Neandertais, a extinção dos outros humanos


O fim deles estava relacionado às mudanças climáticas? A tecnologia nos torna superiores? E, se eles desapareceram, por que ainda estamos aqui?

Reproduções de crânios neandertais no gabinete de Antonio Rosas, no Museu Nacional de Ciências Naturais, em Madri.
Reproduções de crânios neandertais no gabinete de Antonio Rosas, no Museu Nacional de Ciências Naturais, em Madri. JUAN MILLÁS

Há cerca de 70.000 anos, um pequeno grupo humano, de dois ou três indivíduos, pescou alguns mexilhões, se aproximou de um abrigo rochoso, acendeu uma fogueira e, enquanto comia os moluscos, começou a talhar pedras. As marcas daquela cena ficaram fossilizadas, permitindo a reconstrução por cientistas que trabalham em dois sítios arqueológicos do Rochedo de Gibraltar, as cavernas de Vanguard e Gorham. É um momento muito próximo, familiar, mas, ao mesmo tempo, muito distante. E não apenas no tempo: aqueles humanos não eram sapiens como nós. Como neandertais, pertenciam a uma espécie humana diversa. Seus últimos membros viveram neste recanto do sul da Europa. Juntamente com outros sítios arqueológicos peninsulares, como o El Sidrón, nas Astúrias, essas cavernas contribuíram para transformar a imagem daquela espécie que habitou a Europa há centenas de milhares de anos: a arqueologia revelou que não eram hominídeos brutos e dotados de pouca razão, como foram descritos com muita frequência, mas seres muito semelhantes a nós, porém ao mesmo tempo diferentes, e não apenas anatomicamente.

Os neandertais tinham capacidade de linguagem, enterravam seus mortos, eram solidários com aqueles que não podiam se defender, se decoravam com penas e conchas, comiam de tudo (como atum e focas) e até foi encontrado em Gibraltar um desenho geométrico (embora nenhuma representação de animais ou coisas) que indicaria que eram capazes de plasmar um pensamento simbólico. Nossa proximidade com esses outros humanos amplia o maior mistério em torno deles: por que desapareceram? Embora a questão-chave seja ainda mais inquietante: por que partiram e ainda estamos aqui?

“Essas cavernas são muito generosas, nos aproximam do dia a dia dos neandertais. A cena dos mexilhões não pode ser mais humana: duas pessoas junto ao fogo, que comem e, ao mesmo tempo, trabalham um pouco. Por isso que é tão emocionante”, diz Geraldine Finlayson, que, juntamente com o marido, Clive, diretor do Museu de Gibraltar, vem coordenando a escavação dessas grutas há 27 anos com uma equipe internacional que também inclui um nativo da província de Cádiz e um neozelandês radicado em Liverpool. Clive também é autor de um excelente ensaio sobre a evolução humana, The Humans Who Became Extinct: Why Neanderthals Died Out and We Survived (Os Humanos que Desapareceram: Por que os Neandertais Morreram e Nós Sobrevivemos). Agora derrubadas pelo mar, na vertente oriental do Rochedo, há milhares de anos essas cavernas estavam a cerca de quatro quilômetros terra adentro, com uma paisagem semelhante à da atual Doñana e um excepcional clima quente na Europa, onde o resto do continente vivia períodos glaciais.

Declaradas em 2016 como Patrimônio Mundial da Unesco por seu extraordinário valor arqueológico, em Vanguard e Gorham apareceram todos os tipos de vestígios relacionados com os neandertais, embora apenas um indício humano: um dente de leite de um exemplar de quatro ou cinco anos, datado de 50.000 anos, e que foi encontrado no início de julho. Como a presença dos neandertais na região durou 100.000 anos, talvez seja o melhor lugar do mundo para tentar compreender a vida material e simbólica desta espécie. De fato, as cavernas foram apelidadas de neandertalândia.

