PASSO NÚMERO 8 EM DIREÇÃO À RIQUEZA: PERSISTÊNCIA. Do Livro Pense e Enriqueça


PERSISTÊNCIA

Você reconhecerá e eliminará certas fraquezas que estão
entre você e seus objetivos. Sua persistência se desenvolverá num
poder respeitado, provado e progressivo.

A PERSISTÊNCIA É FATOR essencial no processo de transmutar o DESEJO em seu
equivalente monetário. A base da persistência é o PODER DA VONTADE.

Força de vontade e desejo, se combinados corretamente, formam um par irresistível.
Homens que acumulam grandes fortunas geralmente são conhecidos como de sangue frio e, às
vezes, cruéis. Muitas vezes são mal interpretados. O que têm é força de vontade, que misturam
à persistência, colocando-a por trás dos desejos, para assegurar a consecução de seus
objetivos.

A maioria das pessoas está pronta para alijar objetivos e propósitos, desistindo ao
primeiro sinal de oposição ou má sorte. Alguns continuam, apesar de toda a oposição, até a
meta.

Pode não ter significado heróico a palavra “persistência”, mas essa qualidade está para
o caráter do homem como o carvão está para o aço.

(p. 120)

A construção de uma fortuna geralmente envolve a aplicação dos treze princípios desta
filosofia. Esses princípios devem ser entendidos e aplicados com persistência, por todos os que
acumulam dinheiro.

Desejo Fraco Produz Resultados Fracos

Se você está acompanhando o livro com a intenção de aplicar o conhecimento que
oferece, seu primeiro teste de persistência será quando começar a seguir os seis passos
descritos no segundo capítulo. A não ser que você seja um dos dois em cem que já têm
objetivo definido na mira e plano definido para alcançá-lo, poderá ler as instruções, depois
continuar com a rotina diária, sem jamais seguir as instruções.

Falta de persistência é uma das causas principais de fracasso. Além disso, a
experiência com milhares de pessoas provou que a falta de persistência é fraqueza comum à
maioria dos homens. Trata-se de fraqueza que pode ser vencida pelo esforço. A facilidade com
que a falta de persistência pode ser vencida, dependerá inteiramente da intensidade do
desejo de cada um.

O ponto de partida de toda a realização é o desejo. Mantenha isso, sempre, em mente.
Desejos fracos produzem resultados fracos, assim como pequena quantidade de fogo produz
pequena quantidade de calor. Se você achar que lhe falta persistência, essa fraqueza pode ser
remediada ateando fogo mais forte aos seus desejos.

Continue a ler até o fim, depois volte ao capítulo do “Desejo” e
comece, imediatamente, a seguir as instruções dadas com relação aos seis passos. O
interesse com que seguir as instruções indicará, claramente, quanto ou quão pouco você
realmente deseja acumular dinheiro. Se se achar indiferente, pode estar certo de não ter
adquirido, ainda, a “consciência do dinheiro”, que deve possuir antes de ter certeza de poder
acumular fortuna.

Fortunas gravitam em torno aos homens cujas mentes foram preparadas para atraí-las,
com a mesma certeza da água, que se dirige para o oceano.

Se se achar fraco em persistência, centralize a atenção nas instruções contidas no
capítulo sobre o “Poder”; cerque-se de

(p. 121)

um grupo de “Mente Superior” e, através dos esforços cooperantes dos membros do grupo,
poderá desenvolver persistência. Encontrará instruções adicionais para o desenvolvimento da
persistência nos capítulos sobre a auto-sugestão e o subconsciente. Siga as instruções
esboçadas naqueles capítulos, até sua natureza habitual fornecer ao subconsciente um retrato
claro do objeto de seu desejo. Desse ponto em diante, você não será prejudicado pela falta de
persistência.

O subconsciente trabalha continuamente, enquanto você está acordado e enquanto
dorme.

A Magia da “Consciência do Dinheiro”

Esforço espasmódico ou ocasional para aplicar as regras não lhe será de valor algum.
Para conseguir resultados, você deve aplicar todas as regras, até que sua aplicação se tome
hábito fixo. De nenhuma outra forma você poderá desenvolver a necessária “consciência do
dinheiro”.

