Quais investimentos têm liquidez diária?


Investir é uma excelente maneira de buscar independência financeira e garantir um futuro mais tranquilo. No entanto, muita gente não se sente confortável com as opções de modalidades em que o dinheiro fica preso por um tempo predeterminado. Se você prefere ter a liberdade de retirar seu dinheiro a qualquer momento, as opções com liquidez diária podem ser ideais para o seu perfil!

Nesse tipo de investimento, você tem total controle sobre o seu dinheiro e pode decidir durante quanto tempo quer investir. Se tiver alguma emergência, poderá retirá-lo a qualquer momento. Quer saber mais sobre a liquidez diária? Acompanhe este post!

O que é liquidez diária?

Liquidez é uma medida da facilidade de resgatar o valor aplicado. Um ativo tem alta liquidez quando é possível vendê-lo rapidamente para transformá-lo em dinheiro. Portanto, um investimento com liquidez diária é aquele que pode ser vendido ou resgatado em qualquer dia, conforme a vontade do investidor.

Vale ressaltar que isso influencia diretamente nos ganhos. Em geral, liquidez e rentabilidade caminham em sentidos contrários. Mas, com o investimento certo, é possível ter uma liquidez alta e ainda conseguir um bom retorno.

Quais são as vantagens desse tipo de investimento?

A grande vantagem da liquidez diária é justamente a liberdade que ela dá ao investidor. Em modalidades que impõem restrições ao resgate, você não recebe os ganhos se desejar retirar o dinheiro antes do prazo.

Já com a liquidez diária, você pode deixar o dinheiro investido pelo tempo que desejar. Ele pode ser resgatado a qualquer momento e você receberá rendimentos proporcionais ao período investido. Essa é uma ótima saída para quem não quer comprometer suas economias por muito tempo e prefere ter acesso a elas em caso de necessidade.

Quais investimentos têm liquidez diária?

Agora que você já entendeu melhor o conceito, vamos ao que interessa! Conheça as principais características de alguns investimentos que podem ter liquidez diária.

Poupança

A Poupança é uma velha conhecida dos brasileiros pela sua facilidade de investimento, resgate e gerenciamento. Além disso, os rendimentos da Poupança são isentos de IR, mas esses talvez sejam os únicos pontos positivos dela.

Ela pode ser resgatada a qualquer momento, ou seja, tem liquidez diária, mas é preciso esperar até a data de aniversário para receber os rendimentos do mês. E, principalmente, os ganhos com a Poupança são muito baixos e costumam ficar aquém da inflação.

Ou seja, deixar suas economias na Poupança pode ser sinônimo de perder dinheiro, já que ele tende a se desvalorizar por causa da inflação. Existem outros rendimentos com liquidez diária que rendem mais e são mais vantajosos.

Talvez pela falta de conhecimento do público, a Poupança segue com o título de investimento número 1 no Brasil, com 61% da população colocando dinheiro nela. Se você não deseja ser mais um a perder seu dinheiro, continue lendo para conferir algumas opções de aplicações com liquidez diária e melhor rendimento!

CDB

Os Certificados de Depósitos Bancários, CDBs, são uma espécie de empréstimo que o investidor faz ao banco. O banco usa o dinheiro para manter suas atividades de crédito e, em troca, devolve a quantia acrescida de juros.

Os CDBs são títulos de Renda Fixa. Quando falamos em Renda Fixa, queremos dizer que no início da aplicação o investidor já sabe qual será a taxa de retorno ou, pelo menos, como ela será calculada.

Os CDBs podem ter taxa prefixada — o banco informa qual percentual de juros será usado — ou pós-fixada — normalmente calculada como um percentual do CDI, uma taxa de juros praticada entre bancos, ou vinculada à inflação.

No caso dos CDBs pós-fixados, a remuneração só é conhecida de fato no momento do resgate, mas ela pode ser prevista e acompanhada por meio do CDI. O CDI varia diariamente e costuma ficar próximo da taxa Selic.

Esse investimento tem baixo risco e é coberto pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para valores até R$ 250 mil. Não costumam ser cobradas taxas bancárias, mas o rendimento é tributado pelo IR de 15% até 22,5%. O investidor tem total liberdade para escolher um CDB com liquidez diária ou estipular um prazo mínimo para resgate.

Investir em um título CDB é muito fácil: basta criar uma conta no seu banco de preferência e solicitar a operação com o gerente. Algumas instituições costumam cobrar um valor mínimo, mas o Sofisa Direto permite aplicações em CDB a partir de R$ 1.

Títulos públicos do Tesouro Direto

Os Títulos Públicos funcionam de maneira semelhante ao CDB, porém o credor é o Governo Federal. Isso significa que o investidor empresta dinheiro ao governo para que ele arque com seus compromissos e, mais tarde, recebe a quantia acrescida de juros.

