Cistos no cérebro ou na coluna são mais comuns do que se pensa


O problema pode surgir antes do nascimento ou ao longo da vida

 por Da redação com assessorias  05/02/2018 08:13
       

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(foto: Pixabay)

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Apesar de muita gente entrar em pânico quando um cisto aparece no cérebro, após a realização de uma ressonância magnética ou tomografia computadorizada, num primeiro momento, não há motivo para alarde. Isto porque, o cisto do tipo aracnoide, que também pode se desenvolver na medula espinhal, é muito comum no cérebro, podendo aparecer em até 1,5% da população, especialmente nos homens.

Segundo o neurocirurgião Iuri Weinmann, do Centro Neurológico Weinmann, de Campo Grande (MS), o cisto aracnoide se desenvolve no espaço entre o cérebro e a membrana (meninge) aracnoide, uma das três que revestem o encéfalo e a medula espinhal. “O cisto aracnoide, normalmente, é uma bolsa composta de líquido cefalorraquiano. As paredes do cisto não permitem a drenagem do líquido, portanto, o volume se acumula em seu interior”, esclarece o especialista.

Esse tipo de problema pode ser considerado primário, quando é congênito, ou seja, teve origem no nascimento, e secundário, quando se desenvolve mais tarde, ao longo da vida. Na maioria dos pacientes, os cistos aracnoides são achados nos exames de imagem, por acaso, justamente porque não geram sintomas.

“Entretanto, em alguns casos, dependendo da localização e do tamanho, o cisto provocará alguns sintomas que podem levar o paciente a procurar um médico. Quando ele se desenvolve no cérebro pode causar dor de cabeça, tontura, enjoo, vômitos, letargia, convulsões, problemas na visão, na audição, na marcha, no equilíbrio, atrasos no desenvolvimento de crianças e demência em adultos”, comenta Iuri Weinmann.

Já quando o cisto se desenvolve na coluna, pode causar dores nas costas, escoliose, enfraquecimento e espasmos musculares, falta de sensibilidade nos braços ou pernas e problemas para controlar a urina ou as fezes.

Os cistos aracnoides congênitos são os mais comuns e surgem, na maioria dos casos, devido a alguma malformação durante o desenvolvimento intrauterino. Já nos casos secundários, as causas são variadas, desde traumas encefálicos ou na coluna a meningites ou tumores.

O neurologista conta que a maioria dos cistos aracnoides não requer cirurgia, apenas acompanhamento clínico para avaliar o crescimento. Mas, quando geram algum sintoma, precisam ser retirados. “Alguns cistos podem levar ao aumento da pressão intracraniana, levar a crises convulsivas frequentes, assim como podem se romper. Nestes casos, a cirurgia é indicada. Em crianças, os cistos podem afetar o desenvolvimento e, com isso, também podem ter indicação cirúrgica”, diz o médico.

Entretanto, conforme Iuri Weinmann, o tratamento cirúrgico de um cisto aracnoide vai depender da localização, do perfil do risco operatório, da disposição do paciente em passar por uma cirurgia e da chance de recorrência. “Atualmente, a retirada desses cistos é feita por meio de cirurgia endoscópica que permite a retirada do problema ou ainda a criação de uma derivação para saída do líquido acumulado. Por se tratar de uma técnica minimamente invasiva, a recuperação é mais rápida e os riscos menores quando comparados a uma cirurgia convencional”, comenta o especialista.

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