ESPIRITISMO E ALCOOLISMO


O Museu do Homem do Nordeste de Recife/PE, nos traz um pouco da história da “cachaça” no Brasil. Conta a história que para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo. Acontece que eles não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse. Porém um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou. Para não serem castigados, a saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor. No dia seguinte, encontraram o melado azedo fermentado. Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo. Resultado: o ‘azedo’ do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando e formou no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente. Era a cachaça já formada que pingava. Daí o nome ‘PINGA’. Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores ardia muito, por isso deram o nome de ‘ÁGUA-ARDENTE’. Caindo em seus rostos e escorrendo até a boca, os escravos perceberam que, com a tal goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar. E sempre que queriam ficar alegres repetiam o processo.

Embora há quase 60 anos, a Organização Mundial da Saúde, tenha admitido o alcoolismo como uma doença, nos dias atuais ainda é bastante comum o consumo do álcool e todos os seus similares, por diversas pessoas.

Revestido por exuberantes rótulos e sofisticadas garrafas, tão bem apresentadas pelo meio publicitário, o álcool é presença certa nas reuniões sociais, atingindo gradativamente a saúde humana.

No que se refere à sua absorção, apenas uma pequena parcela da absorção é realizada pelo estômago, sendo a maior parte no intestino delgado. O álcool passa pelo fígado e atinge a corrente sangüínea, culminando o seu efeito máximo por volta de uma hora após a ingestão. Os rins e os pulmões eliminam apenas 10% do álcool ingerido e os restantes 90% são lentamente oxidados pelo organismo.

O excesso de álcool gera a carência de vitaminas, ocasionando diversas doenças. Estatísticas demonstram que quando a taxa de álcool no sangue atinge por volta de 5% a pessoa fica mais propensa a provocar acidentes no transito, no trabalho e no lar; ja com cerca de 15 % atinge o estagio do chamado “bêbado alegre” onde a inibição e a timidez reduzem; por volta de 20% surge a chamada “valentia” que por vezes acaba em brigas e desentendimentos por vezes de dificil reconciliacao. Por volta de 30 % não se sustenta mais em pé. 40% torna-se inconsciente e com 50 % perde a vida!

Perda de memória, epilepsia, depressão, angina, ulceras, hemorróidas, cirrose, impotência, pancreatite, gota, nefrite, hipertensão, anemia sao apenas alguns exemplos de danos que o consumo de bebidas alcoólicas pode causar à saude humana.

Apesar de muitas pessoas terem conhecimento total ou parcial desses males potenciais, vinculados ao consumo da bebida alcoólica, assim como ocorre com outros vícios, quase sempre o viciado procura adiar decisão e volta a beber.

Em se tratando de alcoolismo, portanto, não há meio termo.

Admitir o aspecto patológico do problema, no qual o indivíduo, não é apenas “bebe porque gosta” ou porque “pode parar de beber quando quiser”; fazendo-o aceitar, voluntariamente, o tratamento médico adequado ao seu caso; fazendo-o conscientizar-se de que o álcool é um inimigo devastador e escravizador.

O espiritismo a nada proibe. Na visão espírita, somente a conscientização, por meio do autoconhecimento e do entendimento das razões que explicam a compulsão do indivíduo ao consumo da bebida alcoólica, aliada à real vontade de mudar pode trazer resultados efetivos.

Partindo-se da premissa de que somos espíritos em busca da evolução, há diversas tentações colocadas a sua frente por uma sociedade ainda atrasada, pela qual somos todos responsáveis. O homem nunca está só, física ou espiritualmente; fixado no vício, terá permanente companhia de encarnados e desencarnados sintonizados com ele. Nesse caso, mesmo quando não esteja propenso a beber, o alcoólatra será a isso levado, por “amigos de bar” ou, o que e pior, por espíritos infelizes, que fazem dele seu instrumento de satisfação ao vicio.

Desta forma, além do tratamento medico e psicológico, ênfase devera ser dada a reforma moral do indivíduo.

Cada tendência negativa superada – entre as quais o alcoolismo – representa mais um degrau alcançado na escada do progresso espiritual.

A reencarnação, calcada na Justiça Divina, pressupoe a idéia racional do homem evoluir a cada nova experiência, não assumindo portanto mais débitos para resgate nas próximas existências e nem criando mais dificuldades para suas futuras existências.

Pense nisso.

Revisado por Editor do Webartigos.com

Leia mais em: https://www.webartigos.com/artigos/espiritismo-e-alcoolismo/28236#ixzz5K6tO6kqs

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