Pareceres: Modelos


PARTE III

 

27. CONCEITO E CARACTERÍSTICAS

AURÉLIO BUARQUE DE HOLANDA FERREIRA
define parecer como a “opinião fundamentada sobre determinado
assunto, emitida por especialista” (Novo Dicionário da
Língua Portuguesa, 2ª ed., Editora Nova Fronteira, p. 1270).
No campo do Direito Parlamentar, ANDYARA KLOPSTOCK
SPROSSER preceitua os pareceres das Casas Legislativas
como “pronunciamentos das Comissões Técnicas sobre
proposições, documentos ou papéis cujo objeto incida na sua
competência regimental e têm por finalidade esclarecer à Mesa,
à Presidência ou ao Plenário, os aspectos técnicos (inclusive
jurídicos) e políticos do assunto submetido à Comissão, possibilitando-
lhes deliberar com maior conhecimento do assunto
e, pois, com maior adequação ao interesse público, possuindo
apenas caráter opinativo, isto é, não vinculante, mesmo porque,
apesar do esforço técnico, há sempre, possivelmente, algum
aspecto que haja escapado ao seu exame e possa vir a ser decisivo
no ato de deliberação.” ( Direito Parlamentar/Processo
Legislativo, edição da Assembléia Legislativa de São Paulo,
2000, pp. 106/107)

Assim, quando nos referimos ao processo legislativo, o
termo parecer assume o significado de pronunciamento de
Comissão ou de Relator Especial sobre matéria sujeita à sua
análise, sempre emitido com observância das normas estipuladas
no Regimento Interno.

De acordo com o artigo 31, I, do Regimento Interno consolidado,
caberá às Comissões, observada a competência específica
definida nos parágrafos 1º a 22, dar parecer sobre as proposições
referentes aos assuntos de sua especialização.

Toda matéria submetida à apreciação de uma Comissão
técnica é distribuída a um Relator, que sobre ela externará
sua opinião, tornada parecer tão-somente após aprovada
pela respectiva Comissão.

O artigo 53 do citado Regimento Interno fixa prazos diversos
para as Comissões emitirem seus pareceres, segundo o
regime de tramitação das matérias.

Esgotados, sem parecer, os prazos concedidos à Comissão,

141

PARTE III – PARECERES: MODELOS

o Presidente da Assembléia designará Relator Especial para
dar parecer em substituição ao da Comissão, fixando-lhe prazo
de acordo com o regime de tramitação da proposição (art. 61,
caput).

De acordo com o § 1º do artigo 71, itens 1, 2 e 3, do
Regimento Interno, todo parecer deverá conter três partes consecutivas:
o relatório, o voto do Relator e a decisão da Comissão
com a assinatura dos Deputados que votaram a favor e contra.

O relatório consiste na exposição da matéria em exame,
bem como na descrição de seu trâmite até aquele momento.

O voto do Relator consiste na sua opinião sucinta sobre a
conveniência da aprovação ou rejeição total ou parcial da matéria,
ou sobre a necessidade de se lhe dar substitutivo ou se lhe
oferecer emenda ou subemenda. Nesta última hipótese, o substitutivo
e a emenda deverão constar do corpo do parecer.

A decisão da Comissão consiste em sua posição sobre a
matéria, aprovando ou não a manifestação do Relator. Vale lembrar
que a manifestação do Relator só se constituirá parecer
com a aprovação pela Comissão técnica respectiva. Todo
parecer que não obedecer às exigências contidas no artigo 71,
§ 1º, itens 1, 2 e 3, no tocante à sua estrutura, será devolvido
pelo Presidente da Assembléia à Comissão ou ao Relator
Especial, para ser devidamente redigido.

28. ANÁLISE DAS PROPOSIÇÕES PELAS COMISSÕES
TÉCNICAS

As matérias submetidas à apreciação das Comissões técnicas
são veiculadas através de processos e proposições. De acordo
com o artigo 133, incisos I, II e III, do Regimento Interno, são
consideradas proposições:

I. toda matéria sujeita à deliberação do Plenário, a saber:

a) propostas de emenda à Constituição;

b) projetos de lei complementar;

c) projetos de lei ordinária;

d) projetos de decreto legislativo;

e) projetos de resolução;

142

MANUAL DO PROCESSO LEGISLATIVO

f) moções;

g) requerimentos;

h) substitutivos, emendas e subemendas.

II. indicações;

III. requerimentos de informação.

Nos termos do artigo 31, § 1º, do citado Regimento Interno,
à Comissão de Constituição e Justiça compete apreciar todas as
matérias quanto à sua constitucionalidade, legalidade e juridicidade,
manifestando-se, entre outros aspectos relevantes, sobre a
regularidade da matéria no que tange ao poder de iniciativa e à
competência legislativa, caso em que deverão ser observadas as
normas constitucionais aplicáveis à espécie.

A Comissão de Constituição e Justiça também se pronunciará
quanto ao mérito das proposições sempre que estas versarem
sobre reforma da Constituição, Poder Judiciário, Ministério
Público, licença ao Governador para interromper o exercício das
suas funções ou ausentar-se do Estado e declaração de utilidade
pública de associações civis (R.I., art. 31, § 1º, itens 1 a 5).

Desta forma, podemos concluir, pela leitura do artigo
31, § 1º, item 1 do Regimento Interno, que, sempre que uma
proposição (proposta de emenda à Constituição) pretender
alterar a Constituição do Estado, a matéria será submetida tão-
somente à apreciação da Comissão de Constituição e Justiça, que
sobre ela se pronunciará, num só parecer, quanto aos aspectos
constitucional e de mérito.

Assim, dependendo da matéria tratada, uma proposição
poderá ser distribuída a uma ou mais Comissões técnicas, não
excedendo o número máximo de 3 (três) Comissões, salvo quando
a matéria envolver questão afeta à Comissão de Assuntos
Metropolitanos, que também deverá se pronunciar, além da
Comissão competente para analisar o mérito principal (art.70).

Da mesma forma, a Comissão de Fiscalização e Controle
deverá se pronunciar sobre os processos relacionados a tomada
de contas e comunicação do Tribunal de Contas sobre ilegalidade
de despesa decorrente de contrato (art. 70, § 1º).

Cada proposição receberá um parecer independente, salvo
em se tratando de matérias análogas que tenham sido por esta

143

PARTE III – PARECERES: MODELOS

razão anexadas (art.72). Isto é, pode ocorrer que duas ou mais
proposições versem sobre matérias correlatas, hipótese em que o
Presidente da Assembléia determinará sua anexação à proposição
mais antiga, de ofício ou a requerimento de Comissão ou do
Autor de qualquer das proposições, nos termos do artigo 179,
caput e § 1º, do Regimento Interno.

Neste caso, o parecer deverá mencionar, na parte dedicada
ao relatório, que as proposições foram anexadas, indicando os
dispositivos regimentais aplicados, e se pronunciar sobre todas
elas, concluindo pela sua aprovação ou rejeição, ou, em outros
termos, se é favorável ou contrário.

As Comissões também poderão realizar reuniões conjuntas,
nos termos do artigo 68, caso em que se pronunciarão conjuntamente
sobre a matéria analisada em um único parecer.

A Comissão temática poderá, em seu parecer, concluir pela
aprovação ou pela rejeição da matéria. Poderá, também, propor
emenda, subemenda ou substitutivo, ou, ainda, concluir por
uma proposição (projeto de lei, indicação). Neste último caso,
a proposição deverá vir devidamente formulada no corpo do
parecer, nos termos do artigo 73 do Regimento Interno.

Não custa repetir, já que se dá nas Comissões a análise
da questão, que a emenda, a subemenda e o substitutivo são
proposições acessórias em relação às proposições principais.
Têm por finalidade modificar a proposição, seja para suprimir
uma parte dela, seja para acrescentar-lhe algo novo, alterando ou
não a sua substância.

A emenda é proposição acessória, prevista nos artigos 171 a
175 do Regimento Interno.

De acordo com o artigo 172 e parágrafos, as emendas
poderão ser supressivas, substitutivas, aditivas ou modificativas.

Emenda supressiva é a proposição que manda retirar
qualquer parte de outra.

Emenda substitutiva é a proposição apresentada como
sucedânea de outra. Quando atingir a proposição em seu conjunto,
alterando-a substancialmente, tomará o nome de substitutivo.

144

MANUAL DO PROCESSO LEGISLATIVO

Emenda aditiva é a proposição que acrescenta algo novo à
principal.

Por fim, emenda modificativa é a que altera proposição sem
a modificar substancialmente.

A emenda à proposição só poderá ser apresentada em determinadas
ocasiões, inclusive quando em exame nas Comissões, pelos
respectivos Relatores ou pela maioria de seus membros, desde que
não verse matéria estranha à da proposição (art. 175, III).

