Glossário Budista


Ananda

(sânscr. Ānanda; jap. Anan) Um dos dez principais discípulos de Shakyamuni. Era primo de Shakyamuni e irmão mais novo de Devadatta. Durante muitos anos acompanhou Shakyamuni como assistente pessoal e, desse modo, de todos os discípulos, foi o que mais ouviu os ensinamentos do mestre. Por essa razão, ficou conhecido como o ouvinte mais notável dos ensinamentos do Buda. Ananda destacava-se também pela extraordinária memória, que lhe permitiu desempenhar papel central na compila- ção dos ensinamentos de Shakyamuni no Primeiro Concílio budista, realizado após a morte do Buda.

atingir o estado de buda

(jap. jōbutsu) Tornar-se um buda ou atingir a iluminação. Significa atingir o estado de buda exatamente como a pessoa é, sem mudar o aspecto físico de mortal comum. Este conceito também é conhecido como “atingir o estado de buda como um mortal comum”.

B

bodisatva

(sânscr. bodhisattva; jap. bosatsu) Ser que aspira ao estado de buda e realiza ações altruísticas visando atingir esse objetivo. A característica predominante dos bodisatvas é a compaixão, visto que postergam a própria entrada no nirvana para conduzir os outros à iluminação.

bodisatvas da terra

(jap. jiyu-no-bosatsu) Referência aos inumeráveis bodi- satvas descritos no capítulo 15 do Sutra do Lótus, “Emergindo da Terra”, aos quais Shakyamuni confia a tarefa de propagar a Lei após a morte dele. Em vários de seus escritos, Nichiren Daishonin identifica a si próprio como bodisatva Práticas Superiores, o líder dos bodisatvas da terra.

bom amigo

(sânscr. kalyāna-mitra; jap. zen-chishiki) Também “influência positiva”. Aquele que conduz outros ao ensinamento correto. O budismo ensina que para seguir o caminho da iluminação, deve associar-se a bons amigos. Daishonin também se refere, em seus escritos, aos inimigos como “bons amigos” no sentido de que estes ajudam a pessoa a fortalecer a determinação de persistir na prática budista.

bom amigo

(sânscr. kalyāna-mitra; jap. zen-chishiki) Também “influência positiva”. Aquele que conduz outros ao ensinamento correto. O budismo ensina que para seguir o caminho da iluminação, deve associar-se a bons amigos. Daishonin também se refere, em seus escritos, aos inimigos como “bons amigos” no sentido de que estes ajudam a pessoa a fortalecer a determinação de persistir na prática budista.

Buda

O Iluminado ou Aquele que Despertou. Aquele que percebe a natureza iluminada da vida e conduz outros a atingir a mesma condição, caracterizada pela sabedoria, coragem, benevolência e energia vital.

C

caminho do meio

(sânscr. madhyamā-pratipad; jap. chūdō) Caminho que transcende posições extremas. O termo também indica a verdadeira natureza de todos os fenômenos, que não pode ser definida por categorias absolutas como as de existência e não existência.

Carma

A palavra “carma” tem sua origem no sânscrito karma ou karman e significa “ação”. O budismo explica que a vida é eterna e que é o carma que determina a trajetória de uma pessoa, ou seja, as ações por ela praticadas é o que traça sua sorte nesta existência e nas futuras, assim como suas ações de um tempo passado são os fatores que definiram sua realidade atual. Ao estabelecer um paralelo com o termo “destino”, pode-se dizer que carma é uma espécie de destino que está constantemente sendo atualizado e alterado conforme as ações do indivíduo, sendo ele o único responsável, tanto pelo presente como pelo futuro. Neste caso, cada pessoa é protagonista de sua grande peça na qual ela própria é roteirista e diretor. As ações às quais o budismo se refere são identificadas como três: física, verbal e mental. Isso significa que uma pessoa forma o carma pelos seus atos, suas palavras e seus pensamentos. Mesmo que não se traduza os pensamentos em palavras ou atos, e mesmo que ninguém mais saiba, essa “ação” em si já registrou um efeito para sua vida.

