IoT


A tecnologia tem aproximado cada vez mais os limites da interação entre os mundos físico e digital, a ponto de não ser mais possível identificar as fronteiras entre um e outro. Nada mais será como antes. O conceito de Internet das Coisas tem papel de destaque nesse cenário e implicará profundamente a sociedade e a economia, na maneira de como fazemos negócios, gerenciamos a infraestrutura pública ou organizamos nosso cotidiano. O que antes remetia a situações saídas de um livro de ficção já é realidade. São exemplos disso o monitoramento e o gerenciamento de operações a centenas de quilômetros, o rastreamento em tempo real de bens que cruzam o mundo ou até mesmo a detecção de alterações de sinais vitais de pacientes em situação de risco.

A Internet das Coisas alavanca a economia com novos modelos de negócios que melhoram a experiência e criam novas formas de se relacionar com clientes, trazem novos produtos e serviços, assim como inovam na análise e aplicação de inteligência sobre dados exclusivos coletados.

Tão forte quanto as novas possibilidades de receitas, é o potencial de ganhos com o aumento da eficiência operacional e a redução de custos. Sensores já viabilizam a melhoria e a performance de máquinas e equipamentos; produtos e serviços podem ser evoluídos com decisões tomadas a partir de dados únicos; dispositivos “vestíveis” e monitores portáteis devem reduz as despesas com a otimização do tratamento de doenças crônicas.

Em um grau maior ou menor de maturidade, já temos aplicações da Internet das Coisas em veículos ou até mesmo eletrodomésticos conectados, na medição inteligente de energia, no pedágio eletrônico, em monitoramento e manutenção remotos de equipamentos industriais, na iluminação inteligente e também no controle de tráfego. Essas aplicações evoluirão cada vez mais e outras novas surgirão. Estima-se existirem mais de 15 bilhões de dispositivos conectados em todo o mundo e esse número deve ultrapassar 35 bilhões até 2020.

DESAFIOS NO BRASIL

Para que os objetos não sejam somente “coisas”, é necessário construir um ecossistema composto por aplicações, sistemas, rede de comunicação, semicondutores e infraestrutura.

Somente uma grande malha de conexões em rede, com objetos se comunicando e se regulando de forma autônoma via Internet, viabiliza monitorar e gerenciar esses mais diversos dispositivos por software, o que aumenta a eficiência de sistemas e processos.

O Estado brasileiro tem papel fundamental na liderança e na construção desse ecossistema, por meio da articulação de políticas públicas orientadas à inovação, do desenvolvimento da infraestrutura habilitadora e da regulação adequada que contemple as várias partes interessadas.

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