Contabilidade Gerencial – Aulas 1 a 5


Contabilidade Gerencial / Aula 1: Contextualização da Contabilidade Gerencial

Panorama da Contabilidade Gerencial

A Contabilidade é uma das ciências mais antigas do mundo e a que tem o registro científico mais antigo também, pois nas pinturas rupestres, desenhos primitivos dos homens das cavernas, está claro que a intenção daqueles registros era o controle do patrimônio, objeto de estudo da Ciência Contábil.

Contudo, ao longo do tempo, a Contabilidade foi se desenvolvendo e passando por diversas transformações em processo de evolução.

Assista a um rápido vídeo contando a história da Contabilidade ao longo dos séculos até os dias atuais.

Percebeu como o homem sempre se preocupou em controlar seu patrimônio?

Desta forma foi desenvolvendo ferramentas que possibilitasse o efetivo domínio das operações que alterasse o seu patrimônio com o objetivo de gerenciar seus recursos.

Nascimento da Contabilidade Gerencial

A Contabilidade Gerencial veio da Contabilidade de Custos, a primeira contabilidade efetivamente voltada ao controle gerencial e à tomada de decisão interna envolvendo todas as áreas de gerenciamento da empresa.

Fonte: Shutterstock

Até a Revolução Industrial, o que se tinham eram as casas de ofício e os artesãos, bem característico da produção de bens e serviços da Idade Média. Após o surgimento da indústria, com a produção em larga escala, veio a necessidade de se identificar o custo de produção e o custo unitário de um produto para definir o preço de venda, a lucratividade, a viabilidade ou não de produção dentre outros indicadores que iremos estudar ao longo desta disciplina.

Veja como era a contabilidade antes e depois da Revolução Industrial:

Antes da Revolução Industrial

Praticamente não existia contabilidade, já que as operações resumiam basicamente em comercialização de mercadorias, os estoques eram registrados e avaliados pelo seu custo real de aquisição.

Fonte: Shutterstock

Após Revolução Industrial

Necessidade de mais quantidade e mais precisão das informações, que permitissem uma tomada de decisão correta.

Diante do que já vimos, como podemos definir a contabilidade gerencial?

Conceito de Contabilidade Gerencial

Destacamos os conceitos apresentados por alguns autores:

Crepaldi (2012):

Contabilidade Gerencial é o ramo da Contabilidade cujo objetivo é fornecer instrumentos aos administradores que os auxiliem em suas funções gerenciais. É voltada para um melhor uso dos recursos de uma organização, por meio de um adequado controle dos insumos, efetuado por um sistema de informação gerencial.

Anthony (2011):

Contabilidade Gerencial é o processo de identificar, mensurar, relatar e analisar as informações sobre os eventos econômicos da organização.

Neste sentido, podemos perceber que a Contabilidade Gerencial deve proporcionar informações úteis que possibilitem os gestores a tomarem decisões tempestivamente e com um determinado nível de segurança.

Funções da Contabilidade Gerencial

São duas as funções mais relevantes:

  • PRIMEIRA

  • SEGUNDA

Por que estudar Contabilidade Gerencial?

Para atender às necessidades gerenciais de três tipos:

  • Informações sobre a rentabilidade e o desempenho de diversas atividades da entidade.

  • Auxílio no planejamento, controle e desenvolvimento das operações.

  • Dados para a tomada de decisões.

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Exercício!

1. Podemos afirmar que a Contabilidade Gerencial surgiu a partir:

a) da Contabilidade Financeira, com o avanço do desenvolvimento econômico.

b) da Contabilidade de Custos, com a necessidade da gestão em obter informações integradas da Contabilidade com as demais ciências como Administração, Economia, e Estatística.

c) da Contabilidade Comercial, com a Revolução Francesa e do surgimento da burguesia.

d) da Controladoria, com a Revolução Industrial.

e) da Administração, com a Revolução Comercial.

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2. Quais são as funções da Contabilidade Gerencial?

a) Auxílio na decisão e Ajuda na tomada de controle.

b) Preparação das Demonstrações Contábeis e Apuração dos Impostos.

c) Apuração dos impostos e Ajuda na tomada de decisões.

d) Auxílio no Controle e Ajuda na tomada de decisões.

e) Auxílio no Controle e Preparação das Demonstrações Contábeis.