Cerimônia no Ar

(jap. kokū-e) Uma das três assembleias descritas no Sutra do Lótus, em que toda a multidão é suspensa no espaço, acima do mundo saha. Estende-se do capítulo 11, “Torre de Tesouro”, ao 22, “Transferência”. Os pontos centrais dessa cerimônia são revelar a iluminação original do Buda [Shakyamuni] no remoto passado e transferir a essência do sutra aos bodisatvas da terra.

D

daimoku

(jap.) [1] Título de um sutra, em especial, título do Sutra do Lótus, ou Myoho-renge-kyo. [2] Recitação de Nam-myoho-renge-kyo no Budismo de Nichiren Daishonin.

Daisaku Ikeda

Nasceu em Tóquio, Japão, em 2 de janeiro de 1928. Formado pela Escola Superior Fuji, na área de Economia, é atualmente presidente da Soka Gakkai Internacional (SGI), uma das maiores organizações não governamentais das Nações Unidas, com mais de 12 milhões de associados em 192 países e territórios. Fundou várias instituições educacionais e culturais, como as escolas Soka (da educação infantil ao ensino superior), a Associação de Concertos Min-On, o Instituto de Filosofia Oriental e o Mu- seu de Artes Fuji de Tóquio. Pacifista, filósofo, poeta laureado e escritor, com obras traduzidas para mais de vinte línguas, é sócio correspondente da Academia Brasileira de Letras (ABL) desde 1992, ocupando a cadeira de no 14. Ikeda acredita que um movimento popular centralizado nas Nações Unidas é a chave para transformar o mundo, onde imperam a desunião e a hostilidade, num lugar de coexistência pacífica. Por isso, apresenta anualmente, no dia 26 de janeiro, aniversário de fundação da SGI, sua proposta de paz. A SGI é oficialmente registrada como ONG no Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (Ecosoc), no Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), no Departamento de Informações Públicas das Nações Unidas (UNDPI) e na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Também integra a Federação Mundial das Associações das Nações Unidas (WFUNA).

darma

(sânscr. dharma; jap. hō) Termo fundamental do budismo que abrange uma variedade de significados, entre os quais estão: lei, verdade, doutrina, ensinamento do Buda, virtude, boa conduta, religião, natureza, característica, elementos da existência e fenômenos.

desejos mundanos

(sânscr. klesha; jap. bonnō) Termo genérico para todas as funções negativas da vida, incluindo os desejos e as ilusões no sentido abrangente, que dão origem aos sofrimentos físicos e espirituais, e impedem a busca da iluminação.

Devadatta

(sânscr.; jap. Daibadatta) Primo de Shakyamuni que, a princípio, foi discípulo do Buda mas, depois, tornou-se inimigo deste. Movido pela arrogância, Devadatta tentou matar Shakyamuni para tomar-lhe o lugar. Provocou a desunião na Ordem budista e cometeu vários atentados contra a vida do Buda. Conta-se que ele caiu vivo no inferno. No entanto, o capítulo “Devadatta” do Sutra do Lótus prediz sua iluminação futura.

devoto do Sutra do Lótus

(jap. Hokekyō-no-gyōja) Aquele que propaga e pratica o Sutra do Lótus em exato acordo com os ensinamentos do sutra.

dez fatores

(jap. jū-nyoze) Princípio que esclarece os fatores comuns a todas as formas de vida, em qualquer dos dez mundos. São relacionados no capítulo “Meios Apropriados” do Sutra do Lótus. Eles são: aparência, natureza, entidade, poder, influência, causa interna, relação, efeito latente, efeito manifesto e consistência do início ao fim. Este último é o fator unificador que dá coesão a todos os fatores entre si, do início ao fim.

dez mundos

(jap. jikkai) Originalmente, os dez mundos eram vistos como locais fisicamente distintos, cada um deles habitado pelos respectivos seres. Entretanto, o Sutra do Lótus ensina que cada um dos dez mundos contém inerentemente todos os dez. Com base nessa perspectiva, o conceito de dez mundos pode ser interpretado como estados de vida potenciais existentes em cada ser, ou seja, dez condições ou estados de vida que toda pessoa pode manifestar ou experimentar a qualquer momento. Assim, os dez mundos correspondem, respectivamente, aos estados de: 1) inferno; 2) fome; 3) animalidade; 4) ira; 5) tranquilidade ou humanidade; 6) alegria; 7) erudição; 8) autorrealização; 9) bodisatva; e 10) buda.

