Trabalhadores do Tebig e Tevol aderem à greve dos petroleiros e param terminais da Petrobras na região


Manifestação sindical ocorreu em frente ao terminal da Petrobras em Volta Redonda – Foto: Tânia Cruz

ANGRA DOS REIS/VOLTA REDONDA
Cerca de 120 funcionários, dos terminais da Petrobras em Volta Redonda (Tevol) e Angra dos Reis (Tebig), aderiram à greve dos petroleiros, deflagrada nesta quarta-feira, dia 30, por 72 horas. As duas unidades são responsáveis pela logística de combustíveis, com o terminal da Costa Verde atendendo às refinarias de Duque de Caxias (RJ) e Gabriel Passos (MG). Já o Tevol faz a logística de combustíveis, fornecendo álcool, diesel e gasolina para o grupo das companhias distribuidoras. A unidade, que fica na Vila Americana, recebe óleo combustível por caminhões-tanque e realiza o bombeamento para a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

Na manhã desta quarta-feira, uma mobilização feita pelo Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) conscientizou trabalhadores na entrada do terminal para que aderissem ao movimento grevista. Segundo informações do sindicato, apenas dois deles não aderiram. Um ato pacífico está marcado para acontecer na tarde desta quarta-feira, na Praça Juarez Antunes, na Vila Santa Cecília. A concentração é às 17 horas.

O diretor do Sindipetro-RJ, Marcos Dias, garantiu que a greve não afeta a distribuição de combustíveis pela BR Distribuidora, já que a entrada de caminhões-tanque para o transporte de combustíveis não está sendo impedida.

REIVINDICAÇÕES
A categoria se manifesta principalmente contra a política de preços imposta pela Petrobras, que gerou, segundo os manifestantes, uma escalada de aumentos abusivos no gás de cozinha e nos combustíveis. O grupo também se posiciona contra o plano de equacionamento do fundo de previdência privada da Petrobras, a Petros, que prevê maiores contribuições de aposentados para cobrir um déficit de R$ 27 bilhões. Os descontos chegam a custar até três vezes mais para os beneficiários. Além disso, eles reclamam do aumento no pagamento do plano de saúde e alguns benefícios como de compra de medicamentos.

A greve é considerada abusiva pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), que estipulou multa de R$ 500 mil por dia aos sindicatos. Mesmo assim a greve foi deflagrada pela categoria.

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