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Contabilidade Financeira X Contabilidade Gerencial

Contabilidade Comercial/Financeira

Produz dado para a arrecadação dos impostos da empresa e informações gerais para sua gama de usuários obedecendo aos padrões e às normas de Contabilidade, para que assim possa haver a comparabilidade da performance financeira de cada instituição.

Contabilidade Gerencial

Produz uma informação voltada para a gestão interna da empresa, não necessariamente seguindo as normas contábeis, mas sim a necessidade específica dos gestores.

No quadro a seguir, temos um comparativo das principais diferenças entre a Contabilidade Financeira e a Contabilidade Gerencial.

Contabilidade Financeira Contabilidade Gerencial
Prioritariamente público externo Usuários Pessoas dentro da organização
Somente medidas financeiras Tipo de Informação Medidas financeiras mais informações operacionais e físicas
Avaliação de desempenho voltada ao passado Foco no Tempo O que ocorre no momento e orienta o futuro
Objetividade dos dados confiáveis e auditáveis Natureza da Informação Ênfase na relevância subjetiva e flexível dos dados
Regras definidas por princípios contábeis e autoridades governamentais Restrição Sistema de informações para atender às necessidades dos usuários
Informações agregadas e resumidas sobre a organização Escopo Informações desagregadas, relatórios sobre produtos,
clientes e em qualquer lugar
Preocupação em como os números da empresa irão afetar o comportamento externo Comportamento Preocupação em como as medidas e os relatórios irão influenciar o comportamento dos gerentes

Fonte: (CHING 2006, p. 06)

Sistema de Informações Gerenciais

Um sistema de Informações Gerenciais é uma integração dos conhecimentos úteis, sob o aspecto gerencial, para a tomada de decisões da administração da empresa, oriundos de vários ramos da Contabilidade e de outras ciências. Em outras palavras, é o sistema que permite o gerenciamento da informação contábil em favor da administração da empresa.

Fonte: Shutterstock

Como vimos, um Sistema de Contabilidade Gerencial é composto por conhecimentos de diferentes áreas. São elas:

Sistema de Contabilidade Gerencial

Contabilidade Financeira
Contabilidade de Custos
Análise de Balanços
Economia
Contabilidade Gerencial
Administração
Estatística
Ciências comportamentais
Outras ciências

Podemos sintetizar o sistema de informações gerenciais a partir das seguintes ferramentas de controle, conforme descrito no quadro a seguir:

Controle Operacional Fornece informação (feedback) sobre a eficiência e a qualidade das tarefas executadas.
Custeio do Produto e do Cliente Mensura os custos dos recursos para se reproduzir, vender e entregar um produto ou serviço aos clientes.
Controle Administrativo Fornece informações sobre o desempenho de gerentes e de unidades operacionais.
Controle Estratégico Fornece informações sobre o desempenho financeiro e competitivo de longo prazo, condições de mercado, preferências dos clientes e inovações tecnológicas.

 

Fonte: Adaptado de (CREPALDI, 2012)

Exercício!

1. Não representa uma ferramenta de controle do sistema de Informações Gerenciais:

a) Controle Operacional

b) Custeio do Produto e do Cliente

c) Controle Administrativo

d) Controle Estratégico

e) Controle Fiscal

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2. As informações geradas, pela Contabilidade Gerencial, são utilizadas:

a) Apenas pelos usuários externos

b) Apenas pelos usuários internos

c) Pelos usuários internos e externos

d) Pela auditoria Interna

e) Pela auditoria externa

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Atividade

1 – Analise a afirmativa a seguir:

“As ferramentas da Contabilidade Gerencial são aplicadas ao gerenciamento dos recursos de grandes empresas, não sendo aplicáveis às micros e pequenas empresas.”

Essa afirmativa é verdadeira? Justifique sua resposta.

