Democratizar o acesso a água limpa: 14 organizações assinam compromisso


Água boa para beber é o que toda gente deseja, precisa e merece, mas não é a realidade para 35 milhões de brasileiros, segundo dados do Instituto Trata Brasil. Para ajudar a criar soluções para esse enorme desafio, foi criado, em 2017, o programa Água+ Acesso, uma aliança entre organizações que trabalham com o acesso à água potável e o Instituto Coca-Cola Brasil. No dia 19, durante o 8º Fórum Mundial da Água, em Brasília, os parceiros assinaram um compromisso para ampliar a aliança.

No primeiro ano de atuação, o Água+ investiu cerca de R$ 1,5 milhão, impactando 15 comunidades e 4 mil pessoas no Ceará, Amazonas e Pará. Em 2018, o programa será ampliado para oito estados e 100 comunidades, atendendo a cerca de 50 mil pessoas também em Minas Gerais, Espírito Santo, Pernambuco, Bahia e Piauí.

Essa expansão do Água+ Acesso é possível tanto pela ampliação do investimento previsto pela Coca-Cola Brasil, Banco do Nordeste e co-investidores — até 2020, serão investidos R$25 milhões — como pelo número de parceiros, que passam de nove para 14 organizações, entre elas, ONGs que atuam pelo acesso à água, empresas e organizações de apoio.

O objetivo é tornar o recurso acessível, de forma sustentável, a comunidades rurais, identificando e apoiando tecnologias inovadoras para a solução dos problemas locais. “A aliança quer estimular a adoção de soluções viáveis e ajudar a minimizar a dura realidade de muitos brasileiros, identificando modelos de gestão sustentáveis para uso da água em comunidades rurais”, esclareceu o gerente de acesso à água do Instituto Coca-Cola Brasil, Rodrigo Brito.

Veja, no vídeo, o que os parceiros da aliança têm a dizer sobre o primeiro ano de conquistas e desafios.

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Troca gera conhecimento

A aliança trouxe para perto entidades atuantes em várias regiões, como o Sistema Integrado de Saneamento Rural (Sisar), que opera no Ceará. “Somos parceiros do Instituto Coca-Cola Brasil desde o ano passado, e a união de todas essas instituições está nos permitindo acesso a soluções avançadas que, sozinhos, não conseguiríamos, como a tecnologia que permite o tratamento de água salina, poluída”, destacou Victor Ponte, representante do Sisar.

Com ações em curso nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Maranhão, o Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento (CPCD) entrou na parceria com a meta de desenvolver atividades para 400 famílias do Vale do Jequitinhonha e levar água de qualidade, dentro do Projeto Vale Água Vale Vida. “É muito importante a troca de experiências com outras instituições de expertises diferenciadas. Vamos aprender coisas novas e ensinar o que sabemos”, comemorou Flávia Mota, do CPCD. Ela lembra que, no Vale do Jequitinhonha, a água é escassa, sem qualidade e as pessoas não têm saneamento básico. “Agora, teremos investimentos dos parceiros, o que nos permitirá construir barraginhas, banheiro seco, fazer o monitoramento da qualidade da água e formar gestores na própria comunidade”.

Melhor qualidade de vida para comunidades

Atuando no Projeto Saúde e Alegria, no município de Santarém, Pará, Caetano Scannavino já é bastante conhecido das 150 comunidades que margeiam os rios Tapajós e Amazonas por trabalhar com um grupo de 50 palhaços nas áreas de saúde, educação para crianças e jovens, saneamento básico, comunicação, energias renováveis, gestão comunitária, tratamento de água e outras iniciativas. “A partir da Aliança Água+ Acesso, podemos trocar experiências com outras instituições, num intercâmbio de metodologias e tecnologias já em uso, disseminando e multiplicando informações com outras regiões”, ressaltou Caetano.

Desde 2008, as iniciativas da Fundação Amazonas Sustentável (FAS) estão disseminadas entre os moradores de 16 unidades de conservação e outras 583 comunidades amazonenses, totalizando 40 mil pessoas beneficiadas, “sempre com o apoio da Coca-Cola Brasil”, garantiu a gerente do Programa Bolsa Floresta, da FAS, Valcléia Solidade. Ela explicou que a FAS aderiu à Aliança Água+ Acesso em 2017, beneficiando três comunidades com um modelo de captação e tratamento de água desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA).

O diferencial, disse Valcléia, é sistematizar as tecnologias, tirando lições e aprendizados, para aplicar na região e desenvolver um modelo de gestão eficiente da água. Ela está otimista quanto ao futuro: “Essa aliança fortalece nossas ações e melhora a qualidade de vida das famílias que mais precisam”.

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