E

escuridão fundamental

(jap. gampon-no-mumyō) Também “ignorância fundamental”. A ilusão inerente à vida mais profundamente arraigada, que dá origem a todas as demais ilusões e desejos mundanos.

estado de buda

(jap. bukkai) A condição de ser buda. Também “iluminação”. Supremo estado de vida no budismo, caracterizado pela sabedoria e compaixão ilimitadas. Nessa condição, a pessoa desperta para a verdade eterna e fundamental que constitui a realidade de tudo. O estado de buda é considerado o objetivo da prática budista e corresponde ao mais elevado dos dez mundos.

F

Fé, Prática e Estudo

é um princípio budista que explica a forma correta de se praticar o Budismo de Nichiren Daishonin. A “fé” corresponde a acreditar nos ensinos do Buda como filosofia capaz de conduzir as pessoas dos Últimos Dias da Lei à felicidade absoluta. A “prática” é a ação concreta da fé, consiste em praticar corretamente o Budismo de Nichiren Daishonin em exata conformidade com os seus ensinamentos. O “estudo” refere-se a buscar o aprendizado dos ensinamentos budistas. Quando se empenha nesses três fundamentos – fé, prática e estudo –, a vida é conduzida ao estado de Buda.

G

Gohonzon

(jap.) Objeto de devoção do Budismo de Nichiren Daishonin e incorporação da Lei Mística que permeia todos os fenômenos. O Gohonzon tem a forma de um mandala inscrito em papel ou em madeira, com ideogramas que representam a Lei Mística e também os dez mundos, incluindo o estado de buda. O Budismo de Nichiren Daishonin ensina que todas as pessoas possuem a natureza de buda e podem manifestá-la por meio da fé no Gohonzon.

Gongyo

O gongyo é uma cerimônia budista diária praticada diante do Gohonzon pelos mais de 12 milhões de membros da SGI em todos os 192 países e territórios nos quais a organização tem associados. A forma de realização e o conteúdo desta fundamental prática constam no livreto Liturgia da SGI. O gongyo é composto essencialmente de três elementos: 1) A recitação de trechos do capítulo “Meios Apropriados” (Hoben) e “A Extensão da Vida” (Juryo), do Sutra do Lótus, a razão do advento do buda Shakyamuni; 2) Recitação do Nam-myoho-renge-kyo; 3) Orações silenciosas.

Gosho

(jap.) Denominação do conjunto dos escritos de Nichiren Daishonin, compilados por seu sucessor, Nikko. O termo em japonês sho significa “escrito” e go é um prefixo honorífico.

H

Hinayana

(jap. Shōjō-bukkyō) Ensinamentos budistas que objetivam atingir o nível de arhat. O termo “hinayana”, literalmente “pequeno veículo”, foi a princípio uma denominação pejorativa empregada pelos budistas do Mahayana, pois para es- tes, os praticantes desses ensinamentos preocupavam-se apenas com a emancipação pessoal e eram indiferentes à salvação dos outros. Os ensinamentos do Hinayana são representados pelas doutrinas “quatro nobres verdades” e “cadeia de doze elos da causalidade”. Essas doutrinas apontam os desejos mundanos como a causa do sofrimento, e afirmam que este é eliminado somente pela erradicação dos desejos mundanos. Na sistematização que Tiantai fez dos ensinamentos do buda Shakyamuni, ele categorizou o ensinamento do Hinayana como pertencente ao tripitaka, e nivelou-o como o mais inferior dos cinco períodos de ensinamentos.

I

inferno

(jap. jigoku-kai) Mundo de extremo sofrimento. Os sutras descrevem vários tipos de inferno, como os “oito infernos escaldantes” e os “oito infernos gelados”. Também o primeiro e o mais baixo dos dez mundos. Visto como um “estado de vida”, inferno é uma condição de extremo sofrimento mental e físico, caracterizado por um impulso violento de autodestruição.

