Autismo (relação linear com superdotação) e Esquizofrenia (relação não-linear com superdotação)


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Autismo (relação linear com superdotação)

Ao contrário do mito moderno, popularizado por ”especialistas” sobre o autismo, não é apenas uma minoria de autistas funcionais que exibemtalentos savants. Na verdade, todo autista funcional (isto é, que não é um autista clássico), apresenta alguma manifestação cognitiva de savantismo.

Existe a necessidade de determinar o que é o savantismo. Acredita-se que o mesmo seja uma extrema capacidade cognitiva que está segregada apenas a uma pequena população. No entanto, o talento savant se refere a uma grande especialização cognitiva, que apresenta forte componente genético e especialmente, não tem a necessidade  de se relacionar apenas a um fenótipo extremo condensado por extrema deficiência e extrema habilidade E PORTANTO NÃO PRECISA SE BASEAR APENAS EM ALGUMAS HABILIDADES COMO MÚSICA, PINTURA OU MATEMÁTICA.

Resumindo, SAVANTISMO = TALENTO EXCEPCIONAL, QUE É RESULTADO DE OBSESSÃO INTELECTUAL.

Todo autista funcional apresenta obsessão intelectual ou não-social. A maioria dos superdotados mais excepcionais também apresentam a mesma tendência de obsessão.

A inteligência superior dos autistas não é apenas uma ”impressão”, é uma realidade.

E é muito comum que os testes de qi não consigam acessar as habilidades autistas, porque o autismo é uma variação leve do savantismo. (Mas isso parece tão óbvio que me sinto mal por fazer esta constatação tão tola).

Não é apenas a etiologia biológica da superdotação que é a mesma que  a do autismo, mas também a maioria dos traços cognitivos (com exceção do ”cavernoso” ”qi”).

Pode-se dizer que o autismo funcional seja uma espécie de estilo cognitivo extremo de superdotação.

Portanto, a relação entre autismo e superdotação, é linear tanto em relação à etiologia quanto em relação aos critérios de caracterização, especialmente no que se relaciona aos traços cognitivos puros (desprezando traços de personalidade e ”qi”).

Esquizofrenia e superdotação (relação não-linear)

esquizofrenia também apresenta a mesma etiologia biológica da superdotação. No entanto, diferente do autismo, a sua relação com o talento excepcional, é mais difusa e portanto não-linear.

Provavelmente, os efeitos colaterais desta condição sindrômica, são muito mais intensos e incapacitantes do que o autismo. Outra provável explicação é a de que existe uma maior tendência para que a aleatoriedade limitada da esquizofrenia tenda a produzir maior variação de fenótipos dotados de talento/deficiência extremos assim como também, fenótipos sem a compensação de alguma forma de superdotação. Em resumo, enquanto que todo autista funcional poderia ser considerado como um superdotado, nem todo esquizofrênico poderia ser caracterizado como tal.

Ou talvez, estejamos comparando os grupos errados visto que o autismo funcional é uma significativa melhoria do funcionamento cerebral ( e corporal) em comparação ao autismo clássico, que é a proto-patologia objetivamente incapacitante deste espectro. A esquizofrenia clássica ou simplesmente esquizofrenia, poderia ser comparada ao autismo clássico enquanto que o autismo funcional poderia ser comparado às manifestações heterozigotas da esquizofrenia como a esquizotípia.

Ainda assim, as características cognitivas dos superdotados, com exceção do ”qi alto” (se isto é uma característica), são idênticas às características cognitivas dos autistas funcionais.

Autismo e esquizofrenia, definitivamente não estão na mesma categoria taxionômica da psicologia.

Maior variedade de tipos de habilidades excepcionais em esquizofrênicos do que em autistas

Como o autismo é uma manifestação mais leve do savantismo, então é de se esperar que as suas habilidades tenham uma tendência para se concentrar na mesma gama que tem caracterizado o ”savantismo clássico” (nova denominação para ”síndrome de savant”). Portanto, habilidades de memória visual,auditiva, matemática ou verbal, são a gama principal de talentos de onde gravitam todas as outras combinações neurológicas subsequentes como por exemplo, os autistas que são mais interessados em ciências humanas ou em ciências exatas.

No caso da esquizofrenia, além da possibilidade de ”comorbidade” com as habilidades ”tipicamente savants”, esta também pode oferecer ao seu portador, outras habilidades, que se relacionam com o grande espectro das psicoses como grande capacidade perceptiva, grande autoconsciência e criatividade genuína.

A mente muito literal do autista tenderá a inibir a produção de ideias completamente desviantes e geralmente, a criatividade autista será produzida por meio da manipulação dos padrões que os autistas são excelentes para capturar.

A mente esquizofrênica pode ser menos literal e aberta para a produção de ideias genuinamente criativas, completamente novas, que desafiam a racionalidade. Ainda que o esquizofrênico também tenha uma tendência a uma visão dogmática do mundo (os autistas tendem a ter uma visão racional-dogmática do mundo), como eu sugeri, é possível que exista uma maior diversidade de habilidades incomuns entre os esquizofrênicos que se relaciona com criatividade genuína, do que entre os autistas.

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