Observe-se que, no caso de proposta de emenda à Constitui-
ção, só se admitirão emendas na fase de Pauta, e desde que subscritas
por um terço dos membros desta Assembléia Legislativa,
nos termos do artigo 253, §§ 1º e 2º do Regimento Interno.

As emendas e substitutivos também poderão ser apresentados
em outras oportunidades que não a fase de manifestação
das Comissões. Por exemplo, poderão ser apresentados quando
a proposição estiver em Pauta. Neste caso, tanto a proposição
quanto a emenda ou o substitutivo apresentados serão submetidos
à apreciação das Comissões técnicas. Se a Comissão
se manifestar pela aprovação de ambas as proposições, deverá
concluir favoravelmente à proposição principal e à proposição
acessória (emenda ou substitutivo). Se a manifestação for pela
rejeição da proposição principal, restará rejeitada a emenda ou o
substitutivo, dado seu caráter acessório.

As emendas e substitutivos também poderão ser apresentados
no início da fase de discussão, mediante a assinatura de,
pelo menos, 19 (ou um quinto) dos membros da Assembléia e ser
comunicados ao Plenário (art. 175, II), retornando ao exame das
Comissões técnicas, nos termos do artigo 53, parágrafo único.

Também se admite subemenda à emenda, mediante apresentação
por Comissão em seu parecer, podendo ser substitutiva,
aditiva, supressiva ou modificativa.

No caso de a Comissão propor emenda ou subemenda, o
parecer acolherá a proposição “com a emenda” apresentada pela
Comissão técnica, ou acolherá a emenda proposta “na forma da
subemenda” apresentada.

Em se tratando de substitutivo, o parecer acolherá a
proposição “na forma do substitutivo” proposto pela Comissão

145

PARTE III – PARECERES: MODELOS

técnica.

A manifestação do Relator só se tornará parecer quando
aprovada pela maioria simples dos membros da Comissão,
nos termos do artigo 51, § 1º, do Regimento Interno. Os membros
da Comissão emitirão seu juízo mediante voto, podendo
acompanhar a manifestação do Relator, opor-lhe restrições ou
rejeitá-la. Se a manifestação do Relator for aprovada em todos os
seus termos, será tida como parecer da Comissão, assinado pelos
membros presentes (art. 56, § 2º).

A Comissão também pode, por maioria de votos, rejeitar
completamente a manifestação do Relator, ou propor-lhe alterações.
Neste caso, o próprio Relator, ou outro designado pelo
presidente da Comissão, terá prazo para redigir o voto vencido,
que será o parecer da Comissão (art.56, § 3º).

Pode ocorrer, também, que um dos membros da Comissão
não concorde com os termos da manifestação do Relator, apresentando
voto em separado, para ser submetido à apreciação
da Comissão. A Comissão poderá rejeitar a manifestação do
Relator, adotando o voto em separado como parecer (art. 56, §
5º), ou vice-versa.

Superada a fase de apreciação pelas Comissões e aprovada a
proposição, na forma regimental, será ela enviada ao Governador,
que, aquiescendo, a sancionará e promulgará, nos termos do
artigo 28, caput, da Constituição do Estado.

Se o Governador julgar a proposição, no todo ou em parte,
inconstitucional ou contrária ao interesse público, a ela poderá
opor veto total ou parcial, conforme dispõe o artigo 28, § 1º, da
mesma Constituição.

Nesta hipótese, a matéria vetada retornará à Assembléia
Legislativa, onde será apreciada pelas Comissões técnicas e, ao
final, receberá deliberação do Plenário, em único turno de votação
e discussão, de acordo com o artigo 28, § 5º, da Constituição
do Estado, combinado com os artigos 232 e seguintes do
Regimento Interno.

Observe-se que a Assembléia deverá deliberar sobre o
projeto ou a matéria vetada – e não sobre o veto. Desta forma,
o parecer da Comissão deverá concluir favoravelmente ou con

146

MANUAL DO PROCESSO LEGISLATIVO

trariamente ao projeto (no caso de veto total) ou à matéria vetada
(no caso de veto parcial). É o que dispõe o artigo 233, parágrafo
único, do Regimento Interno.

28.1. PARECER SOBRE PROJETO DE DECLARAÇÃO DE
UTILIDADE PÚBLICA

Nos termos do artigo 31, § 1º, item 5, combinado com o
art. 33, II do Regimento Interno, os projetos que versarem sobre
declaração de utilidade pública serão distribuídos à Comissão de
Constituição e Justiça, que sobre eles se manifestará em todos
os aspectos, inclusive no de mérito, deliberando, a seguir, “ad
referendum” do Plenário.

A Comissão de Constituição e Justiça analisará os aspectos
de constitucionalidade, legalidade e juridicidade da matéria,
observando, quanto ao aspecto legal, se o projeto obedeceu aos
requisitos estabelecidos na Lei n.º 2.574, de 4 de dezembro de
1980, que instituiu normas para declaração de utilidade pública.

De acordo com o artigo 1º, incisos I a VII, da Lei n.º 2.574/
80, as sociedades civis, as associações e as fundações constituídas
no País com o fim exclusivo de servir desinteressadamente
à coletividade podem ser declaradas de utilidade pública, desde
que preencham os seguintes requisitos:

I – personalidade jurídica;

II – efetivo e contínuo funcionamento nos 3 (três) anos imediatamente
anteriores, dentro de suas finalidades;

III – gratuidade dos cargos de sua diretoria e não distribuição,
por qualquer forma, direta ou indiretamente, de lucros,
bonificações ou vantagens a dirigentes, mantenedores ou associados;

IV – registro nos órgãos competentes do Estado conforme
sua natureza e desde que haja exigência de tal formalidade;

V – exercício de atividades de ensino ou de pesquisas científicas,
de cultura, inclusive artísticas, filantrópicas ou assistenciais
de caráter beneficente, caritativo, não circunscritas ao âmbito
de determinada sociedade civil ou comercial, comprovadas
mediante apresentação de relatório circunstanciado, referente

147

PARTE III – PARECERES: MODELOS

aos 3 (três) anos imediatamente anteriores à formulação da
proposição;

VI – idoneidade moral comprovada de seus diretores; e

VII – publicação, pela imprensa, do demonstrativo da receita
obtida e da despesa realizada no período anterior.

Não serão declaradas de utilidade pública as entidades que
atendam exclusivamente a seus sócios e respectivos dependentes
(art. 2º).

Conforme, ainda, dispõe o artigo 1º da Lei n.º 9.994, de 20
de dezembro de 1967, não poderão ser declaradas de utilidade
pública as instituições de assistência social destinadas a recolher
menores desamparados cuja denominação contiver os termos
“asilo”, “orfanato” ou “abrigo”.

Todas estas exigências deverão ser observadas e comprovadas
mediante documentação, que acompanhará o projeto
de declaração de utilidade pública. Constatando a ausência de
documento que prove qualquer dos requisitos exigidos por lei, o
Relator poderá, mediante cota, solicitar o envio da proposição a
seu autor, a fim de que este providencie a juntada da documentação
necessária. Observe-se que, neste caso, o Relator não emite
qualquer juízo de valor, limitando-se a requerer a juntada dos
documentos destinados à instrução do projeto, e sem os quais
torna-se impossível externar sua manifestação.

28.2. PARECER SOBRE PROJETO DE DENOMINAÇÃO

A denominação de prédios públicos, rodovias e repartições
públicas é regida pela Lei n.º 1.284, de 18 de abril de 1977, com
as alterações posteriores, introduzidas pelas Leis n.os 8.118/92,
2.796/81, 9.248/95, 8.596/94 e 7.388/91, 9.337/96, e Decreto n.º
44.449/99.

Cabe à Comissão de Constituição e Justiça apreciar os projetos
de denominação, examinando, principalmente, a observância
das condições presentes nos diplomas supramencionados.

De acordo com a Lei n.º 1.284/77 e alterações posteriores,
poderão ser atribuídos nomes de personalidades nacionais ou
estrangeiras a prédios, rodovias e repartições públicas, desde

148

MANUAL DO PROCESSO LEGISLATIVO

que (art.1º, I a IV):

I – o homenageado seja pessoa falecida ou tenha mais de 65
(sessenta e cinco) anos de idade;

II – não haja outro prédio, rodovia ou repartição pública
estadual com o nome da mesma pessoa que se pretende homenagear;

III – a proposta seja acompanhada da biografia e da relação
das obras e ações do homenageado;

IV – o homenageado tenha prestado relevantes serviços à
sociedade, à Pátria ou à humanidade e que preferencialmente
tenha vínculos com o logradouro e sua população circunvizinha.

