Capacidade criativa: entenda o que é e como estimulá-la nos seus colaboradores


Aliada ao autoconhecimento e a uma justa auto-avaliação, habilidade pode auxiliar profissionais a contribuírem com o melhor de si

Eber Freitas, http://www.administradores.com.br, 

É comum, fácil e cômodo acreditar na noção de inteligência linear, o que leva automaticamente à ideia de que existem pessoas mais ou menos inteligentes do que outras. Essa concepção pode, por vezes, pesar na hora da contratação ou da avaliação dos colaboradores, anulando grandes capacidades ocultas e estimulando as capacidades inviáveis, acarretando perda tanto para a empresa quanto para o profissional.

A abordagem das Inteligências Múltiplas é a alternativa recomendada pela psicoterapeuta Erica Brandt para as empresas. Para ela, essa é uma das melhores maneiras de adequar o colaborador aos objetivos do negócio, “possibilitando assim seu melhor desenvolvimento e satisfação, culminando na indispensável motivação para permanecer na empresa”.

 

A teoria, preconizada pelo psicólogo Howard Gardner, pressupõe que existem nove tipos de inteligências interdependentes, com sistemas de significação diferenciados e processos cognitivos próprios. Em outras palavras, os colaboradores, como todo ser humano, processam os estímulos oriundos do ambiente de trabalho de diferentes maneiras, conforme sua cultura e formação pessoal/profissional.

 

Erica acredita que, sejam quais forem as inteligências explícitas ou latentes nos profissionais, a capacidade criativa é um elemento comum para o desenvolvimento de todas. Ela afirma que “a capacidade criativa é a resposta ao estresse positivo que, com uma ansiedade moderada, produz e garante uma performance mais apropriada ao funcionamento das organizações”.

 

E não adianta se pressionar por resultados e melhoria no desempenho. Ainda que as situações constantes no cotidiano levem o profissional a querer extrair cada vez mais suco do bagaço da laranja, a melhor forma de tornar a fonte de criatividade perene é o autoconhecimento e a justa auto-avaliação.

 

“O autoconhecimento possibilita uma conscientização de como nos tornamos reféns do medo do sucesso e, somado a uma auto-avaliação justa, temos a identificação das causas do desempenho deficiente assim como a identificação dos potenciais que não estão sendo utilizados plenamente”, explica a psicoterapeuta.

 

Coaching

 

A co-responsabilidade da empresa no processo de formação de seus profissionais é incontestável. A maior parte do dia é dispendida dentro do escritório, muitas vezes mais do que o teto semanal de 40 horas previsto pela Lei. Portanto “é na empresa que serão vivenciados todos os desafios pessoais e inter-pessoais”.

 

Para Erica, o coaching é uma boa opção para profissionais que ainda desconhecem as suas verdadeiras competências e precisam desenvolvê-las. “A ajuda especializada é necessária quando o profissional não identifica o que está bloqueando seu desempenho, ao perder totalmente a motivação assim como ao perceber objetivos que não concretiza”.

 

É preciso, portanto, que a empresa esteja atenta para situações que acarretem quedas de desempenho profissional e/ou atritos entre os colaboradores. Erica aponta a melhor forma de fazer um diagnóstico: “um diálogo, quando esses sinais começam a se apresentar, facilitará ao profissional se conscientizar do momento que está vivendo, identificando a competência que precisa ser desenvolvida a curto, médio e longo prazo e como alcançá-los”.

 

As 9 Inteligências

 

1. Inteligência lingüística – Habilidade no manejo verbal, seja ele escrito ou oral; sensibilidade poética, subjetiva e funcional da palavra;

 

2. Inteligência musical – Capacidade de percepção e expressão no âmbito da música em todos os seus aspectos (harmonia, melodia, ritmo);

 

3. Inteligência lógico-matemática – Facilidade para elaborar e discernir codificações e padrões lógicos e numéricos;

 

4. Inteligência espacial – Compreensão das limitações de espaço e orientação dos limites físicos;

 

5. Inteligência cinestésica – Refere-se à habilidade de comunicação com o corpo, facilidade de utilização eficiente e integral dos membros;

 

6. Inteligência interpessoal – Habilidade de relacionamento e compreensão das qualidades e limitações dos outros;

 

7. Inteligência intrapessoal – Conhecimento e domínio do próprio humor e temperamento; percepção de identidade e autocompreensão;

 

8. Inteligência naturalista – Empatia com a natureza, capacidade de distinguir, classificar e catalogar espécies da fauna e flora;

 

9. Inteligência existencial – Competência contemplativa e filosófica. Por ora, pouco se tem sobre essa inteligência em termos de pesquisa e estudos.

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