Vitamina D: o que é, tipos (D2 e D3), benefícios, deficiência, sintomas


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O que é vitamina D?

À vitamina D são atribuídas, principalmente, as funções de estruturação e manutenção do tecido ósseo e equilíbrio dos níveis de cálcio e de fósforo no organismo (homeostase). Além disso, estudos apresentam o envolvimento da vitamina D com outros processos vitais, como a reprodução celular, secreção de hormônios e a atuação no sistema imunológico.

A substância tem um comportamento bem diferente das outras vitaminas, que são encontradas em abundância nos alimentos, pois a síntese de vitamina D advém principalmente da exposição da pele ao sol, que gera uma reação fotossintética, resultando na sua forma biologicamente ativa.

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Existem três fontes de vitamina D: a alimentação, a exposição ao sol e a suplementação.

Dentre elas, tomar sol representa entre 80 e 90% da obtenção vitamínica, sendo que o restante ocorre, geralmente, através da alimentação, exceto nos casos em que é realizada a ingestão de suplementos vitamínicos.

O ideal é que complementos alimentares só sejam utilizados em casos de deficiência e expressamente indicados por um médico.

Índice – neste artigo você vai encontrar as seguintes informações:

  1. O que é
  2. Para que serve
  3. Vitamina ou hormônio?
  4. Tipos
  5. Benefícios
  6. Ingestão diária recomendada
  7. Onde encontrar
  8. Alimentos fonte de vitamina D
  9. Suplementação
  10. Deficiência de vitamina D
  11. O que causa a falta de vitamina D?
  12. Excesso de vitamina D
  13. Exames
  14. Como aumentar os níveis de vitamina D?

Para que serve

Ainda nos anos 1990, atribuiu-se à vitamina D apenas o fortalecimento e estruturação dos ossos. Porém, recentemente houve um grande interesse dos pesquisadores quanto à contribuição da substância para o organismo e se descobriu que ela atua direta ou indiretamente em diversos tecidos do corpo.

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A função majoritária da vitamina D é melhorar a absorção de cálcio e fósforo que ocorre no intestino e nos ossos. Ao interagir com o tecido ósseo, a substância regula a liberação e promove a reabsorção de nutrientes, que auxilia na estruturação e fortalecimento dos ossos, mantendo o equilíbrio do plasma sanguíneo.

Além disso, outros órgãos e células respondem à ação da vitamina D, como o cérebro, coração, estômago e pulmões.

Estudos sugerem que há relação entre a carência vitamínica e doenças como tuberculosediabetesautismoartrite, doenças respiratórias e doenças degenerativas, por exemplo.

Nos ossos

A vitamina D se comporta como componente estrutural ósseo. É sintetizada pelos osteoblastos e osteoclastos (células que fabricam e reparam o tecido ósseo). Na ausência da vitamina, pode haver incidência maior de quebras e fraturas, além de má formação dos ossos.

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Durante a infância e adolescência, a vitamina D promove um bom desenvolvimento e fortalecimento deste tecido.

No coração

A vitamina D3 atua na regulação das funções cardíacas e da pressão arterial, que ocorre por meio do controle do crescimento das células do tecido muscular liso, do grau de contração do miocárdio e da inibição de uma enzima chamada renina (responsável, entre outras coisas, por aliviar a pressão e o esforço do coração).

Estudos recentes desenvolvidos pelo Health Professionals Followup Study (HPFS) indicam que a deficiência de vitamina D eleva os riscos de doença cardiovascular. Além disso, manter níveis adequados da substância pode reduzir consideravelmente o risco de pressão arterial elevada, que pode acarretar em insuficiência ou ataque cardíaco.

No cérebro

Alguns estudos indicam que determinadas regiões cerebrais podem recorrer à vitamina para produzir proteínas. Assim, doenças neurológicas, como Alzheimer, autismo e depressão, podem ter associação com a insuficiência vitamínica.