A pobreza é atraída para quem têm a mente favorável a ela, assim como o dinheiro é
atraído por aquele cuja mente foi deliberadamente preparada para atraí-lo, e pelas mesmas
leis. A consciência da pobreza apossar-se-á, voluntariamente, da mente que não se ocupa com
a consciência do dinheiro. A consciência da pobreza se desenvolve sem
aplicação consciente de hábitos favoráveis a ela. A consciência do dinheiro deve ser criada
de encomenda, a não ser que se nasça com essa consciência.

Entenda o significado total das afirmações do parágrafo precedente e compreenderá a
importância da persistência na acumulação da fortuna. Sem persistência, você será derrotado,
antes mesmo de começar. Com persistência, vencerá.

Se alguma vez você já teve um pesadelo, compreenderá o valor da persistência. Você
está deitado na cama, semi-acordado, com a sensação de estar sufocando. É incapaz de virar-
se ou de mover um músculo. Percebe que deve começar a readquirir controle sobre seus
músculos. Através de persistente esforço de vontade, consegue finalmente mexer os dedos de
uma das mãos. Continuando a mover os dedos, você estende

(p. 122)

o controle aos músculos de um dos braços, até poder erguê-lo. Depois, consegue controlar o
outro braço, da mesma maneira. Finalmente, adquire controle sobre os músculos de uma das
pernas, depois sobre os da outra. Então – num supremo esforço de vontade – readquire
completo controle do sistema muscular e “safa-se” do pesadelo. A dificuldade foi superada,
passo a passo.

Você Tem um Guia Oculto

Você pode achar necessário “safar-se” de sua inércia mental por um processo
semelhante, movendo-se lentamente a princípio, aumentando a velocidade depois, até adquirir
controle total sobre a vontade. Seja persistente por mais vagarosamente que se mova, no
começo. Com a persistência virá o sucesso.

Se escolher seu grupo de “Mente Superior” com cuidado terá nele pelo menos uma
pessoa que o ajude a desenvolver a persistência. Alguns homens, que acumularam grandes
fortunas, fizeram-no por necessidade. Desenvolveram o hábito da persistência por terem sido
tão perseguidos pelas circunstâncias, que tiveram de se tornar persistentes.

Os que cultivam o hábito da persistência parecem gozar de um seguro contra o
fracasso. Não importa quantas vezes sejam derrotados, chegam, no final, ao topo da escada.
Às vezes, parece haver um guia oculto, cujo dever é testar os homens, através de todas as
espécies de experiências desanimadoras. Aqueles que se reerguem após a derrota e
continuam tentando alcançam; e o mundo aplaude: “Viva! Sabia que você seria capaz!” O guia
oculto não permite que ninguém consiga grandes realizações, sem passar o teste da
persistência. Os que não conseguirem vencê-lo, simplesmente não passam no exame.

Os que conseguirem vencê-lo são generosamente recompensados por sua
persistência. Alcançam, como compensação, qualquer meta que perseguem. E isso não é tudo:
recebem algo infinitamente mais importante que a compensação material – o conhecimento de
que “toda a derrota traz consigo a semente de uma vantagem equivalente”.

(p. 123)

Derrota: Condição Temporária

Há exceções a essa regra; algumas pessoas conhecem, por experiência, a solidez da
persistência. São os que só aceitaram a derrota como algo temporário. São aqueles cujos
desejos são postos em evidência com tal persistência, que a derrota, no fim, se transforma em
vitória. Nós que estamos nas linhas secundárias da vida, vemos o número assustadoramente
grande dos que são derrotados, para nunca mais se reerguerem. Vemos os poucos que
aceitam o castigo da derrota como impulso para um esforço maior. Esses, felizmente,
nunca aprendem a aceitar a marcha à ré da vida. Mas, o que não vemos, o que a maioria de
nós nem sequer suspeita que exista, é o poder silencioso, porém irresistível, que vem salvar os
que continuam lutando, mesmo em face da adversidade. Se falarmos nesse poder, poderemos
chamá-lo de persistência e ficar nisso. Uma coisa todos nós sabemos: se não se possuir
persistência, não se alcança sucesso valioso, em nenhuma profissão.

