Sigmund Freud/Biografia


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Local de nascimento de Freud, na atual cidade de Pribor, na República Tcheca

Amalie, mãe de Freud

Rua Anel em Viena

Realgymnasium, renomeado atualmente como Sigmund Freud – Gymnasium, em Viena

Busto de Freud na Universidade de Viena ao lado de ornamento reproduzindo a perna de uma esfinge

Foto de Trieste em 1885. Na época, Trieste pertencia ao Império Austro-húngaro. Atualmente, é uma cidade italiana.

Sigismund Schlomo Freud nasceu em 6 de maio de 1856 em Freiberg, na Marca da Morávia, que pertencia ao Império Austríaco. Era o filho primogênito de Amalie Nathanson, terceira esposa de Jacob Freud (as duas esposas anteriores de Jacob já haviam falecido). Freud possuía dois meio-irmãos mais velhos: Emmanuel e Philippe.

Após o nascimento de Freud, mais sete irmãos nasceriam: Julius, Anna, Débora, Marie, Adolfine, Pauline e Alexander[1]. Os pais de Freud eram judeus provenientes da Galícia ucraniana e da Renânia alemã.

O pai sobrevivia do comércio de lã e tecidos.

Em 1859, a família se mudou para Leipzig, na Alemanha, devido a dificuldades financeiras motivadas pelo avanço da Revolução Industrial na Europa. Pelo mesmo motivo, os meio-irmãos de Freud emigraram para Manchester, na Inglaterra. Logo em seguida, a família se mudou para Viena, capital do Império Austríaco, indo residir no bairro judeu, o Leopoldstadt (“Cidade Leopoldo”). Na época, Viena passava por um grande crescimento populacional, o que motivou a ampliação da cidade para além de suas antigas muralhas medievais, as quais foram derrubadas para a construção da Rua Anel (Ringstrasse). Em Viena, Freud começou seus estudos escolares. Frequentou o Realgymnasium e o Obergymnasium[2].

Em 1865, foi publicada na Inglaterra a primeira versão da obra “Alice no país das maravilhas” (Alice’s adventures in wonderland), de Lewis Carrol (pseudônimo do professor de matemática inglês Charles Lutwidge Dodgson), livro que, através de seu cenário onírico, já prenunciava as descobertas que Freud faria no campo do inconsciente no final do século. Em 1867, o Império Austríaco transformou-se no Império Austro-Húngaro.

Freud ingressou em 1873 na faculdade de medicina da Universidade de Viena.

Na universidade, se dedicou à pesquisa científica: inicialmente, ingressou em uma pesquisa sobre as enguias da cidade de Trieste. Em seguida, tomou parte nas pesquisas do professor Ernst Brücke no campo da fisiologia. Em especial, Freud dedicou-se ao setor de anatomia e histologia do cérebro humano.

Em 1877, Freud mudou seu nome para Sigmund Freud. Entre 1879 e 1880, obteve uma licença na universidade para prestar o serviço militar obrigatório.

Durante o período, realizou traduções para o alemão de textos do filósofo e economista inglês John Stuart Mill.

No mesmo período, iniciou o hábito de fumar, o qual cultivou até a morte[3]. Em 1881, se graduou em medicina.

Começou a trabalhar no Hospital Geral de Viena, onde também dedicou-se à pesquisa científica: no caso, ao estudo dos efeitos terapêuticos da cocaína, que, na época, ainda era uma droga relativamente desconhecida (havia sido isolada em 1859 por Albert Niemann e começara a ser produzida em larga escala somente na década de 1880[4]).

Freud obteve, em seguida, uma licença do hospital para trabalhar junto ao psiquiatra francês Jean-Martin Charcot no Hospital Saltpêtrière, em Paris. Charcot estudava os efeitos terapêuticos da hipnose no tratamento de doenças de fundo emocional conhecidas na época como “histeria”. De volta a Viena, Freud começou a aplicar o método de Charcot no tratamento da histeria. Freud casou-se em 1886 com Martha Bernays e abriu seu consultório na Rua Prefeitura (Rathausstrasse). Passou a tratar de mulheres da burguesia vienense que sofriam de doenças de fundo emocional, testando diferentes métodos terapêuticos: eletroterapia, hipnose, sugestão, massagens, hidroterapia etc.

