O Lado Bom de ter Asperger


Dificuldade de socializar, ausência de intuição, rotinas rígidas, falta de empatia e interesses obsessivos são os principais desafios de quem tem Asperger.

Em contrapartida existem muitas características positivas inerentes a este tipo mais brando de autismo.
Depois de fazer uma pesquisa, acabei descobrindo algo animador. Fazendo uma lista:
Lealdade – Um autista não tem nenhum interesse em prejudicar alguém e também não pratica a hipocrisia. Não é provocador, trapaceiro ou manipulador. É aquela pessoa que vai direto ao assunto, justamente porque não consegue deduzir o que a outra pessoa pode pensar, ou não consegue entender o sentimentos dos outros.
Seletividade – o autista não sente tanta necessidade de socialização como uma pessoa neurotípica. Ele vive bem em própria companhia, e ter tempo para praticar atividades de interesse é vital. Mas quando faz amizade, geralmente é com pessoas honestas, confiáveis.
Livre de preconceito – Geralmente ele tem como critério de julgamento a forma que uma pessoa de comporta. Ele não costuma reconhecer hierarquias e simbologias sociais. Assim é provável que ele trate da mesma forma uma pessoa rica e uma pessoa pobre.
Detalhista – O autista percebe coisas que ninguém percebe, encanta-se com detalhes, e por esse motivo, tende a valorizar as coisas mais simples.
Seriedade – por mais infantil que seja seu interesse, ele tende a levar tudo a sério, aprofundando-se em suas pesquisas e consequentemente, sendo menos propenso ao comportamento fútil. Mesmo que a esquematização de como se produz um disco de vinil pareça banal, o autista consegue convencer seu interlocutor da importante engenharia que está por trás disso. Além disso, o autista detesta conversa fiada, preferindo falar sobre algo que vai enriquecer seus conhecimentos.
Memória excepcional – o autista asperger tem sempre um assunto interessante para falar e lembra de coisas que ninguém lembra. Enquanto um neurotípico admira a quantidade de estrelas numa noite de céu limpo, o asperger pode explicar com excelência que muitas daquelas luzes pontilhadas podem vir de estrelas que nem existem mais, há incontáveis anos-luz de distância. Tudo porque ele provavelmente pesquisou a fundo sobre o assunto e assimilou mais conteúdo que o normal.
Talentos múltiplos – Todo mundo pensa que o aspie é aquele que só tem habilidades com números, mas o talento autista abrange música, artes e linguística também. Muitos aspies são excelentes compositores, desenham ou fazem pinturas prodigiosas ou se tornam escritores excepcionais – como este aqui: Escritor Asperger CRISTIANO CAMARGO.
Grande capacidade de amenização dos sintomas – Tem aspie que ninguém diz que é. Alguns conseguem mascarar muito bem o autismo. Isso é difícil, é como recorrer constantemente a um manual de instruções mental, sobre como agir em determinadas situações. (Isso pode nos tornar lentos, e demoradamente pausados antes de tomar alguma atitude, mas nada que diminua o êxito).

É possível que alguns aspies se tornem pessoas sociáveis, é possível que eles adquiram contato visual, é possível que aprendam a verbalizar melhor suas ideias, assim como gerenciar suas emoções. É possível também criar certa empatia – esta baseada na lógica, devido à memorização do resultado de alguma experiência nas relações humanas.

As meninas asperger tendem a aprender, por convivência, a solidariedade e a expressar um pouco mais seus sentimentos, pois são características naturais das mulheres. Por esse motivo, entretanto, o diagnóstico de Asperger nas meninas é um pouco mais difícil.
Mas essa evolução é resultado de grande esforço. O aspie faz isso literalmente para sobreviver, para ser aceito, mas isso não significa que ele saiba exatamente qual o sentido de tudo. (Nós aspergers geralmente achamos os neurotípicos patéticos. Não conseguimos entender de forma prática como funciona o mundo deles).
A mente de um aspie é super-sensível aos estímulos externos, como sons, cheiros, iluminação e presença humana.
Tudo isso misturado resulta em um profundo esgotamento mental e posteriormente necessidade de ficar só, de se deitar, de ouvir uma música calma, de relaxar a mente sintonizando com nossos vícios. 
Nenhum autista é igual ao outro. Mas com compreensão, apoio, enfrentamento e encorajamento, podemos fazer maravilhas.
Afinal de contas, somos detentores de muitas virtudes humanas cada vez mais raras.
(artigo copiado)
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