Horta – como plantar Inhame (Colocasia esculenta)


Horta - como plantar Inhame (Colocasia Esculenta)

Inhame (Colocasia esculenta) também conhecido como cará-da-costa (Dioscorea cayenensis), é uma planta de origem africana, sendo cultivado no mundo inteiro por se tratar de um alimento energético e de alto valor nutritivo.

Além das diversas utilizações na alimentação humana e animal, o Inhame possui excelentes propriedades medicinais, sendo algumas espécies cultivadas com finalidades farmacológicas visando à obtenção de materiais para a síntese da cortisona e hormônios esteroides.

Esta cultura pode ser cultivada nas regiões tropicais com precipitação em torno de 1.000 a 1.600 mm anuais ou sob regime de irrigação. Em sua maioria, as espécies de Inhame desenvolvem-se bem em regiões de clima quente e úmido. No entanto, é importante esclarecer que algumas espécies se adaptam bem à clima ameno e até mesmo capazes de resistir à geadas leves.

Pode ser cultivado em diversos tipos de solos, desde aqueles com textura arenosa até os de textura argilosa-média, profundos, bem drenados, arejados e com o pH entre 5,5 a 6,0.

Quando o cultivo feito em condições de sequeiro deve ser plantado no início das chuvas e quando em regime de irrigação, a melhor época é aquela em que a colheita coincide com o período da entressafra do Inhame.

Em plantios de sequeiro são mais recomendados os espaçamentos de 1,20 x 0,80m (10.417 plantas/ha) ou 1,00 x 0,80m (12.500 plantas/ha) e em plantios irrigados os espaçamentos mais recomendados são 1,20 x 0,50m (16.667 plantas/ha) ou 1,20 x 0,60m (13.889 plantas/ha).

Antes do plantio, deve-se selecionar as sementes escolhendo-se sempre as maduras, com 30 a 60 dias de repouso fisiológico, sadias e sem sintomas de ataque de doenças como a casca-preta, cabeleira e podridão-verde.

A semente do Inhame pode ser plantada inteira ou partida; se partida, deve-se ter o cuidado de separar a cabeça, o meio e a ponta, a fim de evitar a desigualdade na brotação.

Como plantar Inhame

1. Ao definir o local de plantio, dê preferência por aquele que bata luz solar direta pelo menos por algumas horas do dia. Quanto mais exposição solar, melhor a produção.

2. Certifique-se que o solo seja bem drenado e com matéria orgânica suficiente para o cultivo. A compactação do solo dificulta a formação dos tubérculos.

3. Pode ser feito em cova alta (matumbo) e em leirão ou camalhão, utilizando-se sementes inteiras ou partidas. O solo deve ser frouxo e profundo para propiciar um bom desenvolvimento das túberas.

4. Irrigue o suficiente para que o solo permaneça sempre úmido, no entanto, sem encharcamento.

5. A prática da cobertura morta é válida apenas para cultivo de sequeiro, pois tem por finalidade manter a umidade do solo, proteger as túberas-sementes da influência dos raios solares e do calor excessivo, oferecendo, consequentemente, melhores condições para o desenvolvimento da lavoura.

6. A adubação orgânica é feita utilizando-se antes do plantio, aproximadamente, um litro de esterco de curral bem curtido por cova. A adubação química é feita mediante recomendação da análise de fertilidade do solo.

7. Realize, sempre que necessário, a limpeza do local retirando as plantas invasoras.

8. O Inhame deve ser colhido quando amadurecido, aproximadamente, aos 180 dias após o plantio. O amadurecimento do Inhame pode ser constatado pela seca das flores e pelo amarelecimento das folhas.

9. A operação é feita cavando-se lateralmente as covas ou camalhões e, cuidadosamente, descobrindo-se a túbera comercial, separando-a da planta-mãe através de um corte, exatamente no ponto de ligamento com a parte aérea.

10. Cuidado especial ao desenterrar os tubérculos para que não sejam feridos. Desta forma, poderão ser armazenados por um período maior de tempo.

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Entre os mais comuns, fáceis de serem cultivados e manejados, listam-se os seguintes vegetais listados nos links de referência abaixo. Clique e confira!

Horta – vegetais cultivados em pequena quantidade para o consumo próprio

Abobrinha (Cucurbita pepo L.)

Acelga (Beta vulgaris cicla)

Agrião (Nasturtium officinale)

Alcachofra (Cynara cardunculus subsp scolymus)

Alface (Lactuca sativa)

Alho Poró (Allium porrum)

Almeirão (Cichorium intybus)

Aspargo (Asparagus setaceus)

Bardana (Arctium lappa)

Batata (Sclanum tuberosum)

Berinjela (Solanum melongena)

Beterraba (Beta vulgaris)

Brócolis (Brassica oleracea)

Cebola (Allium Cepa L.)

Cenoura (Daucus carota)

Chicória (Cichorium endivia)

Couve (Brassica oleracea)

Couve-flor (Brassica oleracea var. botrytis L.)

Ervilha (Pisum sativum)

Espinafre (Spinacia oleracea)

Fava (Vicia faba)

Grão-de-bico (Cicer arietinum L.)

Mandioquinha (Arracacia xanthorrhiza)

Mostarda (Sinapis alba)

Nabo (Brassica rapa L.)

Ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata Miller)

Pepino (Cucumis sativus)

Pimentão (Capsicum annuum)

Quiabo (Abelmoschus esculentus)

Repolho (Brassica oleracea var. Capitata L.)

Serralha (Sonchus oleraceus)

Taioba (Xanthosoma sagittifolium)

Tomates (Solanum lycopersicum)

Vagem (Phaseolus vulgaris)

Por Silvana Teixeira

Fontes: Hortamiga, nplantas, Portal do Jardim, Globo Rural, Globo Rural, Jardinaria, O Meu Jardim, Site Unimed, Frutas no Brasil, Saberes do Jardim, Vovó que ensinou, Horta em Casa, Como Fazer Tudo, Portal São Francisco

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