Criatividade: Tudo o que você precisa saber para ser mais criativo


Criatividade - Tudo o que você precisa saber para ser mais criativo
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criatividade é considerada uma capacidade humana de grande valor universal. Tudo indica que nesta competência reside a memória “RAM” biológica para o impulso da evolução humana.

A memória RAM segundo Cury (2009) é o fenômeno dos registros da memória. O que melhor descreve a criatividade é o que Sanchez (2003) referiu em seus apontamentos: a criatividade é uma sublime dimensão da condição humana. É, entretanto, na capacidade criativa que existe a chave da capacidade de evolução da humanidade.

A grande verdade é que qualquer pessoa pode ser criativa. Para libertar a criatividade é preciso ter apenas os estímulos corretos.

Hoje se fala muito em criatividade, ser mais criativo ou usar a criatividade como fator de diferenciação no mercado.

Atualmente é comum acreditar que a criatividade é mais um dom natural do que algo que se possa exercitar todos os dias. Porém esse talento só tem valor se for desenvolvido com o tempo.

Ao contrário do que muita gente pensa, criar não é um processo caótico. É muito racional.

Você não pode ter medo de errar, ou só colocar na mesa de discussão as ideias que “fazem sentido”. As crianças são todas criativas porque elas não aprenderam a ter medo da crítica que os outros fazem e não se importam com o fracasso.

O que é criatividade e ser criativo?

Existem várias definições diferentes para criatividade. Para Ghiselin (1952), “é o processo de mudança, de desenvolvimento, de evolução na organização da vida subjetiva”. Segundo Flieger (1978), “manipulamos símbolos ou objetos externos para produzir um evento incomum para nós ou para nosso meio”. Outras definições:

  • “o termo pensamento criativo tem duas características fundamentais, a saber: é autônomo e é dirigido para a produção de uma nova forma” (Suchman, 1981)
  • “criatividade é o processo que resulta em um produto novo, que é aceito como útil, e/ou satisfatório por um número significativo de pessoas em algum ponto no tempo” (Stein, 1974)
  • “criatividade representa a emergência de algo único e original” (Anderson, 1965)
  • “criatividade é o processo de tornar-se sensível a problemas, deficiências, lacunas no conhecimento, desarmonia; identificar a dificuldade, buscar soluções, formulando hipóteses a respeito das deficiências; testar e retestar estas hipóteses; e, finalmente, comunicar os resultados” (Torrance, 1965)
  • “um produto ou resposta serão julgados como criativos na extensão em que a) são novos e apropriados, úteis ou de valor para uma tarefa e b) a tarefa é heurística e não algorística” (Amabile, 1983)

Todo ser humano possui criatividade em diferentes habilidades.

Ser criativo é pensar fora da caixa, ou seja, pensar de forma diferente. É ser original, não seguindo as normas pré-estabelecidas e não replicar o que já foi feito milhares de vezes. A criatividade é um elemento essencial no contexto do trabalho.

Quando alguém afirma querer descobrir como aumentar a criatividade, está, na verdade, procurando por:

  • Encontrar uma solução para um problema.
  • Descobrir maneiras diferentes de fazer a mesma coisa.
  • Inventar um novo uso para algo já existente.
  • Produzir mais usando menos recursos financeiros, de energia ou tempo.

Por que todos esse benefícios trazidos pela criatividade são tão desejados?

Porque é através da criação que evoluímos.

Potencial criativo

Acredita-se que o potencial criativo humano tenha início na infância. Quando as crianças têm suas iniciativas criativas elogiadas e incentivadas pelos pais, tendem a ser adultos ousados, propensos a agir de forma inovadora. O inverso também parece ser verdadeiro.

Quando as pessoas sabem que suas ações serão valorizadas, tendem a criar mais. O medo do novo, o apego aos paradigmas são formas de consolidar o status quo. Quando sentem que não estão sob ameaça (de perder o emprego ou de cair no ridículo, por exemplo), as pessoas perdem o medo de inovar e revelam suas habilidades criativas.

