Microsoft doará US$ 1 bilhão pra compra de PCs para escolas


vaibrasil

Nos Anos 70 um Disco Rígido com uma etiqueta “Made In Malásia” seria no mínimo uma piada, tão improvável quanto um foguete hoje com plaquinha “Made In Brasil”. Quando a guerra terminou em 1953 a Pior Coréia não era melhor do que a Melhor Coréia é hoje. Os chamados Tigres Asiáticos surgiram de uma decisão unânime que de um futuro melhor dependia de educação ciência e tecnologia.

A Hyundai foi uma das primeiras empresas a construir escolas para os filhos dos funcionários, formando a mão-de-obra qualificada que iria precisar em 15 ou 20 anos. Na 2ª Guerra Mundial a imagem do japonês era uma figura burra, caricata. Hoje o estereótipo é que fora tentáculos o japonês é um povo avançado, altamente inteligente e provavelmente do futuro. Isso foi fruto da educação.

Singapura, que tem um dos melhores indices de educação do mundo, investiu desde os Anos 90 US$ 3,2 bilhões em infraestrutura, tecnologia e treinamento de professores. Isso dá uns 3 Estádios, mas cada um com suas prioridades.

Hoje os EUA passam por uma crise, os Estados montam os próprios currículos e há barbaridades como escolas ensinando criacionismo, em 2014. Lá como cá passar de ano é mais importante do que aprender, como resultado precisam importar cérebros. Há várias iniciativas que promovem STEM — sigla que significa Ciência Tecnologia Engenharia e Matemática — e uma delas passa pela informatização das escolas.

Por mais geek que seja não defendo tecnocracia. Não acho que computadores resolvam alguma coisa em lugares como o Brasil, onde a maior preocupação é se vão conseguir dinheiro pra merenda ou se a professora terá dinheiro para a passagem. Nossas prioridades são outras. Já em países onde a Educação é tratada com um mínimo de dignidade, é viável pensar adiante e nesses casos computadores são sim uma excelente ferramenta.

É aí que entram programas como o ConnectED, que pretende em 5 anos disponibilizar banda larga para 99% dos estudantes nos EUA. Só que pra isso precisam de… computadores. Microsoft, Acer, Asus, Dell, Fujitsu, HP, Lenovo, Panasonic e Toshiba sabem disso e estão se comprometendo a fomentar essa revolução.

A Microsoft vai doar US$ 1 bilhão em licenças de sistemas operacionais e softwares. Os parceiros de hardware entrarão com outra bolada. A idéia é conseguir oferecer a escolas máquinas decentes por menos de US$ 300,00. No pacote a Microsoft também proverá banda larga, treinamento para professores e suporte técnico.

Muitas escolas com parques obsoletos, ou que sequer possuem um laboratório de informática poderão montar uma infraestrutura onde professores complementarão suas aulas com recursos antes inexistentes.

A Apple também tem programas educacionais, a Microsoft mesmo já tinha, mesmo no Brasil universidades e escolas se beneficiam desses projetos, mas a escala mudou completamente. Dará certo? Fará diferença? Descobriremos em 10 ou 15 anos.

Fonte: CNET.

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