Contabilidade Gerencial / Aula 2: Gestão estratégica de custos

  • Introdução

    Nesta aula, você irá reconhecer os conceitos básicos da terminologia de custos e suas aplicações, imprescindível para gestão correta e controle dos gastos da empresa.

    Irá analisar, de forma prática e objetiva, a terminologia da Contabilidade de Custos com foco na gestão correta e estratégica dos custos de uma empresa.

    Estudaremos esses aspectos conceituais da terminologia de custos como elemento estratégico no processo de gestão.

    Bons Estudos!

  • Objetivos

    Reconhecer a terminologia da contabilidade de custos, seus conceitos e suas aplicações.

    Classificar os gastos (custos e despesas) quanto a sua relação aos produtos e quanto a sua variabilidade.

    Identificar o custo como elemento estratégico no processo de gestão.

  • Créditos

    Aderbal Torres

    Revisor

    Laís Silva

    Designer Instrucional

    Luís Rodrigues

    Web Designer

    Rostan Luiz

    Desenvolvedor

Terminologia de custos

O estudo conceitual de custos e suas terminologias é de suma importância para o processo de gestão empresarial tendo em vista que muitos usuários das informações contábeis realmente não conseguem compreender perfeitamente o significado de muitos termos utilizados pela contabilidade.

Fonte: Shutterstock

Assista ao vídeo “Custos, despesas e perdas: Qual a diferença?” para entender melhor o que significa Custos.

Para o funcionamento das suas operações, as empresas precisam fazer uma série de sacrifícios financeiros.

Custos, gastos, desembolsos, despesas para a contabilidade, não são sinônimos, cada um desses elementos tem seu conceito distinto. Vejamos a seguir:

Dinheiro com setas indicando que esse dinheiro está sendo direcionado para algo.
  • GASTOS

Duas mãos, uma entregando dinheiro e outra recebendo.
  • DESEMBOLSOS

    Saídas de dinheiro do caixa ou das contas bancárias das empresas, ou seja, são pagamentos.

    Em relação ao momento da contabilização dos gastos, os desembolsos podem ocorrer antes (pagamento antecipado), no momento (pagamento a vista) ou depois da ocorrência (pagamento a prazo).

    Exemplos:

    • • Desembolso antecipado ao gasto: compra de matéria-prima a vista, em janeiro, para gasto/consumo pela fábrica em março.
    • • Desembolso no momento do gasto: aquisição de peças à vista, para manutenção de uma máquina, as quais serão usadas imediatamente pelo técnico.
    • • Desembolso depois da ocorrência do gasto: salário do pessoal de janeiro, cujo pagamento ocorrerá no 5º dia útil do mês seguinte: em fevereiro.
Ferramenta específica de produção, como exemplo a engrenagem.
  • CUSTOS

    São gastos relativos a bens ou serviços utilizados na produção de outros bens ou serviços. Os custos são gastos ligados à produção.

    Exemplos:

    • • Custo da produção de bens ou custo industrial: matéria-prima consumida; mão de obra produtiva (dos departamentos ligados à produção); materiais de embalagem; serviços de apoio à produção.
    • • Custo da prestação de serviços ou custos dos serviços prestados: mão de obra; materiais; outros custos da prestação de serviços.
Dinheiro
  • DESPESAS

    São gastos consumidos, direta ou indiretamente, na obtenção de receitas.

    • • As empresas comerciais têm despesas para gerar receitas;
    • • As empresas industriais têm despesas para gerar receitas e custos para a produção de bens/produtos acabados;
    • • As empresas prestadoras de serviços têm despesas para gerar receitas e custos para prestação dos serviços.
Cifrão com seta voltada para baixo
  • PERDA

    É o consumo involuntário ou anormal de um bem ou serviço.

    As perdas se transformam em despesas, quando decorrentes de fatores externos, e em custos quando decorrentes da atividade produtiva da empresa.

    Exemplos:

    • • Greves;
    • • Incêndio;
    • • Perda de matéria-prima.
Várias caixas amontoadas indicando um estoque de produtos e ao lado um cifrão com seta voltada para baixo.
  • DESPERDÍCIO

    Gastos evitáveis, ocorrendo no processo produtivo ou de geração de receitas, que possam ser eliminados sem prejuízo da qualidade ou quantidade de bens, serviços ou receitas geradas.

