Surto de toxoplasmose é confirmado no interior do Rio Grande do Sul


Segundo Vigilância de Saúde já foram confirmados 352 casos de toxoplasmose na cidade de Santa Maria

A cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, enfrenta um surto de toxoplasmose. Segundo o último boletim epidemiológico, divulgado pela Vigilância de Saúde, na sexta-feira (18) já foram confirmados 352 os casos de toxoplasmose em Santa Maria, na Região Central do estado.

Destes casos, 27 seriam de gestantes. De acordo com o boletim, 1.011 casos foram notificados, porém 115 já estão descartados e outros 198 permanecem em investigação.

“Estamos trabalhando para atender a todas as demandas que chegam. O trabalho conjunto é essencial para que possamos alcançar resultados positivos. Por isso, agradecemos a parceria e o empenho dos nossos profissionais, do Estado e do Hospital Universitário de Santa Maria (Husm)”, disse o prefeito Jorge Pozzobom durante uma coletiva de imprensa.

Uma das hipóteses de transmissão seria pela água, contudo as autoridades ainda estão avaliando isso. Até então, a orientação era ferver a água que sai das torneiras por pelo menos 10 minutos antes do consumo. A doença pode ser agressiva

O que é Toxoplasmose?

Toxoplasmose é uma doença infecciosa, congênita ou adquirida, causada por um protozoário chamado Toxoplasma gondii, encontrado nas fezes dos gatos e outros felinos. Homens e outros animais também podem hospedar o parasita.

Ela pode ser adquirida por meio da ingestão de alimentos contaminados – em especial carne crua ou mal passada, principalmente de porco e de carneiro – e vegetais que abriguem os cistos do Toxoplasma após terem tido contato com as fezes de animais hospedeiros.

A toxoplasmose não é contagiosa entre humanos – ou seja, ela não pode ser transmitida de pessoa para pessoa. No entanto, as fezes de gatos e outros felinos e a ingestão de alimentos contaminados não são a única porta de entrada para o parasita. Humanos também podem adquirir a doença em outras situações, como:

  • Usando facas e outros utensílios de cozinha contaminados
  • Comer frutas e vegetais mal lavados
  • Transfusões de sangue ou transplantes de órgãos.

A doença também pode ser congênita. Neste caso, ela é transmitida da mãe infectada para o bebê por meio da placenta. Se a mulher foi diagnosticada com a doença um pouco antes ou durante a gestação, as chances de ela passar a inflamação para o filho são de 30%, em média.

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