Algumas pessoas acreditam que ver a criatividade como habilidade passível de desenvolvimento é um grande passo para o desenvolvimento humano, enquanto outras têm a visão de que a criatividade é uma habilidade inata, ligada a fatores genético/hereditários e, portanto, determinista.

Certas pessoas também admitem que a criatividade não tem necessariamente ligação com o quociente de inteligência (QI), que ela tem mais afinidade com motivação do que com inteligência. Outras pessoas, por outro lado, confirmam uma forte correlação entre QI e potencial criativo, especialmente para QIs abaixo de 120 e com uma correlação positiva leve acima de QI 120.

Tipos de criatividade

Na antiguidade, sob o ponto de vista da filosofia, a criatividade era vista, como parte da natureza humana, um dom divino, um “estado místico de receptividade a algum tipo de mensagem proveniente de entidades divinas.”(Alencar, 2001,p.15). Havia também a concepção que associava a criatividade à loucura, considerando as manifestações criativas como um ato impensado, que serviria de compensação aos desajustes e conflitos inconsciente da pessoa.

Pode-se classificar a criatividade segundo o lugar de origem e a forma como se manifesta. Um exemplo de classificação por lugar de origem é a seguinte:

Criatividade individual

É a forma criativa expressa por um indivíduo.

Criatividade coletiva ou de grupo ou criatividade em equipe

Forma criativa expressa por uma organização, equipe ou grupo. Surge geralmente da interação de um grupo com o seu exterior ou de interações dentro do próprio grupo e tem como objetivo principal otimizar ou criar produtos, serviços e processos.Na organização moderna a “criatividade em equipe” é o caminho mais curto e mais rápido para modernização e atualização de seus diversos métodos de gestão e de produção.

Criatividade é um talento?

O homem nasce criativo, mas a sociedade o obriga a deixar de ser. A criatividade questiona o que foi estabelecido como “normal”. É uma espécie de caos, sem uma direção definida, que faz soar todos os alarmes e levanta muitos questionamentos sobre as nossas “certezas”.

Criatividade não é talento nem habilidade, e pode ser aprendida e desenvolvida ao longo da vida.

Não existe nenhum consenso entre os vários estudos científicos que apontem que a criatividade é definida por nosso código genético.

O pesquisador Szabolcs Keri, do Instituto de Pesquisa de Budapeste, afirma que a criatividade é fruto da comunicação entre as diversas áreas do cérebro.

Pessoas reconhecidamente criativas fazem essa comunicação de forma mais ampla. Isso poderia ser explicado por características genéticas, que reduziriam as inibições de emoções e memórias, permitindo que essas informações chegassem de forma mais fácil à nossa mente consciente.

Apesar do fator genético, de acordo com pesquisas recentes, ter seu papel na facilidade de algumas pessoas para evitar o bloqueio criativo, o ambiente em que você cresce, seja em sua família ou na escola interfere muito mais na sua habilidade de criar.

É só lembrar de quando você era quando criança.

Sua imaginação não era tão limitada pelo medo do julgamento e da rejeição. Uma vassoura podia virar uma moto, por exemplo. Um objeto fazendo o papel de outro pelo simples fato da lógica não interferir no processo criativo.

Ou seja, sem o pensamento lógico, sem bloqueio criativo.

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O mito da criatividade e o lado direito do cérebro

O mito da criatividade e o lado direito do cérebro

O mito da criatividade e o lado direito do cérebro

O lado esquerdo do nosso cérebro lida com a parte lógica racional da nossa mente, ou seja, números, palavras, pensamento racional, listas e análises.

Em contrapartida, o hemisfério direito é reconhecidamente associado à imaginação,
divagações, produções visuais e emoções.

A criatividade, por ser um processo não linear, emocional e geralmente desorganizado seria uma produção do lado direito do seu cérebro.

Algo que não é bem correspondente à realidade.

