ESCOLHAS: PERDAS E GANHOS


Hoje irei trazer para reflexão uma questão presente na vida de todas as pessoas: as escolhas. No cotidiano, porém, não costumamos ter ideia de quantas vezes escolhemos algo ou alguém. Durante nossa vida estamos sempre escolhendo: um parceiro, um amigo, uma profissão, o lugar onde moramos, uma viagem dos sonhos, enfim, o ato de escolher está presente o tempo inteiro e nem percebemos.

 

Viver implica numa sequência de escolhas, podem ser certas ou erradas, dependendo da visão que cada um tem sobre a possibilidade de mudar. Mas por que em muitos momentos e para algumas pessoas parece ser tão difícil tomar uma decisão? O que será que permeia essas diferentes posições?

 

Um grupo de pessoas fazem escolhas e se sentem totalmente seguras. Lidam de forma tranquila e natural, vendo somente os benefícios que serão conquistados, visualizando a escolha como uma nova oportunidade de experimentar o novo.

 

Para outro grupo, as escolhas parecem ser um fardo; um momento de confusão, indefinição e muita angústia por só conseguirem visualizar o que irão perder. Surgem inúmeras inseguranças geradas pelo excesso de apego às pessoas e objetos, o medo do novo, receio de críticas, sensação de não dar conta da nova opção e das consequências que implica o ato de escolher. Todos esses sentimentos e sensações são os grandes vilões que causam desconforto, dúvidas e angústias nessas pessoas, sempre que necessitam tomar uma decisão.

Podemos observar que nas escolhas relacionadas aos parceiros sentimentais, muitos optam por permanecer num relacionamento de brigas, agressões verbais e até físicas, por anos a fio, mesmo que essa opção traga dissabores e sofrimentos.

Muitas pessoas escolhem mudar radicalmente sua opção profissional e se transformam em profissionais de outras áreas muito bem sucedidos. Outras possuem a mesma vontade, mas não ousam tentar, por medo de errar ou por querer se manter na zona de conforto de uma situação já conhecida.

Quando exercitamos o livre arbítrio, estamos nos dando a oportunidade de escolher. Se a experiência não for bem sucedida, podemos refletir e reavaliar fazendo da experiência que não deu certo um aprendizado para a próxima. Afinal, os maiores gênios da humanidade antes de chegarem ao resultado final, tentaram e erraram, para depois aperfeiçoar e lançar a ideia final.

 

Ao escolher, podemos nos deparar com novas oportunidades e novos projetos. Para que possamos fazer escolhas em qualquer nível, sempre será necessário uma reflexão, pesar os prós e os contras, analisar e repensar os sentimentos que essa escolha traz.

 

Escolher também implica em arriscar. Não existe uma garantia total que a escolha será bem sucedida. Podemos pensar que ao escolher, temos que necessariamente abrir mão de alguma situação ao passo que outro aspecto também vem a tona: a capacidade de confiar em si, lidar de forma equilibrada com frustrações, saber recomeçar caso seja necessário.

 

Não é adequado fazer escolhas em momentos de raiva, insatisfação, mágoas ou grandes desesperos, pois existe uma grande chance de não ser a melhor opção. Muitas pessoas escolhem algo ou alguém, mas com o objetivo de causar ciúme, inveja, competição, dentre outros sentimentos negativos, ou seja, a escolha é pelo outro e não para si mesma, o que também pode causar grandes angústias e frustrações.

 

Podemos pensar no exemplo de términos de relacionamentos, que deixa os envolvidos fragilizados, resistentes e convictos de que se optarem por conhecer um novo alguém e recomeçar, também poderá ser desastroso. Diante desse temor, preferem se fechar, perdendo oportunidades, novos desafios e possibilidades de viver uma nova história – postergam a decisão e a escolha de transformar e reorganizar sua própria vida.
Outras suportam uma situação de um emprego que gera insatisfação o tempo todo mas sentem que o conhecido é o certo, o desconhecido duvidoso. Então acabam por permanecer, se tornando pessoas amargas e desinteressadas pelas novas opções.
Medos, incertezas, preocupações são sensações que prevalecem diante daqueles que sofrem em ter que escolher. Muitas escolhas são forçadas devido a exigência das circunstâncias e não por vontade própria. Por exemplo, mulheres que perdem seus companheiros por separação, por acidente e de repente, se veem com a tarefa de dois papéis, de mãe e pai, muitas tendo que se reorganizar, optar por um trabalho ou deixar de trabalhar para cuidar dos filhos.
Também pode ocorrer a mesma situação com pais que de um momento para o outro tem que assumir o cuidado com os filhos pela ausência da mãe ou separação. Muitos tem que rever conceitos e precisam de ajuda para encarar as novas tarefas que a situação irá exigir.
São opções dolorosas que exigem equilíbrio para que o sofrimento e a dor da perda não se sobreponha a necessidade de transformação em novas opções. É importante procurar ajuda profissional para expor condições e necessidades. Muitas vezes, escolher tomar conta de tantos sentimentos sozinhos só acarretará em mais estresse, podendo desencadear uma depressão pela incapacidade de decidir e assumir a decisão.
Optar por fazer uma dieta para emagrecer, aceitar o próprio corpo é uma opção também muito presente na sociedade em geral. A dieta vai sendo adiada dia a dia, ano a ano, sem a compreensão do que está ocorrendo.

Uma boa escolha gera paz e a sensação de um caminho novo e interessante a percorrer. Pode ser vista como um desafio onde as perdas tem um significado menor ou perdem totalmente o significado, pois lidar com o novo poderá ser instigante e prazeroso.

Reflitam a cada momento que tiver que tomar uma decisão, lembre-se que algumas podem mudar o rumo de sua vida. Tente perceber sua forma de agir em cada situação, procure se organizar para absorver tudo de novo que poderá acontecer, seja paciente consigo mesmo quando surgirem imprevistos e saibam que escolher pode ser o início de um percurso, diferente e compensador.
Dúvidas e /ou sugestões, fico a disposição.
Super abraço!
Claudete J. Silva Colunista de Saúde e Comportamento
Psicóloga Especialista em Clínica e Psicossomática
Tels: (11) 5583 3374 | (11) 99626-4832

www.psicologiasaudeinterior.com.br

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