Ao escrever essas linhas, ergo os olhos do meu trabalho e vejo, diante de mim, a
menos de um quarteirão, a grande e misteriosa Broadway, “cemitério de esperanças mortas” e
“ante-sala da oportunidade”. Do mundo inteiro vem gente à Broadway, à cata de fama, fortuna,
poder, amor ou o que quer que os seres humanos chamem de sucesso. Uma vez ou outra,
alguém se destaca da longa procissão de aspirantes e o mundo ouve dizer que mais um
dominou a Broadway. Mas a Broadway não e fácil ou rapidamente conquistável. Ela só
reconhece talento, aceita o gênio, recompensa em dinheiro depois que a pessoa se recusa a
desistir.

Sabemos então que descobriu o segredo de como conquistar a Broadway. O segredo
está sempre, inseparavelmente, ligado a uma palavra: persistência!

O segredo é contado na luta de Fannie Hurst, cuja persistência conquistou a “grande
estrada branca”. Chegou a Nova York em 1915, para converter seus escritos em riquezas. A
conversão não chegou logo, mas chegou. Durante quatro anos ela conheceu os caminhos
secundários de Nova York, em experiências de primeira mão. Passava os dias trabalhando e as
noites esperando. Quando a esperança se tornou fraca, ela não disse: “Está bem, Broadway,
você ganhou!” Mas sim: “Está bem, Broadway, você pode bater alguns, mas não a mim. Vou
forçá-la a desistir”.

(p. 124)

Um editor (The Saturday Evening Post) enviou-lhe trinta e seis cartões de
recusa, antes que ela conseguisse quebrar o gelo e ter um conto aceito. O escritor médio, como
o médio em qualquer setor da vida, teria desistido da tarefa, ao chegar o primeiro cartão de
recusa. Ela, porém, martelou as calçadas durante quatro anos, porque estava determinada a
vencer.

Depois chegou a recompensa. Quebrara-se o encanto; o Guia oculto
testará Fannie Hurst e ela agüentará firme. Daí em diante, editores abriam caminho a sua porta.
O dinheiro chegou com tal rapidez que ela mal tinha tempo de contá-lo. Logo foi descoberta
pelo pessoal do cinema e, então, o dinheiro não veio mais como troco miúdo, mas como
inundação.

Eis uma descrição sumária do que a persistência é capaz de alcançar. Fannie Hurst não
é nenhuma exceção. Onde quer que homens e mulheres acumulem grandes riquezas, esteja
certo de que primeiro adquiriram persistência. A Broadway dará uma xícara de café e um
sanduíche a qualquer mendigo, mas exige persistência dos que procuram grandes prêmios.

Kate Smith dirá “amém” ao ler isso. Cantou durante anos, sem dinheiro e sem preço,
diante de qualquer microfone que pudesse alcançar. A Broadway lhe disse: “Venha conquistar
o quequer, se agüentar”. Ela agüentou até que num dia feliz a Broadway se cansou e disse:
“Que adianta? Você não percebe quando é derrotada; por isso, diga seu preço e comece a
trabalhar de verdade.” A senhorita Smith estabeleceu o preço. Era bem alto.

Qualquer um Pode Aprender Persistência

A persistência é um estado de espírito; portanto, pode ser cultivada. Como todos os
estados de espírito, baseia-se a persistência em causas definidas, entre as quais temos:

1. Propósito definido: Saber o que se deseja é o primeiro e, talvez, o passo mais importante
para o desenvolvimento da persistência. Um motivo forte faz superar muitas dificuldades.

2. Desejo: É comparativamente fácil adquirir e manter persistência. Ao perseguir o objeto de
um desejo intenso.

3. Autoconfiança: Acreditar na própria capacidade de realizar um plano anima a seguir o
plano até o fim, com persistência. (A autoconfiança pode ser desenvolvida pelo princípio
descrito no capítulo da auto-sugestão.)