O que realmente acontece durante o processo criativo é o uso de ambos os lados, misturando a lógica dos números e das palavras com a habilidade de imaginar e sonhar acordado, gerando o que chamamos de criação.

Portanto, para aumentar a criatividade você precisa aprender a dosar o uso do seu lado emocional, de deixar os pensamentos livres e usar as emoções para criar.

Mas ao mesmo tempo precisa recorrer à lógica para organizar e filtrar as ideias para colocá-las em prática.

A criatividade e a inovação precisam andar lado a lado para gerar valor.

Usando a imaginação para aumentar a criatividade

Apesar da imaginação rolar solta durante nossa vida, não significa que todo e qualquer pensamento será produtivo ou criativo.

Se eu descrever para você a cena mais absurda possível, como um cavalo azul andando sozinho no meio de uma avenida lotada de carros parados, dirigidos por pessoas com pés no lugar das mãos , você irá imaginar cada um desses detalhes sem grandes dificuldades.

Mas se conseguimos imaginar uma cena tão fora da realidade como essa, porque sentimos tanta dificuldade na hora de criar?

Especialmente quando temos uma obrigação, como no trabalho ou quando precisamos aumentar a criatividade para resolver um problema específico?

O empresário, palestrante e estudioso da criatividade, Gregg Fraley, criou o que ele chama de Janela de Johari da Imaginação para explicar como nos relacionamos com a nossa capacidade de imaginação e por consequência com a criatividade.

Ele afirma que há duas maneiras de olhar para a imaginação: com atenção ou com intenção.

Assumindo que todas as pessoas tenham algum grau de imaginação, criou 4 perfis baseados tanto no uso quanto na percepção da própria imaginação. São eles:

Zumbis

Não fazem ideia da existência da sua própria imaginação e por isso mesmo não fazem uso dela. O uso da imaginação pode ser incentivado por outras pessoas e atividades que ajudam a focar, como a meditação, é ótima para melhorar a percepção e consciência.

Sonhadores

São pessoas que gostam de viver dentro da própria cabeça, perdidas em pensamentos. Costumam gerar várias ideias, mas raramente as colocam em prática para resolver problemas. Ou ainda, não usam seu potencial imaginativo para pensar na solução de um problema específico. A solução para os sonhadores está em fazer justamente o contrário do que normalmente fazem, ou seja, usar seu potencial de imaginação com foco para resolver um problema específico.

Gerenciadores

São pessoas que gostam de resolver problemas. Porém, são tão voltados para a ação que esquecem de acionar seus pensamentos mais escondidos no subconsciente para achar soluções mais criativas. Os gerenciadores precisam desenvolver a consciência e a percepção, assim com os zumbis.

Líderes

Fraley não se refere apenas a pessoas que gerenciam uma equipe, mas sim daqueles que conseguem reunir a percepção de pensamentos mais profundos com a força da ação. De acordo com ele, esse seria o grupo mais criativo.

Cada um desses grupos se relaciona com a sua criatividade de maneira única e cada um deles enfrenta dificuldades próprias que necessitam de soluções únicas para saber como aumentar a criatividade.

E você? Em qual desses grupos se encaixa?

Como ser um profissional criativo?

Quer evoluir como profissional e se tornar referência de mercado na sua área?

Para ser um profissional criativo e se dar bem no mercado, manter-se atualizado é vital, concorda? Mas o que você tem feito para transformar seu plano de carreira em realidade?

Uma característica que os top profissionais têm em comum é que eles estão sempre lendo alguma coisa.

Para te ajudar nesse desafio de evolução profissional, fizemos uma parceria com especialistas no assunto: o time do 12min — uma plataforma que seleciona, lê e sumariza os pontos mais importantes de livros de não ficção.

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Já parou pra pensar? Grande parte das inovações foram combinações de coisas já existentes.