Os Títulos podem ser comprados e vendidos pela internet, por meio do Tesouro Direto — uma plataforma online do Tesouro Nacional. Os investimentos podem ser feitos com valores a partir de R$ 30 e o investidor tem total controle sobre os resgates, podendo solicitá-los diariamente entre as 5h e as 18h nos dias úteis e em qualquer horário nos finais de semana e feriados.

Assim como acontece com os CDBs, os títulos do Tesouro Direto são categorizados de acordo com a sua rentabilidade. Confira quais são os tipos existentes:

  • Tesouro Prefixado: a rentabilidade é definida pelo Tesouro Nacional e o investidor já sabe exatamente quanto receberá no momento da aplicação;
  • Tesouro Selic: são pós-fixados e vinculados à Selic, a taxa de juros básica da nossa economia. Se ela subir, o rendimento do título vai junto. Você pode conferir o desempenho da Selic aqui;
  • Tesouro IPCA+: também são títulos pós-fixados, mas vinculados à inflação. Essa opção garante que o investidor nunca perderá dinheiro com sua aplicação, já que a rentabilidade está protegida das variações da inflação.

Além dessas três categorias, ainda existe uma segunda diferença entre alguns dos títulos do Tesouro Direto. Os títulos do Tesouro Prefixado e do Tesouro IPCA+ são divididos entre aqueles que pagam a rentabilidade apenas no momento da liquidez e aqueles que geram rendimentos semestrais.

Na primeira opção, o investidor recebe os rendimentos da sua aplicação apenas quando liquidar o título, seja na data do vencimento ou antes. Já na segunda, a aplicação gera rendimentos semestrais até o fim do prazo do título.

Os títulos são seguros e têm a garantia do Tesouro Nacional. Sobre os rendimentos também incide IR entre 15% e 22,5%. Vale ressaltar aqui que a liquidez é diária, mas haverá cobrança de IOF caso o valor fique investido por menos de 30 dias.

Fundos de Investimento

Os fundos são grupos de pessoas que se reúnem para investir em conjunto. Cada um é dono de uma parte da aplicação, chamada de cota. Existe sempre um gestor do fundo que pode trabalhar de maneira independente ou ligado a um banco ou outra instituição financeira.

Os fundos podem aplicar em várias áreas e ter liquidez e rentabilidade bem diversas. Basicamente, é possível encontrar fundos de investimentos para os mais variados perfis, inclusive para quem deseja ter liquidez diária. A escolha do fundo ideal para o seu perfil deve ser feita por alguém experiente e confiável.

Existem fundos especializados em aplicações de Renda Fixa (como CDBs ou títulos públicos), e ainda outros que trabalham com o setor imobiliário, ações ou até mesmo com o câmbio de moedas.

A forma de participação em um fundo de investimento depende das características básicas dele, incluindo o valor mínimo para realizar a aplicação ou a taxa de administração do gestor do fundo.

Porém, o funcionamento básico é o mesmo: o investidor compra uma ou mais cotas do fundo e recebe os lucros com base na sua participação no negócio. Por exemplo, se uma delas custar R$ 10 e você investir R$ 100 mil, terá 10 mil cotas.

Se esse fundo de investimentos tiver 50 mil cotas disponíveis, você terá participação de 1/5 dele e receberá essa mesma porcentagem do rendimento das aplicações realizadas.

Ações

Quando uma empresa cresce o suficiente, ela pode fazer uma IPO (Initial Public Offering, ou Oferta Pública Inicial, em português), que é quando ela abre o seu capital e entra na Bolsa de Valores, oferecendo ações para investidores interessados.

Quando alguém compra uma ação, se torna parcialmente dono de uma empresa (ou dono da porcentagem da companhia referente àquela ação). Se a empresa cresce, a ação passa a valer mais e o investidor ganha dinheiro. Se o contrário acontece, o papel perde valor e o seu dono tem prejuízo.

Isso significa que ações são de Renda Variável, ou seja, não existe nenhuma possibilidade de prever o rendimento ou de identificar os fatores que podem afetar o retorno sobre o valor aplicado.

As ações também podem ter liquidez diária e ser resgatadas ou vendidas de maneira rápida. O único obstáculo para vender uma ação é o interesse de outras pessoas pelo papel. Se houver demanda, não haverá problemas em liquidar o investimento.

O mercado de ações é volátil e atende aos investidores que têm um perfil mais arrojado e estão dispostos a encarar eventuais perdas.

Fundos DI

Para quem tem pouco tempo para acompanhar as flutuações do mercado financeiro ou não tem o interesse em estudar e aprofundar seus conhecimentos em investimentos, uma aplicação com liquidez diária interessante é um Fundo DI.

