Como instalar uma distribuição Linux a partir de um pendrive


photo_camera Divulgação

Quer ter a comodidade e facilidade de instalar uma distribuição Linux a partir de um dispositivo USB? Existem diversos softwares com esta capacidade, tanto para Windows quanto para Linux, mas, por questões de compatibilidade, facilidade de uso e instalação, escolhemos o LinuxLive USB Creator, também conhecido por LiLi.

Disponível para Windows (8, 7, Vista, XP), o LinuxLive USB Creator é um programa gratuito e Open Source, especialmente desenvolvido para facilitar a vida dos usuários na hora da criação de uma mídia de instalação Linux.

Devemos avisar ao leitor de que existem diversas maneiras de se atingir o objetivo proposto neste artigo. Além de existirem outros programas (UnetbootinUniversal USB Installer, etc.), também podemos fazê-lo manualmente, o que envolve descompactar a imagem ISO da distribuição Linux no pendrive e instalar um bootloader (geralmente o Syslinux).

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Antes de começarmos, dê uma olhada na lista do que vamos precisar:

  • Computador rodando Windows 8, 7, Vista ou XP;
  • Pendrive (min. 1GB) formatado em FAT, FAT32 ou NTFS (não se preocupe, o LiLi vai resolver isso para você);
  • Conexão com a Internet para fazer o download da imagem ISO da distribuição escolhida.

Uma vez que o leitor tenha tudo isso em mãos, a primeira tarefa é baixar o LinuxLive USB Creator. Até a conclusão do artigo, a última versão disponível era a 2.8.29.

Quando o download terminar (são apenas 4.8 MB), execute o instalador (você vai precisar de privilégios administrativos para isso) e escolha o idioma de sua preferência.

LinuxLive USB Creator

O instalador está muito bem traduzido para o Português do Brasil.

Então, siga as instruções do assistente de instalação, que segue o melhor estilo “Next, Next, OK”. Ao término do processo, o LiLi será iniciado automaticamente.

LinuxLive USB Creator

Não há necessidade de modificar nenhuma das opções, apenas avance para concluir a instalação.

Caso o leitor ainda não tenha plugado o pendrive no computador, agora é a hora. Para evitarmos futuras dores de cabeça, aproveite também para remover outros pendrives que por acaso estejam conectados, mas que não possam ter seu conteúdo apagado.

O primeiro passo é indicar qual pendrive será transformado em uma mídia de instalação. Se assim como o nosso, o pendrive do leitor estiver formatado em NTFS, uma mensagem de erro aparecerá informando para utilizar os sistemas de arquivos FAT ou FAT32. Não se preocupe com isso agora, apenas clique em OK.

LinuxLive USB Creator - Escolha Pendrive

Escolha o pendrive.

Passando para o segundo passo, precisamos indicar onde estão os arquivos de instalação da distribuição Linux que queremos em nosso pendrive. Nesta etapa, o leitor tem três opções: baixar manualmente a imagem (ISO / IMG / ZIP) do site do desenvolvedor, extrair de um CD/DVD já gravado ou deixar o LiLi fazer o todo trabalho sozinho.

Para permitir que todos possam seguir este tutorial, decidimos detalhar a terceira opção, mas, caso o leitor se sinta à vontade, é perfeitamente possível efetuar o download manualmente.

Clique no botão Download e, na próxima tela, utilize o menu para escolher uma das distribuições listadas. Para quem tem pouca ou nenhuma experiência com Linux, recomendamos o “Ubuntu 14.04 “Trusty Tahr” (Unity)” ou o “Linux Mint 16 “Petra” (MATE) DVD”. Para os já iniciados, o “Fedora 20 “Heisenbug” (GNOME)” é uma boa pedida. Depois de escolher a distribuição Linux, clique no botão “Automaticamente” e aguarde o término do download.

LinuxLive USB Creator - Escolha Distro

Para os iniciantes, o Ubuntu é uma ótima opção.

Neste ponto, precisamos fazer alguns comentários. O primeiro deles, é que utilizando a função “Download”, o LiLi lista apenas as versões 32 bits das distribuições Linux compatíveis. Para baixar as versões 64 bits, o leitor precisará realizar o download da distribuição manualmente na página do desenvolvedor.

