplesmente rendem mais ou se encaixam melhor em determinados períodos ou situações. Analise em que horários e fases do dia você pode encaixar tarefas de forma mais produtiva. (Aqui você pode ler um guia bem completo que publicamos sobre como fazer o seu dia inteiro ser produtivo.)

Faça planejamentos de curto prazo

Pensando suas semanas e dias com antecedência, é possível delinear e ter uma visão melhor de como seu tempo será gasto. Thais Godinho faz um planejamento semanal toda sexta-feira e garante: “Nada torna uma semana mais organizada que fazer esse planejamento, que me toma de 15 a 30 minutos.”

Para quem tem objetivos relacionados ao estudo, uma boa pedida é fazer cronogramas semanais. É possível organizar uma agenda de estudos voltada para o seu foco específico – seja passar em um concurso, ir bem em uma prova ou entregar um trabalho da pós-graduação.

Mesmo que você não seja daquelas pessoas super organizadas na hora de se debruçar sobre os livros, pode melhorar seu aprendizado usando as ferramentas certas. Neste post aqui do blog, nossa convidada Amanda Ramos descreveu com detalhes como passou a usar Todoist nos seus estudos – recomendamos a leitura! 🙂

Crédito da Foto: Hope House Press
Crédito da Foto: Hope House Press (Unsplash)

Executando o plano

A terceira etapa é a mais fácil – e a mais difícil!

Mais fácil porque você já sabe por onde começar, onde quer chegar e planejou o caminho. Agora precisa agir – o que é o mais difícil.

O buraco é tão embaixo que em apenas uma semana de ano novo, 25% das pessoas já deixaram suas resoluções para trás!

Para que você não entre no grupo dos 25%, mas sim no dos 8% que de fato alcança seus objetivos de Ano Novo, listamos algumas dicas de execução.

Encare seu objetivo como um projeto paralelo

Buffer, GitHub, Gmail e até Todoist são soluções que surgiram como projetos paralelos dos seus criadores. Abrir espaço e tempo para corrermos atrás dos nossos objetivos não significa abrir mãos daquilo que já temos.

“Projetos paralelos são uma ótima forma de testar as águas com uma nova idéia, ao mesmo tempo em que mantemos nossa paz mental por não abandonar a segurança e a estabilidade do nosso emprego habitual,” contaJeremy Duvall, engenheiro na Automattic.

Defina um número de horas por dia – e siga à risca

Perseguindo objetivos pessoais e criando projetos paralelos, muitas vezes caímos na armadilha de achar que podemos trabalhar em nossos objetivos a qualquer momento dentro do nosso tempo livre. Mas tal flexibilidade pode ter um efeito colateral: gerar procrastinação e pressão em excesso.

Claire Autruong, especialista em marketing, relatou de forma surpreendente a mudança na sua forma de pensar após virar freelancer em tempo integral. Trabalhando desta forma, ela possuía a liberdade de fazer suas tarefas quando e como quisesse, desde que entregasse seus projetos bem feitos e dentro do prazo. O que parecia uma liberdade inestimável no começo, passou a atrapalhar.

Claire perdeu de vista as barreiras que dividem tempo de trabalho e tempo para si. Ela passou a trabalhar o tempo todo e a se sentir culpada quando não estava produzindo – nos momentos de lazer, sentia que poderia estar fazendo algo produtivo. Para resolver o problema, a solução foi adotar de forma voluntária aquilo que ela havia abolido da sua vida: as 40 horas semanais de trabalho.

“Se você sabe que possui um número finito de horas para completar o trabalho, estará mais propenso a focar até a hora de parar de trabalhar. Quando passei a ver o “dia de trabalho”  como qualquer período entre acordar e ir dormir, eu sempre podia procrastinar para “depois”, porque sempre havia um “depois”,” explica Claire.

Assim, a sugestão é que você não só separe um número específico de horas para trabalhar nos seus objetivos, mas também agende horários na sua agenda e cumpra à risca assim como você cumpre os horários de um trabalho fixo.

Monitore o seu progresso

“O que não se mede, não se gerencia.”

Esta célebre frase de William Edwards Deming, guru da gestão empresarial, resume a importância de monitorar o progresso.

