Gasparetto – Nosso modo de pensar


 

O conceito de espiritualidade finalmente está evoluindo. Está saindo das religiões, para fazer parte dos aspectos que constituem a natureza humana. Até há pouco tempo, pensava-se que ela era produto da educação, que as religiões, sempre de caráter político, nos condicionavam a seguí-las. Os estudos antropológicos e psicológicos estão nos mostrando que a espiritualidade é uma função da estrutura natural de todos os seres humanos, e que sem, ou com educação religiosa, a espiritualidade existe em todos nós. A Psicosíntese (uma linha dentro da psicologia) aponta a existência de um “eu superior” que age em nós nas questões fundamentais e transcendentes. A estrutura, que chamamos de Alma, em nosso peito, é como um sentido especial, perceptível até pelas crianças. Temos um equipamento especial para viver as questões existenciais, e o utilizamos cotidianamente. E é a esses fenômenos que chamamos de espiritualidade.

A espiritualidade independente

Este termo foi criado para expressar um fenômeno social moderno que domina a maioria das pessoas. Nós estamos nos tornando independentes das crenças passadas, e retomando, pela primeira vez em séculos, a liberdade de pensamento. A educação de fundo científico nas escolas e a popularização da educação, não estão nos ensinando a pensarmos por conta própria. As transformações do século XX, como a revolução sexual, os meios de comunicação de massa, o avanço dos meios de transporte, o acesso fácil a informação etc., foram aos poucos, nos libertando das crendices impostas secularmente. Hoje, temos a liberdade de escolher em que queremos acreditar. Não temos mais medo de perguntar, ou de expressar nossos pensamentos. Mesmo que tivéssemos tido alguma educação religiosa, esta não foi austera o suficiente, para que não pudéssemos refutar o que nos parecia ilógico. Todos nós temos um conjunto de crenças e opiniões que escolhemos ao longo de nossas vidas, e tendem a mudar toda vez que for necessário. Este conjunto de crenças vem das discussões sobre a vida, das leituras e informações adquiridas, das várias religiões antigas e modernas, que a maioria das pessoas gostam de conhecer por curiosidade. Passamos a criar nossos valores independentes, e a crer no que nos parece razoável. Cada vez mais se refuta o fanatismo religioso, o que nos encoraja a seguir perguntando e conhecendo, mudando e se refazendo de tempos em tempos. Este fenômeno parece ser universal e tende a crescer. Assim o termo Espiritualidade Independente é bem útil para quando nos fazem a pergunta: Qual a sua religião, qual a sua orientação espiritual? Dentro deste quadro eu me especializo em estudar a espiritualidade humana, e a fornecer material em meus cursos para aqueles que estão em busca de uma nova maneira de ver a vida.

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