Steve Jobs também abandonou quimio e se tratou com suco e ervas


Steve Jobs também abandonou quimio e se tratou com suco e ervas

Conheça outros casos de personalidades que trocaram os tratamentos convencionais por terapias alternativas

Fábio de Castro, O Estado de S.Paulo

18 Setembro 2017 | 03h00

Steve Jobs
Steve Jobs trocou quimioterapia por sucos de frutas e ervas ao final de sua vida Foto: REUTERS/Stephen Lam

Um dos casos mais célebres de opção por tratamentos contra o câncer sem base em evidências científicas foi o do fundador da Apple, Steve Jobs – e não acabou bem. Jobs foi diagnosticado com câncer de pâncreas em 2003 e chegou a fazer uma cirurgia em 2004. Mas, de acordo com o biógrafo Walter Isaacson, a doença voltou e Jobs adiou sistematicamente as terapias recomendadas e optou por se tratar apenas com sucos de frutas, acupuntura, ervas e outros tratamentos – alguns encontrados na internet. O empresário morreu em outubro de 2011 em decorrência da doença.

Outro caso que ganhou repercussão internacional foi o de Naima Houder-Mohammed, uma capitã do exército britânico que foi diangosticada com câncer de mama em 2010. Ela se tratou e considerou o tumor curado, mas em 2012, a doença voltou. A situação era séria e os médicos ofereceram tratamentos paliativos. Naima procurou opções na internet e descobriu Robert Young, autor do livro O Milagre do pH, que recomenda “alcalinizar” o sangue por meio de injeções de bicarbonato de sódio. Naima foi à California para ser tratada pelo póprio Young, que aplicou as injeções em 33 sessões, por US$ 77 mil. Ela estava confiante na cura, mas, depois de três meses de tratamento, ela piorou e viajou de volta à Inglaterra, onde morreu junto à sua família aos 27 anos.

As terapias tradicionais chinesas foram a escolha da atriz Xu Ting, que comoveu a China ao morrer aos 26 anos no dia 7 de setembro de 2016. Ao anunciar nas redes sociais que sofria de um linfoma – um câncer no sistema linfático –, a atriz afirmou que não faria quimioterapia, optando por acupuntura, por um tratamento que usa copos para fazer sucções pela pele e pela técnica gua-sha, que consiste em uma dolorosa raspagem do corpo. Em seus últimos dias, Xu chegou a recorrer à quimioterapia, mas já era tarde demais.

Em 2015, ganhou notoriedade na Austrália o caso de Jessica Ainscough, que morreu aos 30 anos depois de ficar conhecida no país como “a guerreira do bem estar”. Jessica foi diagnosticada em 2008 com um sarcoma epitelioide, um tipo de câncer raro dos tecidos moles que geralmente se desenvolve na mão ou no braço. Depois de uma quimioterapia fracassada, médicos recomendaram a amputação de um braço na altura do ombro. Jessica optou por um tratamento sem base científica conhecido como “terapia de Gerson”, que envolve a aplicação diária de enemas de café – isto é, a introdução de café no intestino através do ânus –, suplementos e uma dieta vegetariana. Ela abandonou o emprego e passou a narrar na internet sua luta contra o câncer até a morte em 2015.

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