Outra observação é que a interface traduzida para o português do Brasil, da versão que utilizamos para este artigo, apresenta um pequeno bug e não mostra o andamento do download. Apesar de ser um problema bastante chato, ele não chega a prejudicar a utilização do programa, pois assim que o download termina, é exibida uma tela informando qual versão foi baixada e se o arquivo está integro .

LinuxLive USB Creator - Distro OK

Interface mostrará o termino do download.

Como o “PASSO 3: PERSISTÊNCIA” não é uma etapa mandatória para a criação do nosso pendrive de instalação e pode acabar gerando alguns problemas, caso utilizada de maneira incorreta, aconselhamos o leitor a deixar as opções padrão e passar direto para o próximo passo.

No “PASSO 4: OPÇÕES”, deixe marcada apenas a seguinte opção: “Formate o pendrive em FAT32 (isto apagará seus dados!!)”. Feito isso, basta clicar no raio amarelo e aguardar o LiLi terminar de fazer o seu trabalho.

LinuxLive USB Creator - Opções

Os sinais verdes nos semáforos indicam que está tudo OK e que podemos prosseguir.

O tempo necessário para a conclusão da instalação vai depender de vários fatores, como tamanho da imagem selecionada, velocidade de gravação do pendrive e das opções marcadas. Utilizando um pendrive USB 2.0 genérico de 4 GB com 2,3 MB/s de gravação e as configurações apresentadas no artigo, o processo de instalação levou cerca de 8 min.

Se nenhuma mensagem de erro for exibida, neste ponto o leitor já será capaz de utilizar o pendrive como mídia de instalação da distribuição Linux escolhida. Além disso, no caso dos Ubuntu, Mint, Fedora e algumas outras distribuições, também é o oferecido um modo Live. Trata-se de um modo de operação em que o usuário pode testar o sistema operacional na sua forma final, com acesso à internet e todos os programas, como se ele estivesse realmente instalado na máquina.

Ubutnu 14.04 - Modo Live

Modo Live é uma ótima maneira de se acostumar com as diferentes distribuições Linux.

Como no modo Live o Linux está rodando diretamente do pendrive (alguns podem rodar da memória RAM), nenhuma alteração é feita no sistema operacional originalmente instalado no computador e, portanto, não existe risco de perda de dados. Basta reiniciar para voltar tudo ao normal, como se nada tivesse acontecido.

Para iniciar o seu computador do pendrive que acabamos de criar, reinicie o computador, acesse o Boot Menu (F8, F11, F12, dependendo do fabricante da placa-mãe), selecione o pendrive na lista e tecle ENTER. No caso de computadores um pouco mais antigos, será necessário entrar no BIOS (Delete, F2 dependendo do fabricante da placa-mãe) e configurar o pendrive como o dispositivo de boot primário.

Com o intuito de manter o procedimento fácil para todos, mostramos apenas os passos realmente necessários para a criação do pendrive de instalação. Desta forma, encorajamos todos os leitores a explorarem as demais funcionalidades do LinuxLive USB Creator.

Por incrível que pareça, uns dos principais obstáculos para os usuários começarem a utilizar Linux é que eles simplesmente não sabem por onde começar. Neste artigo, tentamos justamente quebrar esta barreira inicial.

Se este for o seu caso, não desanime! A melhor forma de iniciar é justamente criar um pendrive de instalação e testar o modo Live até se sentir confiante para uma instalação verdadeira. Não gostou do Ubuntu? Sem problemas! Experimente outras distribuições até encontrar uma que te agrade.

Este artigo faz parte de nossa biblioteca de conteúdo “Tudo o que você precisa saber sobre o Linux”. Não deixe de acessar e conferir todo o conteúdo publicado sobre o Pinguim.

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18 novos Chromebooks devem ganhar suporte para aplicativos Linux

Por Redação | 28 de Junho de 2018 às 18h25

A lista de Chromebooks capazes de rodar aplicativos Linus via Chrome OS deve ser expandida em breve. Conforme anunciou o site XDA Developers, o rol incluirá aparelhos baseados na arquitetura Apollo Lake, da Intel.