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Além disso, a vitamina está associada à regulação da produção de diversas células, auxiliando o correto funcionamento cerebral.

No sistema imunológico

As doenças autoimunes são causadas pela hiperatividade do sistema de defesa do organismo, que começa a atacar as próprias células.

A vitamina D pode atuar na imunidade de duas maneiras: através da prevenção de algumas doenças e, também, como suporte ao tratamento de outras.

Vitamina ou hormônio?

Vitaminas são substâncias que o corpo não é capaz de produzir e, portanto, são obtidas pela alimentação. Diferente da A, B e C, que advém de fontes externas, a vitamina D é, em grande parte, produzida na pele, como resposta da exposição solar.

No início do século XX, pesquisadores e cientistas investigavam um surto de raquitismo, que acometeu sobretudo a Inglaterra. Em meio aos estudos desenvolvidos, verificou-se uma substância até então desconhecida: a vitamina D.

A substância foi assim nomeada porque, a princípio, se comportava igual aos 3 elementos anteriormente descobertos e isolados (vitaminas A, B e C), que não são produzidos pelo organismo e precisam vir de fontes externas.

Em 1916, pesquisadores da Universidade de Wisconsin compreenderam a relação entre a diminuição da exposição solar e os casos de raquitismo. Também constataram que países com baixa incidência solar não apresentavam índices elevados da doença pois tinham, em geral, uma alimentação baseada em peixes selvagens e óleo de fígado de bacalhau, que são alguns dos poucos alimentos ricos em vitamina D.

Na época, o surto da doença foi controlado com a suplementação vitamínica.

No entanto, atualmente, já se reconhece o comportamento diferente da vitamina D, que é a única da categoria que necessita sofrer um processo de ativação no organismo.

Assim, a substância é, na verdade, classificada como um pré-hormônio lipossolúvel (capaz de se solubilizar em gorduras), por ser sintetizada a partir da pele.

Tipos

A vitamina D se subdivide em vitamina D2, chamada de ergocalciferol, e vitamina D3 ou colecalciferol. Ambas podem ser obtidas através da alimentação, no entanto somente a D3 é sintetizada a partir da exposição solar.

Quimicamente, a estrutura dos tipos D2 e D3 é bastante semelhante, sendo diferenciada por cadeias laterais no carbono 17. A D2 apresenta uma ligação dupla a mais e um grupo metil incorporado. Na prática, a D2 tem origem vegetal e a D3 é de origem animal.

Benefícios

Níveis suficientes de vitamina D têm demonstrado a capacidade de reduzir o desenvolvimento de neoplasias (câncer) de mama, cólon e próstata, por exemplo. Outros benefícios importantes relacionados à dosagem adequada de vitamina D são:

Fortalecimento ósseo

A dosagem adequada de vitamina D auxilia no fortalecimento ósseo devido a absorção correta de cálcio e fósforo. Além de auxiliar no melhor equilíbrio físico e evitar fraturas, os dentes e ossos sofrem menos desgaste devido à idade.

Funções cerebrais beneficiadas

Algumas pesquisas relacionam uma melhora significativa na memória, raciocínio e humor quando se estabiliza o nível vitamínico.

Quadros de ansiedade e depressão podem responder com mais rapidez ao tratamento quando a suplementação de vitamina D está associada.

Resistência a diabetes tipo 2

Estudos recentes confirmam a hipótese de que a falta de vitamina D eleva os riscos da diabetes tipo 2, pois a deficiência vitamínica ocasiona alterações na secreção de insulina e favorece a intolerância à glicose, fatores que acarretam no desenvolvimento desta condição diabetes tipo II.

Combate a hipertensão

Pesquisadores observaram que pacientes hipertensos expostos semanalmente à radiação ultravioleta podem reduzir a pressão arterial, minimizando os impactos da patologia no organismo.