Só medindo os próprios avanços é que somos capazes de compará-los com os objetivos para sabermos se estamos no caminho certo ou não. Manter um registro de momentos de sucesso e fracasso é importante. Crie parâmetros de análise como tempo de corrida, nota nos simulados ou vendas do mês para poder comparar seu progresso atual com o anterior. Quanto você evoluiu?

Quando seu desempenho for superior ao esperado, analise o porquê e tente capitalizar em cima. Quando o desempenho estiver abaixo, seja o juiz de si mesmo e determine se o problema é você ou a meta. Se depois de algum tempo você perceber que a meta é irrealista, por exemplo, faça correções. Nenhum plano deve ser fixo. Se o problema estiver em você, procure entender por qual motivo você não está conseguindo ter sucesso. É falta de motivação, falta de algum recurso-chave? O que você pode fazer para melhorar?

Alguns aplicativos são excelentes para ajudar você a monitorar o seu progresso. Nosso gerenciador de tarefas favorito, Todoist, tem um recurso chamado “Karma” que monitora sua produtividade de acordo com o número de tarefas que completa. Você pode definir metas diárias e semanais, além de progredir do nível de Karma iniciante até o iluminado – uma forma eficiente e bem visual de ver quão produtivo você tem sido.

Todoist Karma
Todoist Karma

O RescueTime monitora o quanto tempo você gasta em cada site da internet – que jeito melhor de comprovar que está gastando muito tempo nas redes sociais? De forma similar, o Toggl permite que você registre quando começa e termina de fazer uma tarefa, para que saiba com detalhes e registros históricos quanto tempo gastou em cada uma – e ele possui integração com Todoist!

Se tem interesse em obter uma ajudinha da tecnologia para monitorar seu progresso, recomendamos a leitura deste post com 7 dicas valiosas 🙂

Ter um feedback claro de como estamos indo é a melhor forma de ajustar nossos planos, seja para corrigir falhas e superar fracassos, seja para aproveitar sucessos inesperados.

Mantenha um diário

O chamado journaling – o hábito de manter um diário – também pode ser uma ótima forma de monitorar o seu progresso. Mas ele não é só isso.

Escrever suas ideias no papel ajuda você a internalizá-las e melhora as suas conexões neurais. Tirando da cabeça também somos forçados a estruturar melhor ideias e argumentos, analisar pontos de vista que não fazem sentido e até identificar quais informações são mais importantes. Ameet Ranadive, gerente de produto no Twitter, disse que exercitar esse tipo de escrita “esclarece o pensamento”.

Seu diário, suas regras. Não existe certo ou errado, você pode botar nele o que quiser. Mas para facilitar, seguem algumas abordagens que podem ajudar você a definir o que vai parar no seu caderno (sinta-se livre para misturar de tudo um pouco):

Diário de agradecimento ⇒ escrever sobre o que você é grato pode melhorar seu sono, te deixar mais feliz e até reduzir sintomas de doenças.

Diário de objetivos ⇒ simplesmente escrever seus objetivos já pode aumentar em até 42% as suas chances de alcançá-los.
Diário de valores ⇒ conectar eventos diários com aquilo que você acredita pode ajudar a controlar o estresse, melhorar suas relações interpessoais e se sentir mais confiante.

Diário de ideias ⇒ botar as ideias no papel ajuda a separar quais são boas de verdade e quais nem tanto.

Crédito da Foto: Cathryn Lavery (Unsplash)
Crédito da Foto: Cathryn Lavery (Unsplash)

Lembre de celebrar as pequenas vitórias

Se você perdeu o peso que queria para um determinado mês, celebre. Olhar sempre apenas para o objetivo final levanta em nós uma sensação de estar muito longe daquilo que queremos, o que pode causar desmotivação.

Ao invés disso, reconheça o seu próprio esforço e não cobre exageradamente de você mesmo. Quando cumprir um objetivo semanal ou mensal, por exemplo, você pode comemorar em casa ou se presentear com uma ida ao cinema ou até um dia de alimentação livre de culpa, por que não?

É claro que a sua realização pessoal maior será quando atingir o objetivo do ano inteiro, mas isso não significa que você não deve aproveitar a jornada também. Cada conquista é importante. Lembre-se que uma caminhada de 10 mil quilômetros começa com um único passo – e cada passo concreto pode e deve ser celebrado!