Nisso se incluem, por exemplo, os computadores Thinkpad 11 e Chromebook, da Lenovo, o Chromebook Spin 11 e o Chromebook 15, da Acer, o Chromebook Flip, da Asus, o Chromebook 11, da Dell, entre outros (confira a lista completa clicando aqui). Além da vantagem óbvia de tornar o suporte mais amplo, a novidade ainda deve servir para abarcar faixas de preço maiores.

Como o update ainda está em desenvolvimento, o mais provável é que os usuários ligados aos canais Canary e Developer recebam o suporte primeiro. Já a versão final do Chrome OS não deve ganhar a atualização antes da próxima versão do navegador, o Chrome 69.

Facilitando a vida dos desenvolvedores

Embora a acomodação de aplicações Linux no Chrome OS represente uma vantagem geral para a comunidade de usuários  dos Chromebooks, é mesmo aos ouvidos dos desenvolvedores que a novidade acaba soando como música. Afinal, a atualização torna possível utilizar kits de desenvolvimento no sistema operacional, desenvolvendo e testando apps no mesmo ambiente.

Para tanto, o Chrome OS teve adicionada uma máquina virtual capaz de executar o Debian 9 Stretch (edição mais recente do sistema livre). Quem quiser tentar a sorte, basta configurar o computador portátil para receber atualizações do canal Dev – embora valha lembrar que a possibilidade de haver um grande número de bugs e instabilidades é grande.

Fonte: XDA Developers

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5 sinais de que seu computador precisa de uma revisão

Assim como um carro, nossos computadores precisam de manutenções periódicas. Programas passam a demorar mais tempo para abrir, a inicialização exige alguns segundos a mais, o que é natural. Afinal, temos mais programas instalados, acumulamos mais arquivos e assim por diante. Outros vezes, porém, é necessária uma mudança mais profunda, quando passamos a receber alguns alertas de que há algo errado.

Em alguns casos pode ser um vírus. Em outros, um componente físico que está começando a apresentar problemas. Ou mesmo alguns problemas relativamente “novos”, como páginas web que trazem códigos de mineração de criptomoedas. Pensando nisso, criamos uma lista com os 5 sinais mais comuns que mostram a necessidade de uma manutenção no computador. Vamos lá?

Lentidão e superaquecimento

Nossas máquinas começam a ficar progressivamente mais lentas com o passar do tempo. Às vezes, porém, a queda de desempenho acontece de forma abrupta. Como investigar? O primeiro passo é abrir o Gerenciador de Tarefas no Windows (ou o Activity Monitor no macOS) e encontrar os programas que estão exigindo um poder de processamento considerável da CPU da máquina.

Há uma boa quantidade de processos ativos, e não necessariamente reconhecemos todos eles. Neste segundo caso, basta uma pesquisa rápida no Google para ver o que determinado processo está fazendo. Pode ser um programa mal-intencionado ou apresentando um problema de funcionamento.

Algumas vezes um programa usa bastante recursos naturalmente. Quando é excessivo, é necessário investigar.

Em ambos os casos, podemos optar por desinstalá-lo. No caso de um programa que dá sinais de ser malicioso, o mais indicado é passar um antivírus na máquina, ou mesmo ferramentas mais especializadas, como o Malwarebytes ou o Safety Scanner, especializados em encontrar malwares.

Ao consumir muitos recursos, esses processos exigem bastante do hardware da máquina, o que pode superaquecer os componentes. Porém, se mesmo assim a máquina continuar “trabalhando quente”, pode ser a hora de uma manutenção preventiva nos componentes. Em especial em máquinas mais antigas, que podem necessitar de uma limpeza ou a troca da pasta térmica da CPU.

Mensagens de erro e BSoD

Mensagens de erro ocasionais são comuns. Porém, quando elas passam a ser frequentes, é hora de investigar. No caso de um programa específico, sua reinstalação pode resolver o problema. Em outros casos, pode ser que a máquina esteja infectada com códigos maliciosos.

A própria mensagem de erro ajuda a investigar o que está acontecendo.