Quando Gutenberg criou a prensa tipográfica, que marca o surgimento da imprensa como conhecemos hoje, ele combinou duas invenções que, aparentemente, não têm nada a ver uma com a outra: a prensa de uva com a máquina de cunhar moedas.

Usou a lógica de deixar registrado um valor — da máquina de cunhar moedas — junto com a força e a escala da prensa de uva.

Por isso, é importante ter um repertório diversificado de vários assuntos, porque, quanto mais diversificado for seu repertório de conhecimento, maior a probabilidade de combinar coisas.

A rotina das pessoas criativas

Já assistiu algum documentário sobre como sobreviver caso você fique perdido na selva ou deserto? Se sim, então provavelmente já deve ter ouvido que para permanecer vivo é preciso ter criatividade.

Isso acontece porque a criatividade é exercitada quando saímos da nossa zona de conforto. Ao realizar uma tarefa diversas vezes ela acaba se tornando automática e você não precisa mais pensar para realizá-la.

Tente sair da sua rotina, se inscreva em alguma aula nova, pinte, leia outros livros, até mesmo pratique um esporte. Cada situação diferente em que você se coloca sua criatividade é instigada a pensar na melhor maneira para resolver o novo cenário.

Como o ambiente favorece a criatividade

Ambiente criativo

Ambiente criativo

Estar em um ambiente onde você pode se expressar totalmente sem preocupar-se com criticas é de extrema importância para que o seu lado criativo se solte.

Algumas empresas como a Google costumam criar espaços para que seus funcionários possam se divertir com atividades diferentes da rotina de trabalho. Essas empresas criam esse ambiente despreocupado para que o funcionário relaxe, pois é nesses momentos que o criativo começa a funcionar.

Dicas para aumentar sua criatividade

As pessoas partem da premissa errada de que criatividade é sempre criar coisas 100% novas.

Existe uma certa pressão, e parece que ficamos no compromisso de criar algo novo. Só que, na verdade, criatividade muitas vezes é combinar coisas já existentes.

Seguindo esta linha de pensamento, vamos ver algumas dicas para aumentar a sua criatividade:

Tenha um repertório diversificado

É comum os profissionais de uma área só lerem conteúdos da própria área. O engenheiro só lê livros de engenharia, e o programador só lê sobre tecnologia. E então eles se tornam especialistas em determinado assunto. Mas, se você quer ser criativo, não precisa levar esse comportamento tão a sério.

Por exemplo, você pode ler revistas de outras áreas, como de cachorros, moda, ciclismo, carros, etc… procure coisas que geralmente não te interessam, assim você vai entrar num universo diferente e obter novos inputs.

Pessoas que têm os mesmos inputs, provavelmente sempre terão os mesmos outputs. Lembre-se disso.

Comece a criar um caderno criativo

O seu caderno criativo será como o diário de ideias. Cada pensamento que você tiver, por mais doido que ele possa parecer no momento, escreva nesse caderno. Às vezes algo que agora você acha absurdo lá na frente pode tornar-se uma ideia espetacular.

Tenha brinquedos na sua mesa de trabalho

Muitas empresas criativas que trabalham com design encorajem seus funcionários a terem brinquedos e bonecos nas suas meses, desde origamis de papel até um conjunto de lego completo.

Eles adotam essa prática porque ao olhar os brinquedos e pegá-los durante o trabalho desencadeia a criatividade, é como se basicamente você “acessasse” a sua criança interior.

Observe outros ambientes

Ter em mente a existência de outros “universos”, isto é, outros setores, departamentos, grupos e projetos, amplia a capacidade de análise da realidade.

O hábito de pesquisar sobre novos campos de “experimentação” da vida e do trabalho (por exemplo, procurar saber o que empresas de outros segmentos estão desenvolvendo frente à responsabilidade social) pode abrir uma nova perspectiva de reflexão sobre o assunto em pauta para você e, dessa forma, trazer contribuições para o seu trabalho.