Auxílio no emagrecimento

A insuficiência vitamínica está relacionada ao metabolismo mais lento, segundo alguns estudos. Além disso, a suficiência de vitamina D pode trazer mais saciedade, minimizando a ingestão calórica e auxiliando na manutenção do peso adequado.

Observa-se que em indivíduos obesos, a carência de vitamina D pode ser um dos fatores que promove o acúmulo de gordura. No caso, a hipovitaminose não é a causa da obesidade, mas uma condição que dificulta o emagrecimento. Ou seja, a suplementação com o hormônio pode favorecer a perda de peso.

Atua no sistema imunológico

A substância auxilia a reduzir a produção de substâncias inflamatórias, o que resulta na redução de marcadores de inflamação no organismo.

Atua na fertilidade e na gestação

Estudos sugerem a relação entre taxas ideias de vitamina D e a fertilidade na mulher, induzindo melhor a ovulação e dando melhores condições a quem deseja engravidar.

A redução da inflamação ocasionada pela vitamina D faz com que o organismo se adapte bem à placenta e minimize os riscos de aborto no primeiro trimestre da gestação.

Durante toda a gravidez, a síntese correta da vitamina reduz os riscos de desenvolver pré-eclâmpsia (hipertensão arterial na gestação).

Além disso, reduz-se o risco de má formação, problemas respiratórios, doenças autoimunes e autismo no bebê.

Ingestão diária recomendada

Estudos sugerem que o nível de suficiência de vitamina D se encontra acima de 30mcg/mL, pois seria nesse ponto que ocorre a melhor absorção de cálcio. No entanto, esses valores são extremamente difíceis de serem alcançados e mantidos, sobretudo em regiões com menos incidência solar.

Institute of Medicine (Academia Nacional de Medicina dos Estados Unidos) publicou uma tabela indicativa dos níveis de ingestão diária de vitamina D para as diferentes faixas etárias — lembrando que 1mcg equivale a 40 UI (Unidade Internacional).

Fonte: Institute of Medicine. Report Release: dietary reference intakes for calcium and vitamin D. 2010.

*Após os primeiros 28 dias de vida (lactentes), a ingestão diária recomendada é de 400 UI/dia para 0-6 meses de idade; e 400 UI/dia para 6-12 meses de idade, sob orientação médica.

Recentemente, a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) publicou uma nota em que níveis de vitamina D acima de 20mcg são aceitáveis e não necessitam de reposição.

No entanto, idosos, gestantes, portadores de osteomalácia, raquitismo, osteoporose, doenças autoimunes e, doenças inflamatórias compreendem o grupo de risco, sendo recomendado manter os níveis entre 30mcg e 60mcg.

Para a Sociedade Americana de Endocrinologia, a ingestão de vitamina D pode ser estabelecida com valores mais flexíveis, através de uma estimativa. A indicação oficial é que a partir de 1 ano de idade, a ingestão diária seja de 600-1000 UI (15-25mcg), e para adultos e idosos, de 1500-2000 UI (37,5mcg-50mcg).

Muitos autores e profissionais de saúde brasileiros admitem níveis de suficiência acima de 30mcg/mL. Abaixo desse valor se considera deficiência da vitamina e a suplementação pode ser avaliada, porém nem sempre é necessária. Apesar de aumentar o risco de doenças diversas, como câncer e inflamação crônica, o nível baixo costuma ser bem tolerado e não apresentar sintomas.

No entanto, quando os níveis estão abaixo de 12mcg/mL, considera-se deficiência e a reposição ou suplementação é indicada.

Onde encontrar

Vitamina D2

A vitamina D2 é mais presente nos cogumelos, que são fungos, chegando a ter concentrações de até 100mcg (400 UI) em 100g. Alimentos como shiitake e shimeji apresentam valores consideráveis da substância.

