Não reviva dores do passado


Não reviva dores do passado

ATUALIZADO: QUINTA-FEIRA, 8 MAIO DE 2008 AS 12

Não reviva dores do passado

Você briga com uma pessoa que gosta ou, ainda, o ser querido faz uma brincadeira que a magoa. Passam horas, dias e você relembra dessa situação com tristeza e mágoa; em outras palavras, você ficou ressentida. Cuidado com esse sentimento, pois ele pode levá-la a doenças.

De acordo com a psicóloga Eliana Maldonado, já na definição da palavra percebe-se que o sentimento é negativo. “É re-sentir, sentir novamente. É cultivar mágoas, decepções, tristezas. É estar sentindo uma dor que se foi e que só está presente na memória. É reviver um sofrimento que ficou para trás”, explica.

Há pessoas que têm mais tendência a guardar sentimentos ruins do que outras. A psicóloga explica que isso acontece porque lhes falta habilidade para contornar situações desagradáveis. “O ressentimento pode levar a doenças psicossomáticas, acarretando até mesmo uma séria depressão”, ressalta.

Para superar é necessário perceber que as outras pessoas só fazem aquilo que permitimos. Além disso, é necessário dividir as frustrações. “Cultivar o perdão e, se necessário, procurar a ajuda de um terapeuta para, ao se conhecer melhor, mudar onde se está errando, aprendendo a modificar sua reação frente à ação do outro”, revela.

O dramaturgo e poeta inglês William Shakespeare dizia que “guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra”. O que o autor quis dizer é que apenas a pessoa ressentida é que sofre com o problema e, além disso, se autoflagela.

“Estar revivendo uma dor sentida outrora vai corroendo a alma, deixando os dias cinzentos, minando as forças e adoecendo o corpo. O outro nem se lembra mais o que fez, segue em frente, enquanto o ressentido vai se aniquilando, se destruindo, fica atado ao passado, deixa de viver”, frisa a psicóloga.

Eliana não aconselha ignorar o sentimento. Para ela, é necessário percebê-lo e vencê-lo. “Na vida não é possível fugir de momentos tristes, de erros, de incompreensões, de desavenças. O que é preciso é viver esses momentos e deixá-los passar, sem trazer de volta o que já foi”, finaliza.

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