Maconha – DEA x OMS


O órgão para o combate às drogas dos EUA, o DEA, continua a argumentar após décadas de pesquisa que a maconha é tão perigosa quanto a heroína.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) se manifestou por meio de um relatório preliminar sobre o tema. No documento, pesquisadores rebatem a tese do DEA quanto ao canabidiol, substância não-psicoativa da maconha muito utilizada para tratamento de convulsões crônicas e mal de Parkinson. Para autoridades dos EUA, o medicamento se enquadra na Lista I de substâncias, uma categoria de produtos que não tem valor fitoterápico e que podem causar dependência.

O Comitê de Peritos da OMS em Dependência de Drogas (ECDD) concluiu que o canabidiol tem um potencial muito baixo de abuso e, de fato, apresenta vários benefícios medicinais. Um produto de cannabidiol chamado Epidiolex está atualmente na terceira fase de testes para o tratamento da epilepsia.Ao contrário do tetraidrocanabinol (THC), o componente na maconha que cria as sensações delírios e deixa as pessoas eufóricas, o uso de cannabidiol sozinho não proporciona o mesmo efeito. De fato, acredita-se que o canabidiol afeta o sistema endocanabinoide, um grupo de neurotransmissores que se ligam aos receptores do sistema nervoso e afetam várias respostas psicológicas, incluindo o apetite, a dor, o humor e a inflamação do tecido.

Além disso, de acordo com o ECDD, há dados preliminares de que o canabidiol pode tratar a doença de Alzheimer, doença de Parkinson, ansiedade, dor, náuseas, doenças inflamatórias intestinais e artrite reumatoide. Há até alguns dados que sugerem que a substância  poderia ajudar os viciados a abandonar o uso de opiáceos.

Nos estudos atuais sobre animais e seres humanos, de acordo com a OMS, não há evidências de que o cannabidiol tenha propriedades tóxicas ou que seja capaz de causar dependência. O ECDD concluiu que os dados existentes “não justificam a legislação do canabidiol”.Em dezembro do ano passado, a DEA gerou um novo código de drogas para compostos de maconha, incluindo canabidiol puro, indicando que a agência, ignorando todas as evidências modernas, não modificaria sua posição de que os extratos de maconha fossem agrupados junto com drogas prejudiciais, incluindo heroína e cocaína.

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