Cérebro masculino x cérebro feminino (com dicas para as mulheres)


14/10/2009 – 10:56

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Resolvi listar pensamentos machos que parecem óbvios. Mas, vendo os e-mails femininos que recebo semanalmente, descobri que não são tão óbvios assim. Portanto, o texto de hoje vai direcionado às mulheres, estes seres tão adoráveis e necessários, mas às vezes tão chatos e irritantes, que precisam aprender algumas coisas de uma vez por todas e perder certas esperanças. Como Macho Alfa é um espaço democrático (apesar de a democracia falhar muitas vezes), este post tem a versão feminina (feita pelo conselho de mulheres da redação) embaixo de cada tópico:

– Não, a gente não abaixa a tampa do vaso mesmo. É uma questão de usabilidade: quem precisa usar, abaixe ou levante na hora do uso. E pelo amor de Deus: quando erramos, não é questão de mira. É o simples fato de que o nosso querido companheiro pode estar ereto, semi-ereto ou simplesmente meio torto, afinal, ele não está preso com prego ou gesso (e antes que alguma besta diga para apontar no centro: se ele estiver razoavelmente ereto, movê-lo é sinal de dor e incômodo, tá?);

O lado feminino: nós, mulheres, temos muita esperança, sabe? A gente sempre espera que o mocinho beije a mocinha no final, que a heroína desmascare a vilã, que alguém apareça para nos ajudar na baliza – e que vocês, por Deus, percebam que não cai a mão abaixar a porcaria da tampa depois de fazer xixi. E que isso seria muito mais higiênico.

Getty Images / A gente odeia dormir "de conchinha"

Getty Images / A gente odeia dormir “de conchinha”

– Não, a gente não gosta de “dormir de conchinha”. Cansa, não dá pra se mexer e nem pra respirar. Sono é hora para relaxar, não para fazer sacrifício;

O lado feminino: e quem disse que a mulherada apoia ampla, geral e irrestritamente a posição ‘conchinha’? Caros, nós só queremos começar a noite em clima de romance. Depois, é cada um pro seu lado – na cama, claro.

– Sim, a gente olha para outras mulheres na rua. E vocês olham para os caras. A questão é: sejamos todos espertos e, por respeito a quem está do nosso lado, sejamos discretos ao fazer isso;

O lado feminino: quantos homens, honestamente, já pegaram suas mulheres ou namoradas secando um cara? E quantas mulheres já pegaram seus namorados ou maridos olhando para um rabo de saia? Quantas vezes no dia? Ah, ok. Desculpa, mas nós somos discretas e criteriosas. E não pedimos que vocês não olhem para o que é bonito; apenas para que tenham um mínimo de educação ao fazer isso na frente de suas respectivas.

– Sim, todo homem vira um ogro ao ver um jogo de futebol. Berra, xinga, pula, soca parede. E isso é saudável. Assim como as mulheres dão shows de futilidade discutindo roupas, sapatos, maquiagens e cores de esmalte. Aceitem ou namorem gays;

– O lado feminino: a gente só não consegue entender tanta empolgação com um negócio que está acontecendo a quilômetros de distância – e cujo resultado não vai interferir diretamente na vida da pessoa. Mas tudo bem.

– Não, a gente não confia 100% em ninguém. Mas até aí não precisa ser paranóico. O negócio é dar assistência pra não gerar concorrência e ficar de olho aberto. Mas essa de confiança cega não existe;

– O lado feminino: então não reclamem quando a gente pergunta se vocês ainda nos amam. Só estamos checando também.

– Não, a gente não quer ir ao shopping no fim de semana e passar horas vendo roupas, sapatos, sofás ou decidindo a cor de cortina. A gente prefere fazer outras coisas nas horas de folga, como beber, ver futebol, fazer sexo, ler jornal, ir ao cinema ou, simplesmente, fazer nada;

– O lado feminino: e quem disse que as mulheres não dispensam os programas de vocês também? Além do mais, é péssima ideia levar homem ao shopping. Além das dúvidas cruéis que temos de encarar – coisas do tipo “levo o vermelho ou o preto, ou os dois?”, ficar aguentando cara de macho emburrado é dose.

– Não, a gente não gosta de passar o domingo na casa da mãe de vocês. Leiam o letreiro na testa: “Estou fazendo isso só para te agradar”. A gente até vai, mas adoraria comer, dar um beijo na boa velhinha e ir embora logo depois;

– O lado feminino: nós também achamos um saco os churrascos da firma, queridos. Adoraríamos chegar, comer (um pouco de salada, claro), dizer pro seu chefe parar de ser cara de pau e olhar para a bunda das subordinadas descaradamente, pedir para a mulher do seu chefe controlar aquele fedelho que ela chama de filho, avisar sua colega de departamento que ela precisa de uma calça dois números maiores e, se possível, lembrar o diretor daquele aumento que você merece, mas tem medo de cobrar. E ir embora logo depois.

– Não, a gente não gosta de discutir nome dos filhos que nem existem. Isso é coisa de mulher sonhadora. Deixem pra falar disso se um dia rolar gravidez. E nem todo homem quer ser pai, muitos só cedem às pressões da sociedade. Perguntar antes de parar com a pílula é legal, tá? (aliás, casal que batiza filho que não existe não chega nem no primeiro rebento);

– O lado feminino: sonhar com a maternidade faz parte da psique feminina, assim como gritar “chupa, porco” para um estádio, um jogador ou um juiz a quilômetros de distância parece fazer parte da masculina. Acostumem-se e tenham um pouco de paciência.

– Não, a gente não quer saber o passado de vocês. Com quem saíram, com quantos transaram, onde foram… mulher é como cozinha de boteco, se você conhecer o passado, não come. Portanto, guardem o passado, pertence só a vocês;

– O lado feminino: tanto quanto vocês não querem saber do nosso passado, nós também não gostaríamos de ver vocês ‘sondando’ um possível futuro a cada rabo de saia que passa. Paciência, né?

– Não, a gente não nasceu com poderes paranormais e não consegue adivinhar o que querem. Mulher que concorda com tudo ou que deixa pra dizer depois: “mas eu não queria ir a tal lugar” é um saco. Portanto, é melhor que deixem claro o que querem, sempre;

– O lado feminino: nessa vocês estão cobertos de razão. Temos cá nossas dúvidas, no entanto, sobre como os homens vão reagir quando as próximas gerações de mulheres aprenderem a dizer exatamente o que querem – inclusive “não, não acho que casar com você vai ser uma boa ideia”, “eu prefiro me dedicar mais à minha carreira nesse momento” ou “cara, é isso que você chama de sexo oral?”. Mas só descobriremos vendo…

– E não, a gente nunca sabe como abordar uma mulher na balada. A diferença é que alguns falam besteiras mais graves que os outros, mas esta conversa é sempre idiota. Nada do que a gente fale será bem visto. Portanto, em vez de criticar as cantadas estúpidas, deixem claro se querem ou não. Vocês conseguem isso só com o olhar, mas parecem ter o prazer mórbido de fazer o cara chegar perto, para ouvi-lo falar uma bobagem e depois dar um fora;

– O lado feminino: bom, a gente tem que se divertir com alguma coisa, vai?

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