Rapaz suspeito de matar a mãe em SP e o pai em MG é dependente químico e tem traços de esquizofrenia


Filho de enfermeira do Samu já havia sido suspeito de matar o pai em Borda da Mata, Minas Gerais. Crime contra a mãe foi em Peruíbe, no litoral paulista.


Por G1 Santos

 

Morte de Priscila comoveu moradores e autoridades de Peruíbe, SP (Foto: Reprodução/Facebook)Morte de Priscila comoveu moradores e autoridades de Peruíbe, SP (Foto: Reprodução/Facebook)

Morte de Priscila comoveu moradores e autoridades de Peruíbe, SP (Foto: Reprodução/Facebook)

A Polícia Civil informou neste sábado (12) que a morte de Priscila Coral Ramalho, de 38 anos, cujo corpo foi encontrado pelo marido dentro de casa na quinta-feira (10), em Peruíbe, no litoral paulista, foi por sufocamento. Ao G1, uma amiga da vítima contou que o filho, preso como supeito pelo crime, havia recebido alta de uma clínica de recuperação para dependentes químicos um dia antes.

De acordo com a coordenadora médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Ana Lúcia Campos, a enfermeira Priscila estava trabalhando com ela há quatro anos na cidade, desde que se mudou do interior de São Paulo.

“Ela era minha amiga pessoal, madrinha do meu casamento e colega de trabalho. A pessoa mais doce que eu já conheci, estava sempre com um sorriso no rosto. Nunca vi ela gritar ou brigar com alguém”, conta.

No dia do crime, Ana Lucia conversou com a amiga por telefone por volta das 9h. Na ligação, ela havia reclamado que o filho estava com um comportamento estranho. “Falei que poderíamos buscá-lo com a ambulância, mas ela disse que ele estava obedecendo e não queria sair de casa. Depois, não tivemos mais notícia dela. Ela não respondia as mensagens”, relembra.

Ela revelou que o jovem era dependente químico e tinha traços de esquizofrenia. Os sintomas, inclusive, o fizeram ser internado em uma clínica de reabilitação, de onde teve alta médica na quarta-feira (9). “Foi um erro essa alta. Ele precisa ser assistido, é doente. Esse tipo de paciente é agressivo”, contou.

Chocada, Ana Lucia disse que todos que conviviam com Priscila ainda não acreditam no que aconteceu. “Todo mundo adorava ela. Era uma pessoa muito qualificada profissionalmente, que tinha muito amor pelo que fazia. Está todo mundo chocado, vai fazer muita falta”, lamenta.

Investigações

Por enquanto, a Polícia Civil considera como único suspeito pela morte da enfermeira o filho, de 18 anos. Momentos após a chegada de equipes do Samu e da Polícia Civil encontrarem o corpo de Priscila, o jovem chegou à residência, e questionado sobre o ocorrido, se comportou de maneira confusa e contraditória, o que levantou suspeita.

Ele também tinha marcas de arranhões no rosto e no braço, indicando envolvimento em luta corporal recente. O jovem foi detido levado para a Delegacia Sede do município, onde foi indiciado por homicídio qualificado. Após exame de corpo de delito, foi levado para a Cadeia Pública de Peruíbe, onde permance preso.

O jovem também é suspeito de ter matado o pai em Borda da Mata (MG), em novembro do ano passado, com um golpe de jiu-jitsu. Na época, Clayton Ramalho, ex-marido de Priscila, morava com o filho. O caso é investigado pelo Ministério Público, que na época, também havia tido a informação de familiares de que o ele sofria alguns transtornos mentais.

Prefeito da cidade presta solidariedade através de redes sociais (Foto: Reprodução /Facebook)Prefeito da cidade presta solidariedade através de redes sociais (Foto: Reprodução /Facebook)

Prefeito da cidade presta solidariedade através de redes sociais (Foto: Reprodução /Facebook)

O crime

Priscila Coral Ramalho foi encontrada morta pelo marido no banheiro da casa em que morava, na Rua Luiz de Paula, no bairro Estação. Segundo registrado no Boletim de Ocorrência, o companheiro da enfermeira havia saído para trabalhar pela manhã e a deixou com o enteado em casa, dormindo.

Ao chegar por volta de meio-dia, chamou pela esposa, que não respondeu. Ele entrou e, após procurá-la no quarto, ouviu o barulho do chuveiro ligado. Quando chegou ao cômodo, a encontrou caída dentro do box. Ele tentou reanimá-la, sem sucesso.

Policiais civis afirmaram que a causa da morte foi por asfixia mecânica por esganagura. Perto do corpo, um líquido vermelho foi visto, que aparentava ser sangue. Além disso, os móveis da casa estavam desarrumados. A perícia foi acionada para examinar o local do crime. O corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Praia Grande, onde após necropsia, foi levado para Pouso Alegre, em Minas Gerais, onde será feito o velório e sepultamento.

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