    Exemplos:

    • • Estocagem e movimentação desnecessária de materiais e produtos;
    • • Retrabalho decorrente de defeitos de fabricação;
    • • Relatórios financeiros, administrativos e contábeis sem qualquer utilidade.
Máquina e veículo de indústria
  • INVESTIMENTOS

    São aquisições feitas pela empresa, registrados no Ativo em função de sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a futuro(s) período(s). São lançados como custos, quando consumidos na produção de bens ou serviços e como despesas se consumidos fora da produção, na administração por exemplo.

    Exemplos:

    • • Aquisição de bens do ativo imobilizado: máquinas, equipamentos, veículos.
    • • Compra de matéria-prima ou materiais de consumo.

Exercício

Com base no que você aprendeu sobre a terminologia de custos, classifique os eventos em:

I – Investimento   C – Custos   D – Despesa   P – Perda

( ) Compra de matéria-prima
( ) Consumo de energia elétrica na produção
( ) Mão de obra direta
( ) Consumo de combustível para frete dos produtos vendidos
( ) Gastos com pessoal do faturamento (salário)
( ) Aquisição de máquinas
( ) Remuneração do pessoal da contabilidade geral (salário)
( ) Utilização de matéria-prima (transformação)
( ) Aquisição de embalagens
( ) Deterioração do estoque de matéria-prima por enchente
( ) Geração de sucata no processo produtivo
( ) Impostos
( ) Comissões proporcionais às vendas

A sequência correta é:

a) I; C; C; D; D; I; D; C; I; P; P; D; D

b) I; I; C; P; D; I; C; C; I; I; P; D; D

c) C; C; I; P; D; I; P; C; I; D; P; D; D

d) C; D; C; I; D; I; D; C; I; I; P; C; D

e) D; I; I; P; D; D; C; P; I; I; C; D; I

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Tipos e classificação dos gastos (custos e despesas)

Os custos e as despesas podem ser classificados de várias maneiras, de acordo com sua finalidade.

Quanto ao volume de produção são classificados em:
Fixos
Variáveis
Quanto à apropriação aos produtos são classificados em:
Diretos
Indiretos

A seguir, vamos conhecer a classificação dos custos quanto ao volume de produção e quanto à relação com os produtos.

Classificação quanto ao volume de produção

  • Custos e Despesas Fixas

    Também chamados de gastos de estrutura, são aqueles que ocorrem independentemente da produção, ou seja, que não sofrem alteração de valor em caso de aumento ou diminuição do volume produzido.

    Exemplos de Gastos Fixos:
    • Aluguel do prédio;
    • Salários dos funcionários;
    • Seguros dos veículos.

  • Custos e Despesas Variáveis

    São os gastos diretamente ligados ao volume de produção, no caso dos custos e ao volume de venda, no caso das despesas.

    Exemplos de Gastos Variáveis:
    • Matéria-prima;
    • Embalagens;
    • Comissão dos vendedores;
    • Impostos.

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Classificação quanto à relação com os produtos

  • Custos e Despesas Diretas

    São os gastos que estão física e diretamente ligados a um produto, um serviço ou qualquer outra entidade de custo de produção da empresa.

    Exemplos de Gastos Diretos:
    • Matéria-prima;
    • Mão de Obra Direta (salário dos operários e demais funcionários ligados diretamente à produção);
    • Material de embalagem.

  • Custos e Despesas Indiretas

    São os gastos que não podem ser alocados de forma objetiva aos produtos, aos serviços, aos departamentos ou a outros objetos de custo. Sua alocação é feita com base em critérios de distribuição (rateio, alocação, apropriação etc).

    Exemplos de Gastos Indiretos:
    • Aluguel do prédio;
    • Salários dos funcionários não ligados à produção;
    • Energia elétrica.