Vitamina D3

As fontes mais ricas de vitamina D3 são os óleos de fígado de peixe (como o bacalhau e o atum), sardinhas, fígado de mamíferos, ovos e produtos lácteos, principalmente o leite.

Tanto nos humanos quanto nos animais, a D3 advém da exposição solar, sendo produzida na derme e na epiderme. A partir da incidência dos raios UVB, ocorre uma reação fotolítica (a partir da luz) e, após uma série de transformações, ativa-se a vitamina D3.

Portanto, tomar sol acarreta na produção vitamínica pelo organismo, sendo a fonte mais comum de obtenção do hormônio.

Alimentos fonte de vitamina D

Em média, para um adulto saudável, recomenda-se o consumo de ao menos 15mcg de vitamina D por dia. Entre os que fornecem melhores quantidades por porção estão:

Suplementação

Em geral, aumentar a exposição ao sol e reforçar a alimentação tende a melhorar significativamente as taxas de vitamina D. No entanto, em casos em que as mudanças não surtem o efeito esperado, é possível recorrer aos suplementos vitamínicos.

As opções oferecidas são cápsulas, gotas ou injetável. Normalmente, a última é recomendada apenas quando há dificuldade de absorção via oral ou em casos críticos, quando os níveis de vitamina precisam ser elevados rapidamente.

Os suplementos podem ser baseados no princípio ativo de:

A principal diferença entre as opções é a extração da vitamina, pois a D2 é obtida através de fungos, podendo ser utilizada por vegetarianos e veganos.

Não devem utilizar a suplementação pacientes com hipersensibilidade à substância ativa colecalciferol, ao ergocalciferol ou aos demais componentes da fórmula, bem como nos casos de alterações renais ou hipercalcemia.

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Interação medicamentosa

Alguns medicamentos podem interferir na absorção do suplemento, entre eles: os

É sempre fundamental informar ao médico a utilização contínua ou pontual de qualquer medicamento antes de realizar exames, mudar ou iniciar tratamentos medicamentosos, bem como consumir suplementos alimentares ou vitamínicos.

A superdosagem pode ocorrer devido à interação dos medicamentos ou pelo excesso da dosagem de vitamina. Nesses casos, pode haver fraqueza, fadiga, dores de cabeça, vômitos e alterações intestinais.

Deficiência de vitamina D

Médicos e pesquisadores têm demonstrado bastante interesse em estudos sobre a ação da vitamina D. Não há resultados conclusivos sobre todas as interdependências do pré-hormônio e outras doenças. No entanto, diversas patologias e condições podem estar direta ou indiretamente associadas aos níveis vitamínicos.

Sintomas e condições

Estudos apontam uma série de doenças e disfunções no organismo relacionadas com a carência da vitamina D. Em geral, as pesquisas identificam a prevalência da hipovitaminose D que pode acarretar ou piorar os quadros patológicos.

Há também indícios de que essas doenças são prevenidas ou apresentam melhoras no tratamento quando se alia a suplementação vitamínica.

Depressão

Estudos recentes apontam a correlação entre a falta de vitamina D e a vulnerabilidade à depressão. Pacientes com histórico da doença psicológica demonstraram ainda mais riscos de recaídas.

UT Southwestern Medical Center (escola de medicina do Texas), nos EUA, acompanhou cerca de 12 mil pacientes, entre 2006 e 2010, e constatou que houve maior incidência de depressão naqueles que apresentavam índices mais baixos de vitamina D.

Por isso, manter a suficiência vitamínica pode reduzir os riscos à depressão, além de auxiliar em melhores respostas às terapias e medicamentos.

Riscos durante a gravidez e lactação

Como a vitamina D melhora as condições imunológicas, a carência pode favorecer a rejeição embrionária, ocasionando o aborto, que tem maior incidência no primeiro trimestre.

A pré-eclâmpsia (hipertensão durante a gravidez) e diabetes gestacional podem estar relacionados com os níveis de vitamina D, pois há uma interação da substância com a produção de renina (que interage com as funções cardíacas) e a atuação da insulina (que regula a glicemia).