Antonio Rosas, diretor do Grupo de Paleoantropologia do Museu Nacional de Ciências Naturais, ao lado da reprodução de um esqueleto de neandertal.
Antonio Rosas, diretor do Grupo de Paleoantropologia do Museu Nacional de Ciências Naturais, ao lado da reprodução de um esqueleto de neandertal. JUAN MILLÁS

O nome neandertais vem do vale de Neander, na Alemanha, onde alguns dos primeiros vestígios foram descobertos. É uma espécie humana que viveu na Europa, do extremo sul do Mediterrâneo à Sibéria, e em algumas áreas do Oriente Médio. Embora muitos dados ainda estejam sendo discutidos e, como sempre acontece com o estudo da pré-história, novas descobertas possam mudar o panorama, a maioria dos cientistas acredita que evoluíram de uma espécie anterior de hominídeos há cerca de 250.000-300.000 anos (alguns especialistas falam de 400.000). Seu misterioso desaparecimento, há cerca de 40.000 anos (a equipe de Finlayson discorda e acredita que os neandertais viveram em Gibraltar até 28.000 anos atrás), coincide com a chegada de nossa espécie, os sapiens, à Europa vinda da África.

De qualquer forma, o consenso científico fala de uma espécie que habitou a Europa por muito tempo: pelo menos 200.000 anos. Para termos uma ideia dessa dimensão, basta lembrar que nossa civilização, que começa com a agricultura, tem apenas 10.000 anos; Altamira foi pintada há cerca de 15.000 e a Pirâmide de Quéops foi construída há 4.500 anos. Os neandertais foram capazes de sobreviver durante todo esse tempo adaptados a condições climáticas variadas e, às vezes, extremamente frias (invernos como os siberianos em todo o continente), mas desapareceram em um espaço de tempo relativamente curto.

“Na extinção das espécies, nunca há uma única causa, embora haja quase sempre uma acima: a degradação do meio ambiente”, explica Antonio Rosas, diretor do Grupo de Paleoantropologia do Museu Nacional de Ciências Naturais, um dos principais especialistas espanhóis sobre esta espécie e autor do livro Los Neandertales. “No caso dos neandertais, trata-se de um fenômeno multifatorial”, continua Rosas. “Em um período particularmente frio, as florestas desaparecem, algo que ocorreu durante o último máximo glacial. É muito provável que essa deterioração climática e ecológica tenha influenciado a extinção. O número de pessoas era muito baixo e muito variável. Além disso, novas populações chegaram, com uma tecnologia diferente e um sistema cultural muito poderoso.” Aquelas populações somos nós, os sapiens. Os homens modernos começaram a entrar em contato com neandertais há cerca de 70.000 anos no Oriente Médio: os sapiens chegavam da África, e eles da Europa, em busca de terras quentes diante de um período glacial especialmente intenso.

Da sala do paleoantropólogo Rosas, na Residência dos Estudantes, se contempla uma soberba vista de Madri, mas o mais interessante está dentro. Em um armário refrigerado detrás de sua mesa está guardada a maior coleção de restos ósseos neandertais da península, pertencentes a 13 indivíduos da caverna de El Sidrón (Astúrias). Depois de mais de uma década escavando, e após ter encontrado 2.100 restos humanos, o trabalho de laboratório continua dando frutos. Graças a esses vestígios se confirmou que eram canibais –pelos cortes nos ossos–, mas também se descobriu há alguns meses, pelo estudo do tártaro dental, que se medicavam: um indivíduo com um doloroso abcesso mastigou casca de álamo, uma fonte natural de ácido salicílico, o ingrediente analgésico da aspirina.

A caverna de Gorham, em Gibraltar.
A caverna de Gorham, em Gibraltar. JUAN MILLÁS

Uma equipe do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva de Leipzig (Alemanha), dirigida pelo biólogo sueco Svante Pääbo, sequenciou o genoma neandertal em 2010, o que levou a descobrir que, apesar de se tratar de duas espécies diferentes, houve hibridações entre neandertais e sapiens no Oriente Médio há 70.000 anos. O resultado desses encontros sexuais é que os humanos não africanos têm entre 2% e 4% de genes neandertais que contribuíram, por exemplo, a uma maior resistência a certas doenças infecciosas.

