A dificuldade de adaptar-se a felicidade


As pessoas só se adap­tam nas coi­sas que pos­su­em re­al in­teresse

Postado por João Antonio Pagliosa em 24 de janeiro de 2018 às 22h04
Atualizado em 25 de janeiro de 2018 às 14h55

A vi­da do ho­mem so­bre a fa­ce da Ter­ra é bre­ve… Pa­re­ce que foi on­tem que me di­plo­mei em En­ge­nha­ria Agro­nô­mi­ca, e em ou­tu­bro vin­dou­ro com­ple­ta­rei se­ten­ta anos de ida­de… O tem­po tei­ma em pa­re­cer vo­ar, ca­da ano mais rá­pi­do que o an­te­ri­or.

E é in­crí­vel cons­ta­tar o quan­to as pes­so­as não se adap­tam a fe­li­ci­da­de. Al­guns se es­for­çam pa­ra ser in­fe­li­zes, e amam tor­nar a vi­da dos ou­tros um in­fer­no.  Pa­re­ce uma pia­da, en­tre­tan­to es­te pro­ce­der é mais co­mum do que su­po­mos.

Há mui­tos ca­sais com sé­rias di­fi­cul­da­des de re­la­ci­o­na­men­tos, e co­nhe­ço pes­so­as que pre­fe­rem fa­zer de seus la­res um oc­tó­go­no de UFC, an­tes de um pe­da­ci­nho do céu… É só com­ba­te e ri­xas. En­cren­cas e sa­fa­nões…

Há cris­tã­os que co­nhe­cem pro­fun­da­men­te a Pa­la­vra, e não con­se­guem vi­ver aqui­lo que é pla­no de Deus em su­as vi­das… Elas não con­se­guem vi­ver em amor, e em cum­pli­ci­da­de… Elas não se adap­tam em vi­ver fe­li­zes.

Elas ne­gam-se um ao ou­tro. Elas não dão o bra­ço a tor­cer… Elas não per­do­am fa­lhas do côn­ju­ge… E man­têm-se du­ro­nas e in­sen­sí­veis.

Tan­to o ho­mem quan­to a mu­lher só se adap­tam nas coi­sas que pos­su­em re­al in­te­res­se. Fo­ra dis­so, elas não mu­dam seus po­si­cio­na­men­tos, e se­guem com su­as ati­tu­des to­las e pou­co in­te­li­gen­tes.

A vi­da é bre­ve. Prin­ci­pal­men­te por is­so é pre­ci­so vi­ver fe­liz, e ter uma vi­da em abun­dân­cia… Je­sus Cris­to veio pa­ra nos res­ga­tar, mas tam­bém pa­ra que ti­vés­se­mos uma vi­da fe­liz e em abun­dân­cia, con­for­me po­de­mos ler em Jo­ão 10:10.

A ques­tão pri­mor­di­al é: Co­mo al­guém po­de lu­tar pa­ra não ser fe­liz? Co­mo al­guém po­de ser bo­bo a es­te pon­to?

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É ina­cre­di­tá­vel, não ob­stan­te es­sas pes­so­as es­tão por aí… Mais pró­xi­mas do que ima­gi­na­mos… E elas não ce­dem es­sen­cial­men­te por­que des­co­nhe­cem a no­bre­za de per­do­ar. Quem não per­doa é or­gu­lho­so!

Je­sus en­si­nou que não de­ve­mos per­do­ar se­te ve­zes, mas sim se­ten­ta ve­zes se­te, is­to é, de­ve­mos per­do­ar sem­pre, aque­le que nos fe­riu e que re­co­nhe­ce o seu er­ro.

Quem so­mos nós pa­ra não li­be­rar per­dão? Que ti­po de cris­tão é es­se que não li­be­ra per­dão? Quem não li­be­ra per­dão não po­de es­tar pró­xi­mo de Deus, e por ób­vio não po­de ter in­ti­mi­da­de com Ele.

