FIESP REALIZA SEMINÁRIO E WORKSHOP DE INVESTIMENTO SOCIAL CORPORATIVO


Evento realizado nesta quinta-feira (19/04) teve ainda o lançamento do Guia de Apoio ao Investimento Social Corporativo

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Hora de investir no social. E aprender com as melhores iniciativas na área. Isso porque todo mundo sai ganhando, no presente e no futuro, ao agir assim. Com o objetivo de estimular esse debate foi realizado, nesta quinta-feira (19/04), na sede da Fiesp, em São Paulo, o Seminário e Workshop de Investimento Social Corporativo. O evento foi organizado pelo Conselho Superior de Responsabilidade Social (Consocial) e pelo Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da federação.

Na ocasião, foi lançado o Guia de Apoio ao Investimento Social Corporativo, para orientar as empresas em suas ações na área. O presidente do Consocial, Raul Cutait, apresentou o material.

O primeiro painel de discussão destacou o panorama de investimento social privado.

Na ocasião, José Marcelo Zacchi, secretário geral no Gife, apresentou os números de pesquisa feita sobre o tema no país. O Gife é um grupo que reúne investidores sociais brasileiros.

Assim, conforme o Senso Gife 2016, feito com informações de 116 participantes da iniciativa, R$ 2, 9 bilhões foram aplicados em ações de caráter social no Brasil no ano pesquisado. “Entre os que responderam a pesquisa, 25% têm orçamento de pelo menos R$ 20 milhões”, disse Zacchi.

Segundo ele, a educação é a área que mais recebe recursos, seguida pela formação de jovens para o mercado de trabalho.

Também participaram do debate Anna Peliano,  coordenadora da pesquisa Bisc da Comunitas, organização de apoio ao investimento social corporativo. Ela apresentou a “Retrospectiva da atuação social corporativa nos últimos dez anos- Benchmarking do Investimento Social Corporativo”. Outro participante foi o consultor Stephen Kanitz, que falou sobre a sua experiência com o Prêmio Bem Eficiente.

Foco na primeira infância

Com moderação do conselheiro do Consocial Marcos Kisil, o segundo painel de debates teve como tema Empresários pela Primeira Infância.

Diretora global da Ready Nation, entidade sem fins lucrativos com atuação mundial com foco no desenvolvimento econômico a partir do investimento na infância e na juventude, Sara Watson pediu desculpas por não falar português.  E explicou que a Ready Nation é uma instituição de homens e mulheres de negócios conscientes do seu papel na sociedade e da importância do melhor desenvolvimento possível na primeira infância. Por isso trabalham construindo pontes entre os empresários e as comunidades.

“Por que apoiar a primeira infância? Esse não é um problema das mães, mas uma questão que afeta a força de trabalho do futuro”, afirmou. “Existe uma relação direta entre os cinco primeiros anos de vida de uma criança e o desempenho dos funcionários adultos”.

Para Sara, só assim pode haver a “promoção do desenvolvimento econômico sustentável”. “As empresas devem se envolver com a primeira infância porque esse investimento se traduz na produtividade dos funcionários no futuro e na existência de clientes prósperos, que vão ter condições de consumir mais”, explicou.

Segundo ela, são muitas as possibilidades de as empresas agirem nesse sentido, ações que vão além da doação de dinheiro e do trabalho voluntário. “A Pepsico abriu um centro de cuidados com as crianças, por exemplo”, citou. “É possível formar grupos de estudos, criar fundações, promover campanhas como estimular a leitura na ações de comunicação de um posto de gasolina, por exemplo, premiar pais quando os seus filhos leem, por que não?”, destacou.

Sara: ações variadas de apoio á primeira infância por parte das empresas. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Entre os empreendimentos sociais mais criativos que já acompanhou, Sara lembrou de uma casa de idosos onde também recebem cuidados crianças, o que é “positivo para ambos os grupos”.

“As empresas podem usar a sua audiência para destacar conteúdos importantes para o debate, ser um suporte para mudanças nas políticas públicas”, disse ela.  “Os políticos dão ouvidos a essas reinvindicações”.

Por fim, Sara ofereceu suporte aos empresários brasileiros interessados em apoiar a primeira infância. “Podemos passar informações sobre o assunto e sugerir práticas para que os empreendedores sejam agentes de transformação”.

À frente do Hospital Sabará, de atendimento a crianças, José Luiz Egydio Setubal, da Fundação José L. Setubal, explicou a sua atuação na área.

O hospital, com 110 leitos, é o gerador de caixa de uma fundação, não um investimento social em si. Mas dá as condições necessárias para que outras ações sejam adotadas. “Decidimos usar expertises do hospital para formar pessoas na área de saúde, para gerar conhecimento, estimular o voluntariado, e apoiar as causas da infância”, disse. “Uma infância saudável gera uma sociedade melhor”.

Uma sociedade melhor e com trabalhadores com mais equilíbrio e vontade. Isso de acordo com a diretora titular do Cores, Grácia Fragalá .“Investir na infância é formar o trabalhador do futuro”. disse ela no encerramento dos debates do seminário.

O último painel do evento contou com a participação da Abrinq e da Pepsico, que exibiram a perspectiva de uma organização da sociedade civil  e de uma corporação em relação ao investimento social corporativo.

Raul Cutait apresenta o Guia para ajudar as empresas a investirem no social. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

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