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Exercício

Com base no que você aprendeu sobre a classificação de custos, analise a tabela a seguir e, alocando o valor do custo de acordo com sua classificação (volume de produção e relação aos produtos), informe o total dos Custos Fixos, Variáveis, Diretos e Indiretos:

Custo Valor Custo Direto Custo Indireto Custo Fixo Custo Variável
Material de Embalagem 50,00
Energia da Fábrica 230,00
Salário do Operário 120,00
Seguro da Fábrica 260,00
Salário do Vigia da Fábrica 180,00
Matéria-prima 370,00
Total 1.210,00

Para preencher a tabela baixe-a clicando aqui. Em seguida, compare sua resposta com o gabarito apresentado.

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Custo Total X Custo Unitário

Qual a diferença entre Custo Total e Custo Unitário?

Custo Total
Para fabricar um conjunto de unidades do produto.
Custo Total = Custo Fixo + Custo Variável
ou
Custo Total = Custo Direto + Custo Indireto
Custo Unitário
Para fabricar uma unidade do produto.
Custo Unitário = Custo Total / Quantidade Produzida

Exercício

Com base no que você aprendeu sobre custo total e custo unitário, realize o exercício a seguir.

A empresa Alfa produziu 2.000 unidades do produto X e teve um custo total de R$1.000,00. A empresa Beta produziu 5.000 unidades do produto X e teve um custo total de R$3.000,00. Qual empresa foi mais eficiente?

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Atividade

1 – Assinale qual das alternativas seguintes apresenta um custo:

a) Salários administrativos

b) Encargos sobre salários da produção

c) Aluguel de stand de vendas

d) Conta de energia elétrica do escritório administrativo

e) Conta de água da loja

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2 – São considerados custos diretos em relação aos produtos:

a) Embalagens, Encargos Sociais dos Operadores das Máquinas e Matéria-prima

b) Embalagens, Energia da Fábrica e Matéria-prima

c) Manutenção das Máquinas, Comissão dos Vendedores e Propaganda

d) Matéria-prima, Aluguel da Loja e Salário da Supervisão da Produção

e) Matéria-prima, Mão de Obra Direta e Custos Indiretos de Fabricação (CIF)

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3 – Em um produto, temos Custos Indiretos de Fabricação = R$2.000,00; Matéria-prima = R$5,00/unidade; Mão de Obra = R$10,00/unidade. Qual o custo unitário de cada item produzido, considerando uma produção de 100 unidades deste item:

a) R$ 20,00

b) R$ 25,00

c) R$ 30,00

d) R$ 35,00

e) R$ 40,00

 

Contabilidade Gerencial / Aula 3: Sistema de custeio absorção

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4 – Considere os seguintes gastos ocorridos, em uma fábrica de móveis de madeira.

         Compra de um computador 3.000,00
         Compra a prazo de 1.000 m³ de madeira 100.000,00
         Apropriação de materiais diretos aplicadas na produção 5.000,00
         Conta de luz do setor de vendas 800,00
         Aluguel da fábrica 10.000,00
         Conta de água referente ao consumo da administração 400,00
         Apropriação dos salários dos operários da fabrica 11.000,00
         Compra a prazo, de 500 caixas de papelão 7.000,00
         Gastos com fretes e carretos dos produtos vendidos 2.000,00
         Juros de sobre atraso no pagamento de duplicatas 300,00
         Apropriação dos salários do supervisor da fábrica 2.500,00

O item correto é:

a) Investimento      R$ 100.000,00

b) Custo Fixo      R$ 16.000,00

c) Custo Direto      R$ 66.000,00

d) Custos Totais      R$ 28.000,00

e) Despesas Totais      R$ 6.000,00

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  • Introdução

    Nesta aula, você irá reconhecer o Custeio Absorção, também conhecido como Custeio Integral ou Pleno. Irá compreender sua sistemática e importância para definição e formação do preço de venda.

    Irá calcular o custo unitário de um produto, a partir da identificação e apuração dos custos totais (custos diretos + custos indiretos).

    Você irá ainda montar o relatório de evidenciação dos resultados (lucros ou prejuízos) a partir desta sistemática de apuração custos.

    Bons estudos!

    Contabilidade Gerencial / Aula 3: Sistema de custeio absorção

  • Objetivos

    Reconhecer o que é um sistema de custeio.