Note-se que as Leis n.os 8.596/94 e 9.248/95 introduziram
modificações no que se refere à denominação de estabelecimentos
oficiais de ensino, impondo a observância de um procedimento
peculiar:

I – será dada preferência a nome de educador cuja vida se
vincule de maneira especial à comunidade em que se situe a
escola;

II – quando o homenageado não for educador, sua biografia
deverá conter informações que estimulem os educandos ao
estudo;

III – a proposta de denominação deverá vir acompanhada de
abaixo-assinado com, no mínimo, 400 (quatrocentas) assinaturas
de moradores da região atendida pelo estabelecimento ou de
manifestação de apoio do Conselho de Escola.

Quando a denominação proposta se referir a Casa da
Agricultura da rede da Coordenadoria de Assistência Técnica
Integral – CATI – da Secretaria da Agricultura e Abastecimento,
será dada preferência a nome de pessoa que exerça atividade
profissional ligada a este setor, cuja vida se vincule de maneira
especial à comunidade onde se situa este próprio estadual (art.
1º, § 2º, com redação dada pela Lei n.º 7.388/91).

Por fim, a Comissão de mérito também deverá manifestar-se
sobre os projetos de denominação, deliberando, “ad referendum”
do Plenário, nos termos do artigo 33, III, do Regimento Interno.

149

PARTE III – PARECERES: MODELOS

28.3. PARECERES DA COMISSÃO DE FINANÇAS E ORÇAMENTO E
DA COMISSÃO DE FISCALIZAÇÃO E CONTROLE

As atribuições da Comissão de Finanças e Orçamento vêm
definidas no artigo 31, § 3º, do Regimento Interno. Entre estas,
cabe destacar a função de dizer sobre as proposições e assuntos
que concorram para aumentar ou diminuir a despesa ou a
receita pública; sobre a atividade financeira do Estado; sobre a
fiscalização da execução orçamentária; e sobre o projeto de lei
orçamentária.

Ao apreciar as contas apresentadas pelo Governador, que
abrangem a totalidade do exercício financeiro do Estado, a
Comissão de Finanças e Orçamento deverá aguardar o parecer
do Tribunal de Contas e, só então, emitir o seu parecer, concluindo
por projeto de decreto legislativo, nos termos do artigo 236
do Regimento Interno.

A Comissão de Finanças e Orçamento também deverá analisar
os contratos da Administração Pública que forem julgados
irregulares pelo Tribunal de Contas. Neste caso, o procedimento a
ser seguido vem regulado no artigo 239 do Regimento Interno.

Se a Comissão de Finanças e Orçamento não se pronunciar
no prazo de 30 (trinta) dias, será designado Relator Especial para
emitir parecer.

O parecer considerará o contrato:

1. irregular, caso em que a Comissão ou o Relator Especial
concluirão por projeto de decreto legislativo propondo a sustação
da execução, pelo órgão responsável, do ato impugnado,
determinando, quando cabível, o envio de ofício ao Ministério
Público ou à Procuradoria Geral do Estado, visando à responsabilização
administrativa, criminal e/ou reparação dos prejuízos
causados ao Erário;

2. regular, caso em que a Comissão ou o Relator Especial
concluirão por projeto de decreto legislativo propondo o seu
arquivamento (art. 239, § 1º, itens 1 e 2, R.I.).

Observe-se que, quando não mais couber a sustação dos
efeitos do contrato, a Comissão de Finanças e Orçamento determinará
o arquivamento dos autos, podendo, conforme o caso,
oficiar ao Ministério Público ou à Procuradoria Geral do Estado.

150

MANUAL DO PROCESSO LEGISLATIVO

Em se tratando de Relator Especial, este concluirá por projeto
de decreto legislativo, propondo o arquivamento dos autos e as
medidas cabíveis ( § 2º).

Em qualquer dos casos acima descritos, em que se conclua
por projeto de decreto legislativo, a Comissão de Finanças e
Orçamento ou o Relator Especial deliberarão ad referendum do
Plenário (§ 3º).

Após apresentados pela Comissão de Finanças e Orçamento,
os projetos de decreto legislativo referidos neste subitem deverão
ser apreciados pela Comissão de Fiscalização e Controle.

Cabe mencionar, por fim, que a Comissão de Fiscalização e
Controle, por sua vez, tem por atribuição principal fiscalizar os
atos da administração direta e indireta do Estado, nos termos da
legislação pertinente, em especial, para verificar a regularidade,
eficiência e eficácia dos seus órgãos no cumprimento de seus
objetivos institucionais, além da já citada competência para se
pronunciar sobre proposições relativas à tomada de contas do
Governador e comunicação do Tribunal de Contas sobre ilegalidade
de despesa decorrente de contrato (R.I., art. 31, § 19).

A matéria vem disciplinada pela Lei n.º 4.595, de 18 de
junho de 1985, que dispõe sobre a fiscalização, pela Assembléia
Legislativa, dos atos do Poder Executivo, inclusive os da
Administração Indireta. Esta fiscalização abrange os atos de
gestão administrativa da Administração Direta e Indireta, compreendendo
as autarquias, as sociedades de economia mista, as
empresas públicas e as fundações.

Nos termos desta lei, cabe à Comissão de Fiscalização e
Controle proceder à análise da documentação enviada pelas
empresas estatais, observando-se os requisitos estabelecidos nos
artigos 3º e 5º da citada lei. Verificada a ausência de qualquer
dos documentos ali elencados, poderá o Relator, através de
cota, solicitar do Presidente da Comissão a remessa de ofício à
empresa, requerendo o envio do documento com a finalidade de
instruir os autos.

Se o Relator concluir que os documentos apresentados
preencheram as exigências contidas nos artigos 3.º e 5.º da
citada lei, e, portanto, que a empresa cumpriu seus objetivos

151

PARTE III – PARECERES: MODELOS

institucionais, o parecer da Comissão tomará conhecimento da
documentação e das informações prestadas pela empresa estatal,
sem prejuízo de eventuais e posteriores verificações, inclusive
do relatório do Tribunal de Contas.

152

MANUAL DO PROCESSO LEGISLATIVO

29. MODELOS DE PARECERES

MODELO “A” – PARECER DA COMISSÃO DE
CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA

PARECER N.° , DE 200…

DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SOBRE O PROJETO
DE LEI N.° …, DE 200…

O presente parecer tem por objeto o Projeto de Lei nº……, de 2003, de
autoria do ilustre Deputado………….., que objetiva……. .

A proposta em questão esteve em pauta nos dias correspondentes às…..
..à………Sessões Ordinárias (de……de……a ……de…….de 2003), nos termos do
item 3, parágrafo único do artigo 148 do Regimento Interno Consolidado da
Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, período no qual não recebeu
emendas ou substitutivos.

Em continuidade ao processo legislativo, uma vez decorrido o prazo
regimental, foi a proposição encaminhada a esta Comissão de Constituição
e Justiça, para análise de seus aspectos constitucional, legal e jurídico, nos
termos do disposto pelo artigo 31, § 1º do já citado Regimento Interno.

Constata-se que a medida é de natureza legislativa e de iniciativa
concorrente, em obediência aos ditames dos artigos 19, 21, inciso III, e 24,
“caput”, da Constituição Estadual, estando ainda de acordo com o artigo 146,
inciso III, do Regimento Interno, estando, desta forma, em condições de ser
aprovado no que diz respeito aos aspectos que cumpre a esta Comissão analisar.

Assim sendo, não havendo óbices, manifestamo-nos favoravelmente à
aprovação do Projeto de lei n.° …, de ….

É o nosso parecer.

Sala das Comissões, em

Relator

153

PARTE III – PARECERES: MODELOS

MODELO “B” – PARECER DA COMISSÃO DE
CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA

PARECER N.° , DE 200…

DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SOBRE O PROJETO
DE LEI N.° …, DE 200…

O presente parecer tem por objeto o Projeto de Lei nº……, de 2003, de
autoria do ilustre Deputado………….., que objetiva……. .

A proposta em questão esteve em pauta nos dias correspondentes às.
……à………Sessões Ordinárias (de…..de…….a…….de……de 2003), nos termos
do item 3, parágrafo único do artigo 148 da XI Consolidação do Regimento
Interno da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, período no qual
não recebeu emendas ou substitutivos.

Em continuidade ao processo legislativo, uma vez decorrido o prazo
regimental, foi a proposição encaminhada a esta Comissão de Constituição
e Justiça, para análise de seus aspectos constitucional, legal e jurídico, nos
termos do disposto pelo artigo 31, § 1º do já citado Regimento Interno.