Nesses fundos de investimento, o dinheiro é controlado por um gestor, que tem a obrigação de alocar cerca de 95% do montante em títulos públicos do Tesouro Direto ou títulos de baixo risco de bancos privados (como CDBs).

O objetivo dessa aplicação é perseguir a rentabilidade da taxa de juros CDI, por isso a obrigatoriedade de destinar 95% do seu valor para investimentos que sejam vinculados à Selic ou ao CDI.

Esses fundos têm duas características interessantes. A primeira é a sua liquidez diária, que permite ao investidor reaver o montante acrescido dos juros a qualquer momento. A segunda característica é que o valor mínimo para aplicar em Fundos DI costuma ser menor do que outros fundos, tornando essa opção atraente para mais pessoas.

Como escolher o investimento certo?

A escolha da modalidade depende do perfil do investidor e do objetivo que ele almeja com aquela aplicação. Devem ser observados a segurança, a liquidez, a rentabilidade e o prazo disponível para investimento.

Cada uma das aplicações de liquidez diárias aqui citadas são indicadas para diferentes tipos de investidores.

A Poupança, apesar de ser a modalidade mais popular do Brasil, é a menos indicada para qualquer tipo de investidor. Apesar da sua facilidade de mover o dinheiro, seu rendimento não está vinculado a nenhum indicador econômico e, por isso, é possível que o dinheiro se desvalorize nela.

O CDB e o Tesouro Direto são investimentos de Renda Fixa indicados para quem tem o perfil mais conservador, que prefere não correr muitos perigos com o seu dinheiro. São aplicações de baixo risco e protegidas (o CDB é garantido pelo FGC, enquanto o Tesouro Direto é bancado pelo Tesouro Nacional).

Suas semelhanças continuam: têm alíquotas parecidas no Imposto de Renda, um valor baixo para começar a investir e seus títulos funcionam de maneira semelhantes. A grande diferença está na rentabilidade.

O CDB tem mais ofertas de rendimento, já que são vários bancos diferentes emitindo esses títulos, enquanto existe apenas uma fonte no Tesouro Direto. Isso significa que é possível encontrar opções mais rentáveis no CDB.

Veja um exemplo: um título prefixado do Sofisa Direto, com vencimento em 5 anos, rende no momento cerca de 11%. Já no Tesouro Direto, o título prefixado com o mesmo prazo (com vencimento em 2023) rende 9,72%.

Isso significa que se alguém investir R$ 10 mil nesse título do CDB, teria R$ 16.815,72 brutos no vencimento do título. Descontando o Imposto de Renda, ficará com R$ 15.793,37 líquidos.

Já o mesmo valor no Tesouro Direto renderia R$ 15.872 brutos e R$ 14.826,54 líquidos descontado o IR (e ainda precisaríamos descontar a taxa de administração da corretora).

Ou seja: se você prefere arriscar menos o seu dinheiro, manter a liquidez diária e tirar o máximo de rentabilidade possível, a opção mais adequada é o CDB. Já os fundos de investimento são mais indicados para quem tem o perfil moderado, já que é possível aplicar em diferentes opções por meio deles.

Um ponto interessante sobre esses fundos é que eles não contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos, especialmente se o gestor resolver alocar recursos em opções de Renda Variável, como ações, câmbio de moedas ou outras aplicações.

Por isso, os fundos não são indicados para investidores iniciantes e nem aqueles que preferem jogar de maneira mais segura e não colocar seu patrimônio em risco. Por fim, temos as ações, que são aplicações de liquidez diária, mas de alto risco. Como o mercado é volátil, algumas ações podem ter grandes alterações de valor em um curto prazo.

Por exemplo, as ações da Petrobras (PETR4) custavam R$ 23,36 no dia 29 de agosto de 2014 e caíram para R$ 8,30 no dia 30 de janeiro de 2015. Ou seja: uma queda de quase 65% em apenas 5 meses.

Um ano depois, a ação voltou a cair atingindo o mínimo de R$ 4,41 no dia 22 de janeiro de 2016. Uma nova queda de quase 47% em um ano.

Porém, em 28 de outubro de 2016, 10 meses depois, as ações subiram para R$ 18,09, uma alta de 410% no período.

Ou seja: as ações são modalidades voláteis e arriscadas, nas quais o investidor pode lidar com grandes lucros ou prejuízos em um curto espaço de tempo. São mais indicadas para quem é experiente e não tem problemas em lidar com essa volatilidade.

De qualquer maneira, o ideal é contar sempre com instituições de confiança para orientá-lo. Com o apoio de profissionais dedicados, qualquer um consegue ter uma carreira lucrativa com suas aplicações.

Se você busca um parceiro transparente, honesto e sem taxas escondidas, não perca mais tempo! Entre em contato com o Sofisa Direto agora mesmo e comece a investir!

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