(p. 125)

4. Planos definidos: Planos organizados, mesmo que sejam fracos e inteiramente
impraticáveis, estimulam a persistência.

5. Conhecimento preciso: Saber que nossos planos são sólidos, baseados na experiência
ou na observação, encoraja a persistência; adivinhação, em vez de conhecimentos, destrói a
persistência.

6. Cooperação: Simpatia, compreensão harmoniosa com outros tendem a desenvolver a
persistência.

7. Força de vontade: o hábito de concentrar o pensamento na formação de planos para
alcançar propósitos definidos, conduz a persistência.

8. Hábito: A persistência é resultado direto do hábito. A mente absorve e se torna parte das
experiências diárias, nas quais se alimenta. O medo, o pior de todos os inimigos, pode ser
eficazmente curado pela repetição forçada de atos de coragem. Todos os que, na guerra,
entraram em serviço ativo, sabem disso.

“Inventário de Persistência” em Oito Itens

Antes de abandonar o assunto da persistência, faça um auto-inventário, determinando o
que lhe falta, se é que lhe falta, nesse setor, de tão essencial qualidade. Meça-se
corajosamente, ponto por ponto, e veja quantos dos oito fatores de persistência lhe faltam. A
análise pode levar a descobertas que lhe darão novo poder sobre si mesmo.

Aqui encontrará os verdadeiros inimigos que se colocam entre você e realizações de
valor. Encontrará não só os “sintomas” indicativos da persistência fraca, como também as
causas subconscientes, profundamente arraigadas, dessa fraqueza. Estude, cuidadosamente,
a lista e encare-as, com coragem, se realmente deseja saber quem é e o que é capaz de
realizar. São essas as fraquezas que devem ser vencidas, por todos aqueles que acumulam
riquezas:

1. Fracasso em reconhecer e definir, com clareza, exatamente o que se deseja.

2. Procrastinação, com ou sem causa (geralmente apoiada em um batalhão de álibis e
desculpas).

3. Falta de interesse em adquirir conhecimentos especializados.

4. Indecisão hábito de eximir-se de responsabilidades em todas as ocasiões, em vez de
enfrentar os assuntos corajosamente (também com apoio em álibis).

(p. 126)

5. O hábito de depender de álibis em vez de criar planos definidos para a solução dos
problemas.

6. Auto-satisfação. Há pouco remédio para essa doença e nenhuma esperança para os que
dela sofrem.

7. Indiferença, geralmente refletida na prontidão com que se entra em acordo, em vez de
enfrentar a oposição e combatê-la.

8. O hábito de culpar outros pelos próprios erros e aceitar circunstâncias desfavoráveis como
inevitáveis.

9. Fraqueza de desejo, devido à negligência na escolha de motivos que impelem a ação.

10. Vontade, avidez mesmo, de fugir ao primeiro sinal de derrota (baseada em um ou mais dos
seis temores básicos).

11. Falta de planos organizados, por escrito, onde possam ser analisados.

12. O hábito de não mudar idéias ou de agarrar uma oportunidade quando ela se apresenta.

13. Ansiar, em vez de desejar.

14. O hábito de aceitar a pobreza, em vez de procurar riquezas; ausência geral de ambição
de ser, fazer e possuir.

15. Procurar os atalhos para a riqueza, tentar receber, sem dar o justo equivalente (geralmente,
isso se reflete no hábito de jogar, a espera de “grandes” negócios).

16. Medo à crítica, fracasso em criar planos e pô-los em ação, pelo que os outros possam
pensar, fazer ou dizer. Esse inimigo encabeça a lista, porque geralmente existe no
subconsciente, onde sua presença não é reconhecida (veja os “seis temores básicos” num dos
capítulos posteriores).

Qualquer um Pode Criticar

Examinemos alguns sintomas do medo à crítica. A maioria das pessoas permite que
parentes, amigos e o público em geral os influencie a tal ponto que não podem viver suas
próprias vidas, de medo das críticas.