Os riscos de infecções e mau desenvolvimento do bebê são reduzidos. A baixa síntese de vitamina D da gestante pode favorecer o autismo e os problemas respiratórios na criança.

Além disso, para quem ainda está planejando engravidar, manter o níveis vitamínicos adequados favorece a fertilidade, agindo na ovulação.

Fadiga ou fraqueza muscular

Há indícios que níveis baixos de vitamina D podem causar cansaço e fadiga crônica. Pesquisas apontam que os sintomas são mais presentes em quem ingere menos vitamina, mesmo que não haja deficiência da substância.

Autismo

A carência de vitamina D em gestantes pode estar associada a desvios no desenvolvimento cerebral do bebê, acarretando na síndrome do espectro autista.

Estudos apontam que a maioria dos diagnosticados com autismo apresentam hipovitaminose D. Em 75% dos casos estudados, houve melhoras no aprendizado e desenvolvimento do autista ao regular os níveis vitamínicos através da suplementação e maior exposição solar.

Infecções

Devido ao estímulo da síntese de peptídeos e antimicrobiais, níveis baixos de vitamina D favorecem infecções e inflamações pela baixa na imunidade.

Em um estudo publicado na Annals of the New York Academy of Sciences (revista científica da Academia de Ciências de Nova York), sugere-se que a vitamina ainda pode atuar como agente anti-infeccioso, reduzindo a incidência de infecções do trato urinário, gripedengue, hepatites B e C e doenças nas vias respiratórias. Pode ainda reduzir a utilização de antibióticos.

Pesquisadores do British Medical Journal (publicação periódica do Reino Unido) avaliaram pacientes de todas as faixas etárias que faziam suplementação vitamínica. Os resultados apontam que houve melhorias imunológicas, diminuindo os casos de infecções agudas do trato respiratório.

Para quem inicia tratamento com antibiótico, a resposta do organismo é geralmente mais rápida, evitando adaptação ou resistência ao medicamento.

Enfraquecimento ósseo e osteoporose

Na ausência do nutriente, pode haver uma queda de 30% da absorção do cálcio ingerido. Isso acarreta no enfraquecimento ósseo e eleva as chances de osteoporose.

Nesse caso, quedas ou fraturas podem ser agravadas pela carência da vitamina D, pois a recuperação é mais lenta. Além disso, a hipovitaminose pode estar associada aos altos índices de dor óssea, sobretudo na região lombar.

Isso ocorre porque a falta de vitamina D ocasiona a mineração inadequada de substâncias pelo osso. Significando que há um desequilíbrio da absorção e liberação de cálcio pelo tecido.

Para restabelecer os valores, o organismo eleva a reabsorção óssea de substâncias, com a finalidade de liberar mais cálcio para o sangue.

Com a redução cálcica nos ossos, os índices de fratura, esfarelamento ou fragilização da massa óssea são aumentados.

Diabetes tipo 2

Algumas pesquisas apontam que a vitamina D pode afetar a resposta da insulina à glicose. A forma ativa da vitamina atua diretamente na ação insulínica. A vitamina D, ao agir na regulação do cálcio, estimula a expressão do hormônio insulina.

Quando os níveis de cálcio estão reduzidos, prejudicam a ligação dos receptores de insulina, fazendo com que os níveis de glicose sejam afetados.

Portanto, há indícios que quanto maior a carência da vitamina D, maiores os riscos do paciente desenvolver diabetes tipo 2.

Queda capilar

Como a vitamina D atua na absorção de cálcio, todos os órgãos e tecidos que interagem com o mineral são afetados.

Apesar da queda de cabelos ser uma condição causada por inúmeras desregulações ou doenças, há indícios que a falta de vitamina D está relacionada com algumas delas.