A história dos neandertais despertou um interesse inesgotável porque fala de um mundo em que os sapiens não eram os únicos humanos –há 150.000 anos coexistiam quatro espécies: sapiens, neandertais, floresiensis e erectus. Esses encontros com outra humanidade, confirmados pela genética, embora quase nunca pela arqueologia, foram imaginados nos melhores romances sobre a pré-história: A Guerra do Fogo, de J. H. Rosny, que Jean-Jacques Annaud levou ao cinema; na saga de Ayla, a Filha das Cavernas, de Jean M. Auel, ou no menos conhecido Os Herdeiros, do prêmio Nobel William Golding. Em todos os casos, os neandertais saem perdendo, retratados como seres menos inteligentes que os sapiens, que dominam uma tecnologia mais sofisticada.

Golding, o autor de O Senhor das Moscas, até mesmo inventa uma linguagem menos evoluída, sem pensamento lógico. No filme de Annaud, os neandertais só emitem grunhidos e não dominam o fogo (apenas sabem conservá-lo, mas não acendê-lo). A arqueologia desmentiu essas teorias.

“Os neandertais nos fascinam porque nos lembram demais de nós mesmos”, explica o biólogo Lluís Quintana-Murci, diretor da unidade de Genética Evolutiva Humana no Instituto Pasteur, de Paris. “É uma mescla de medo e curiosidade, de amor e ódio, porque somos nós mesmos, mas ao mesmo tempo, não.” “Eles nos apaixonam porque na árvore filogenética humana é a criatura mais próxima dos homens e, ao mesmo tempo, é diferente. É outra humanidade, como se encontrássemos extraterrestres inteligentes”, afirma o paleoantropólogo francês Jean-Jacques Hublin, diretor do Departamento de Evolução Humana do Instituto Max Planck. Ele dirige a equipe que realizou uma das descobertas mais extraordinárias dos últimos anos, que deslocou o nascimento de nossa espécie da Etiópia há 195.000 anos para a caverna de Jebel Irhoud (Marrocos) há 300.000 anos. “Quando falamos dos neandertais, nos movemos entre duas caricaturas. Por um lado, são apresentados como homens-macacos muito primitivos, uma espécie de chimpanzés fugidos de um zoo. Mas também há outra caricatura: dizer que são como nós, que não há diferenças”.

Resto ósseo de ave com marcas de cortes neandertais encontrado nas jazidas de Gibraltar, agora no Museu de Gibraltar.
Resto ósseo de ave com marcas de cortes neandertais encontrado nas jazidas de Gibraltar, agora no Museu de Gibraltar. JUAN MILLÁS

As diferenças são, primeiro, anatômicas. Um neandertal no metrô deixaria alucinados seus companheiros de vagão. Sua fronte proeminente, que desenha uma espécie de viseira sobre os olhos, ou seu nariz largo não passariam despercebidos. Tampouco sua estrutura óssea, muito mais maciça que a nossa, nem sua corpulência. No entanto, seu cérebro era maior que o dos humanos modernos. Dependiam, como nós, de uma cultura material para sua sobrevivência e tinham a mesma mutação no gene FoxP2, associada nos humanos à fala. Isso significa que dispunham da capacidade anatômica e genética para a linguagem, e os especialistas acreditam ser muito difícil que se coordenassem para tantas atividades sociais sem algum tipo de comunicação.

Muitas dessas descobertas foram feitas em laboratórios, mas primeiro é preciso encontrar os vestígios de sua presença. E para isso existem poucos lugares tão importantes como as cavernas nas quais viveram os últimos neandertais. Para ter acesso a Vanguard e Gorham é necessário obter uma permissão porque é preciso cruzar uma zona militar britânica. Existe uma quota para visitas turísticas administrada pelo Museu de Gibraltar. Para chegar é preciso descer (e, o pior, voltar a subir) 344 degraus até a caverna. Quando o mar está bravo, o que ocorre com frequência, o acesso a Gorham é impossível. Mas não a Vanguard. “As descobertas realizadas contribuíram para mudar a imagem dos neandertais. O que consideramos moderno já aparece aqui”, explica Clive Finlayson.