    Analisar a sistemática do sistema de custeio absorção para gestão estratégica de custos.

    Compreender o rateio dos custos indiretos.

  • Créditos

    Aderbal Torres

    Revisor

    Laís Silva

    Designer Instrucional

    Luís Rodrigues

    Web Designer

    Rostan Luiz

    Desenvolvedor

Método de custeio

Antes de apresentar o conceito de método de custeio, vamos entender o significado de custeio:

Custeio: significa apropriação de custos.

Com base no significado de custeio, podemos definir método de custeio como:

As maneiras pelas quais as empresas podem apropriar os custos dos seus produtos, atribuindo a estes “preço” e, consequentemente, apurar os resultados (lucros e prejuízos) com base nos custos calculados.

Os métodos utilizados para Custeio da Produção de Bens e Serviços são:

Custeio por Absorção ou Integral ou Pleno
Custeio Variável ou Direto

Sistema de custeio absorção

De acordo com Martins (2010):

Custeio por absorção é o método da aplicação dos Princípios de Contabilidade, que consiste na apropriação de todos os custos (sejam eles diretos e indiretos, fixos ou variáveis) decorrente do uso de recursos da produção, e só os de produção.

O Custeio por Absorção consiste na apropriação de todos os custos (sejam eles fixos ou variáveis, diretos ou indiretos) à produção do período. As despesas, gastos que não são efetuados para a produção, são excluídos como gastos da empresa e vão diretamente para o resultado do exercício, não afetando o custo do produto.

O Sistema de Custeio por Absorção foi derivado do sistema desenvolvido na Alemanha no início do século XX conhecido por RKW (Reichskuratorium für Wirtschaftlichtkeit).

As principais características do Custeio por Absorção são:

Todos os custos de fabricação são considerados custos dos produtos: fixos, variáveis, diretos e/ou indiretos;

O resultado (lucro ou prejuízo) varia em função da produção;

Necessidade de utilizar de critério de rateios, no caso de apropriação dos custos indiretos (gastos gerais de produção) quando houver dois ou mais produtos ou serviços;

É possível estabelecer o Custo Total e Custo Unitário dos produtos;

É o critério legal exigido no Brasil, entretanto nem sempre é útil como ferramenta de gestão e análise de custos, por possibilitar distorções ao distribuir custos indiretos entre diversos produtos e serviços de maneira subjetiva, possibilitando mascarar desperdícios e outras ineficiências produtivas.

A principal distinção do sistema de Custeio por Absorção é entre custosdespesas. Veja a seguir:

  • CUSTOS

  • DESPESAS

Exercício!

1 – No custeio por absorção, o valor final dos custos dos produtos é formado pelo somatório dos:

a) custos e despesas fixos

b) custos e despesas variáveis

c) custos variáveis

d) custos diretos

e) custos diretos e indiretos

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2 – (CESGRANRIO, 2012) É consenso entre os autores que a principal desvantagem do método de custeio por absorção e que afeta a formação do custo do produto é o fato de que:

a) custos fixos são apropriados aos produtos, arbitrariamente, por meio de uma taxa de rateios.

b) custos são separados das despesas.

c) custos fixos não são rateados.

d) gastos fixos e variáveis são separados, independentes de serem custo ou despesa.

e) despesas fixas são consideradas do período e não do produto.

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Apropriação dos Custos Diretos

Vamos conhecer dois dos principais componentes que compõem os custos diretos.

Matéria-Prima

É um dos principais componentes do custo de produção que, em boa parte das empresas industriais, é o gasto representado pelo consumo de matérias-primas, materiais de embalagens e materiais diversos e auxiliares.

Fonte: Shutterstock

Em consequência, torna-se de fundamental importância a correta valorização do custo de aquisição de tais materiais, ou seja, a correta determinação do custo de compra com os diversos fornecedores.

O custo de aquisição deve incluir todos os gastos necessários para que a mercadoria ou material chegue ao estabelecimento da empresa compradora.

Veja um exemplo:

Determinada indústria localizada em Fortaleza (CE) adquiriu, em maio/2017, 5.000 quilos da matéria-prima do fornecedor “Alfa” localizado no Polo Petroquímico de Camaçari (BA).