Inúmeras pessoas cometem erros no casamento, agüentam firme e atravessam a vida
desencantadas e infelizes, por temerem as críticas que poderiam vir, se corrigissem o erro
(todos os que sentiram essa forma de medo conhecem os danos irreparáveis que produz,
destruindo a ambição e o desejo de realizar).

Milhões de pessoas deixam de adquirir instrução tardia, após terem parado de estudar,
por temerem as críticas.

(p. 127)

Inúmeros homens e mulheres, tanto jovens como velhos, deixam que parentes lhes
estraguem a vida, em nome do dever, por temerem críticas. O dever não requer que alguma
pessoa se sujeite à destruição de suas ambições pessoais e do direito de viver a própria vida,
da maneira que quiser.

As pessoas se recusam a arriscar-se nos negócios, por temerem as críticas que podem
surgir se falharem. O medo à crítica, em tais casos, é mais forte que o desejo de
sucesso.

Muita gente se recusa um alto objetivo ou deixa de escolher uma carreira, por temer a
crítica de parentes e “amigos”, que possam dizer: “Não tenha metas tão altas, vão pensar que
você é louco”.

Quando Andrew Carnegie sugeriu que eu dedicasse vinte anos à organização de uma
filosofia de realização individual, meu primeiro impulso de pensamento foi o de medo – medo
do que as pessoas pudessem dizer. A sugestão deu-me um objetivo bem mais fora de
proporção do que tudo que até então concebera. Rápido como um raio, meu espírito começou
a criar álibis e desculpas, todas reconhecíveis pelo temor inerente de críticas. Algo dentro de
mim dizia: “Você não pode fazê-lo — a tarefa é grande demais e exige tempo demais — o que
pensarão os parentes? Como é que você vai ganhar a vida? Ninguém organizou, jamais, uma
filosofia do sucesso; com que direito você crê fazê-lo? Quem é você, na verdade, para ter tão
alto objetivo? Lembre-se de sua origem humilde – o que sabe sobre filosofia? Vão pensar que
você é louco (e pensaram mesmo). Por que é que ninguém fez isso antes?”

Essas e muitas outras perguntas vieram-me à mente, exigindo atenção. Parecia que o
mundo inteiro voltara a atenção para mim, de repente, com o propósito de ridicularizar-me, para
que eu desistisse do desejo de realizar a sugestão de Carnegie.

Tive uma ótima oportunidade, nessa ocasião, de matar toda ambição, antes que essa
pudesse dominar-me. Mais tarde, na vida, depois de analisar milhares de pessoas, descobri
que a maioria das idéias são natimortas e precisam ter o sopro de vida injetado nelas, através
de planos definidos de ação imediata. O tempo de cultivar a ideia é o de seu nascimento, Cada
minuto a mais de vida dá-lhe melhor oportunidade de sobrevivência. O medo da crítica está no
fundo da destruição da maioria das idéias, que nunca alcançam o estágio do planejamento e da
ação.

(p. 128)

Criaram Suas Próprias Oportunidades

Muita gente crê que o sucesso seja resultado de oportunidades favoráveis. Existe certa
base para tal crença, mas os que dependem completamente da sorte ficam quase sempre
decepcionados, porque se esquecem de outro fator importante, imprescindível para que se
tenha certeza do sucesso. E o conhecimento com o qual oportunidades favoráveis podem ser
feitas de encomenda.

Durante a depressão, o comediante W.C. Fields perdeu todo o dinheiro e se encontrou
sem renda, sem emprego e sem meios de subsistência (o vaudeville não mais existia).
Estava, além disso, com mais de sessenta anos, idade em que muitos se consideram “velhos”.
Tão ansioso estava por voltar a representar, que se ofereceu para trabalhar de graça, num
campo novo (cinema). Além dos outros aborrecimentos, ainda caiu e machucou o pescoço.
Para muitos, esse teria sido o momento de desistir e fugir. Mas Fields era persistente. Sabia
que se continuasse, teria oportunidades, mais cedo ou mais tarde e foi o que aconteceu, mas
não por pura sorte.