Constata-se que a medida é de natureza legislativa e de iniciativa
concorrente, em obediência aos ditames dos artigos 19, 21, inciso III, e 24,
“caput”, da Constituição Estadual, estando ainda de acordo com o artigo 146,
inciso III, do Regimento Interno, estando, desta forma, em condições de ser
aprovado no que diz respeito aos aspectos que cumpre a esta Comissão analisar.

Contudo, a fim de adequar a proposição à melhor técnica legislativa,
sugere-se a seguinte Emenda

“…………………………………………………………………………………………………..
………………………………………………………………………………………………………….”

Assim sendo, não havendo óbices, manifestamo-nos favoravelmente à
aprovação do Projeto de lei n.° …, de …., com a emenda ora apresentada.

É o nosso parecer.

Sala das Comissões, em

Relator

154

MANUAL DO PROCESSO LEGISLATIVO

MODELO – PARECER DE RELATOR ESPECIAL,
EM SUBSTITUIÇÃO AO DA COMISSÃO DE
CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA

PARECER N.° , DE 200…

DE RELATOR ESPECIAL, EM SUBSTITUIÇÃO AO DA COMISSÃO
DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SOBRE O PROJETO DE LEI N.°
…, DE 200…

De autoria do Deputado …, o projeto em epígrafe objetiva ….

Nos termos do item 3 do parágrafo único do artigo 148 do Regimento
Interno consolidado, a propositura esteve em pauta nos dias correspondentes
às ….a a ….a Sessões Ordinárias, de … a … de … de 200…, não recebendo
emendas ou substitutivos.

Na seqüência do processo legislativo foi a propositura encaminhada
à Comissão de Constituição e Justiça, a fim de ser apreciada quanto a seus
aspectos constitucional, legal e jurídico, conforme previsto no artigo 31, § 1°,
do regimento citado.

Não tendo aquele órgão técnico se manifestado dentro do prazo regimental,
fomos designados para, na qualidade de Relator Especial, examinar
a matéria.

Ao fazê-lo, verificamos que a proposta é de natureza legislativa e,
quanto à iniciativa, de competência concorrente, em obediência aos ditames
dos artigos 19, 21, inciso III, e 24, “caput”, da Constituição Estadual, estando
ainda de acordo com o artigo 146, inciso III, do Regimento Interno.

Portanto, manifestamo-nos favoravelmente à aprovação do Projeto de
lei n.° …, de ….

Sala das Sessões, em

Relator Especial

155

PARTE III – PARECERES: MODELOS

MODELO – PARECER DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO
E JUSTIÇA, PROPONDO SUBSTITUTIVO

PARECER N.° , DE 200…

DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SOBRE O PROJETO
DE LEI N.° …, DE 200…

De autoria do Deputado …, o projeto em epígrafe objetiva ….

Nos termos do item 3 do parágrafo único do artigo 148 do Regimento
Interno consolidado, a propositura esteve em pauta nos dias correspondentes
às ….a a ….a Sessões Ordinárias, de … a …de … de 200…, período em que não
recebeu emendas ou substitutivos.

Na seqüência do processo legislativo, vem a propositura a esta Comissão
de Constituição e Justiça, a fim de ser apreciada quanto a seus aspectos constitucional,
legal e jurídico, conforme previsto no artigo 31, § 1°, do citado
regimento.

Embora a matéria em análise seja de natureza legislativa e, quanto à
iniciativa, de competência concorrente, verifica-se que o presente projeto
apresenta inconstitucionalidade no que se refere a …

Desta forma, com o intuito de sanar o vício apontado, apresentamos o
seguinte

SUBSTITUTIVO

Dê-se ao Projeto de lei n.° …, de 2003, a
seguinte redação:

“Dispõe sobre……………………………………..

Artigo 1° – ………………………………………
..”

Portanto, nosso parecer é favorável ao Projeto de lei n.°…, de …, na
forma do substitutivo ora proposto.

Sala das Comissões,

Relator

156

MANUAL DO PROCESSO LEGISLATIVO

MODELO “A”- QUANDO CONTIVER O ABAIXO
ASSINADO COM O MÍNIMO LEGAL

PARECER DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA,
SOBRE PROJETO DE DENOMINAÇÃO DE ESCOLA

PARECER N.° , DE 200…

DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SOBRE O PROJETO
DE LEI N.° …, DE …

De autoria do Deputado …, o projeto em epígrafe dá a denominação de
“…” à Escola Estadual …, em ….

Nos termos do item 3 do parágrafo único do artigo 148 do Regimento
Interno consolidado, a propositura esteve em pauta nos dias correspondentes
às ….a a ….a Sessões Ordinárias, de … a … de … de 200…, sem receber emendas
ou substitutivos.

Decorrido o prazo de pauta, foi a proposição encaminhada a esta
Comissão de Constituição e Justiça, a fim de ser analisada quanto a seus
aspectos constitucional, legal e jurídico, conforme previsto no § 1° do artigo
31 do regimento citado.

Ao examinar a matéria, verifica-se que a mesma é de natureza legislativa
e, quanto à iniciativa, de competência concorrente, nos termos do que
dispõe o artigo 24 da Constituição do Estado, preenchendo ainda os requisitos
estabelecidos pela Lei n.° 1.284, de 18 de abril de 1977, com a alterações
impostas pelas Leis n.os 8.118/92, 8.596/94 e 9.248/95, contendo abaixo-assinado
com o mínimo legal de 400 (quatrocentas) assinaturas. ou manifestação
favorável do Conselho de Escola.

Desta forma, quanto aos aspectos que nos compete examinar, manifestamo-
nos favoravelmente à aprovação do Projeto de lei n.° …, de ….

Sala das Comissões, em

Relator

157

PARTE III – PARECERES: MODELOS

MODELO “B”- QUANDO CONTIVER A MANIFESTAÇÃODO CONSELHO DA ESCOLA

PARECER DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA,
SOBRE PROJETO DE DENOMINAÇÃO DE ESCOLA

PARECER N.° , DE 200…

DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SOBRE O PROJETO
DE LEI N.° …, DE …

De autoria do Deputado …, o projeto em epígrafe dá a denominação de
“…” à Escola Estadual …, em ….

Nos termos do item 3 do parágrafo único do artigo 148 do Regimento
Interno Consolidado, a propositura esteve em pauta nos dias correspondentes
às ….a a ….a Sessões Ordinárias, de … a … de … de 200…, sem receber emendas
ou substitutivos.

Decorrido o prazo de pauta, foi a proposição encaminhada a esta
Comissão de Constituição e Justiça, a fim de ser analisada quanto a seus
aspectos constitucional, legal e jurídico, conforme previsto no § 1° do artigo
31 do regimento citado.

Ao examinar a matéria, verifica-se que a mesma é de natureza legislativa
e, quanto à iniciativa, de competência concorrente, nos termos do que
dispõe o artigo 24 da Constituição do Estado, preenchendo ainda os requisitos
estabelecidos pela Lei n.° 1.284, de 18 de abril de 1977, com a alterações
impostas pelas Leis n.os 8.118/92, 8.596/94 e 9.248/95, contendo a manifestação
favorável do Conselho de Escola.

Desta forma, quanto aos aspectos que nos compete examinar, manifestamo-
nos favoravelmente à aprovação do Projeto de lei n.° …, de ….

Sala das Comissões, em

Relator

158

MANUAL DO PROCESSO LEGISLATIVO

MODELO – PARECER DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO
E JUSTIÇA, SOBRE PROJETO DE DENOMINAÇÃO

PARECER N.° , DE 200…

DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SOBRE O PROJETO
DE LEI N.° …, DE …

De autoria do Deputado …, o projeto em epígrafe dá a denominação
de “…” ao … (viaduto, trevo, ponte, passarela, rotatória, rodovia de acesso),
localizado no km …,… da Rodovia …, SP-…, no Município de ….

Nos termos do item 3 do parágrafo único do artigo 148 do Regimento
Interno consolidado, a propositura esteve em pauta nos dias correspondentes
às ….a a ….a Sessões Ordinárias, de … a … de … de 200…, sem receber emendas
ou substitutivos.

Decorrido o prazo de pauta, foi a proposição encaminhada a esta
Comissão de Constituição e Justiça, a fim de ser analisada quanto a seus
aspectos constitucional, legal e jurídico, conforme previsto no § 1° do artigo
31 do regimento citado.

Ao examinar a matéria, verifica-se que a mesma é de natureza legislativa
e, quanto à iniciativa, de competência concorrente, nos termos do que
dispõe o artigo 24 da Constituição do Estado, preenchendo ainda os requisitos
estabelecidos pela Lei n.° 1.284, de 18 de abril de 1977, e suas alterações.

Verifica-se, ainda, através da informação fornecida pelo Departamento
de Documentação e Informação desta Casa, que o … (viaduto, trevo, ponte,
passarela, rotatória, rodovia de acesso) em questão ainda não possui denominação
patronímica.

