Yoga, Auto Conhecimento e Felicidade


Olá! Você que está lendo essa postagem, seja bem vindo! Estamos com o nosso Site/Blog finalmente unidos em um endereço só 🙂 Cara nova, postagens novas e, claro, nossos novos Colunistas.

Os nossos outros novos colunistas foram apresentados no antigo Blog. A primeira colunista foi a Mari Mel Ostermann com a coluna: “O que é Naturologia? – Por uma Naturóloga” , e a coach Valentina Seabra com a coluna: “A importância do Auto Conhecimento”. Imperdível leituras!

Paula Uchôa é a nossa nova Colunista e ela vai falar por aqui tudo sobre o mundo da Yoga e Auto Conhecimento. É um grande prazer tê-la aqui com a gente no Blog. Espero que gostem da sua primeira coluna, e fiquem a vontade para mandar sugestões 😉

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Yoga, autoconhecimento e felicidade

 

A prática de yoga se popularizou hoje em dia e mesmo sem saber muito bem o que é, todos sabemos identificar uma postura de yoga na foto ou uma prática de yoga do surfista na beira do mar. Neste nosso primeiro contato, pretendo esclarecer o que é de fato este conjunto de práticas, que gera bem-estar ao corpo e não é ginástica, acalma os conflitos internos e não é terapia, explica a origem cosmogônica e não é filosofia, e tem rituais, mas não é religião.

Yoga é um conjunto de práticas que conduz ao conhecimento que já somos essencialmente a felicidade que procuramos nos objetos externos. É uma prática de autoconhecimento, para nos percebermos livre da recorrente sensação de incompletude.

Somos capazes de viver toda a vida apoiando nossa felicidade em objetos, situações ou em pessoas. Alguns; porém, cedo ou tarde, percebemos que é uma corrida sem fim. Satisfazemos nosso desejo, nos sentimos completos por um tempinho e logo em seguida temos outro desejo batendo à porta. Compro um carro, por exemplo, por que o carro solucionará meus problemas de locomoção e assim eu serei feliz. Sou, até que o aumento do preço da gasolina vire inadmissível – e a felicidade que estava no carro, não está mais ali, estou insatisfeito com o carro e agora preciso de outra coisa para me fazer feliz, me completar. E buscamos completude em relacionamentos, viagens, trabalho, etc. São três os fatores envolvidos nesta equação falha: eu, felicidade, um objeto de desejo – que ora é um chocolate, ora é uma passagem para Paris. Se fosse a verdade que minha felicidade está em um objeto, este não seria variável mas sempre o mesmo, e eu não mais me sentiria insatisfeito na presença daquele objeto ou pessoa nunca mais.

Seria ótimo, mas não é bem assim. Sem muito esforço, conseguimos avaliar que minha felicidade estar externa a mim é uma impossibilidade lógica. Sobram somente dois elementos, eu e felicidade, nesta equação.

Ou seja, a felicidade está em mim essencialmente. O problema não é eu não ser feliz, mas eu ser feliz e não perceber. Como ter um lápis atrás da orelha e não poder usá-lo, por não saber onde está. E o yoga é a prática que oferece as ferramentas para que possamos reconhecer a felicidade como nossa própria natureza. Usar o lápis que estava sempre ali e eu não vi. O yoga mostra o lápis e o mantém a vista para quando precisar usá-lo de novo.

Um corpo saudável, uma mente clara e objetiva são ferramentas essenciais para que eu possa dedicar-me ao autoconhecimento. E se a felicidade que procuro está em mim, conhecer a mim mesmo é essencial para sentir-me completo, sem lacunas emocionais.

Já sabemos porque quero yoga na minha vida, quero ver-me livre de sofrimento, expux aqui o que é yoga, as práticas para ver-me livre. Seria interessante sabermos então como usá-la em minha vida prática, para que yoga possa me ajudar no meu dia-a-dia, como quer que seja ele.

O primeiro passo é manter-se constantemente presente e disponível para si. Ser capaz de observar as sensações físicas, os pensamentos e emoções e as situações já é um bem enorme.  E uma boa notícia sobre esta prática de presença é que nosso objeto de conhecimento está sempre disponível para nossa observação, um não se esconde de si.

Quando temos a mente distraída com projeções da própria felicidade em desejos a serem satisfeitos futuramente geramos ansiedade – e fazemos isso com frequência. A proposta é usarmos o que temos mais facilmente disponível para trazer nossa mente para o presente: a respiração.

A respiração tem conexão direta com nossas emoções, com nossa mente. Quando a mente se agita, a respiração se encurta e acelera, quando estamos apaixonados a respiração se aprofunda em suspiros e por aí vai – cada emoção, um ritmo respiratório. É dito, por tanto, que o equilíbrio da respiração é o equilíbrio da mente. E queremos a mente equilibrada, emoções equilibradas, volto à metáfora: queremos o lápis à mão, desfrutarmos da felicidade no dia-a-dia.

Simples como tomar um momento, ou mais de um se quiser, do seu dia e conduzir sua atenção à respiração para vivenciar os efeitos desta prática na sua vida. Tomar consciência da energia vital (prana) gerada por este ato corriqueiro de inspirar e exalar e fazer isto por escolha (inspirar com consciência, lenta e plenamente e exalar sem pressa, esvaziando totalmente os pulmões) tem a capacidade de nos trazer para o momento presente. E presentes para o único momento que o universo disponibiliza para nós, podemos perceber que já somos completos. Te convido para buscar o equilíbrio da inspiração e da expiração em uma contagem mental de igual tempo e intensidade para cada etapa deste pranayama. Pode-se fazer isso de olhos fechados, sentado com a coluna ereta, por alguns minutos por dia.

E me conte sua experiência, compartilhe sua opinião e sua sugestão para os próximos artigos: paula.uchoa.n@gmail.com.

Boas práticas.

Namaste

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