Marie Dressler achou-se totalmente sem recursos, sem dinheiro, sem emprego, quando
estava na casa dos sessenta. Também ela procurou oportunidades e teve-as. Sua persistência
trouxe-lhe assombroso triunfo, tarde na vida, muito além da idade em que a maioria dos
homens e mulheres não mais tem ambição de realizar.

Eddie Cantor perdeu o dinheiro no colapso da Bolsa, em 1929, mas possuía ainda
persistência e coragem. Com isso, mais dois olhos proeminentes, voltou a ter uma renda de
dez mil dólares semanais! Em verdade, com persistência é possível continuar, mesmo sem
muitas outras qualidades.

A única oportunidade em que se pode ter o luxo de confiar é a oportunidade feita por
nós mesmos. Essa vem da aplicação da persistência. O ponto de partida é o propósito definido.

Tudo o que Queriam Era Um ao Outro

Era uma vez um homem, que era rei de grande império. Em seu coração, todavia, não
era rei, e sim um homem solitário. Como Príncipe de Gales, por mais de quarenta anos, foi alvo

(p. 129)

de princesas casadouras de toda a Europa, que se encontravam a seus pés. Não podia ter vida
particular, e quando se tornou Eduardo VI enfrentou um vazio pessoal dificilmente entendido
por seus alegres súditos – vazio que só poderia ser preenchido pelo amor.

E Wallis Simpson? Duas vezes, não tendo encontrado amor, tivera a coragem de
continuar a busca. Seu primeiro dever era amar. Qual a coisa mais importante do mundo? O
Mestre chamou-a de amor – não regras impostas pelo homem, críticas, amargura ou calúnia,
não o casamento político, e sim o amor.

Ao pensar em Wallis Simpson, pense em alguém que sabia o que queria e abalou um
grande império para obtê-lo. Mulheres que se queixam de que esse mundo é dos homens, que
as mulheres não têm oportunidades iguais de vencer, devem a si mesmas estudar
cuidadosamente a vida dessa mulher incomum que, numa idade em que a maioria das
mulheres se consideraria “velha”, conquistou o solteirão mais procurado do mundo.

E Eduardo VII? Será que pagou preço alto demais pelo amor da única mulher que quis?

Só nos restam conjecturas. Mas podemos ver a decisão, podemos ver que a decisão
teve preço, que o preço foi pago e pago abertamente.

O Império Britânico deu lugar a uma nova ordem mundial. O Duque de Windsor e sua
mulher reconciliaram-se, finalmente, com a Família Real. Sua história de amor,
de persistência, de um preço pago e amor triunfante, parece pertencer a época longínqua.
Mas devemos lembrar-nos de que os dois procuraram o maior tesouro do mundo e exigiram-no.

Examine as primeiras cem pessoas que encontrar, pergunte-lhes o que mais querem na
vida e noventa e oito não serão capazes de dizê-lo. Se os apertar por respostas, alguns dirão
“segurança”; muitas dirão “dinheiro”; outros, “felicidade”; outros ainda, “fama e poder”; alguns
poderão dizer “reconhecimento social”, “vida fácil”, “capacidade de cantar, dançar ou escrever”;
mas nenhum será capaz de definir os termos ou dar a menor indicação de um plano, pelo qual
esperam alcançar os desejos vagamente formulados. Riquezas não reagem a desejos. Só
reagem a planos definidos, apoiados em desejos definidos, através de constante persistência.

(p. 130)

Quatro Passos para a Persistência

Há quatro passos simples que conduzem ao hábito da persistência. Não exigem grande
quantidade de inteligência, nem quantidade especial de instrução, e exigem pouco tempo ou
esforço. Os passos necessários são:

1. Propósito definido, apoiado por um desejo ardente de realização.

2. Plano definido, expresso em ação contínua.

3. Mente hermeticamente fechada contra quaisquer influências negativas ou desanimadoras,
incluindo sugestões negativas de parentes, amigos e conhecidos.