Desta forma, não existindo óbices no âmbito do que nos cabe analisar,
manifestamo-nos favoravelmente à aprovação do Projeto de lei n.° …, de ….

Sala das Comissões, em

Relator

159

PARTE III – PARECERES: MODELOS

MODELO – COTA DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA
– CRIAÇÃO DE REGIÃO METROPOLITANA

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA

PROJETO DE LEI N.° …, DE 200…

AUTOR: Deputado …

OBJETO: Cria a Região Metropolitana de …

Senhor Presidente

De acordo com o disposto no artigo 6° da Lei Complementar n.° 760, de
1° de agosto de 1994, que estabelece diretrizes para a Organização Regional
do Estado, solicitamos a Vossa Excelência se digne determinar a remessa
de ofício à Secretaria de Economia e Planejamento, a fim de que esta se
manifeste sobre o objeto ora em exame, nos termos dos artigos 3°, 4° e 5° da
referida lei.

Sala das Comissões, em

Relator

160

MANUAL DO PROCESSO LEGISLATIVO

MODELO – COTA DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA
– DECLARAÇÃO DE ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA

PROJETO DE LEI N.° …, de 200…

AUTOR: Deputado …

OBJETO: Declara Área de Proteção Ambiental – APA a …, em …

Senhor Presidente

Solicitamos a Vossa Excelência que se digne determinar seja oficiada a
Secretaria de Estado do Meio Ambiente, a fim de que esta se manifeste sobre
o objeto do projeto de lei em exame, de acordo com a legislação vigente.

Sala das Comissões, em

Relator

161

PARTE III – PARECERES: MODELOS

MODELO – COTA DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO
E JUSTIÇA – ESTÂNCIA TURÍSTICA

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA

PROJETO DE LEI N.° …, DE 200…

AUTOR: Deputado …

OBJETO: Transforma em estância turística (ou: climática, balneária,
hidromineral) o Município de …

Senhor Presidente

Consoante orientação firmada por este órgão técnico em pareceres exarados
em projetos da espécie, solicitamos de Vossa Excelência providências para
que seja oficiado ao DADE – Departamento de Apoio ao Desenvolvimento
das Estâncias, integrante da Secretaria de Esportes e Turismo, a fim de que se
efetivem as diligências cabíveis, nos termos da legislação vigente, a respeito
do contido no projeto em epígrafe.

Sala das Comissões em,

Relator

162

MANUAL DO PROCESSO LEGISLATIVO

MODELO – PARECER DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO
E JUSTIÇA SOBRE PROJETO DE LEI QUE TRANSFORMA
MUNICÍPIO EM ESTÂNCIA TURÍSTICA

PARECER N.° , DE 200…

DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SOBRE O
PROJETO DE LEI N.° …, DE …

De autoria do Deputado …, o projeto em epígrafe tem como objetivo
transformar o Município de … em estância turística.

A propositura em questão esteve em pauta nos dias … a … de … de …,
correspondentes às ….a a ….a Sessões Ordinárias, nos termos do item 3, parágrafo
único, do artigo 148 do Regimento Interno consolidado, não recebendo
emendas ou substitutivos.

Decorrido o prazo de pauta, por força do despacho do Senhor Presidente
desta Casa de Leis, fundado no § 1° do artigo 31 do regimento supracitado,
foi a proposição encaminhada a esta Comissão de Constituição e Justiça,
que, nos termos legais, solicitou a manifestação da Secretaria de Estado de
Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Turismo, através do
Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias – DADE.

Após consulta à Prefeitura de …; à Companhia de Tecnologia de
Saneamento Ambiental – CETESB; ao Conselho de Defesa do Patrimônio
Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado – CONDEPHAAT e
verificação “in loco”, o DADE manifestou-se favoravelmente à transformação
daquele Município à categoria de Estância Turística.

Retorna a propositura a esta Comissão, a fim de receber parecer quanto
a seu aspecto constitucional, legal e jurídico.

Ao examinar os autos, constatamos que o Município de … preenche as
condições constantes do Decreto n.° 11.022, de 28 de dezembro de 1977, que
regulamenta as disposições da Lei n.° 1.457, de 11 de novembro de 1977, que,
por sua vez, alterou a Lei n.° 10.426, de 8 de dezembro de 1971, estabelecendo
requisitos para a criação de estâncias turísticas, conforme passamos a expor.

O Município … tem atrativos de natureza histórica, artística ou religiosa,
ou recursos naturais e paisagísticos, atendendo ao disposto no artigo 2° da
Lei n.° 1.457, de 1977, e no artigo 2° do Decreto 11.022, de 1977, conforme
atestam a Prefeitura, o CONDEPHAAT e o DADE.

Atestam ainda a Prefeitura, a CETESB, o CONDEPHAAT e o DADE
que o local também oferece condições para o lazer dentro do padrão mínimo
indispensável de atendimento e salubridade ambiental, atendendo ao disposto
no artigo 3° do Decreto n.° 11.022, de 1977, a saber:

163

PARTE III – PARECERES: MODELOS

I – águas de qualquer natureza, de uso público, que não excedam padrões
de contaminação e níveis mínimos de poluição;

II – abastecimento regular de água potável, sistema de coleta e disposição
de esgotos sanitários, bem como dos resíduos sólidos, capazes de
atender às populações fixa e flutuante, no município, mesmo nas épocas de
maior afluxo de turistas;

III – ar atmosférico cuja composição ou propriedades não estejam
alteradas pela existência de poluentes, de maneira a torná-lo impróprio,
nocivo ou ofensivo à saúde;

IV – rede hoteleira para atendimento da demanda turística;

V – áreas para lazer e recreação, jardins ou bosques para passeio público.

Finalmente, verificamos que o DADE, com competência atribuída pela
Lei n.° 6.470, de 15 de junho de 1989, nada verificou que obste à criação
da estância turística em questão, tendo, para atender ao previsto no artigo
4° do Decreto n.° 10.022, de 1977, examinado expediente instruído com os
seguintes elementos:

I – descrição dos atrativos de natureza histórica, artística ou
religiosa, ou dos recursos naturais e paisagísticos, existentes no município,
com indicação das respectivas localizações;

II – documento referente à verificação e do reconheci
mento dos atrativos, emitido pelo Conselho de Defesa do Patrimônio
Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado; da Secretaria de
Estado da Cultura;

III – comprovantes, expedidos por entidades especializa das oficiais,
de que o município atende aos padrrões mínimos indispensáveis referidos
nos incisos I a V do artigo 3°.

Desta forma, esta Comissão, no que lhe compete examinar, também se
manifesta favoravelmente à aprovação do Projeto de lei n.° …, de ….

Sala das Comissões em,

Relator

164

MANUAL DO PROCESSO LEGISLATIVO

MODELO – COTA DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA
– DECLARAÇÃO DE UTILIDADE PÚBLICA

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA

PROJETO DE LEI N.° …, DE …

AUTOR: Deputado …

OBJETO: Declara de utilidade pública a …, com sede em …

Senhor Presidente

Com o objetivo de instruir integralmente o presente projeto, na forma
estabelecida pela Lei n.° 2.574, de 4 de dezembro de 1980, que disciplina a
matéria na esfera estadual, solicitamos do Autor da propositura que oficie à
entidade acima, a fim de que nos sejam remetidos, com a urgência que o caso
requer, os documentos abaixo discriminados, a fim de que esta Comissão
possa exarar seu parecer:

I – estatuto (cópia autenticada) com a devida comprovação de seu registro
no Cartório de Registro das Pessoas Jurídicas da Comarca;

II – atestado de funcionamento passado por autoridade
pública que exerça suas funções no local onde se situa a sede da entidade ou
cópia de atas, comprovando seu efe tivo e contínuo funcionamento,
dentro de suas finalidades, nos três anos anteriores à formulação do pedido;

III – declaração, fornecida por autoridade pública local, de que os cargos
da diretoria não são remunerados e de que não há distribuição de lucros, bonificações
ou vantagens a dirigentes, mantenedores ou associados (dispensável
se estiver expresso no estatuto);

IV – declaração ou outro documento que comprove sua inscrição no
Conselho Estadual de Assistência Social ou no Conselho
Municipalde Assistência Social;

V – relatório circunstanciado, referente aos três anos ime
diatamente anteriores à formulação do pedido, demonstrando o exercício de
atividades dentro de suas finalidades;

VI – atestado de idoneidade moral de seus diretores, passado por autoridade
pública local;

VII – publicação, pela imprensa, do demonstrativo da receita obtida e
da despesa realizada no período anterior à formulação do pedido (original ou
cópia autenticada).