A alopecia areata é uma doença autoimune em que há enfraquecimento ósseo e severa perda de cabelo, que apresenta baixa síntese de nutrientes.

Além disso, o cálcio promove a síntese de queratina, substância que impacta na saúde dos cabelos e das unhas. Assim, indiretamente, os níveis adequados de vitamina D reduzem a queda dos fios, fortalecem as unhas e melhoram a aparência dos tecidos.

Doenças autoimunes

Estudos sugerem que a vitamina D pode atuar no sistema imunológico e na prevenção de doenças autoimunes, como esclerose múltipla, diabetes tipo 1, artrite reumatoide e doença inflamatória intestinal.

Ainda que não seja conclusivo, pode haver relação entre baixos níveis de vitamina D e a diabetes tipo 1 (insulino dependente). Também é possível que o desenvolvimento da diabetes 1 seja prevenida com a normalização dos níveis vitamínicos.

Apesar da suplementação com a vitamina D não substituir o tratamento primário, nem ser um consenso entre a comunidade médica, manter os níveis adequados do nutriente pode auxiliar no controle e prevenção de doenças autoimunes em geral.

Câncer

Alguns casos apontam que a deficiência de vitamina D pode estar associada com o desenvolvimento de câncer. Entre os tipos mais relacionados à carência vitamínica, os de mama, colorretal, de ovário, próstata e melanoma se mostram bastante frequentes em estudos já realizados.

Isso pode ocorrer pois a hipovitaminose incide na desregulação celular, fazendo com que células se proliferem descontroladamente.

As pesquisas apontam que, quando há o diagnóstico de câncer, o metabolismo da vitamina D pode estar diretamente relacionado com a prevenção de angiogênese (quando novos vasos sanguíneos são criados, alastrando a doença). Por isso, a ingestão adequada do nutriente pode retardar a evolução da doença, inclusive, impedindo a progressão para o câncer malígno.

Obesidade

Muitos estudos sugerem a relação entre a obesidade e os baixos níveis de vitamina D. Quando há redução da gordura corporal, os níveis de síntese vitamínica tendem a melhorar, mesmo sem a alteração alimentar ou da exposição ao sol. Ou seja, a perda de peso traria melhoras diretas à síntese do pré-hormônio.

O que causa a falta de vitamina D?

Como o rim participa da ativação dos precursores de vitamina D, doenças renais elevam os riscos de deficiência vitamínica. Além disso, a fibrose cística pode acometer o órgão e resultar na hipovitaminose.

Condições que afetam o intestino e alteram a absorção de vitaminas também podem incidir na deficiência de vitamina D, entre elas a doença celíaca, a síndrome do intestino curto e a doença de Chron.

Além disso, pedras na vesícula alteram a secreção de bile e reduzem a absorção de vitaminas lipossolúveis, entre as alterações resultante está a hipovitaminose D.

Excesso de vitamina D

A superdosagem é uma condição pouco comum, pois, geralmente, a população apresenta carência nos níveis da vitamina D. Porém, a utilização excessiva de suplementos ou alterações do organismo podem acarretar numa hipervitaminose.

A ingestão recomendada de suplemento e polivitamínicos não traz malefícios à saúde e são poucos os efeitos colaterais relatados. No entanto, doses elevadas de vitamina D podem afetar os rins e causar efeitos adversos.

Em geral, a intoxicação pelo componente ocorre em torno de 150 mcg/mL e pode demorar meses para ser eliminada do organismo. Além disso, há casos relacionando o excesso de vitamina D com outros sintomas, como:

  • Distúrbios digestivos;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Tontura;
  • Desidratação;
  • Alteração do fluxo intestinal (diarreia ou constipação);
  • Perda de massa óssea;
  • Insuficiência renal;
  • Confusão mental.

Exames

O exame detalhado é feito através de amostragem de sangue que mede a 25-hidroxi-vitamina D, chamada de calcidiol (vitamina D total), e a 1,25-di-hidroxi-vitamina D, chamada de calcitriol.

