As copycats de maior sucesso no Brasil


Primeiramente, vamos ao conceito do que seriam ‘copycats’. O termo diz respeito as startups que copiam modelos de negócio já testados e validados em outros países, geralmente EUA  e países da Europa , para implementar em países onde não existam tais modelos.

Há uma polêmica sobre essa questão, em que muitas pessoas argumentam que isso não é efetivamente uma inovação e também que por ser um modelo já validado ,sendo suas chances de sucesso maiores, o investimento neste tipo de negócio é bem maior. Porém, polêmicas à parte, não podemos esquecer que fatores externos, como os culturais, influenciam de forma significativa no mercado. Então dizer que o investimento é maior em copycats devido ao sucesso em outros países não é um argumento válido. E não só isso, para o modelo ser copiável ,o canvas precisa estar em harmonia, e para que isto aconteça é necessário trabalho árduo! Pesquisas, validações, entrevistas com clientes, análise de canais e de receita, entre outras características que vão descrever se o mercado está pronto ou não para um modelo copycat, e certamente, com adaptações.

Pensando nisso, vamos mostrar dois exemplos de copycats famosos no Brasil e como foi esse processo de implementação do modelo em território nacional.

 

Baby.com.br

Da esquerda para a direita: Kimball Thomas, Angélica e David Smith. Fonte: Revista Exame (http://exame.abril.com.br/pme/noticias/angelica-vira-socia-da-startup-baby-com-br)

A ideia de montar um negócio voltado para artigos infantis de venda pela internet surgiu quando um dos fundadores, Kimball Thomas, estava viajando pelo Brasil e não conseguia encontrar fraldas no tamanho e modelo certo para o seu filho. Assim, posteriormente, quando ele e seu primo David Smith faziam MBA em administração nas universidades de Harvard e Wharton, respectivamente, decidiram criar a baby.com.br, baseada no grande sucesso que o site diapers, também um e-commerce voltado para produtos infantis, fazia nos EUA. Essa decisão também foi baseada na oportunidade de mercado, haja vista o crescimento do e-commerce no Brasil, a falta de um líder nesse segmento e nos feedbacks de amigos.

Porém para implementar essa copycat no Brasil foi preciso entender o mercado de e-commerce nacional, adaptar o projeto em várias pontas, compreender toda a dinâmica que envolve um negócio como esse, estudar o público-alvo, validar as ideias, estudar a possibilidade de adoção de parceiros e fornecedores a esse projeto, etc. E depois de uma resposta positiva do mercado, em 2011, foi instaurado o site baby.com.br. Esse modelo de negócio também foi muito bem recebido pelos investidores, que ao total investiram quase 8,5 milhões, sendo os principais investidores a Tiger Global(investidora da Netshoes e do Peixe Urbano)  e a Monashess Capital. No final de 2011, a apresentadora de televisão, Angélica, mãe de três filhos,  virou sócia da empresa, sendo denominada a “mãe oficial do site” e realizando campanhas publicitárias para divulgar a empresa.

Além de ser a primeira empresa nesse ramo no Brasil, a baby.com.br também inova trazendo para o território nacional o modelo de empresas que incubam outras empresas. Nesse sentido, empresas nascentes são sediadas no próprio escritório da baby.com.br e não em centros de ensino e pesquisa,por exemplo.

Peixe Urbano

Fonte: Peixe Urbano

Em 2010, três jovens brasileiros – Júlio Vasconcellos, Emerson Andrade e Alex Tabor – decidiram criar o site de compras coletivas chamando Peixe Urbano, inspirado no enorme sucesso que o Groupon vinha fazendo nos EUA, desde 2008. Esse foi o primeiro site desse tipo no Brasil. O modelo de negócios era baseado em colocar em contato os melhores prestadores de serviços de cada cidade com um número grande de consumidores interessados em descontos de estabelecimentos próximos a sua localidade. Assim, era realizada uma oferta a preços baixos para um determinado número de clientes em potencial, onde, se fosse atingida a meta de compradores para um dado produto, todos levavam a oferta.

Inicialmente, o Peixe Urbano oferecia ofertas somente para o Rio de Janeiro, contando com uma equipe de apenas 5 pessoas e 6 mil usuários cadastrados. Com o sucesso, chegou a 1 milhão de usuários em 5 meses, e expandiu seus negócios para a cidade de São Paulo, e demais cidades brasileiras além de ter presença em outros países da América do Sul (México e Argentina). Nesse sentido, financiando a expansão, a empresa recebeu investimentos de importantes investidores internacionais. Com tamanho sucesso, a empresa recebeu mais um sócio , o apresentador de TV Luciano Huck.

No entanto, com esse mercado em crescimento, houve um ‘boom’ de sites de compras coletivas – Peixe Urbano, Groupon, clickon, Save me, Filé urbano, Ladodek entre outros – e posterior estagnação desse mercado.Porém, mesmo com essa estagnação, não se pode tirar o mérito do Peixe urbano em ter sido pioneiro nesse tipo de serviço e ter feito um enorme sucesso naquele momento.

Hoje em dia, a empresa pivotou em sua estratégia, com o objetivo de fazer crescer novamente o negócio, e agora o investe em e-commerce local e não mais em compra coletiva.

E você, se inspirou no modelo de negócios de alguma empresa estrangeira para montar a sua startup? O que pensa sobre as copycats no Brasil? Compartilhe a sua opinião com a gente!

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