ADOTE UM JARDIM


Florianópolis, 2011

https://arteparaumacidadesensivel.wordpress.com/obras/adote-um-jardim/

https://arteparaumacidadesensivel.wordpress.com

Grupo Fora
http://foragrupo.hotglue.me/

“Adote um jardim (Aroeira, vassoura, picão e cia.)” é uma intervenção em que o Grupo Fora (composto por Bruna Maria Maresch, Camila Argenta, Gabriel Pundek , Nara Milioli) produz recortes de paisagens provindas de terrenos baldios, instala-os em caixas de feira e os dispõe em espaços públicos para a adoção.

A ação é pautada pelo deslocamento das plantas presentes em terrenos residuais, sob risco de ocupação arquitetônica.

O coletivo desenvolve seus projetos artísticos a partir de passeios por áreas esquecidas, abandonadas, ermas ou renegadas da cidade.

Florianópolis é uma cidade que contém uma expressiva presença de áreas verdes no espaço urbano e há, portanto, uma diversidade muito grande de espaços naturais que convivem (nem sempre pacificamente) com as edificações e o avanço das construtoras em áreas privadas e públicas.

O grupo caminha por essas regiões – locais com vegetação natural, canteiros no meio de avenidas, pequenos pedaços de rua, áreas de convivência entre pessoas e animais – e busca utilizá-las como espaços de convívio, nos quais é possível desenvolver pesquisas sobre a vegetação e promover encontros com a vizinhança, produzindo novas formas de habitar a cidade.

Empinar pipa, promover piqueniques, cozinhar, dormir, desenhar, ler… são ações a serem experimentadas nesses espaços naturais. O coletivo investe na simplicidade das coisas, executando ações que surgem do próprio local, como a coletas de plantas, restos de madeira, caixas de frutas, vasos e caixinhas de leite.

Sua proposta pretende perceber as plantas a partir das experiências dos terrenos, cultivando ervas daninhas, medicinais, matos, etc, e nos leva a perguntar: porque precisamos sempre retirar do terreno o que é original para plantar um novo jardim? Com esse trabalho, o grupo propõe novos formatos de jardins, que não possuem apenas plantas ornamentais, mas também outros tipos que, além de manter sua função estética, podem ser comestíveis ou medicinais.

Para esse trabalho, o grupo coleta fragmentos desses territórios, extraindo recortes da paisagem e propiciando mobilidade de diferentes paisagens da cidade.  A proposta é compartilhar e cultivar a prática de jardins espontâneos em territórios urbanos, assim como evidenciar os terrenos baldios como espaços de respiro. Ao inserirem esses suportes no espaço público, busca-se criar um diálogo com a população a fim de evidenciar a condição muitas vezes frágil e esquecida dessas plantas nas cidades.

ADOPT A GARDEN

Adopt a garden  (Aroeira, vassoura, picão e cia.) is a public work that Grupo Fora (with members Bruna Maria Maresch, Camila Argenta, Gabriel Pundek and Nara Milioli) makes cutouts of landscapes from vacant lots, installs them in vegetable crates from the market and places them in public spaces for adoption. The action is  based on the dislocation of plants found in residual plots of land, running the risk of being occupied architecturally.

The collective develops its artistic projects by starting with walks through forgotten, abandoned, wild or neglected areas of the city. Florianópolis is a city that contains an expressive presence of green areas in the urban space and has, therefore, a great diversity of natural spaces that coexist with (not always peacefully) constructions and the advance of developers in private and public areas.

The group walks through these regions –  locations with natural vegetation, flower beds in the middle of avenues, small parts of streets, areas of coexistence among people and animals – and seeks to utilize them as spaces for coexistence in which it is possible to develop research about vegetation and promote encounters with the neighbors, creating new ways of inhabiting the city.

Flying kites, picnic invites, cooking, sleeping, drawing, reading… are actions that are experienced in these natural spaces. The collective invests in the simplicity of things, executing actions that emerge from the place itself, like the harvesting of plants and the gathering of discarded wood, fruit crates, plant vases and milk cartons.

Its proposal intends to perceive plants in a way that is based on the experiences of the terrain, cultivating weeds, medicinal herbs, etc, and it brings us to ask: why do we always need to remove that which is original, to plant a new garden? With this work, the group proposes new garden formats, that do not have merely ornamental plants, but other types as well, these being edible or medicinal aside from their aesthetic function.

For this work, the group harvests parts of the territory of these locations, extracting fragments of the landscape and creating a sort of mobility of different landscapes of the city. The proposal is to share and cultivate the practice of spontaneous gardening in urban territories, as well as prove that vacant lots can be spaces to breathe. They construct structures, shelving units, wooden bleachers, that serve as the support medium for each cutout of terrain, making it possible for people to choose which flower beds to adopt. Upon inserting this support media into the public space, they seek to create a dialogue with the population in order to show evidence of the often fragile and forgotten condition of these plants in the cities.

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