Amor e Namoro


Sempre tive convicção de que quando encontrássemos o amor de nossas vidas, saberíamos de imediato, a partir de um olhar, um frio na barriga ou quem sabe um insight da “magia do amor”.

Esses pensamentos são criados e alimentados durante nossas vidas, baseados no que vemos e ouvimos, seja por meio de livros, filmes, músicas e principalmente nos desenhos de contos de fadas.

Desenhos que demonstram o ideal de relacionamento, em que a mocinha culta, educada, delicada e sempre enquadrada nos padrões sociais de beleza, se apaixona no mesmo instante pelo príncipe encantado, que por sua vez, realiza provas de amor e coragem, então se casam e vivem felizes para sempre.Não deixam explícito o porquê o amor é imediato… não pode ser apenas pelo embasamento do estereótipo de bonito e feio, ou pode? Afinal como podemos nos submeter a um “relacionamento eterno” somente baseados em padrões físicos?Nunca vi em nenhum filme de princesa passar a cena de um encontro do mocinho e da mocinha em que ambos conversam sobre gostos, personalidade, defeitos, princípios ou discutem sobre política!Temos que ser realistas! Os preconceitos de estereótipos estão intrínsecos na criação da maior parte das pessoas, mas além de assumirmos este fato, preferimos ignorá-lo e nos acomodar em queixas do tipo: acho que nunca vou casar, não tenho a parte da laranja, não encontro a tampa da minha panela.

Cá entre nós, temos que ser pessoas inteiras, únicas e com a nossa própria personalidade. Se encontrarmos alguém que encaixe em nossa peneira, nos relacionamos para nos agregar, caso contrário, não devemos insistir em alguém que só nos causa frustrações!

Temos que compreender que almas não são gêmeas, são afins! São pessoas que buscam o mesmo “fim” (finalidade existencial), que lutam pelos mesmos ideais, e que tem possibilidade de caminhar juntas, olhando na mesma direção, na realização de objetivos e sonhos que se tornam comuns.É necessário que busquemos sintonia, simpatia e intensidade, e não um reflexo do que julgamos ideal.Não podemos ausentar a individualidade do outro, como se procurássemos um “clone”, ou outra metade de nós, perdida em algum lugar. As pessoas estão onde deveriam exatamente estar, não podemos nos martirizar pelo passado ou futuro, temos que usufruir do nosso presente, das pessoas que estão verdadeiramente presentes.

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