J

Jambudvipa

(sânscr. Jambudvīpa; jap. Embudai ou Sembu-shū) Um dos quatro continentes situados nas quatro direções a redor do Monte Sumeru. Jambudvipa está situado ao sul e é o lugar onde os budas fazem seu advento. É comumente empregado para indicar o mundo inteiro.

Josei Toda

Nasceu em 11 de fevereiro de 1900, na Província de Ishikawa, Japão, como o filho mais novo de uma família numerosa. Seu pai chamava-se Jinshiti e sua mãe, Sue. Enquanto menino, seu nome era Jin-iti. Aos 19 anos, foi apresentado a Tsunessaburo Makiguchi, diretor da Escola de Ensino Fundamental Nishimati, um homem de idéias ímpares e práticas sobre a educação. Oito anos depois, em 1928, Makiguchi converteu-se ao Budismo de Nichiren Daishonin. Tendo passado por grandes sofrimentos na vida, ele encontrou no budismo as respostas para as dúvidas que o atormentavam. Logo após, Toda também abraçou a filosofia budista. Em 18 de novembro de 1930, Makiguchi e Toda fundaram a Soka Kyoiku Gakkai (Sociedade Educacional de Criação de Valores), predecessora da Soka Gakkai. Makiguchi era o seu presidente e Toda, o diretor-geral. No ano de 1947, Jossei Toda conhece Daisaku Ikeda, um jovem de dezenove anos que buscava um sentido para a vida. Adotando Toda como seu mestre, Ikeda abraça seus ideais e se torna seu discípulo imediato, dedicando a vida para a concretização do kosen-rufu. Em 3 de maio de 1951, Toda torna-se o segundo presidente da Soka Gakkai e lança o objetivo da concretização de 750 mil famílias praticantes do budismo Nichiren no Japão. Objetivo este concretizado sete anos depois. Em 2 de abril de 1958, Toda falece serenamente em Tóquio aos 58 anos.

K

kalpa

(sânscr.; jap. kō) Período de tempo extremamente longo. A extensão do kalpa varia de acordo com os sutras e tratados. Os kalpa são classificados em duas categorias: mensuráveis e imensuráveis. Por sua vez, há três tipos de kalpa mensurável: menor, médio, e maior. Segundo uma fonte, um kalpa menor dura cerca de dezesseis milhões de anos. De acordo com a cosmologia budista, os mundos passam por quatro fases que se repetem: formação, continuação, declínio e desintegração. Cada uma dessas quatro fases dura vinte kalpa menores, que corresponde a um kalpa médio. Por fim, um ciclo completo forma um kalpa maior.

Kosen-rufu

Literalmente significa “propagar amplamente”. Também significa “paz mundial”— o ideal de dedicar a vida pela felicidade de si e das pessoas visando um mundo melhor.

L

Lei de Causa e Efeito

elucida que toda causa produz ou registra seu efeito no exato momento em que foi praticada, sendo que esse efeito pode se manifestar imediatamente na vida da pessoa, num tempo futuro, na existência seguinte ou mais além, dependendo do grau de importância dessa causa, tanto boa como má, e ainda conforme estímulos e condições externas. Para cada causa, haverá sempre um efeito correspondente

Lei Mística

(sânscr. saddharma; chin. miaofa; jap. myōhō) Também “Lei Maravilhosa”. [1] Os ensinamentos do Sutra do Lótus. [2] A essência desse sutra, ou a Lei Mística, a Lei fundamental da vida e do Universo, indentificada por Nichiren Daishonin como Nam-myoho-renge-kyo.

M

mau amigo

(jap. aku-chishiki) Também “má companhia”, “mau mestre” e “má influência”. Pessoa que engana os outros com falsos ensinamentos para impedi-los de praticar o budismo e fazê-los cair nos maus caminhos. O Sutra do Nirvana ensina que não se deve temer um elefante enlouquecido, mas um mau amigo. Ver também bom amigo.

maus caminhos

(sânscr. durgati; jap. akudō ou akushu) Também “maus caminhos da existência”. O mundo do sofrimento no qual caem as pessoas que cometeram más ações. Também o sofrimento propriamente dito. “Caminho”, nesse contexto, refere-se a um “estado de vida” ou a um domínio da existência, ou, mais especificamente, a alguns dos dez mundos. Emprega-se a expressão “três maus caminhos” para designar coletivamente os mundos de inferno, dos espíritos famintos e dos animais. Esses três mais o mundo dos asura são conhecidos como “quatro maus caminhos”.