4. Aliança amistosa com uma ou mais pessoas, que nos encorajem a seguir tanto o plano como
o propósito.

Os quatro passos precedentes são essenciais ao sucesso, em todos os setores da vida.
O propósito total dos treze princípios dessa filosofia é capacitá-lo a dar tais passos como uma
questão de hábito.

São passos pelos quais se pode controlar o próprio destino econômico.

São passos que conduzem à liberdade e independência de pensamento.

São passos que conduzem à riqueza, em pequena ou grande quantidade.

São passos que conduzem ao poder, à fama e ao reconhecimento do mundo.

São passos que garantem oportunidades favoráveis.

São passos que convertem sonhos em realidades físicas. São passos que conduzem à
vitória sobre o temor, desânimo e indiferença.

Há uma recompensa magnífica para todos os que·aprenderem a dar os quatro passos.
É o privilégio de redigir o próprio ingresso, fazendo a vida conceder o preço que se lhe pede.

Pode-se Obter Auxílio da Inteligência Infinita?

Qual o poder místico que dá aos homens de persistência a capacidade de dominar as
dificuldades? A qualidade da persistência implanta na mente alguma forma de atividade
espiritual, mental ou química, que dá acesso a forças sobrenaturais? A

(p. 131)

Inteligência Infinita se coloca ao lado da pessoa que luta mesmo depois que a batalha foi
perdida, com o mundo inteiro do lado oposto?

Essa e muitas outras perguntas similares surgiram-me na mente, ao observar homens
como Henry Ford, que começou do nada e construiu um império industrial de vastas
proporções, com pouco mais, no início, que a persistência. Ou Thomas A. Edison, que com
menos de três meses de escola se tornou o maior inventor do mundo, convertendo a
persistência na máquina de falar, na máquina de filmes e na luz incandescente, para não
mencionar meia centena de outras invenções úteis.

Tive o feliz privilégio de analisar tanto Edison como Ford ano após ano, num longo
período de anos; daí, a oportunidade de estudá-los de perto, o que me faz falar com
conhecimento de causa, ao dizer que não achei outra qualidade senão a persistência, em
nenhum deles, que mesmo remotamente sugerisse a fonte principal de suas realizações.

Ao fazer um estudo imparcial de profetas, filósofos, homens milagrosos e líderes
religiosos do passado, chega-se a conclusão inevitável de que a persistência, a concentração
de esforços e o propósito definido foram as fontes principais de suas realizações.

Consideremos, por exemplo, a estranha e fascinante história de Maomé; analisemos
sua vida, comparando-o a homens de realizações nessa época moderna de indústria e finanças
e observemos como todos eles têm um traço predominante, em comum: a persistência!

Se você está vivamente interessado em estudar o estranho poder que dá potência à
persistência, leia uma biografia de Maomé, principalmente a de Essad Bey. Esta breve
apreciação do livro, feita por Thomas Sugrue, no Herald Tribune, fornecerá uma amostra do
que irão saborear os que consagrarem o tempo necessário à leitura da história toda de um dos
exemplos mais assombrosos do poder de persistência, que a civilização conhece:

O ÚLTIMO GRANDE PROFETA

Apreciação de THOMAS SUGRUE

Maomé era profeta, mas nunca fez nenhum milagre. Não era místico; não possuía
instrução formal e só começou sua missão aos quarenta

(p. 132)

anos. Ao anunciar-se como mensageiro de Deus, trazendo as novas da verdadeira religião, foi
ridicularizado e rotulado de lunático. Crianças passavam-lhe a rasteira e mulheres jogavam-lhe
sujeiras. Foi banido de sua cidade natal, Meca, e seus seguidores privados dos bens e
mandados ao deserto, para junto dele. Depois de ter pregado durante dez anos, nada mais
pode apresentar senão desterro, pobreza e ridículo. Entretanto, antes que outros dez anos se
passassem, era ditador da Arábia, governador de Meca e líder de nova religião mundial, que se
alastraria até o Danúbio e os Pirineus, antes de exaurir o ímpeto que ele lhe dera. Esse ímpeto
era triplo: poder de palavras, eficácia da oração e o parentesco do homem com Deus.