No trabalho em equipe, procure sempre ouvir experiências de novas pessoas. Pessoas que trabalham juntas por muito tempo acabam tendo pensamentos muito semelhantes e que incluem as mesmas falhas e barreiras.

Invista também em relacionamentos com pessoas de áreas diferentes, leia e assista conteúdos que tenham pouca relação com seu trabalho. Ao ter contado com aspectos diferentes dos seus assuntos cotidianos, você vai estimular a sua mente a desbravar um mundo sem fronteiras, para além do que seus olhos alcançam.

O valor do absurdo

Uma ideia criativa e inovadora pode ser inicialmente, considerada um absurdo. É importante lembrar que a novidade muitas vezes gera uma reação de rejeição inicial pelo simples fato de ser ainda um elemento desconhecido.

Segundo a especialista em criatividade Gisela Kassoy, em entrevista à revista Exame, é necessário deixar o inverossímil tomar conta da mente até que ela se torne uma proposta mais viável à sua realidade. Basicamente, o extraordinário surge do questionamento a respeito da sua viabilidade, ou seja, quando tem lugar a pergunta: “Por que não?”. É interessante permitir que o impensável possa ser pensado.

Relaxe

Muita gente gosta de tirar aquela soneca depois do almoço.

Se você é uma dessas pessoas, pode comemorar.

Mas quando falo de relaxar, não me refiro só a tirar um cochilo durante o dia, mas também a alternar atividades.

Principalmente quando nos encontramos de frente com um problema complexo, temos a tendência a concentrar 100% na busca pela solução.

Alternar entre momentos de foco com relaxamento é essencial. Seu cérebro precisa de um momento para registrar toda a informação que está recebendo e ele não vai fazer isso em um momento de tensão.

Uma parada para um café ou uma caminhada rápida podem sim fazer surgir aquelas ideias que insiste em não aparecer no momento de maior necessidade.

Mas nada se compara ao poder do sono e dos sonhos. Você pode perceber, enquanto sonhamos montamos histórias absolutamente desconexas, fora de uma linha temporal e com elementos que não existem em nossa realidade.

E é justamente disso que sua criatividade precisa: sonhar com a solução criativa do seu problema.

Para isso, você precisa pensar a respeito da questão que precisa de uma ideia criativa antes de dormir.

Para funcionar, você precisa tentar acordar depois de ciclos de 90 minutos, então você pode acordar depois de 6 horas, 7 horas e meia, etc. As chances de você acordar no meio de um sonho e encontrar uma resposta não convencional são grandes.

Incube suas ideias

O processo criativo tem várias etapas: primeiro você se depara com um problema, daí o estuda e tenta encontrar uma solução. Esse é o processo-padrão e consciente, mas tem uma etapa muito importante que as pessoas ignoram: a incubação.

As pessoas acreditam que ela não existe, até porque ela é invisível. Mas está comprovado que ela existe, sim.

A incubação é o processamento inconsciente.

Quando você tem um problema, em vez de somente mergulhar de cabeça nele pra encontrar uma solução, pode ser melhor você se afastar desse problema e fazer atividades que não tenham nada a ver com isso (como jogar bola ou ir à academia), pois acontecerá um processo inconsciente no seu cérebro.

É a famosa história de Arquimedes. Aquele cara que mergulhou na banheira, teve a ideia do princípio do empuxo e saiu pelado gritando: “Eureka!”.

As pessoas pensam que essa ideia veio do nada. Mas não, Arquimedes havia passado pela primeira etapa de estudar o problema até chegar no momento de incubação, quando o processo inconsciente encontrou uma solução.

Modelo CREATES para aumentar a criatividade

O pensamento criativo acontece de forma muito mais rápida se for estimulado e se for intencional.

Apesar de ter afirmado que nenhuma ideia aparece na sua mente por acidente ou por pura inspiração, isso não significa que o momento do surgimento dessas ideias não possa acontecer sem intenção.

E isso sim você pode e deve controlar se quiser aumentar sua criatividade.