Médios Dias da Lei

(jap. zōbō) Também “período da Lei falsa”. Segundo dos três períodos posteriores à morte do Buda. Época em que o ensinamento do Buda torna-se gradativamente formal e a relação das pessoas com a doutrina enfraquece de tal forma que o número daqueles capazes de atingir a iluminação por meio dessa prática diminui cada vez mais. Algumas fontes estimam a duração dos Médios Dias da Lei de Shakya- muni em mil anos, ao passo que outras, em quinhentos anos.

mundo saha

(sânscr. sahā; jap. shaba-sekai) Este mundo, o mundo dos seres humanos, marcado por sofrimentos. Na versão chinesa das escrituras budistas, a palavra saha é traduzida como “resistência”. O termo “mundo saha” sugere que as pessoas que vivem neste mundo devem resistir a todos os tipos de sofrimento. Também é referido como “terra impura”, em contraste com “terra pura”. O mundo saha é a terra na qual Shakyamuni faz seu advento e suporta inúmeras adversidades para instruir os seres vivos. Algumas escrituras budistas, incluindo o Sutra do Lótus, ensinam que o mundo saha pode ser transformado na Terra da Luz Eternamente Tranquila, ou que o mundo saha é a própria Terra da Luz Eternamente Tranquila.

Myoho-renge-kyo

(jap.) [1] Lei Mística ou Nam-myoho-renge-kyo. [2] Sutra do Lótus da Lei Maravilhosa, tradução chinesa do Sutra do Lótus feita por Kumarajiva. “Myoho-renge-kyo” é a pronúncia japonesa do título em chinês.

N

Nam-myoho-renge-kyo

A Lei ou realidade fundamental que permeia todos os fenômenos do Universo. Refere-se também à recitação ou ao daimoku praticado no Budismo de Nichiren Daishonin.

Nirvana

(sânscr.; jap. nehan) Iluminação, o objetivo da prática budista. A palavra “nirvana” significa “extinção total”, mas é traduzida de várias maneiras, como: extinção, libertação, cessação, latência, não renascimento.

O

oito ventos

(jap happū) Oito condições que impedem as pessoas de avançar no caminho correto para a iluminação. Os oito ventos são: prosperidade, declínio, desgraça, honra, elogio, censura, sofrimento e prazer. As pessoas são, com frequência, desviadas do caminho pelo apego à prosperidade, à honra, ao elogio e ao prazer, ou pelo repúdio ao declínio, à desgraça, à censura e ao sofrimento.

P

Pico da Águia

(sânscr. Gridhrakūta; jap. Ryōju-sen) Também “Pico do Abutre”. Montanha localizada no nordeste de Rajagriha, capital de Magadha, na Índia antiga. Acredita-se que Shakyamuni tenha pregado o Sutra do Lótus nesse local. O Pico da Águia também simboliza a “terra do buda” ou o “estado de buda”. Nesse sentido, utiliza-se com frequência a expressão “terra pura do Pico da Águia”.

Prática individual e prática altruística

A prática individual consiste, por exemplo, da recitação do gongyo, liturgia do Budismo de Nichiren Daishonin, e do daimoku (Nam-myoho-renge-kyo) diariamente, da participação nas diversas atividades da BSGI e da dedicação ao estudo do budismo. Já a prática altruística, consiste no esforço para ensinar sobre o Budismo Nichiren aos outros, Shakubuku, e as visitas para prezar e incentivar alguém a aprofundar a fé no budismo.

Primeiros Dias da Lei

(jap. shōhō) Também chamado “período da Lei correta”. O primeiro dos três períodos subsequentes à morte do Buda, no qual existem tanto o ensinamento, como a prática e a prova, e as pessoas que praticam o budismo atingem a iluminação. Algumas fontes afirmam que os Primeiros Dias da Lei do buda Shakyamuni durou mil anos, enquanto outras declaram que tenham durado quinhentos anos.

