HOMESCHOOLING NOS EUA TEM MAIS DE 2 MILHÕES DE ADEPTOS; SAIBA COMO É O ENSINO EM CASA EM OUTROS PAÍSES


 

O homeschooling está ganhando cada vez mais adeptos no Brasil, mas ainda é uma novidade. Pouco mais de 3 mil famílias estão cadastradas oficialmente no banco de dados da Associação Nacional de Ensino Domiciliar (Aned), mas o número total é bem maior, pois muitas famílias ainda não assumem publicamente, por receio da situação legal no país – o diretor jurídico da Aned, Alexandre Magno, garante que não há irregularidade em sua prática, e até oferece suporte a famílias que enfrentem qualquer problema.

O Global Home Education Conference (GHEC 2016), que vai acontecer em março do ano que vem, no Rio de Janeiro, é um grande passo para o debate e popularização desse modelo de ensino no Brasil – método esse tão comum em outros países. Enquanto isso, o blog do GHEC conta como é o homeschooling em países cujo método de educação em casa é amplamente aceito.

O Estados Unidos é disparado o maior exemplo quando falamos no assunto. É que só na terra do Tio Sam são aproximadamente 2,2 milhões de alunos em idade escolar adeptos, segundo o National Home Education Research Institute (NHERI). Isso representa mais de 2% da parcela total de crianças e adolescentes nessa faixa etária.

O início, na década de 80, também não foi fácil, com a condenação de algumas famílias que tiraram seus filhos da escola. Mas a luta pela causa falou mais alto e no início dos anos 90 o homeschooling foi regulamentado em todos os Estados da nação americana.

Como acontece com todas as questões legais no país, cada um dos 50 Estados tem a sua própria legislação concernente ao tema. Em alguns estados, como em Oklahoma, não é preciso avisar o Estado. Já em outros, como em Nova York e Massachusetts, os passos necessários para uma família educar seus filhos em casa englobam um ou mais dos seguintes aspectos:

– notificar a secretaria local de educação que irá praticar homeschooling com a criança ou adolescente.
– preencher um documento a ser entregue na secretaria sobre qual será o plano de educação adotado com o filho (como se fosse o currículo anual)
– manter o registro de datas e horas das aulas por pelo menos 180 dias por ano
– produzir um relatório trimestral e/ou anual relatando o desempenho do homeschooler
– alguns estados aplicam testes independentes para avaliar os estudantes, mas a avaliação geral é feita em provas nacionais como a SAT e ACT (espécie de “Enem” norte-americano)

De acordo com o NHERI, o homeschooling nos Estados Unidos apresenta características particularmente interessantes. Cerca de 15% das famílias que praticam são de fora da parcela branca da população (como negros e hispânicos). Além disso, a variedade de perfil engloba ateus, cristãos, mórmons, conservadores, liberais. Famílias de classe baixa, média e alta. Pais com Ph.D.s ou sem diploma de ensino médio.

Outro dado interessante no país – como o homeschooling é regulamentado há mais de duas décadas, existem diversos estudos e materiais sobre o tema – é o desempenho dos alunos em provas comparado com estudantes que estudam em escolas. Na média, os homeschoolers obtêm de 15 a 30% a mais na nota.

No Canadá, o homeschooling tem dimensões um pouco menores, mas ainda assim é significativo. São mais de 21 mil crianças registradas como homeschoolers, um crescimento de 29% nos últimos cinco anos, indica o Fraser Institute. Assim como no Brasil, porém, o número total deve ser maior.

Todas as províncias canadenses requerem que os pais notifiquem as autoridades sobre a escolha – as de Alberta, Saskatchewan and Quebec pedem, inclusive, evidências do progresso escolar da criança. Um aspecto interessante do homeschooling canadense é que as bibliotecas e ginásios esportivos possuem programas voltados para quem estuda em casa.

Vários países europeus permitem a prática, como Noruega, Finlândia, França, Itália, Portugal e Grã-Bretanha. Na Espanha, existe uma espécie de limbo jurídico, embora mais de 2 mil famílias pratiquem – situação bem parecida com a do Brasil.

Países anglo-saxões estão entre os com mais adeptos do sistema – além dos já citados neste texto, constam África do Sul, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia

Confira alguns números pelo mundo
EUA: 2 milhões
África do Sul: 150 mil
Rússia: 70 a 100 mil
Reino Unido: 20 a 100 mil
Canadá: 80 a 95 mil
França 12 a 23 mil

Fonte: Associação de Defesa do Ensino Domiciliar (HSLDA)

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