Uma escavação desse tipo é feita com pincéis e pequenas espátulas, manejados por uma equipe multidisciplinar. O avanço é muito lento, em diferentes níveis, e depois no laboratório se classifica minuciosamente o que se descobre: restos de carvão que indicam fogueiras, ossos de animais que podem ajudar na datação ou a determinar o tipo de alimentação (comiam de tudo, foca-monge-do-mediterrâneo, mariscos, golfinhos, atuns ou cabras), pólen e plantas que permitem recompor a paisagem (é a especialidade de Geraldine Finlayson). Os coprólitos de hienas –as fezes fossilizadas–, muito frequentes, são também uma mina de informação. Nas cavernas de Gibraltar só faltam os ossos –menos o dente achado em julho. Em outras jazidas da Península foram encontrados restos humanos: as coleções mais completas apareceram em El Sidrón (Astúrias) e na sima das Palomas (Múrcia).

Reconstruções forenses a partir de crânios neandertais, no Museu de Gibraltar.
Reconstruções forenses a partir de crânios neandertais, no Museu de Gibraltar. JUAN MILLÁS

Como se sabe que se enfeitavam com penas? Pelas marcas de cortes encontradas em ossos de pássaros, em partes onde não havia nada comestível. De fato, a equipe dissecou abutres achados mortos para comprovar se, ao puxar as penas com tecidos, os cortes eram iguais. É incrível como, por meio dos menores indícios, se pode recompor o quebra-cabeças do passado. São necessárias muitas horas de laboratório –o dente foi encontrado esmiuçando a areia com uma pinça– e análises realizadas por especialistas de diferentes campos. “Estamos em um lugar onde a areia tapa tudo muito rápido e guarda o passado quase como em uma fotografia”, explica o arqueólogo Francisco Giles Guzmán, de Cádiz, membro da equipe do Museu de Gibraltar. Os restos líticos, pedras talhadas e utilizadas como instrumentos, são achados por todas as partes, às vezes sem escavar.

“É uma zona em que sempre houve um clima benigno. Nem nos piores momentos de frio chegou a fauna da era glacial que é encontrada muito perto, por exemplo, em Granada. Aqui não vagaram os mamutes nem rinocerontes-lanudos nem renas”, afirma Clive Finlayson. “Por isso não gosto de falar de último refúgio: estiveram sempre aqui, não se trata de populações que se abrigaram aqui, mas que sobreviveram ajudadas pelo clima.” A maioria dos especialistas acredita que se trata dos últimos neandertais –também há restos tardios na Croácia–, mas polemizam sobre as datações, difíceis de calcular com o procedimento do carbono 14. O que está de fato claro é que a espécie foi avançando para o sul, até a Península Ibérica, conforme as populações se tornavam menores e iam desaparecendo de outros lugares. A localização dessas cavernas lança outra incógnita: por que não cruzaram o Estreito? Foram descobertos assentamentos humanos do outro lado, na costa de Marrocos, mas não foram achados até agora restos de neandertais na África.

O retrato que se extrai dessas últimas populações de neandertais é o de uma sociedade complexa. Mas, do mesmo modo que não passaram para a costa africana, enquanto os sapiens atravessaram 100 quilômetros de mar aberto para chegar à Austrália, nunca superaram certas limitações tecnológicas. Os neandertais caçavam com lanças de contato, escondendo-se. Não tinham inventado o arco ou as lanças atiradas de certa distância. Tinham pensamento simbólico e enfeitavam o corpo, mas não produziram a arte figurativa característica dos sapiens. Como nós, dominavam o fogo, processavam os alimentos e, sobretudo, sobreviveram em um ambiente inimaginavelmente hostil. Conheciam a fundo o entorno em que viviam, como demonstra seu manejo da casca de álamo para a dor ou seu consumo de criaturas marinhas. A nossa tecnologia é superior ou apenas diferente? A chegada dos humanos modernos à Austrália e América coincidiu com extinções em massa de megafauna, o que prova que nossos intentos ensejam enormes problemas, como fica claro com o que está acontecendo no planeta desde a revolução industrial.