165

PARTE III – PARECERES: MODELOS

Sala das Comissões em,

Relator

MODELO – PARECER DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃOE JUSTIÇA, SOBRE PROJETO DE DECLARAÇÃO
DE UTILIDADE PÚBLICA

PARECER N.° , DE 200…

DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SOBRE O PROJETO
DE LEI N.° …, DE …

De autoria do Deputado …, o projeto em epígrafe tem o objetivo de
declarar de utilidade pública a …, com sede em ….

A propositura esteve em pauta nos dias … a … de … de 200…, correspondentes
às ….a à ….a Sessões Ordinárias, nos termos do item 3, parágrafo
único, do artigo 148 do Regimento Interno, não tendo recebido emendas ou
substitutivos.

Decorrido o prazo de pauta e instruído, o projeto, vem à nossa análise,
a fim de receber parecer quanto a seu aspecto constitucional, legal e jurídico,
bem como quanto ao mérito.

Verifica-se inicialmente que a declaração de utilidade pública, no
âmbito estadual, está adstrita às normas fixadas pela Lei n.° 2.574, de 4 de
dezembro de 1980.

Examinando a documentação apresentada, pudemos constatar que a
entidade em questão preenche os requisitos estabelecidos pelo diploma legal
citado, conforme passamos a expor.

I – O estatuto (fls. … a …), devidamente registrado no
Cartório … da Comarca de …, comprova que a entidade possui personalidade
jurídica, atendendo ao disposto no inciso I do artigo 1°.

II – O documento de fls. … a …, juntamente com os relatórios de fls. …
a …, demonstra que a entidade está em efetivo e contínuo funcionamento nos
últimos três anos, dentro de suas finalidades, atendendo ao disposto no inciso
II do artigo 1°.

III – O artigo … do estatuto (fls. …) demonstra que os cargos da diretoria
não são remunerados e que não há distribuição de lucros, bonificações ou
vantagens a dirigentes, mantenedores ou associados, atendendo ao disposto
no inciso III do artigo 1°.

IV – O certificado de fls. … prova que a entidade está inscrita no
Conselho Estadual (ou Municipal) de Assistência Social, atendendo ao disposto
no inciso IV do artigo 1.° (na forma do disposto no artigo 9º da Lei

166

MANUAL DO PROCESSO LEGISLATIVO

Federal n.° 8.742, de 7 de dezembro de 1993).

V – Os relatórios de fls. … a … demonstram o exercício de atividades de
caráter beneficente nos últimos três anos, atendendo ao disposto no inciso V
do artigo 1°.

VI – O documento de fls. …, concedido pelo … (Prefeito, Delegado de
Polícia, Juiz de Direito, Presidente da Câmara), atesta a idoneidade moral dos
diretores da entidade, atendendo ao disposto no inciso VI do artigo 1°.

VII – Por fim, o balanço de fls. …, publicado no …, atende ao disposto
no inciso VII do artigo 1°.

Quanto ao mérito, verifica-se que a entidade presta relevantes serviços à
população, justificando a declaração de utilidade pública pretendida.

Diante do exposto, nosso parecer é favorável à aprovação do Projeto de
lei n.° …, de …, “ad referendum” do Plenário.

Sala das Comissões, em

Relator

167

PARTE III – PARECERES: MODELOS

MODELO – PARECER DE RELATOR ESPECIAL SOBRE
PROJETO DE RESOLUÇÃO

PARECER N.° , DE 200…

DE RELATOR ESPECIAL, EM SUBSTITUIÇÃO AO DA COMISSÃO
DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SOBRE O PROJETO DE
RESOLUÇÃO N.° …, DE 200…

De autoria do Deputado …, o projeto em epígrafe dispõe sobre ….

A presente propositura (que tramita em regime de urgência) esteve em
pauta, nos termos regimentais, nos dias correspondentes às ….ª a ….ª Sessões
Ordinárias (de … a …/…/…), não tendo recebido emendas ou substitutivos.

Decorrido o prazo de permanência em pauta, o projeto foi encaminhado
por despacho do Senhor Presidente ao exame das comissões técnicas.

Face à não-manifestação da Comissão de Constituição e Justiça dentro
do prazo regimental, fomos designados para, na qualidade de Relator
Especial, examinar o projeto, nos termos do § 1° do artigo 31 do Regimento
Interno consolidado.

O projeto é de natureza legislativa e, quanto à iniciativa, de competência
exclusiva desta Casa, em obediência aos ditames do artigo 21, inciso V, da
Constituição do Estado combinado com o artigo 146, inciso III, do Regimento
Interno.

Ademais, tendo em vista que se trata de assunto da economia interna
desta Assembléia e que não se compreende nos limites de simples ato administrativo,
a matéria ventilada no projeto está em conformidade com os artigos
20, III, da Carta Paulista e 145, § 3º, item 3, do Regimento Interno mencionado.

Assim, não havendo, nos aspectos que cumpre a esta Comissão examinar,
qualquer impedimento que obste a sua tramitação, somos favoráveis à
aprovação do Projeto de resolução n.º …, de ….

Sala das Sessões, em

Relator Especial

168

MANUAL DO PROCESSO LEGISLATIVO

MODELO – PARECER DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO
E JUSTIÇA, SOBRE PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO

PARECER N.º , DE 200…

DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SOBRE O PROJETO
DE DECRETO LEGISLATIVO N.º …, DE …

De autoria do Deputado …, o Projeto em epígrafe objetiva … .

A presente propositura esteve em pauta, nos termos regimentais, nos
dias correspondentes às …ª a …ª Sessões Ordinárias (de … a …/…/…), não
tendo recebido emendas ou substitutivos.

Compete-nos nesta oportunidade, em atendimento às determinações do
§ 1º do artigo 31 do Regimento Interno consolidado, analisar a propositura
quanto aos aspectos constitucional, legal e jurídico.

Considerando que …, … .

Diante do exposto, somos, no que nos cabe examinar, favoráveis (ou
contrários) ao Projeto de decreto legislativo n.º …, de … .

É o nosso parecer.

Sala das Comissões, em

Relator

169

PARTE III – PARECERES: MODELOS

MODELO – PARECER DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃOE JUSTIÇA, SOBRE PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO

PARECER N.º , DE 200…

DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SOBRE A
PROPOSTA DE EMENDA Nº…., DE……., À CONSTITUIÇÃO DO
ESTADO

De autoria do Deputado … e outros, a Proposta de Emenda à Constituição
do Estado em epígrafe tem por objetivo … .

Nos termos regimentais, a presente proposição esteve em pauta nos dias
correspondentes às …ª a …ª Sessões Ordinárias (de …a …/…/… ), não tendo
recebido alterações ou modificações.

Compete-nos nesta oportunidade, em atendimento às determinações
do artigo 253, § 3º, combinado com o artigo 31, I e § 1º, 1, da Regimento
Interno consolidado, analisar a proposta quanto aos aspectos constitucional,
legal, jurídico e de mérito.

Ao fazê-lo, verificamos que a proposta …

Diante do exposto, somos favoráveis (ou contrários) à aprovação da
Proposta de Emenda nº……, de….., à Constituição do Estado.

É o nosso parecer.

Sala das Comissões, em

Relator

170

MANUAL DO PROCESSO LEGISLATIVO

MODELO – VOTO EM SEPARADO

VOTO EM SEPARADO

AO PROJETO DE LEI N.º …, DE …
(COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA)

De autoria do Deputado … , o projeto em epígrafe dispõe sobre … .

Decorrido o período em que permaneceu em pauta, sem ter recebido
qualquer emenda ou substitutivo, a propositura foi encaminhada, nos termos
do § 1º do artigo 31 da Regimento Interno consolidado, a esta Comissão de
Constituição e Justiça.

Em que pese a manifestação favorável (ou contrária) do Relator designado,
Deputado …, vemo-nos compelidos a discordar das razões apresentadas.

Entendemos que o projeto … .

Isto posto, somos contrários (ou favoráveis) ao Projeto de lei n.º …, de
… . A matéria tratada na propositura …

Sala das Comissões, em

Deputado

171

PARTE III – PARECERES: MODELOS

MODELO – VOTO VENCIDO

VOTO VENCIDO

DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SOBRE O PROJETO
DE LEI N.º …, DE …

De autoria do Deputado … , o projeto em epígrafe dispõe sobre … .

A presente propositura esteve em pauta, nos termos regimentais, nos
dias correspondentes às …ª a …ª Sessões Ordinárias (de … a … de … de …),
não tendo recebido emendas ou substitutivos.

Decorrido o prazo de permanência em pauta, o projeto foi encaminhado
por despacho do Senhor Presidente ao exame das comissões técnicas.

Remetida a proposição, nos termos regimentais, a esta Comissão
de Constituição e Justiça para análise da matéria, foi designado relator o
Deputado …, que se manifestou favoravelmente à aprovação do projeto (fls.
…).

