Mudanças na Lei de Informática


Fonte Agencia Brasil

Outra ação que pode motivar a atração de investimentos para startups é a mudança recente na chamada Lei de Informática da Zona Franca de Manaus, um dos principais polos industriais do país. A nova lei, publicada em 12 de junho, permite que as empresas beneficiárias da legislação aportem parte dos recursos obrigatórios da área de pesquisa, desenvolvimento e inovação em fundos de investimento para capitalizar startups com sede na Amazônia Ocidental ou no Amapá.

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) estima que a mudança regulatória pode mais do que dobrar o mercado de fundos de investimento e participações focados em empresas emergentes de base tecnológica. Em todo o país, o impacto chegará a mais de R$ 600 milhões de novos recursos.

“[A mudança] vai permitir que se dobre a disponibilidade de recursos existentes hoje no ecossistema de financiamento. Dessa mudança, estimamos aproximadamente R$ 150 milhões por ano de potencial de adição aos fundos de investimento, só para a região [da Zona Franca de Manaus]. E, para o resto do país, estimamos mais ou menos R$ 450 a 550 milhões”, disse à Agência Brasil o secretário de Inovação e Negócios do MDIC, Rafael Moreira.

Apoio governamental

No governo federal, entre as iniciativas públicas de fomento às startups, o MDIC desenvolveu o programa Inovativa, em parceria com o Sebrae e a Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi).

Focado no processo de aceleração das startups, o programa oferece aos novos empreendedores consultoria com mais de 700 mentores voluntários, com representantes de grandes empresas como Google, Microsoft e Samsung. Desde 2013, cerca de 9,6 mil startups inscreveram-se no programa e 755 foram selecionadas para o processo de aceleração.

O MDIC também oferece, em parceria com outros ministérios e o Sebrae, o StartOut, programa de internacionalização das 15 melhores startups do país. O programa busca um mercado-alvo no exterior onde os empreendedores selecionados passam por um período de imersão e buscam investidores privados e condições para internacionalizar suas operações.

Depois da experiência em campo, aos empreendedores voltam ao Brasil onde recebem apoio para definir uma estratégia de internacionalização e se instalar efetivamente em outro país. Em maio, as startups brasileiras conheceram o ambiente de inovação de Berlim, e no segundo semestre, irão a Miami e Lisboa.

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