A Mentira do homossexualismo de Alexandre, o Grande


Diferente do que se afirma Alexandre, o Grande não era homossexual. Para provar o que afirmo citarei aqui a sua biografia escrita pelo flisofo e historiador grego Plutarco que viveu no época do Império Romano:

Sua temperança nos prazeres fez-se notar desde os primeiros tempos de mocidade. Impetuoso e ardente em tudo o mais, era pouco sensível à volúpiaà qual só se entrega¬va com moderaçãoO amor à glória, ao contrário, já se revelava nele, com uma força e uma elevação de sentimentos bastantes superiores à sua idade. Não amava, porém, uma glória qualquer, nem adquirida indiferentemente em qualquer parte, como Filipe, que ambicionava, com uma vaidade de sofista, a fama de homem eloquente e que mandava gravar em suas moedas as vitórias ganhas por seus carros nos jogos olímpicos. Indagado pêlos amigos se disputaria nos jogos olímpicos o prémio da corrida, pois tinha grande agilidade, Alexandre respondeu: “Eu concorreria, se encontrasse reis como antagonistas.” (Plutarco, Alexandre – o Grande, ediouro, pág. 16-17)

Mas Alexandre, julgando com razão ser mais digno para um rei vencer-se a si mesmo do que triunfar sobre os inimigos, não tocou nas prisioneirasNem conheceu, antes do seu casamento, outra mulher a não ser Barsina. Enviuvada pela morte de Cenon, Barsina fora presa perto de Damasco. Sendo ela instruída na literatura grega, de costumes amáveis e de nascimento ilustre, pois seu pai era Artabazo, nascido da filha de um rei, Alexandre afeiçoou-se-lhe. Segundo Aristóbulo, foi Parmenion que lhe sugeriu que não ficasse indiferente a uma mulher tão formosa, e de espírito mais perfeito ainda que a própria formosura. Mas, quando viu as outras cativas, todas de um talhe e de uma beleza singulares, disse, gracejando, que as mulheres da Pérsia eram o tormento dos olhos. Às atrações de seu aspecto, ele opunha a beleza de sua própria continência e de sua própria moderação, e passava ao lado delas como perante belas estátuas inanimadas. (Plutarco, Alexandre- o Grande, ediouro, pág. 57)

Filoxeno, comandante das províncias marítimas, escreveu-lhe, um dia, que certo Teodoro de Tarento, seu vizinho, possuía dois meninos para vender, ambos de uma grande beleza; e Filoxeno perguntava ao rei se queria comprá-los. Alexandre, indignado com a proposta, exclamou várias vezes, perante seus amigos: “Que ação vergonhosa já me viu praticar, Filoxeno, para me propor semelhantes infâmias?” E dirigiu a Filoxeno, em resposta, as mais vivas censuras, ordenando-lhe que se libertasse da presença desse Teodoro e de sua mercadoria. Com igual severidade, repreendeu Hagnon, que lhe escreveu que queria comprar Crobilo de Corinto, jovem de maravilhosa beleza, para lhe presentear. (Plutarco, Alexandre- O Grande, ediouro, pag. 57-58)

Informando de que Damon e Timóteo, os dois macedônios que serviam às ordens de Parmenion, violaram as esposas de alguns soldados mercenários, escreveu a Parmenion ordenando que, se os dois soldados fos¬sem mesmo culpados de tal crime, mandasse executá-los como animais ferozes nascidos para se tornarem flagelos dos homens. E, nessa carta, dizia ele, de si próprio, o seguinte: “Quanto a mim, não poderei ser censurado de ter visitado ou pensado em visitar a mulher de Dario; pois nem mesmo permiti que se falasse da sua beleza na minha presença.” Era sobretudo em duas coisas que ele se reconhecia mortal, no sono e no amor, porque considerava a lassidão e a volúpia como dois efeitos de uma só causa: a debilidade da nossa natureza. (Plutarco, Alexandre – O Grande, ediouro, pag. 58)

Quanto ao casamento com Roxana, só o amor foi seu móvel. Conheceu-a em um festim, em casa de Cortano, e apaixonou-se por sua beleza e seus encantos. Essa ligação pareceu bastante conveniente ao estado pre¬sente dos negócios: inspirou aos bárbaros muito maior confiança em Alexandre; passaram a estimá-lo, vendo coseguir tão rigorosa continência que só se aproximou da única mulher pela qual se apaixonara em virtude de legítimo casamento.Hefestion e Cratera eram os dois melhores amigos de Alexandre: o primeiro o apoiava em tudo, adotando as novas maneiras por ele introduzidas; o outro, porém, continuava apegado aos costumes de seu país. Alexandre servia-se de Hefestion para fazer conhecer suas vontades aos irbaros, e de Cratera para tratar com os gregos e os macedônios. Em suma, tinha mais amizade ao primeiro e Smais estima ao segundo, convencido – como freqüentemente dizia estar – de que Hefestion amava Alexandre, já Cratera amava o rei. Hefestion e Cratera estavam animados um contra o outro por um ciúme secreto, que às vezes degenerava em alterações violentas. Um dia, na índia, chegaram a desembainhar as espadas, e os amigos respectivos já estavam prontos a sustentá-los; mas Alexandre acudiu, censurando publicamente Hefestion, chamando-o de imprudente e desajuizado, e dizendo que ele não compreendia que nada seria se não houvesse Alexandre. Fez também censuras amargas a Cratera, mas em particular. Em seguida, depois de os reconciliar, jurou na presença deles, por Júpiter Amon e pêlos outros deuses, que, apesar de serem ambos os homens que ele mais estimava, se chegasse a saber de alguma nova contenda entre eles, mataria a ambos, ou pelo menos mataria o que tivesse iniciado a contenda. Afirma-se que, depois dessa ameaça, eles nada mais disseram nem fizeram um contra o outro nem por brincadeira. (Plutarco, Alexandre – O Grande, ediouro, pag. 111-112)

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