Purna

(sânscr. Pūrna; jap. Furuna) Um dos dez principais discípulos de Shakyamuni, conhecido como o mais hábil em pregar a Lei. Nasceu numa rica família de brâmanes, praticou austeridades nas montanhas e alcançou um certo grau de iluminação. Tempos depois, quando soube que Shakyamuni havia atingido o estado de buda, adotou-o como mestre.

Q

quatorze calúnias

(jap. jūshi-hibō) Quatorze atitudes que devem ser evitadas na prática budista:

  • 1) agir com arrogância;
  • 2) agir com negligência;
  • 3) basear apenas no próprio pensamento;
  • 4) julgar superficialmente;
  • 5) apegar-se aos desejos mundanos;
  • 6) recusar-se a compreender;
  • 7) recusar-se a crer;
  • 8) franzir a testa em desaprovação;
  • 9) duvidar;
  • 10) difamar;
  • 11) desprezar;
  • 12) odiar;
  • 13) invejar; e
  • 14) nutrir rancor.

As ações de 1 a 10 são calúnias à Lei, as de 11 a 14 são calúnias aos seguidores do budismo.

quatro dívidas de gratidão

(jap. shi-on) Dívidas para com os pais, com todos os seres vivos, com o soberano , com os três tesouros – o Buda, a Lei (ensinamentos do Buda) e a Ordem (a comunidade de seguidores).

A definição dessas quatro dívidas varia conforme a fonte.

quatro maus caminhos

(jap. shi-akushu ou shi-akudō) Também “quatro maus domínios da existência”. Condições ou estados de vida correspondentes aos quatro mais baixos dos dez mundos: mundo do inferno, mundo dos espíritos famintos, mundo dos animais e mundo dos asura. São conhecidos como maus caminhos por se caracterizarem pelo sofrimento que as pessoas têm de passar devido às más ações praticadas ou ao carma negativo.

quatro virtudes

(jap. shi-toku) Quatro nobres qualidades na vida de um buda:

eternidade, felicidade, verdadeiro eu , pureza.

Descrevem a verdadeira na- tureza da vida de um buda, que é pura, eterna, manifesta o verdadeiro eu e desfruta felicidade absoluta.

R

Rahula

(sânscr. Rāhula; jap. Ragora) Filho de Shakyamuni e um dos dez principais discípulos do Buda. Ficou posteriormente conhecido como o mais notável em práticas imperceptíveis.

Revolução Humana

Jossei Toda cunhou esta expressão para descrever o processo de reforma interior que leva a uma transformação positiva das circunstâncias e do ambiente de uma pessoa. Com esse conceito, Toda expressa o ideal budista de “iluminação” — uma idéia que raramente é apresentada em termos concretos e acessíveis.

Para Jossei Toda, essa revolução interior também é o único caminho da reforma social. Ele afirma que o único meio de progresso na erradicação dos males sociais e na realização da paz é cada indivíduo mudar sua própria natureza interior. A base fundamental deve ser uma transformação que ocorra na vida de cada ser humano e se expanda amplamente pela sociedade.

S

SGI – Soka Gakkai Internacional

A Soka Gakkai Internacional (SGI), uma organização mundial fundamentada na filosofia humanística do Budismo de Nichiren Daishonin, fundado em 28 de abril de 1253, quando o buda Nichiren Daishonin recitou pela primeira vez o Nam-myoho-renge-kyo. A SGI anseia por uma sociedade pacífica e visa o desenvolvimento de pessoas valorosas com base na filosofia budista e o respeito à dignidade da vida e na construção de uma sociedade mais consciente e justa. Em 19 de outubro de 1960, o presidente Daisaku Ikeda fundou a Associação Brasil SGI (BSGI) que está presente em todo o território nacional, promovendo diversas atividades com o objetivo de, por meio de incentivo mútuo, promover o avanço de todos em meio às circunstâncias diárias.

Shakyamuni

(sânscr.; jap. Shakuson ou Shakamuni) Fundador do budismo.