Sua carreira não tinha sentido. Maomé nasceu de membros empobrecidos de uma
família importante de Meca. Meca, encruzilhada do mundo, abrigo da pedra mágica chamada
deCaaba, grande cidade do comércio de todas as rotas comerciais, por ser anti-higiênica,
mandava suas crianças para o deserto, para serem criados pelos beduínos. Maomé foi assim
criado, sugando força e saúde do leite de mães nômades. Pastor de ovelhas, logo foi
contratado por rica viúva, como líder de suas caravanas. Viajou por todo o mundo oriental, falou
a muitos homens, de diversos credos, observando o declínio do cristianismo em seitas
belicosas. Quando completou vinte e oito anos, Khadija, a viúva, viu-o com bons olhos e se
casou com ele. O pai dela teria objetado a tal casamento, por isso ela o embebedou. E
segurou-o enquanto ele dava a benção paterna. Nos doze anos seguintes, Maomé viveu como
comerciante rico, respeitado e muito sagaz. Depois, começou a vaguear pelo deserto,
retornando um dia com o primeiro verso do Corão e disse à Khadija que o arcanjo Gabriel lhe
aparecera, dizendo que lhe cabia ser mensageiro de Deus.

O Corão a palavra revelada por Deus, era o que mais se assemelhava a um milagre, na
vida de Maomé. Nunca fora poeta; não possuía o dom da palavra. Contudo, os versos
do Corão, quando os recebia e os recitava aos fiéis, eram melhores que quaisquer versos
produzidos pelos poetas profissionais das tribos. Isso, para os árabes, era um milagre. Para
eles, o dom da palavra era o maior dom e o poeta todo-poderoso. Além disso, o Corão dizia
que todos os homens eram iguais perante Deus e que o mundo deveria ser um estado
democrático – o Islã. Foi essa heresia política, mais o desejo de Maomé de destruir os 360
ídolos do pátio da Caaba, que causaram seu banimento. Os ídolos traziam as tribos do deserto
à Meca, o que significava negócios. Por isso, os comerciantes de Meca, os capitalistas, dos
quais Maomé fizera parte, caíram sobre ele. Retirou-se, então, para o deserto e proclamou a
soberania sobre o mundo.

A ascensão do Islã começou. Do deserto veio a chama que não mais se extinguiria –
um exército democrático, lutando como uma unidade só e preparado a morrer sem pestanejar.
Maomé convidara judeus e cristãos a unir-se a ele; pois não estava criando uma nova
religião. Chamava a todos os que acreditavam num único Deus, para que se unissem numa
única fé. Tivessem os judeus e cristãos aceito seu convite, o Islã teria conquistado o mundo.
Não o fizeram. Nem sequer aceitaram a inovação de Maomé, de uma guerra mais humana.
Quando os exércitos do profeta entraram em Jerusalém, ninguém foi

(p. 133)

morto por causa da fé professada. Séculos depois, quando os cruzados entraram na cidade,
nenhum homem, mulher ou criança muçulmana foi poupada. Os cristãos só aceitaram uma
ideia muçulmana: o lugar de estudo, a universidade.

PONTOS A FIXAR:

A persistência transforma o caráter como o carbono modifica o ferro quebradiço em aço
invencível. Com persistência, você desenvolverá um quociente mágico de consciência de
dinheiro, enquanto o subconsciente está em atividade constante para obter-lhe o dinheiro que
deseja.

Um inventário de persistência, em oito itens, mostra-lhe onde criar persistência dentro
de si mesmo. Oito áreas de treinamento especial fornecem alvos precisos para a sua
persistência.

Gente como Fannie Hurst, Kate Smith, W. C. Fields dão-nos verdadeiras lições sobre o
valor da persistência. Maomé e outros nos mostram como a persistência muda o curso da
História.

Quatro passos simples conduzem ao hábito da persistência, quebrando também
quaisquer influências negativas ou desanimadoras, que possam tê-lo afetado até agora.

Observe onde as coisas vão mal; verá como o mal acaba indo embora.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s