Aprenda com o fracasso

Einstein fracassou, Steve Jobs fracassou… nenhum de nós está imune. Não importa o que façamos, sempre teremos falhas ao longo do caminho. Mas todo erro é uma oportunidade de aprendizado. Ao invés de encarar fracassos como fatores de desmotivação e frustração, é importante aplicar sobre eles um olhar crítico que nos ajude a concluir onde erramos e o que pode ser alterado.

A equipe do Mind Tools afirma que não aproveitar os fracassos é um dos principais erros que as pessoas cometem na perseguição de seus objetivos. “Seus fracassos determinam seu caráter. Eles contém lições que podem mudar a sua vida para melhor caso você tenha a coragem de aprender. Não fique chateado se não conseguir atingir seus objetivos – anote o que houve de errado e use esse conhecimento para atingir os objetivos da próxima vez.”

Se a ideia de fracassar te assusta, use estratégias para vencer esse medo. Encarar o medo de frente e externalizá-lo são boas formas de perceber que talvez ele não seja tão amedrontador assim. Saber se eximir de um autojulgamento constante também é importante, como sugere James Clear: “Seu problema é simplesmente executar o trabalho, não julgá-lo. Sua preocupação deve ser se apaixonar pelo processo, não dar uma nota para o resultado.”

Aceite ajuda

Uma boa forma de se manter fiel à execução dos seus planos e evitar ser corroído pela preguiça e falta de motivação é revelar seus planos para os outros. Tornar público o seu planejamento faz com que além da vontade própria, você possa contar também com incentivo (e um pouco de pressão) de colegas e amigos.

A ideia não é publicar no jornal que você planeja correr uma meia-maratona ao fim do ano, mas sim dividir isso com amigos ou com colegas que também correm ou fazem exercícios, por exemplo. Se você começar a sair do caminho certo, ter gente que você estima perguntando sobre seus planos provavelmente vai ajudar você a continuar correndo.

Outra forma de ajuda externa é menos humana, digamos assim. Abrace a ideia de usar quaisquer ferramentas e aplicativos que ajudem você a chegar no objetivo. Em Todoist, por exemplo, você pode cadastrar rapidamente todas as tarefas do seu planejamento e saber exatamente, de forma visual, quando e o que deve ser feito. Tendo sua lista de tarefas organizada na sua frente, você praticamente elimina acidentes como esquecer de fazer alguma coisa, perder prazos ou perder conexão com seus objetivos iniciais.

(Há centenas de milhares de ferramentas disponíveis, mas nós selecionamos a dedo 22 aplicativos que ajudam você a completar seus projetos. Recomendamos a leitura desse post 🙂 ).

Crédito da Foto: Maliha Mannan (Unsplash)
Crédito da Foto: Maliha Mannan (Unsplash)

Experimente

Algumas pessoas tem facilidade em focar por longos períodos, outras já se beneficiam de curtos períodos de foco. Alguns precisam superar obstáculos difíceis, enquanto outros precisam é realizar um alto número de tarefas por dia. Seja quais forem suas necessidades, é importante encontrar métodos de produtividade que combinem com você. Escolher o método certo pode fazer uma diferença gigante na sua produtividade – o que impacta no alcance ou não dos seus objetivos.

Por sorte, nós temos pronto um guia completo e definitivo de 13 dos mais populares métodos de produtividade pessoal. Vale a pena separar um tempo para ler e experimentar o que funciona melhor na sua situação. Acesse o guia aqui.

Mãos à obra

Neste final de ano, eleve suas resoluções de ano novo a um novo patamar e transforme-as em planos de ação, planejados e detalhados com metas acionáveis e processos definidos.

Assim, esperamos que você se empodere para seguir no trilho certo e acabar o ano seguinte com uma pilha de tarefas completadas e com um sorriso no rosto por ter cumprido os seus  objetivos.

Quais são os seus planos para o ano que vem e como pretende alcançá-los? Lembre-se que tornar seus planos públicos ajuda a reforçar seu compromisso com eles. Participe nos comentários!

Sobre o autor: Pedro Silveira é administrador e economista, e tenta se manter produtivo enquanto viaja o máximo que pode. Escreve para o doisbits.com, seu site pessoal, e está sempre no Twitter. Fale com ele através do @doistbits.

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