As opiniões diferem com relação à data em que ele viveu. De acordo com a tradição budista da China e do Japão, Shakyamuni viveu entre 1029 e 949 a.E.C. Porém, alguns estudos ocidentais alegam que ele tenha vivido cerca de quinhentos anos depois. Filho do rei do clã Shakya, uma tribo cujos domínios localizavam-se no sopé dos Himalaias, renunciou à posição de príncipe e deixou o palácio em busca de respostas para as questões do nascimento, do envelhecimento, da doença e da morte. Estudou diversas filosofias influentes e dedicou-se à prática de austeridades, mas percebeu que nenhum desses caminhos o conduziria ao despertar que buscava. Acredita-se que, próximo à cidade de Gaya, Shakyamuni sentou-se sob uma árvore bodhi, entrou em meditação e atingiu a iluminação. Com o propósito de conduzir as outras pessoas à mesma condição iluminada, Shakyamuni expôs, durante os cinquenta anos seguintes, um grande número de ensinamentos que, mais tarde, foram compilados na forma de sutras budistas.

Siddhartha

(sânscr. Siddhārtha; jap. Shiddatta) Outro nome de Shakyamuni, possivelmente seu nome de infância ou primeiro nome. “Siddhartha” significa “objetivos realizados”. Alguns estudiosos acreditam que esse foi um título atribuído em épocas posteriores por praticantes do budismo, em reverência à iluminação que ele atingiu.

Sutra do Lótus

(sânscr. Saddharma-pundarīka-sūtra; chin. Fa hua jing; jap. Hoke-kyō)

Sutra do Mahayana que revela o verdadeiro aspecto de todos os fenômenos e a verdadeira identidade de Shakyamuni como o buda que atingiu a iluminação há kalpa de partículas de pó de incontáveis grandes sistemas de mundos. Uma das escrituras budistas mais conhecidas, esse sutra ensina que todas as pessoas podem atingir o estado de buda. Existem três versões em chinês do texto em sânscrito. A tradução de Kumarajiva, altamente respeitada no mundo inteiro, é intitulada Sutra do Lótus da Lei Maravilhosa. Na China e no Japão, a denominação Sutra do Lótus com frequência indica a tradução feita por Kumarajiva. Nichiren Daishonin utiliza constantemente a expressão “Sutra do Lótus” em seus escritos como sinônimo de Nam-myoho-renge-kyo, a Lei que ele definiu como a essência do Sutra do Lótus.

T

Transformação do Veneno em Remédio

(jap. hendoku yaku) Princípio budista que elucida que os efeitos de nossas ações, boas ou más, são sentidos na nossa própria vida. Essa é a lei infalível de causa e efeito. Assim sendo, todos os nossos sofrimentos derivam das más causas que cometemos. Porém, o Gohonzon possui os poderes da Lei e do Buda e nós, os poderes da fé e da prática. Quando esses quatro poderes se unem, todo sofrimento pode ser transformado em alegria.

U

udumbara

(sânscr.; jap. udonge) Planta lendária que floresce somente a cada três mil anos para anunciar o advento de um rei girador da roda de ouro ou de um buda. As escrituras budistas costumam mencionar a flor de udumbara para simbolizar a raridade de se encontrar um buda.

Ú

Últimos Dias da Lei

(jap. mappō) Também “Últimos Dias”, “última era” ou “período da Lei Decadente”. O último dos três períodos após a morte do buda Shakyamuni, quando o budismo torna-se confuso e seus ensinamentos perdem o poder de conduzir as pessoas à iluminação. Acredita-se que a duração dos Últimos Dias da Lei de Shakyamuni seja de dez mil anos ou mais. No Japão, a maioria dos estudiosos consideram que esse período tenha iniciado em 1052.

V

verdadeiro aspecto de todos os fenômenos

(jap. shohō-jissō) Verdade ou realidade fundamental que permeia todos os fenômenos e é inseparável deles. O capítulo “Meios Apropriados” do Sutra do Lótus define o verdadeiro aspecto de todos os fenômenos como os dez fatores da vida. Nichiren Daishonin define esse conceito como Nam-myoho-renge-kyo.

voz pura e de longo alcance

(sânscr. brahma-svara; jap. bonnonjō) Também “som de Brahma”, “voz de um buda”. Um dos trinta e dois aspectos de um buda. A voz de um buda é pura e alcança todos os mundos das dez direções. Alegra a quem a ouve, comove profundamente o coração das pessoas e inspira reverência.

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