Cinco lições de Dale Carnegie que devem ser aplicadas a uma vida minimalista


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Dale Carnegie é um dos mais conhecidos escritores da área de relações humanas do mundo. Cada um de seus livros se tornou um best-seller mundial, com milhões de exemplares vendidos.

Nascido no século XIX, o autor começou a se destacar logo no início dos anos 1900, quando fundou a Dale Carnegie Training, um treinamento inovador e baseado nas lições e princípios desenvolvidos em seus livros. Seus dois livros principais – Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas Como Evitar Preocupações e Começar a Viver – trazem ensinamentos importantes sobre como devemos nos relacionar com as pessoas ao nosso redor, como conquistar a influência e a amizade delas, e também trazem grandes ensinamentos sobre como evitar doenças relacionada ao estresse com preocupações que, na maioria das vezes, não merecem a menor atenção.

E muitos desses princípios podem ser facilmente aplicados a uma vida minimalista. Conheça cinco deles.

1) não critique, não condene, não se queixe

Todos nós conhecemos pelo menos uma pessoa que faz alguma dessas coisas – ou pior, faz as três ao mesmo tempo.

São pessoas que não conseguem ouvir uma boa ideia sem lançar uma crítica, não conseguem ver alguém errando sem lançar uma condenação direta a quem errou; ou vivem se queixando de sua própria vida, do quanto ela é “sofrida e dura”. Em suma, gente que não sabe fazer nada além de reclamar.

Quando retiramos esses três da nossa vida, passamos a ter muito mais leveza, a ver sempre o lado bom das coisas, e a ganhar a simpatia constante das pessoas com quem conversamos.

2) a única maneira de ganhar uma discussão é evitando-a

Em tempos de ânimos políticos acirrados, qualquer comentário ou opinião exposta é motivo para um debate cerrado. Eu mesmo ainda tenho o péssimo hábito de me envolver nisso.

O problema de debates é que mesmo que ganhemos no campo das ideias, raramente conseguimos ganhar a atenção da pessoa que está debatendo conosco, especialmente se a atacamos de uma forma mais virulenta e dura demais.

O segredo, segundo esse princípio, é desarmar a pessoa passando a impressão (que, no entanto, deve ser sincera) de que concordamos com o seu ponto de vista, e só depois disso lançamos a nossa posição. Mesmo que não ganhemos, certamente vamos atrair a atenção do outro para a nossa posição. E isso é uma grande vitória.

3) fale sobre seus próprios erros antes de criticar a outra pessoa

Imagine que uma pessoa tenha cometido um grave erro. O erro já está cometido, portanto tratá-la de forma áspera dificilmente irá reverter o que foi feito. Pior: pode até fazer com que a pessoa que errou fique mais decepcionada consigo mesma, cometendo novos equívocos.

A melhor forma de abordar uma situação dessas é quando começamos falando nos nossos próprios erros. Citar um exemplo onde erramos no passado mostra para o outro que entendemos que erros podem ser cometidos, e que o importante é corrigir o que foi feito e ter atenção para evitar novos acontecimentos do tipo.

4) viva em “compartimentos diários hermeticamente fechados”

Esse princípio é extremamente útil para quem sente a cabeça cheia de várias preocupações durante todo o dia. Assim como o nosso corpo, o cérebro também tem uma “cota” de energia que certamente causará fadiga quando esgotada. E é exatamente isso que as preocupações em excesso causam, esgotamento mental.

A melhor forma é criar os chamados “compartimentos fechados” do título. Isso significa que devemos cuidar das preocupações uma de cada vez, todos os dias. A medida em que vamos tirando uma por uma, passamos a ter mais clareza e facilidade para resolver toda a nossa vida.

5) não se aflija com ninharias

Assim como devemos dar prioridades para a resolução de problemas, temos que ter o discernimento de saber com o que devemos nos preocupar – e qual o nível de atenção que devemos dar a cada uma delas.

Lembro-me de um livro chamado Éramos Seis, o qual li na infância, onde tinha um exemplo bem interessante sobre esse tipo de comportamento, onde a autora descreve o personagem Júlio: algumas vezesquando o caso não requeria graves penas, perdia a cabeça e repreendia duramente. Outras vezes, quando deveria passar um bom sermão ou dar um castigo aos meninos, dizia duas ou três palavras e encerrava o incidente. Outras vezes, por causa de um lápis quebrado, falava uma hora inteira.” É essa falta de proporcionalidade no trato das preocupações que, muitas vezes, faz com que percamos a cabeça com coisas que são de fácil solução, ou nem deveriam ser relevantes.

Devemos, nesse caso, parar de dar atenção demasiada a pequenos problemas e poupar nossa mente de uma forte estafa mental.

Conclusão

Assim como nosso corpo, casa ou computador, a mente também precisa de um “destralhe” ocasional. E é fundamental fazer isso da forma adequada.

Coisa que Dale Carnegie nos ensinou muito antes do termo minimalismo virar tendência.

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