A 25-hidroxi-vitamina D é o precursor inativo da vitamina e apresenta níveis mais elevados nos pacientes saudáveis. Quando o valor está abaixo de 30 mcg/mL pode ser necessário realizar reposição ou suplementação vitamínica.

Os níveis de 1,25-di-hidroxi-vitamina D se referem à forma ativa da vitamina e, em geral, os valores se apresentam mais baixos do que a 25-hidroxi-vitamina D. O exame é indicado para a avaliação de hipercalcemia (excesso de cálcio no sangue). Em casos que o valor está abaixo do esperado, pode-se indicar doenças renais. Já nos níveis muito elevados, a alteração pode ser indício de linfomas ou sarcoidose.

Não há uma determinação quanto aos valores de referência da vitamina D. Assim, a maioria dos especialistas se baseia no resultado médio da população. Valores que são geralmente utilizados ficam em torno de:

  • Superdosagem: acima de 100 mcg/mL;
  • Suficiência: igual ou acima de 30 mcg/mL;
  • Insuficiência: entre 10 mcg/mL e 30 mcg/mL;
  • Deficiência: igual ou abaixo de 10 mcg/mL.

Como aumentar os níveis de vitamina D?

Especialistas apontam que tomar sol por cerca de 20 minutos diariamente já é suficiente para melhorar os níveis vitamínicos.

Vale lembrar que a utilização do protetor interfere na absorção dos raios ultravioletas, pois sua função é realizar o bloqueio solar e proteger a pele. Produtos com fatores de proteção solar (FPS) 8, reduzem a absorção de vitamina D em aproximadamente 90%, o FPS 15 reduz cerca de 95%, enquanto o FPS 30 pode impedir 99% da síntese.

Além disso, a geolocalização determina a incidência solar e altera a recepção dos raios UVB. Entre novembro e março, localidades com latitudes ao redor de 45º graus norte (entre a linha do Equador e o Polo Norte) ou 40º graus sul (entre a linha do equador e o Círculo Polar Antártico) se tornam ineficientes para a absorção de vitamina D.

No geral, considerando as características do território brasileiro, médicos e dermatologistas recomendam a exposição solar com a utilização do protetor no rosto e no pescoço, dispensando-o nos braços e pernas.

Devido aos riscos de câncer de pele e ao envelhecimento precoce, o ideal é também optar por horários de intensidade solar amena, como entre 9 e 10 horas, mantendo o uso de protetor solar apenas no rosto.

As necessidades de vitamina D e o processo de absorção são bastante variáveis. Uma dieta equilibrada e a exposição solar moderada, em geral, são suficientes para estabilizar os níveis vitamínicos.

Quando há problemas de absorção de nutrientes ou doenças que acarretam na diminuição vitamínica, pode ser indicado a suplementação, sempre perante indicação de um profissional da saúde.


A maior parte da população apresenta níveis abaixo do ideal de vitamina D. A condição, em geral, não representa riscos à saúde. No entanto, quando os valores de absorção vitamínica caem muito, sendo indicadas como deficiência, pode haver comprometimento do bom funcionamento do organismo.

Associar uma alimentação equilibrada, exposição ao sol e, se indicado pelo médico, suplementos de vitamina, são medidas que auxiliam no bem-estar e na prevenção de doenças.

No nosso blog você encontra diversas informações para cuidar da sua saúde!

Referências

Castro, Luiz Claudio Gonçalves de. (2011). O sistema endocrinológico vitamina D. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia55(8), 566-575.

Marques, Cláudia Diniz Lopes, Dantas, Andréa Tavares, Fragoso, Thiago Sotero, & Duarte, Ângela Luzia Branco Pinto. (2010). A importância dos níveis de vitamina D nas doenças autoimunes. Revista Brasileira de Reumatologia50(1), 67-80.

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