A neurocientista Dra. Shelley Carson, descreveu em seu livro, “O cérebro criativo”, os 7 padrões cerebrais relacionados à criatividade, que ela nomeou como CREATES.

Cada um de nós tende a ficar na zona de conforto e utilizar um desses 7 padrões na hora de usar a criatividade.

O desafio está em sair de um padrão conhecido e experimentar os outros para aumentar a criatividade.

A sigla CREATES é a junção das letras iniciais de cada um dos padrões de criatividade. São eles:

  • Conectar (Connect)
  • Razão (Reason)
  • Visualizar (Envision)
  • Absorver (Absorb)
  • Transformar (Transform)
  • Avaliar (Evaluate)
  • Corrente (Stream)

Conectar

O primeiro padrão é o de Conexão, um estado específico de concentração e foco que permite você fazer ligações entre conceitos ou objetos não relacionados, gerar várias soluções para o mesmo problema. Além de gerar um estado de permanente inspiração e motivação pessoal para continuar criando.

O YouTube, por exemplo, surgiu da conexão entre a lentidão do sistema de email e a demora para baixar arquivos. Para vencer essa barreira, Chad Hurley e Steve Chen criaram uma plataforma onde você não teria que fazer download para poder assistir a vídeos mais rapidamente.

Basicamente eles fizeram a conexão entre dois conceitos não relacionados para criar um terceiro.

Razão

O segundo é o da Razão. Sabe aquele momento que você diz que está “pensando a respeito” de algo? Esse é o momento, onde você está buscando em sua memória, de forma plenamente consciente, a resposta para uma dúvida ou problema.

Quem usa a razão, utiliza o raciocínio lógico para aumentar a criatividade.

Visualizar

Visualização equivale à imaginação. Aqui você não faz uso de palavras, mas apenas de recursos visuais, para ver as semelhanças em conceitos completamente não relacionados.

Dar uma representação visual para um conceito abstrato, como um sentimento por exemplo, equivale ao exercício da visualização e estimula a criatividade.

Absorver

Quem entra no modo de Absorção, percebe que a mente fica clara, alerta e aberta a novas possibilidades.

Sem julgamentos, sem preconceitos e sem uma visão crítica. Você apenas observa e registra. Nesse momento que podem surgir as ideias mais inovadoras.

Por exemplo, no século passado pareceria extremamente absurdo pensar em um veículo que pudesse andar sem ter cavalos na frente para colocá-lo em movimento.

Essa ideia precisou surgir sem senso crítico para que pudesse virar realidade.

Transformar

O modo de Transformação possibilita modificar um sentimento negativo, como raiva ou tristeza em algo positivo, expressando, de alguma forma aquela sensação.

Nem sempre sua angústia precisa virar uma produção criativa, mas tirá-la da sua cabeça já tem uma função transformadora de estado de consciência.

Em um primeiro momento as ideias precisam surgir sem julgamentos ou visão crítica e racional.

Avaliar

Porém, nem toda ideia pode ou deve ser aproveitada. E para isso que o modo de Avaliação serve. Para fazer um filtro e validar o que pode ser aproveitado e eliminar aquilo que não gera valor.

Corrente

O sétimo padrão é da Corrente. Você entra em uma espécie de estado de flow, onde todas as suas ideias surgem sem grandes dificuldades e em uma sequência não-caótica.

Não existe certo ou errado, mas criatividade e zona de conforto são conceitos que não combinam.

Se você ficou curioso(a) sobre como ativar mais modos de criatividade, leia o livro “O cérebro criativo” da Shelly Carlson. Nele ela ensina técnicas e exercícios baseadas no método CREATES.

7 dicas para usar a criatividade na resolução de problemas

Muitas vezes, as pessoas não estão resolvendo o problema de maneira criativa, pois estão resolvendo o problema errado.

Eu chamo isso de pensamento lateral. É dar um passo ao lado e questionar: “Será que eu estou resolvendo o problema certo?”.

