2014 – Sindipetro-RJ – FIQUE LIGADO – A Petrobrás e o bolo da vovó:


 

quanto mais bate, mais cresce

A grande mídia está em campanha
contra a Petrobrás e diariamente pauta
uma notícia negativa visando fortalecer
distorções dentro da CPI da Petrobrás.
O tiro acaba saindo pela culatra. O
Globo noticiou: “Oferta de gás crescerá
68%, mas faltam gasodutos”. Mentira,
já que a Petrobrás, ao longo dos seus
60 anos, construiu uma malha de 9
mil quilômetros de gasodutos ligando
todas as regiões brasileiras. E com a
descoberta do pré-sal, as reservas de
petróleo e gás se quintuplicaram. Va-
lorizando toda sua malha e potenciais
ramificações nas cidades brasileiras.
Ou seja, foi a própria Petrobrás que
criou o novo e grande mercado de gás
para atender todo o o Brasil.

Na terça-feira (24), foi a Agência
Estado que chamou atenção da sociedade:
“Demissão de terceirizados custa
120 mil a Petrobrás”. A companhia petroleira
nunca fez parte das empresas
sonegadoras de impostos e nem das
mal pagadoras. Muito pelo contrário, sobre os empregados terceirizados, a
Petrobrás, de forma inédita, criou um “Fundo Garantidor” para custear o
direito dos trabalhadores, em caso de calote das empresas contratantes.

Agora a bola da vez é a questão sobre a cessão onerosa. A União cedeu
à Petrobrás, em 2010, 5 bilhões de barris de petróleo sem licitação,
para viabilizar o financiamento
da exploração do pré-sal, isso após
aprovação pelo Congresso Nacional
da PL 5.941. Em estranha sintonia,
veja as manchetes estampadas nos
principais jornais brasileiros desta
quarta (25): o Estadão noticiou “Sem
licitação, Petrobrás fica com quatro
novas áreas do pré-sal”; em O Globo
disseram “União faz contrato de R$ 2
bi com Petrobrás sem licitação”; na
Folha apresentaram “Sem licitação,
estatal vai poder explorar quatro
novas áreas”. Ora, a União só está
cumprindo compromisso legal com a
Petrobrás para viabilizar a produção
do pré-sal. Com essa crítica, a mídia
se junta às multinacionais de petróleo
que não querem a petroleira brasileira
como única operadora do pré-sal.

Outro balão de ensaio midiático
é o custo das refinarias. A grande
imprensa em várias matérias critica o
custo das quatro refinarias que estão
sendo construídas pela Petrobrás e
nada falam da importância social e
econômica dessas obras. Três dessas
refinarias estão sendo construídas
no Nordeste – uma das regiões mais
pobres de nosso país – e uma no Rio
de Janeiro. Os estados do Ceará, Per-
nambuco, Maranhão e Rio de Janeiro

já tem suas economias alavancadas
por essas obras e milhares de empre-
gos diretos e indiretos já beneficiam
essas regiões de nosso país. Vale
lembrar que, no governo de Fernando
Henrique Cardoso, a indústria
naval brasileira, a maior do nosso
continente, foi fechada, gerando demissões
de trabalhadores em massa
e o empobrecimento do nosso estado.
Tudo isso em nome do menor custo
(pra quem?). Depois percebemos que

o custo social dessa decisão gerou
perdas astronômicas e retomamos
a indústria naval. Com relação aos
custos das refinarias cabe aos tribunais
de contas fiscalizarem esses
valores e punir os excessos, quando
houver. O que não podemos é repetir
os erros do passado!
Ainda bem que a cada dia, a
população brasileira está mais
consciente do papel que a grande
imprensa cumpre na manutenção
deste sistema hegemônico que
explora os trabalhadores para
garantir os privilégios das elites.
A história de lutas que culminou
na criação da estatal brasileira de
petróleo, não se apaga assim. Na
verdade, a Petrobrás é como o bolo
da vovó, quanto mais bate, mais
ela cresce aos olhos da sociedade.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s