Irmã Dulce: Conheça a história de fé da Bem-Aventurada dos Pobres


Ela abriu mão de sua vida pessoal, enfrentou e superou dificuldades para salvar os necessitados. Conheça a história da Irmã Dulce e sua trajetória de fé!

Irmã Dulce

Por Rafael Barbosa – 14/02/2017

Foto: Reprodução

Ela abriu mão de sua vida pessoal, enfrentou e superou dificuldades para salvar os necessitados. Essa poderia ser a descrição de uma heroína fictícia, mas é um pequeno resumo da história real de Irmã Dulce. A freira, que desafiou os dogmas da igreja, principalmente descumprindo as regras de clausura, andava pelas ruas ajudando os pobres e doentes. Confira agora a sua trajetória de fé!

Irmã Dulce

Foto: Reprodução

Conheça um pouco sobre a história divina da Irmã Dulce

Suas origens

Dulce é de família humilde, seu nome de batismo é Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes. Ela nasceu no dia 26 de maio de 1914 em Salvador, Bahia. Desde muito jovem, ela se mostrava muito religiosa, sempre fazendo orações. Costumava realizar preces a Santo Antônio, indagando se deveria seguir a vida religiosa. Quando mais crescida, a menina Maria Rita já demonstrava toda a sua compaixão aos 13 anos.

Após visitar áreas muito carentes, acompanhada por uma tia, ela começou a manifestar o desejo de se dedicar à vida religiosa. Com o apoio de sua família, foi transformando a casa da família num centro de atendimento a pessoas necessitadas. Lá, eram acolhidos mendigos e doentes, o que acabou transformando a casa da família, em um centro de atendimento. 

Inicio da trajetória religiosa

Aos 18 anos, se formou professora e entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, em São Cristóvão, no Sergipe. Saiu de lá após dois anos, ordenada freira e passando a ser chamada de Irmã Dulce. Após se formar freira, Dulce voltaria a Bahia, onde a partir desse ponto, dedicaria a sua vida a ajudar os mais necessitados. Ajudou a criar o primeiro posto médico católico do estado, a União Operária São Francisco, na região de Itapagipe.

A freira realizou muitas irregularidades – aos olhos da lei – para ajudar os necessitados. Ela chegou a invadir casas e barracões abandonados para ajudar como abrigo de sem-tetos doentes ou famílias em que viviam em situação de risco. Dulce era conhecida como “A cuidadora dos pobres”. Por 10 anos, ela fui chutada de local em local, até que conseguiu a permissão de instalar seus enfermos no galinheiro ao lado de um convento. Hoje, nesse local, está instalado o Hospital Santo Antonio, um complexo médico e social, que atente aos mais necessitados o presente dia.

Consolidação como “santa”

Mais uma década à frente, foi instalada oficialmente a Associação Obras Sociais Irmã Dulce. Em 1952, foi inaugurado o Albergue Santo Antônio, com cerca de 150 leitos. Para conseguir construir essas obras, contou com o apoio do povo baiano e de várias personalidades, como o governador do estado na época, que cedeu o terreno para a construção do hospital. Em 1988, o então Presidente da República, José Sarney, com o apoio da Rainha Sílvia, da Suécia, indicou Irmã Dulce para o Prêmio Nobel da Paz.

Em 1992, com sua saúde debilitada, a Irmã Dulce viria a falecer, no dia 13 de março. O processo de beatificação da freira teve inicio em junho de 1999, quando fiéis passaram a recolher elementos favoráveis à fama de santidade de Irmã Dulce. Especialistas que estudaram a história de caridade de Dulce, consideram a freira como sendo a Madre Teresa do Brasil, pelas semelhanças com a Madre Teresa de Calcutá. Ambas trabalharam pelo conforto dos pobres e humildades, por conta de suas virtudes cristãs. Em dezembro de 2010, ela seria declarada beata pelo Papa Bento XVI, adotando o nome de Bem-Aventurada Dulce dos Pobres.

Oração a Irmã Dulce

“Para que os pobres tenham sua proteção e mais esperança. Querida Santinha, me faz protegido e protetor contra toda violência e rancor. A senhora que vê a dor e sofrimentos dos pobres e desamparados. A senhora que em vida foi a salvação de muitos desesperados. Que Deus ajude e ilumine sua missão, Irmã Dulce. Amém.” (reze 3 Ave-Marias após esse prece).

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Edição: Rafael Barbosa/Colaborador | Design: Gabriel Andrade/Colaborador

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