No mesmo ano, foi lançado o livro “Estranho caso do doutor Jekyll e do senhor Hyde” (Strange case of doctor Jekyll and mister Hyde), do escocês Robert Louis Stevenson, que apontava para a dualidade existente no interior do ser humano. No livro, um cidadão respeitável, doutor Jekyll, se transformava em uma criatura violenta, amoral e repugnante chamada senhor Hyde após tomar uma poção. Tal conflito de personalidades dentro de uma mesma pessoa se assemelhava aos conceitos de consciente e inconsciente que Freud estava próximo de desenvolver na época.

Em 1887, nasceu sua primeira filha, Mathilde. No mesmo ano, Freud conheceu Wilhelm Fliess, médico judeu berlinense com o qual viria a trocar intensa correspondência. Esta correspondência, posteriormente, foi descrita pelos biógrafos de Freud como tendo sido a ocasião em que Freud foi analisado. Em 1891, mudou-se para um apartamento no número dezenove da Rua Bergasse. Em 1895, publicou, conjuntamente com seu amigo Josef Breuer, os “Estudos sobre a histeria”. Nele, foram relatados cinco casos clínicos, o primeiro dos quais sendo o de Bertha Pappenheim (relatado sob o nome fictício de “Anna O.).

Foi Bertha quem formulou, pela primeira vez, a expressão “cura pela fala”, que iria constituir a essência do método psicanalítico freudiano. Freud observou que, quando os pacientes relatavam os pensamentos que estavam associados a seus estados mórbidos (cegueira, paralisia, incapacidade de falar a língua materna, falta de ar etc.) durante as sessões de psicanálise, os pacientes se livravam dos sintomas das doenças. No mesmo ano, Freud iniciou a análise sistemática de seus sonhos. Também nasceu sua sexta e última filha, Anna, que posteriormente seria analisada por seu pai e se tornaria um importante nome do movimento psicanalista.

Em 1896, em um artigo científico publicado numa revista francesa, Freud utilizou pela primeira vez o termo “psicanálise”. No mesmo ano, morreu seu pai. Em 1897, abandonou a teoria da sedução, que afirmava que toda neurose surgiria a partir de um trauma sexual ocorrido na infância.

Ao mesmo tempo, começou a formular o “complexo de édipo”, o qual defendia que toda pessoa buscaria o prazer (representado, simbolicamente, pela figura materna), mas seria contida pelas leis e pela moral (representados simbolicamente pela figura paterna)[5]. Em 1899, publicou “A interpretação dos sonhos”.

Na virada do século XIX para o XX, Viena passava por uma efervescência cultural, simbolizada pelo movimento artístico do jugendstil (“estilo jovem”, o nome alemão para o estilo art nouveau). O movimento se inspirava nos formatos da natureza. De certa forma, havia uma similariedade com o trabalho que estava sendo realizado por Freud de estudo da natureza humana. Em 1901, Freud publicou “A psicopatologia da vida cotidiana”.

Em 1902, foi fundada a primeira sociedade psicanalítica: a Sociedade Psicológica da Quarta-Feira de Cinzas, contando com Freud, Alfred Adler e outros intelectuais judeus. Em 1905, em “Três ensaios sobre a sexualidade”, Freud teorizou sobre a sexualidade infantil, propondo três estágios sucessivos para a sexualidade humana: a oral, a anal e, finalmente, a genital.

Em 1907, foi admitido o primeiro não judeu ao grupo: o suíço protestante Carl Gustav Jung. Ao mesmo tempo em que se expandia por diversos países do mundo, a psicanálise começou a se dividir em diferentes grupos teóricos. Duas das mais importantes dissidências a Freud foram a de Adler e a de Jung. Em 1910, Freud publicou “Leonardo da Vinci e uma lembrança de sua infância”. Em 1912-1913, “Totem e tabu”.

Em 1918, com a derrota do Império Austro-Húngaro na Primeira Guerra Mundial, o império foi dissolvido e surgiu a Primeira República Austríaca. A Marca da Morávia, onde havia nascido Freud, foi incorporada à nascente República Tcheca e sua cidade-natal, Freiberg, passou a ser chamada de Pribor. Em 1920, Freud publicou “Além do princípio do prazer”. Em 1923, descobriu um pequeno tumor no seu palato direito.

Em 1938, a Áustria foi invadida pelo exército alemão e anexada à Alemanha nazista. Visando a fugir da perseguição nazista aos intelectuais e judeus, Freud fugiu com a família para Londres.

No mesmo ano, Freud publicou “Moisés e o monoteísmo”. Em 1939, visando a evitar o sofrimento do câncer do qual era vítima há treze anos,

Freud solicitou, a seu amigo Max Schur, a eutanásia por meio de injeções de morfina.

Em 23 de setembro, morreu Freud. Seu corpo foi queimado no crematório de Golders Green.

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