O primeiro passo é pesquisar a mensagem de erro no Google, buscando possíveis soluções em fóruns especializados. No caso de um erro mais persistente, talvez seja necessário fazer um backup de todos os arquivos e reinstalar o sistema, seja o Windows ou o macOS.

Porém, não podemos deixar de lado a possibilidade de falhas no hardware, em especial quando elas resultam na “tela azul da morte” (Blue Screen of Death – BSoD). A própria mensagem de erro ajuda a identificar o problema, talvez exigindo a troca do componente em questão.

Barulhos estranhos

Ainda que não seja algo estritamente restrito a máquinas mais antigas, barulhos frequentes em qualquer computador podem indicar um problema e até mesmo que você provavelmente terá de substituir alguma peça em breve.

Coolers possuem uma boa expectativa de vida, além de serem fáceis de substituir em caso de problemas.

No caso, inicialmente devemos concentrar nossa atenção nos componentes móveis: discos rígidos, fans e coolers. A boa notícia é que é relativamente simples substitui-los, exigindo backup de arquivos no caso do HD.

Mudanças de configuração

Aqui temos um alerta vermelho de que a máquina pode estar infectada. Quando uma configuração é alterada sem a sua permissão, é hora de procurar por malwares. Ou mesmo quando o controle de permissões do sistema solicita acesso a áreas sensíveis sem justificativa.

Um dos casos mais simples é a mudança da página inicial do navegador sem a permissão do usuário

Em alguns casos, ícones estranhos aparecem na área de trabalho, assim como a ferramenta de pesquisa padrão do navegador é alterada. Este segundo caso pode ser um programa instalado junto com o que você queria (aquelas “ofertas conjuntas” que ninguém queria). Mas pode ser também o indicativo de um malware.

Por vezes, basta desinstalar o programa “acessório” em questão. Em outros casos, é necessário um procedimento mais especializado, comumente disponível na internet. De qualquer forma, é sempre importante observar que permissões estão sendo exigidas, o que também é válido na hora de instalar um programa.

Computador desliga sozinho ou não liga

Temos que dividir aqui em problemas de hardware e problemas de software. No primeiro caso, se a máquina não chega nem à tela de boot, ou desliga sem chegar a dar tela azul, é hora de levá-la para a assistência técnica.

Problemas de inicialização/desligamento podem ser causados tanto por hardware quanto por software.

No segundo caso, pode ser necessário reinstalar o sistema. Pode ser o caso da BSoD, como já vimos, ou de um malware. Se a máquina está com problemas para inicializar, pode-se tentar recuperar o sistema, ou alguma configuração errada na BIOS/UEFI causada pelo descarregamento da bateria interna.

Em todos os casos acima, é sempre importante ter um sistema de backup em dia, fornecendo a segurança necessária para resolver esses problemas sem o risco de perder documentos importantes.

Fonte: Leap Frog ServicesPopular ScienceLifewire

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Malwares de mineração são identificados na loja de apps do Ubuntu

Por Eduardo Hayashi | 15 de Maio de 2018 às 12h47

Embora distribuições baseadas em Linux sejam, de modo geral, confiáveis e sólidas em aspectos de segurança, é evidente que nenhum sistema operacional está totalmente livre de ameaças.

O exemplo mais recente disso é a identificação de malwares no catálogo oficial de aplicativos para o Ubuntu. Segundo as informações compartilhadas no GitHub, foram identificados dois softwares na loja online contendo o ByteCoin, código malicioso de mineração de criptomoedas.

Ainda conforme a publicação, ambos os malwares utilizavam o formato Snap, padrão de publicação de programas que simplifica todo o processo de distribuição de softwares em diversas distribuições Linux, camuflando-se no arquivo de sistema “systemd”. Além disso, as aplicações também infectavam scripts de inicialização com o intuito de carregar todos os códigos maliciosos em segundo plano, longe da vista dos usuários.

Em comunicado, a Canonical, companhia responsável pelo Ubuntu, disse ter removido os malwares e todos os programas publicados pelo mesmo desenvolvedor até que uma apuração mais detalhada seja feita em relação ao impacto que as ameaças causaram na plataforma.

Fonte: Pplware

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