Contudo, a referida manifestação foi rejeitada na reunião de … , de …
do corrente ano, competindo-nos, por força do despacho de fls. …, redigir o
voto vencido.

De fato, em que pesem os propósitos do autor do Projeto e do relator
designado, discordamos das razões apresentadas.

A matéria tratada na propositura … .

Diante do exposto, somos contrários à aprovação do Projeto de lei n.º
… , de …

Sala das Comissões, em

Relator

172

MANUAL DO PROCESSO LEGISLATIVO

MODELO – PARECER SOBRE PROJETO DE LEI VETADO
TOTALMENTE POR INCONSTITUCIONALIDADE

PARECER N.º , DE 200…

DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA SOBRE O PROJETO
DE LEI N.º…, DE …, VETADO TOTALMENTE

De autoria do Deputado…, o Projeto em epígrafe objetiva… .

Após o trâmite regimental, foi o Projeto aprovado em Sessão de …/…/…,
sendo expedido o Autógrafo de n.º … .

Através da Mensagem A-n.º …, o Senhor Governador do Estado, usando
da faculdade que lhe confere o artigo 28, § 1º, combinado com o artigo 47,
inciso IV da Constituição Estadual, vetou totalmente o Projeto.

Nessas condições, a propositura retorna ao exame desta Casa, nos termos
do que estabelece o §.5º do artigo 28 da Constituição Paulista.

Por força do despacho do Senhor Presidente (fls. …), e em cumprimento
ao disposto no artigo 232 do Regimento Interno, foi o Projeto encaminhado
ao exame da Comissão, competindo-nos nesta oportunidade analisar a matéria
vetada quanto ao aspecto constitucional, legal e jurídico.

Ao analisarmos a matéria verificamos que assiste (ou não) razão ao
Senhor Governador, tendo em vista que … .

Face ao exposto, nos aspectos que compete a esta Comissão examinar,
somos contrários (ou favoráveis) à aprovação do Projeto de lei n.º …,de …, e, por
conseqüência, favoráveis (ou contrários) ao veto total oposto à propositura.

É o nosso parecer.

Sala das Comissões, em

Relator

173

PARTE III – PARECERES: MODELOS

MODELO – PARECER SOBRE PROJETO DE LEI VETADO
TOTALMENTE POR INTERESSE PÚBLICO(Da Comissão de Constituição e Justiça)

PARECER N.º , DE 200…

DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA SOBRE O PROJETO
DE LEI N.º … , DE …, VETADO TOTALMENTE

De autoria do Deputado …, o Projeto em epígrafe objetiva … .

Após o trâmite regimental, foi o Projeto aprovado em Sessão de …/…/…,
sendo expedido o Autógrafo de n.º … .

Através da Mensagem A-n.º …, o senhor Governador do Estado, usando
da faculdade que lhe confere o artigo 28, § 1º, combinado com o artigo 47,
inciso IV, da Constituição Estadual, vetou totalmente o Projeto, por julgá-lo
contrário ao interesse público.

Nessas condições, a propositura retorna ao exame deste Poder.

Por força do despacho do Senhor Presidente (fls…), foi o Projeto
encaminhado ao exame das Comissões, competindo-nos nesta oportunidade
analisar a matéria vetada quanto aos aspectos constitucional, legal e jurídico.

Ao fazê-lo, verificamos que o Senhor Governador apresentou as razões
do veto em conformidade com o disposto no artigo 28 e seus parágrafos da
Constituição do Estado, obedecendo, inclusive, ao prazo de quinze dias úteis,
contados da data do recebimento do projeto, de acordo com o § 1º do citado
artigo.

Todavia, em suas razões, não existe qualquer óbice, no que compete a
este órgão técnico examinar, que impeça a aprovação do Projeto, tendo em
vista que o veto se restringe aos aspectos de mérito.

Face ao exposto, somos FAVORÁVEIS à aprovação do Projeto de lei
n.º …, de …, e, por conseqüência, CONTRÁRIOS ao veto total oposto à propositura.

É o nosso parecer.

Sala das Comissões, em

Relator

174

MANUAL DO PROCESSO LEGISLATIVO

MODELO – PARECER SOBRE PROJETO
DE LEI VETADO PARCIALMENTE

PARECER N.º , DE 200…

DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA SOBRE O PROJETO
DE LEI N.º …, DE … , VETADO PARCIALMENTE

De autoria do Deputado …, o Projeto em epígrafe objetiva … .

Após o trâmite regimental, foi o Projeto aprovado em Sessão de …/…/…,
sendo expedido o Autógrafo de n.º … .

Através da Mensagem A-n.º …, o Senhor Governador do Estado, usando
da faculdade que lhe confere o artigo 28,§ 1º, combinado com o artigo 47,
inciso IV da Constituição Estadual, vetou parcialmente o Projeto.

Nessas condições, a propositura retorna ao exame desta Casa, nos termos
do que estabelece o § 5º do artigo 28 da Constituição Paulista.

Por força do despacho do Senhor Presidente (fls. …) e em cumprimento
ao disposto no artigo 232 do Regimento Interno, foi o Projeto encaminhado
ao exame das Comissões, competindo-nos, nesta oportunidade, analisar a
matéria vetada quanto ao aspecto constitucional, legal e jurídico.

Incide a impugnação sobre o(s) artigo(s) …, que … .

Ao analisarmos a matéria verificamos que assiste (ou não) razão ao
Senhor Governador.

De fato, o(s) referido(s) dispositivo(s) … .

Face ao exposto, nos aspectos que compete a esta Comissão examinar,
somos contrários (ou favoráveis) à aprovação do(s) artigo(s) do Projeto de lei
n.º …, de …, e, por conseqüência, favoráveis (ou contrários) ao veto parcial
oposto à propositura.

É o nosso parecer.

Sala das Comissões, em

Relator

175

PARTE III – PARECERES: MODELOS

MODELO – PARECER DE COMISSÃO DE MÉRITO
PROPONDO ARQUIVAMENTO

PARECER N.º , DE 200…

DA COMISSÃO DE …, SOBRE O PROCESSO RGL …, DE …

A Câmara Municipal de … encaminhou a esta Casa, através do Ofício
…, datado …, cópia d… (Moção, Requerimento) de autoria do Vereador …
referente a ….

Após ter sido incluída no expediente da Sessão de … de … de … foi a
solicitação encaminhada a esta Comissão, nos termos do artigo 31, § … do
Regimento Interno consolidado. Cabe-nos agora, por força do despacho de
fls. …, analisar a matéria.

Ao fazê-lo, constatamos que são pertinentes as reivindicações acerca
d….

Diante de todo o exposto e da importância da matéria, propomos a ciência
da referida documentação aos membros deste órgão para análise e discussão,
procedendo-se posteriormente ao arquivamento do Processo RGL …, de ….

É o nosso parecer.

Sala das Comissões, em

Relator

176

MANUAL DO PROCESSO LEGISLATIVO

MODELO – PARECER PROPONDO REQUERIMENTO
DE INFORMAÇÃO

PARECER N.º , DE 200…

DA COMISSÃO DE …, SOBRE O PROCESSO RGL …, DE …

A correspondência encaminhada pel … solicita esclarecimentos sobre
medidas adotadas em relação a ….

O documento originou o Processo RGL …, de …, que agora vem a esta
Comissão de … para análise.

Verifica-se que …

Diante do exposto, entendemos ser pertinente a apresentação do seguinte

REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO

“REQUEREMOS, nos termos do artigo 20, inciso X da Constituição
do Estado combinado com o artigo 166 do Regimento Interno da Assembléia
Legislativa do Estado de São Paulo, que se digne a douta Mesa desta Casa de
Leis oficiar a …, solicitando que S. Exa. preste a esta Comissão as seguintes
informações:

1. …?

2. …?

JUSTIFICATIVA

Os esclarecimentos solicitados são de capital importância, na medida
em que possibilitam não só atender aos reclamos d…, como também tornar
mais claros os objetivos e procedimentos adotados pel…”.

É o nosso parecer.

Sala das Comissões, em

Relator

177

PARTE III – PARECERES: MODELOS

MODELO – PARECER PROPONDO INDICAÇÃO

PARECER N.º , DE 200…

DA COMISSÃO DE …, SOBRE O PROCESSO RGL …

O Senhor …, Presidente da Câmara Municipal de …, remeteu ao Senhor
Presidente desta Assembléia, através do Ofício n.º …, cópia do Requerimento
nº …, de autoria do Senhor Vereador …, solicitando … .

A requerimento do Senhor Presidente desta Comissão de …, foi a presente
documentação autuada para oportunamente ser examinada por este
órgão técnico nos termos do § … do artigo 31 do Regimento Interno consolidado.

