Conhecendo e instalando o Silex


O Silex é um micro framework baseado nos componentes do Symfony, criado por Fabien Potencier e concebido para a criação de aplicações pequenas com foco na agilidade, extensibilidade e para ser facilmente testável.

por Nando Kstro Net  Seja o primeiro a comentar!~ 4 min. / 733 palavras

Silex é um micro framework baseado nos componentes do Symfony. Foi desenvolvido por Fabien Potencier, o mesmo criador do Symfony.

O Silex foi concebido para a criação de aplicações pequenas com foco na agilidade, extensibilidade e para ser facilmente testável. Ele provê um sistema de rotas muito poderoso, e se propõe a resolvê-las através dos Services e Providers, conceitos que veremos mais à frente. Você perceberá que ele é facilmente estendido e suas funcionalidades recebem uma vantagem através dessas integrações.

Instalação

Para instalar o Silex em nossos projetos é muito simples: precisamos apenas do Composer para gerenciar nossas dependências.

Mas afinal, o que é o Composer?

O Composer é um gerenciador de dependências para aplicações PHP, baseado nas GEMs do Ruby e no NPM do Node.JS. Com o Composer você pode facilmente gerenciar a instalação de pacotes de terceiros, bem como preparar o seu pacote para que ele fique disponível para os desenvolvedores que utilizam essa ferramenta. Tudo que precisaremos é de um arquivo composer.json na raiz de nosso projeto. Utilizaremos api-events como nome da nossa pasta.

Na raiz dessa pasta crie um arquivo composer.json com o seguinte conteúdo:

{
    "require" : {
    "silex/silex" : "^1.2"
    }
}

O composer.json é o arquivo que o Composer lê para poder realizar as tarefas de download e instalação dos pacotes especificados.

Agora vamos instalar o Composer em nosso projeto. O Composer pode ser utilizado de duas maneiras: de forma local e de forma global. Abordarei aqui a forma local. Para instalá-lo em sistemas Unix, você precisará da lib curl disponível. Se você utiliza o Windows, baixe o executável aqui.

O seguinte comando, executado via terminal (e na raiz de nosso projeto), deve instalar o Composer para você:

Curl Composer

O comando fará o download e irá compilar o composer.phar e arquivos .phar, que são extensões executáveis do PHP. Agora que temos o arquivo de configuração e o Composer em nosso projeto, podemos instalar nossas dependências, ou seja, o Silex propriamente dito. É muito simples realizar a instalação dos pacotes: na raiz do seu projeto, execute o seguinte comando:

php composer.phar install

É preciso que você tenha o php-cli disponível em seu terminal. O comando acima verificará o arquivo composer.json e logo em seguida fará o download do Silex, conforme requerido no arquivo .json da versão 1.2. Após tudo concluído, você verá uma imagem semelhante a essa:

Silex - Packages instalados

O Composer instalou o Silex bem como as dependências utilizadas pelo mesmo dentro da pasta vendor do nosso projeto. Além do download, ele também mapeia os namespaces dos pacotes e cria um _autoload._ Através deste autoload teremos acesso a todos os pacotes baixados até o momento.

Silex: Hello World!

Agora que nossas dependências foram baixadas e instaladas, podemos começar a utilizar nosso micro framework: crie um arquivo index.php na raiz da sua pasta e adicione a abertura do código PHP utilizando o seguinte comando:

echo "<?php " > index.php

Abaixo segue o código do index na íntegra:

<?php
use Silex\Application;
require 'vendor/autoload.php';
$app = new Application();
$app->get('/', function(){
    return 'Hello World';
});
$app->run();

Na linha 2 informo ao meu script para utilizar o Silex com o namespace Silex\Application. Para ter acesso aos namespaces dos pacotes baixados (como comentado anteriormente sobre o autoload) precisamos adicionar o mesmo em nosso index. Para isso utilizamos o require na linha 3. Na linha 4 simplesmente instanciamos nosso micro framework. O já citado poderoso sistema de rotas pode ser visto das linhas 5 a 6, onde utilizamos o método get. O método getmanipula as requisições GET vindas do _client_ e no nosso caso fazemos o seguinte:

Quando o cliente realizar uma requisição do tipo GET em nossa rota raiz, referenciada através da /, nós executaremos o que for passado dentro do callback, o segundo parâmetro do método get do Silex\Application. Como queremos apenas realizar (imprimir) um “Hello World”, vamos retornar essa string em nosso callback para a rota raiz.

E por fim, para que as respostas emitidas pelo Silex sejam enviadas ao browser ou a quem as solicitou, utilizamos o método run em nossa linha 8. Ao rodar nosso app no browser, temos a seguinte resposta:

Hello World

Podemos ver o quão simples é utilizar esse micro framework através dos processos vistos até aqui. Para os próximos artigos, vamos nos aprofundar mais neste micro framework e ver como utilizá-lo melhor em casos reais.

Por hora, pratique os conhecimentos aqui passados. Nos vemos em breve!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s