Há alguns anos, nos maiores prédios americanos, a turma reclamava que o elevador era lento para o RH. Qual era a solução óbvia para o problema “elevador lento”? Elevador mais rápido, certo?

Só que esse problema já estava tendenciando a solução.

Sabe qual foi a solução nesse caso? Eles colocaram espelhos nos elevadores. Ao colocar o espelho, as pessoas começaram a ficar se arrumando, verificando o cabelo, e aquele um minuto que eles reclamavam que era lento, virou um tempo produtivo.

O problema não era o elevador ser lento, era lidar com a ansiedade de esperar um minuto no elevador.

Então, muitas vezes, temos que mudar o problema para enxergar a solução. Você não vai encontrar o tesouro cavando no buraco errado.

O psicólogo Jeremy Dean, pesquisador da University College London, reuniu em seu blog 7 dicas – baseadas em pesquisas – para ter mais criatividade. E, com ela, resolver problemas mais facilmente. Acompanhe:

1. Pense no que poderia ter sido

Imaginar como as coisas estariam caso algo diferente tivesse acontecido – ou deixado de acontecer – ajuda a estimular a criatividade. Brincar com as possibilidades do famoso “e se…”, de acordo com um estudo da Ohio University e da University of California, dobra sua capacidade de pensar criativamente.

2. Agarre mais de um problema de uma vez

Pode parecer estranho, mas lidar com dois problemas torna sua criatividade mais efetiva do que com um só por vez. Isso acontece porque as pessoas resolvem problemas de forma analógica – elas se lembram de algo parecido e utilizam a mesma fórmula.

Mas é difícil se lembrar de fórmulas bem-sucedidas usadas há muito tempo, e debater-se com duas situações que exigem solução conjuntamente parece estimular essa analogia.

3. Escreva e substitua

Descreva o seu problema em palavras. Agora, reveja o texto e troque os verbos que você usou por outros mais genéricos. Parece simples, e é. Mas, segundo um estudo da Eastern Kentucky University, esse singelo expediente melhorou em até 100% a performance na solução de um problema.

Tratar o problema em termos genéricos ajuda a mente a pesquisar uma solução analógica – ou seja, uma solução bem sucedida aplicada em uma ocasião anterior.

4. Use sinônimos e novas representações

Além da mudança nos verbos, representar o problema de formas diferentes pode ajudar.

Analise o tipo de problema que você tem em mãos e descubra que tipo de estrutura ele apresenta.

Esquemas, rabiscos e desenhos podem ajudar a tornar mais clara a natureza do problema – e, consequentemente, aclarar a solução.

5. Discuta, combata, brigue

Evitar o confronto não melhora a criatividade. Pelo contrário: quando as pessoas se envolvem em discussões, tendem a abrir um pouco mais sua visão.

Quatro estudos da Universidade de Amsterdam, na Holanda, determinaram que a criatividade na solução de problemas pode ser fomentada pelos conflitos sociais, já que eles motivam a pessoa a agir focada em um objetivo.

6. Coloque as ideias no papel

“Incubar” ideias sem colocá-las em prática parece vantajoso, já que você imagina toda a solução e não gasta esforço algum.

Parece natural que uma boa ideia surja neste momento de devaneios, mas ela provavelmente não será sequer percebida por você. É o que diz um estudo da University of Toronto.

A gente vê os antigos pensadores sempre utilizando papéis e rabiscos para criar inovações. E essa é a forma pela qual o cérebro pensou durante grande parte da existência.

É a forma mais criativa de pensar.

Então coloque as ideias no papel. O papel é uma ótima ferramenta para ser criativo.

7. Mude-se para outro país

A última sugestão é radical: mudar-se para um país estrangeiro e aprender a língua. Cinco estudos promovidos pela INSEAD, escola de administração na França, provam o vínculo entre a experiência de viver em outro país ao aumento da criatividade.

Dicas de leitura sobre Criatividade

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