Tecnologia gera desemprego?


É comum a preocupação de que a adoção de tecnologia pelas empresas gere desemprego, substituindo pessoas por máquinas e sistemas. Mas não é isto que acontece no final. Em um primeiro momento, de fato, algumas pessoas são deslocadas. Afinal, o papel da tecnologia é melhorar a empresa, os processos manuais passam a ser automatizados, tornando-se mais ágeis, precisos e rápidos, gerando informações estratégicas e melhorando a competitividade das companhias.

O que não necessariamente significa desempregar: em uma estratégia corporativa eficiente, os recursos antes alocados para tais atividades podem ser reposicionados dentro das companhias, tendo suas capacidades potencializadas em funções mais estratégicas, enquanto os equipamentos e softwares assumem as rotinas operacionais.

O fato é que uma empresa mais produtiva e competitiva consegue garantir bons resultados e crescer, realocar seus colaboradores para funções mais estratégicas e melhor remuneradas e continuar contratando para sustentar o crescimento.   No mercado é a obtenção de resultados que permite manter os empregos, e o maior uso de tecnologia é a base para sustentar a competitividade.

Ao contrário, empresas que fazem baixo uso de recursos tecnológicos não conseguem competir em patamar de igualdade com aquelas que investem nesta área. Assim, não conseguem crescer e a consequência é o enxugamento dos negócios e a inevitável necessidade de contenção de despesas, que não gera novas vagas e pode exigir demissões.

Até porque a adoção da tecnologia melhora o dia a dia de quem atua em uma empresa, facilita o trabalho, evitar erros e stress ao contar com processos automatizados, rotinas mais ágeis e assertivas, permitindo que as pessoas tenham oportunidade de crescimento profissional, dedicando seu tempo para atividades que contribuam para o crescimento da organização, como maior atenção aos clientes, funcionários e fornecedores, contribuindo para um ambiente melhor para trabalhar.

Ou seja, a percepção de que a tecnologia gera desemprego, que parece se justificar em um primeiro momento, cai por terra quando se faz uma análise mais profunda, levando em conta a necessidade de competitividade para manter a saúde empresarial. Uma corporação que não investe em tecnologia está se colocando em risco iminente de ser ultrapassada – e isso não é bom nem para a empresa, nem para seus empregados.

Robinson Oscar Klein – CEO Cigam

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