Na condição de relator designado por este órgão, verificamos que … .

Desta forma, propomos à deliberação dos nobres pares, a seguinte

INDICAÇÃO

“INDICAMOS, com fundamento no artigo 159 do Regimento Interno
da Assembléia Legislativa, ao Excelentíssimo Senhor …, a adoção de
providências, no sentido de … .”

É o nosso parecer.

Sala das Comissões, em

Relator

178

MANUAL DO PROCESSO LEGISLATIVO

MODELO – RATIFICAÇÃO

PARECER N.° , DE 200…

DA COMISSÃO DE …, SOBRE O PROJETO DE LEI N.° …, DE …

Na qualidade de relator, designado para exarar parecer pela Comissão
de Finanças e Orçamento, ratifico a manifestação de fls. …, que concluiu
…mente à (aprovação/rejeição) do Projeto de lei n.° …, de ….

Sala das Comissões, em

Relator

179

PARTE III – PARECERES: MODELOS

MODELO – PARECER DA COMISSÃO DE FINANÇAS
E ORÇAMENTO, SOBRE PROJETO DE LEI
QUE NÃO AUMENTA DESPESAS

PARECER N.º DE 200…

DA COMISSÃO DE FINANÇAS E ORÇAMENTO, SOBRE O PROJETO
DE LEI N.º …, DE …

De autoria do nobre Deputado …, o projeto em epígrafe ….

Nos termos regimentais, o projeto esteve em pauta nos dias correspondentes
às ….ª a ….ª Sessões Ordinárias (de … a …/…/…), não tendo recebido
emendas ou substitutivos.

Inicialmente, a propositura foi encaminhada à Comissão de Constituição
e Justiça, que opinou …mente quanto aos aspectos legais, constitucionais e
jurídicos da proposição.

Em seguida, a Comissão … opinou …mente à aprovação do projeto.

Dando continuidade ao Processo Legislativo, a proposição foi encaminhada
à Comissão de Finanças e Orçamento, para que fossem analisados os
aspectos previstos no § 3º do artigo 31 do Regimento Interno.

Na condição de relator designado verificamos que a proposta não
pretende implementar novas atividades ainda não previstas; portanto, não
concorre para o aumento da despesa ou redução da receita do Estado, estando
o projeto em conformidade com o que preceitua o artigo 25 da Constituição
do Estado.

Ante o exposto, no que nos compete analisar, somos favoráveis à
aprovação do Projeto de lei n.º …, de ….

É o nosso parecer.

Sala das Comissões, em

Relator

180

MANUAL DO PROCESSO LEGISLATIVO

MODELO – CONTRATO IRREGULAR – PARECER DA COMISSÃO
DE FINANÇAS E ORÇAMENTO PROPONDO ARQUIVAMENTO

PARECER N.º , DE 200…

DA COMISSÃO DE FINANÇAS E ORÇAMENTO, SOBRE OPROCESSO RGL …. de …

Por intermédio do ofício …, o Tribunal de Contas do Estado de São
Paulo enviou a esta Casa cópia de documentos relativos a contrato celebrado
entre … e … .

Publicado o v. Acórdão de fls …, foi a documentação autuada e remetida
à Comissão de Finanças e Orçamento.

O autos tratam de contrato celebrado entre as empresas supracitadas,
tendo por objeto … .

Em sessão da …ª Câmara realizada em … de … de …, foi o contrato
citado julgado irregular, tendo em vista … .

A … recorreu da decisão, alegando que … .

Em sessão realizada em … de … de …, o Tribunal Pleno conheceu do
recurso ordinário e rejeitou os argumentos apresentados, negando provimento
ao recurso e mantendo a decisão recorrida.

Analisando os autos, somos compelidos a concordar com as razões aduzidas
pelo E. Tribunal de Contas, uma vez que … .

Constatamos, porém, que o contrato se encontra exaurido, situação que
impossibilita a esta Casa tomar as providências previstas no § 1º do artigo 33
da Carta Paulista.

Assim, manifestamos nossa concordância com a posição adotada pelo
E. Tribunal de Contas, e opinamos pela seguinte conclusão:

a – oficiar à Procuradoria Geral do Estado e ao Ministério
Publico anexando cópia dos autos; e

b – arquivamento dos autos.

É o nosso parecer.

Sala das Comissões, em

Relator

181

PARTE III – PARECERES: MODELOS

MODELO – CONTRATO IRREGULAR – PARECER DO RELATOR
ESPECIAL PROPONDO ARQUIVAMENTO

PARECER Nº , DE 200…

DE RELATOR ESPECIAL, em substituição ao da Comissão de Finanças
e Orçamento, sobre o Processo RGL …, de …

Por intermédio do ofício …, o Tribunal de Contas do Estado de São
Paulo enviou a esta Casa cópia de documentos relativos a contrato celebrado
entre … e ….

Após ser publicada, autuada e protocolada, foi a documentação remetida
à Comissão de Finanças e Orçamento, a qual não se manifestou em tempo
regimental, motivando a designação deste Deputado para, na qualidade de
Relator Especial, exarar parecer em substituição àquele órgão técnico.

Tratam os autos de contrato celebrado entre as empresas supracitadas,
tendo por objeto … .

Em sessão da ….ª Câmara realizada em … de … de …, foi o contrato
citado julgado irregular, tendo em vista … .

A … recorreu da decisão, alegando que ….

Em sessão realizada em … de … de .., o Tribunal Pleno conheceu do
recurso ordinário e rejeitou os argumentos apresentados, negando provimento
ao recurso e mantendo a decisão recorrida.

Analisando os autos, somos compelidos a concordar com as razões aduzidas
pelo E. Tribunal de Contas, uma vez que … .

Constatamos, todavia, que o contrato se encontra exaurido, situação que
impossibilita a esta Casa tomar as providências previstas no § 1º do artigo 33
da Carta Paulista.

Assim, manifestamos nossa concordância com a posição adotada pelo E.
Tribunal de Contas e, dando cumprimento ao § 2º do artigo 239 do Regimento
Interno consolidado, apresentamos o seguinte Projeto de Decreto Legislativo,
que propõe o arquivamento dos autos e as medidas pertinentes:

182

MANUAL DO PROCESSO LEGISLATIVO

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº , DE 2001

Dispõe sobre a manutenção de decisão do Tribunal de Contas do Estado
de São Paulo e dá outras providências.

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO DECRETA:

“Artigo 1º – Fica mantida a decisão do Tribunal de Contas do Estado de
São Paulo, no acórdão prolatado pela E. … Câmara referente ao Processo TC
– …, que julgou irregu- lar o contrato firmado entre … e …, objetivando
….

Artigo 2º – Expeçam-se ofícios à Procuradoria Geral do Estado e ao
Ministério Público, remetendo cópia deste decreto legislativo para que sejam
adotadas as medidas cabíveis.

Artigo 3º – Arquivem-se os autos, por não caber mais a sustaçãodo
contrato.

Artigo 4º – Este decreto legislativo entra em vigor na data de sua publicação.

Concluindo, somos pela aprovação do projeto de decreto legislativo ora
apresentado “ad referendum” do Plenário.

Sala das Sessões, em

Relator Especial

183

PARTE III – PARECERES: MODELOS

MODELO – PARECER DA COMISSÃO DE
FISCALIZAÇÃO E CONTROLE

PARECER N.º , 200…

DA COMISSÃO DE FISCALIZAÇÃO E CONTROLE, sobre o Processo
RGL …, de 200…

O Processo RGL …, de 200…, contém os documentos e informações
exigidos na Lei n.º 4.595, de 18 de junho de 1985 (com suas alterações posteriores),
que dispõe sobre a fiscalização, pela Assembléia Legislativa, dos atos
do Poder Executivo, inclusive os da Administração Indireta, relativamente ao
exercício de …, encaminhados pela ….

Compete a esta Comissão de Fiscalização e Controle, obedecendo ao
disposto no § 19 do artigo 31 do Regimento Interno desta Casa, combinado
com o que determinam os artigos 3º e 5º da lei citada, analisar o desempenho
da empresa no cumprimento de seus objetivos estatutários.

Ao examinar os autos, verifica-se que os documentos de fls. … a …
preenchem as exigências contidas na lei que regulamenta a matéria.

Da análise dos documentos apresentados, em especial, do relatório da
Administração, conclui-se que a … se ateve à competência a ela atribuída em
sua constituição.

Assim sendo, esta Comissão toma conhecimento da documentação e das
informações contidas no Processo RGL …, de 200…, sem prejuízo de eventuais
e posteriores verificações, recebido o relatório do Tribunal de Contas
do Estado.

Sala das Comissões, em

Relator

184

MANUAL DO PROCESSO LEGISLATIVO

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