Japão é um dos 53 países do mundo que ainda têm a pena de morte


Com sete execuções nesta sexta-feira, país quase dobrou número em relação ao ano passado; quatro países respondem por 84% das execuções no mundo

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Responsáveis por atentado foram executados no Centro de Detenção de Tóquio

Responsáveis por atentado foram executados no Centro de Detenção de Tóquio

Reuters / Kim Kyung-Hoon / 6.7.2018

Com o enforcamento de sete membros de culto responsáveis pelos atentados com gás sarin no metrô de Tóquio, que matou 12 pessoas e feriu mais de 600 em 1995, o Japão quase dobrou o número de executados em relação ao ano passado. O país é um dos 53 no mundo onde a pena de morte ainda vigora, segundo a Anistia Internacional.

De acordo com o último relatório da entidade, 23 países executaram 993 condenados à morte em 2017. O Japão respondeu por apenas quatro delas. Os números não computam as execuções na China, que não divulga estatísticas a respeito.

Grupo restrito

Quatro países fizeram 84% das execuções em todo o mundo. Sozinho, o Irã matou pelo menos 507 condenados (mais de 50% do total mundial). A Arábia Saudita, com 146, o Iraque, com 125 e o Paquistão, com 60, foram os outros países que mais executaram.

Ainda no ano passado, a Anistia Internacional registrou pelo menos 2.591 sentenças de morte emitidas em 53 países, contra 3.117 registradas em 2016. No total, sabe-se que 21.919 pessoas estão no corredor da morte em todo o planeta.

O Japão destina a pena de morte apenas para responsáveis por múltiplos assassinatos, sempre por enforcamento. É o método mais comum, usado por 13 dos governos que fizeram execuções em 2017. Os outros são a injeção letal, o pelotão de fuzilamento, a cadeira elétrica e a decapitação.

O atentado

Em 20 de março de 1995, membros da seita apocalíptica Aum Shinriko espalharam sacolas contendo a neurotoxina sarín em diversas linhas do metrô de Tóquio. Doze pessoas morreram e mais de 600 ficaram feridas no mais grave atentado cometido no Japão desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Durante as investigações, a polícia descobriu que o grupo também fora responsável por outro atentado com sarin, em 1994, que matou 8 pessoas e feriu 144, também no metrô de Tóquio. Shoko Asahara, o líder da Aum Shinrikyo, e outros 12 membros foram condenados à morte em 2004.

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