Filho de Bolsonaro se encontrará com o vice-presidente dos Estados Unidos na semana que vem


Senador eleito (E) justificou que irá no lugar do pai. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)

 

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente eleito Jair Bolsonaro, deve se encontrar com representantes da cúpula do governo norte-americano, incluindo o vice-presidente Mike Pence. Ele está com viagem marcada para a próxima segunda-feira, rumo a Washington e Nova York, e deve voltar na sexta-feira.

Há encontros marcados também com o secretário de Estado Mike Pompeo e com o empresário Donald Trump Jr, filho do presidente. De acordo com Eduardo, o objetivo da agenda é “mais simbólico”, além de “estreitar as relações” do Brasil com os Estados Unidos.

“Já que meu pai não pode viajar, a gente vai representando ele. O objetivo desses encontros é estreitar relações com o governo americano e dizer que o Brasil está acenando de maneira favorável para ter uma aproximação com a Casa Branca”, explicou o filho do presidente eleito do Brasil. Quem acompanhará Eduardo na viagem será o assessor de Relações Internacionais do PSL, Filipe Garcia Martins.

Itamaraty

Nessa terça-feira, Jair Bolsonaro disse que pretende escolher um diplomata de carreira como ministro das Relações Exteriores. “Será um diplomata. Poderia nomear um militar, mas quero quadro de carreira”, frisou. Sem um assessoramento claro na área internacional, ele acenou à diplomacia do Itamaraty em meio a uma crise com países do mundo árabe provocada pelo anúncio de que pretende transferir de Tel-Aviv para Jerusalém a Embaixada do Brasil em Israel.

A troca, se confirmada, será um sinal de que o Brasil reconhece a cidade santa, foco do conflito com a Palestina, como capital de Israel. O Estado da Palestina também reivindica a cidade como capital.

Bolsonaro disse que a mudança seria feita em respeito a uma decisão do povo israelense. “O que eu estou falando é o seguinte: para nós não é um ponto de honra essa decisão. Agora, quem decide onde é a capital de Israel é o povo, é o Estado de Israel”, declarou.

Ele classificou como prematura a suspensão, por parte do Egito, da visita do atual chanceler, Aloysio Nunes Ferreira, com empresários ao país, revelada pelo Estado. “Pelo que vi, é também questão de agenda. Agora, acho que seria prematuro um país anunciar uma retaliação em função de uma coisa que não foi decidida ainda.”

A transferência da embaixada é apoiada por líderes evangélicos que fizeram campanha para Bolsonaro. “Jerusalém, desde que David a fundou, sempre foi capital do Estado de Israel. Onde Jerusalém foi capital do mundo árabe? Eu não conheço na história. Ele [Bolsonaro] acha que é um Estado soberano, que tem o direito de colocar a capital onde quiser”, disse o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, um dos líderes mais próximos de Bolsonaro.

“Não houve pressão dos evangélicos, mas nós somos 100% a favor disso, ou pelo menos 99,9%, se tiver algum esquerdopata gospel aí”, disse Malafaia. O pastor não acredita que a reação dos países árabes fará Bolsonaro mudar de ideia e diz que nenhum deles deixou de negociar com os Estados Unidos depois da mudança da embaixada americana para Jerusalém.

“Quando Bolsonaro mudar a embaixada para Jerusalém, o Brasil vai ser abençoado como nunca. É a minha fé.” Israel também está na lista das primeiras viagens internacionais anunciadas pelo presidente eleito, ao lado dos Estados Unidos e do Chile.

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