Por ou­tro la­do, há pes­so­as que vi­vem fe­li­zes sem mo­ti­vo ne­nhum. Se­gun­do Car­los Dru­mond de An­dra­de, aque­le que con­se­gue ser fe­liz sem mo­ti­vo al­gum, es­te vi­ve o ápi­ce da fe­li­ci­da­de. E o que eu sei é que Deus nos quer fe­li­zes… Sob qual­quer cir­cun­stân­cia, Deus nos quer fe­li­zes e en­tu­si­as­ma­dos, sem­pre!

Nós pre­ci­sa­mos ver o pró­xi­mo com os olhos de Deus, is­to é, pre­ci­sa­mos ser mais per­cep­ti­vos, mais an­te­na­dos, mais ca­ri­nho­sos. So­bre­tu­do, pre­ci­sa­mos nos co­lo­car no lu­gar da­que­le com que te­mos re­la­ci­o­na­men­tos di­fí­ceis.

Pre­ci­sa­mos apren­der a amar sem me­di­das!

O rei Sa­lo­mão es­cre­veu o li­vro de Ecle­sias­tes, uma pe­que­na par­te do Ve­lho Tes­ta­men­to. No seu tem­po, Sa­lo­mão foi o ho­mem mais ri­co, mais po­de­ro­so, mais sá­bio de to­da a Ter­ra, e no ca­pí­tu­lo 8, ver­sí­cu­lo 15, ele nos diz: “Eu exul­tei a ale­gria por­que pa­ra o ho­mem, ne­nhu­ma coi­sa há me­lhor de­bai­xo do sol, do que co­mer, be­ber e ale­grar-se”.

Pre­za­do que me lê, com­pre­en­da que nos­sa fe­li­ci­da­de co­me­ça a par­tir do mo­men­to que re­co­nhe­ce­mos os pe­que­nos fra­cas­sos. É im­pe­ri­o­so pon­de­rar on­de acon­te­ceu o er­ro, ou a fa­lha que de­ter­mi­nou o fra­cas­so. E mu­dar os pro­ce­di­men­tos pa­ra ob­ter o re­sul­ta­do de­se­já­vel.

To­da­via, há pes­so­as que nun­ca mu­dam… Nes­te ca­so, con­vém re­fle­tir ain­da no ca­pí­tu­lo 8 de Ecle­sias­tes, on­de Sa­lo­mão acon­se­lha que  pre­ci­sa­mos des­fru­tar do me­lhor des­ta ter­ra. De­ve­mos des­fru­tar do me­lhor que es­ta vi­da po­de nos pro­por­ci­o­nar, e es­te é de­se­jo de Deus, o qual cri­ou tu­do pa­ra nos­so des­fru­te.

Des­fru­te o amor de seu côn­ju­ge com a in­ten­si­da­de que seu amor per­mi­te. Des­fru­te a ale­gria de seu lar com in­ten­si­da­de e pra­zer. Pois tu­do é ma­ra­vi­lho­so se vo­cê for gra­to a Deus pe­lo que pos­sui. De no­vo, ame sem me­di­das. Doe-se até do­er…

Em Sal­mos 37:4, há uma pé­ro­la: “Agra­da-te do Se­nhor, e Ele sa­tis­fa­rá os de­se­jos do teu co­ra­ção”.

Ob­ser­ve, que­ri­do lei­tor, se nós nos de­lei­tar­mos em Deus, tu­do se­rá ma­ra­vi­lho­so em nos­sa vi­da.

Se­ja­mos, pois, gra­tos a Deus, por tu­do aqui­lo que es­ta­mos vi­ven­do ago­ra… Adap­te-se, por­que is­so ser­vi­rá pa­ra tu­do em sua vi­da fu­tu­ra.

Com ca­ri­nho.

 

(Jo­ão An­to­nio Pa­gli­o­sa. En­ge­nhei­ro Agrô­no­mo)

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