Imagem feita durante recentes tarefas de pesquisa sobre os neandertais realizadas nas cavernas Vanguard e Gorham (Gibraltar).
Imagem feita durante recentes tarefas de pesquisa sobre os neandertais realizadas nas cavernas Vanguard e Gorham (Gibraltar). JUAN MILLÁS

“O que é uma espécie humana?”, se pergunta Antonio Rosas. “Acreditamos durante muito tempo que nós, os sapiens, somos superiores. Durante grande parte da história, o conceito de humanidade não incluía outras populações, basta ver o que se dizia e escrevia na época do colonialismo. Eles tinham desenvolvido todos os atributos que consideramos humanos e, no entanto, não são iguais a nós. É uma humanidade diferente, certamente com uma psicologia distinta. A inteligência é uma potencialidade, uma capacidade para aprender, que se manifesta de diferentes maneiras.” Clive Finlayson diz, por sua vez: “As diferenças em relação a nós são culturais e a cultura material não é um indicador de inteligência. Eram menos inteligentes que nós no Renascimento porque não tinham Internet? Eram menos inteligentes meus avós porque não tinham aviões?”

Sua habilidade técnica, sua capacidade para adaptar-se a diferentes ambientes, sua longuíssima presença em habitats mutáveis torna ainda mais profundo o mistério de seu desaparecimento. Os estudos genéticos traçam um panorama com muito poucos indivíduos em um espaço muito grande. Uma cifra aceita é a de 30.000 neandertais na Europa (alguns especialistas falam de 100.000). Quando uma população assim sofre uma crise, por motivos climáticos ou porque disputa recursos escassos com outra espécie cuja tecnologia é mais eficaz, sua sobrevivência se torna muito frágil. Talvez, simplesmente, não superaram uma dessas crises e os grupos dispersos, sem contato, se extinguiram pouco a pouco.

Clive Finlayson, diretor do Museu de Gibraltar e das escavações nas jazidas de Vanguard e Gorham.
Clive Finlayson, diretor do Museu de Gibraltar e das escavações nas jazidas de Vanguard e Gorham. JUAN MILLÁS

É impossível, porém, se esquivar de um dado: eles se vão quando nós chegamos. “Seu desaparecimento está ligado à chegada dos homens modernos”, diz Jean-Jacques Hublin. “Foram substituídos e em parte absorvidos pelos sapiens. O problema não é por que os neandertais desapareceram, mas por que os homens modernos conheceram essa expansão planetária. Todas as formas humanas encontradas na sua passagem foram extinguindo-se.” A descoberta de vários crânios de neandertal em meados do século XIX ocorreu mais ou menos quando Darwin estava a ponto de publicar A Origem das Espécies. Na verdade, o cientista teve em suas mãos um crânio encontrado em Gibraltar em 1848. Esses restos provavam que haviam existido outros humanos diferentes. Agora, as questões que os neandertais nos colocam são diferentes, mas igualmente significativas. Por que uma espécie desaparece? O que nos transforma em humanos? A tecnologia nos torna superiores? E, em tempos de mudanças climáticas, é especialmente importante nos perguntarmos até que ponto é possível sobreviver a uma transformação drástica no meio ambiente. Aqueles outros humanos mudaram uma vez nossa forma de ver o mundo e está acontecendo de novo. O lugar onde sobreviveram os últimos neandertais é agora uma área de análise no solo úmido da caverna de Gorham, onde um grupo internacional de arqueólogos escava pacientemente, enquanto outros cientistas examinam restos milimétricos em um laboratório. Tentam entender quem foram esses outros humanos e, portanto, quem somos nós.

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