O preço de venda desse fornecedor é de R$30,00 por quilo. O comprador pagou R$4.000,00 de frete para o transportador de Camaçari até Fortaleza, e mais R$2.000,00 de seguro contra riscos diversos.

  • QUANTO FOI O CUSTO DE AQUISIÇÃO TOTAL E UNITÁRIO DESSA MATÉRIA PRIMA?

Mão de Obra Direta

O conceito de “custo de mão de obra” compreende todos os gastos relacionados ao “ciclo de vida da mão de obra”.

Fonte: Shutterstock

Para apropriação do Custo de Mão de Obra Direta são necessárias duas informações essenciais:

Custo de cada hora de mão de obra, incluindo os salários e encargos, em valor.
Consumo de horas, ou equivalentes, em cada produto.

Exercício

Vamos aplicar esse conceito:

Apurou-se pelos engenheiros de produção que, para cada unidade do produto acabado “Delta”, gastam-se 2,4 horas da mão de obra dos operários de nível A (definição esta passado pelo departamento de pessoal), 3,7 horas dos operários de nível B, 8,6 horas dos operários de nível C, e assim por diante.

Com base nesses dois tipos de informações, gastos de horas e custo de cada hora, faça a atribuição do custo da mão de obra aos diversos produtos.

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Apropriação dos Custos Indiretos

Custos Indiretos de Fabricação (CIF) são os gastos ocorridos na produção de forma geral, não são identificáveis aos produtos de forma objetiva, necessitando de algum critério de alocação para os produtos.

Os custos indiretos de fabricação podem ser:

  • MATERIAIS INDIRETOS

    São materiais empregados nas atividades auxiliares de produção, ou cujo relacionamento com o produto é irrelevante. Exemplos: lixas, materiais de limpeza do produto etc.

  • MÃO DE OBRA INDIRETA

    Representada pelo trabalho auxiliar à produção e que não são mensuráveis em nenhum produto ou serviço executado. Exemplos: salários e encargos dos supervisores, ajudantes etc.

  • OUTROS CUSTOS INDIRETOS

    São os custos que dizem respeito à existência do setor de produção ou de prestação de serviços. Exemplos: materiais de limpeza da fábrica, vassouras, telefone, segurança no trabalho etc.

A distribuição dos custos indiretos com base em algum critério pode ser feita por meio do Rateio dos Custos Indiretos. Veja alguns exemplos:

Número de funcionários
• Relação com utilização de pessoas;
• Para rateio de pessoal do RH, administração geral etc.
Número de requisições
• Relação com utilização de serviços;
• Para rateio dos custos de almoxarifado.
Área ocupada
• Relação com o espaço físico. Exemplo: aluguel, depreciação, seguros, IPTU etc.
Consumo instalado
• Relação com o consumo de energia;
• Consumo de cada equipamento (kwh).

Veja um exemplo:

A empresa Alfa produz três modelos de tipos de um determinado produto (A, B e C). A conta de energia do mês foi R$2.000,00 e esse custo será atribuído aos produtos fabricados no seguinte critério de rateio: “tempo de utilização da energia nas máquinas que processam os produtos.”

Produto Quantidade Produzida Tempo Unitário de Produção Tempo Total por Produto (Quant. Produz. * Tempo Unit. de Prod.) Taxa de Rateio (2.000,00/3.450) Custo por Produto
A 50 2 100 2,50 250,00
B 100 3 300 2,50 750,00
C 200 4 800 2,50 2.000,00
Total 350 x 1.200 3.000,00

Atividade

1 – A Cia. Beta produziu 10.000 unidades do produto Z no ano calendário em que iniciou suas atividades. Durante o período, foram vendidas 8.000 unidades ao preço de R$50,00 cada uma. Os custos e as despesas da companhia, no referido exercício, foram:

  • Matéria-prima: R$6,00
  • Materiais indiretos: R$10,00
  • CIF variáveis: R$8,00
  • Despesas variáveis: 20% do preço de venda
  • Mão de obra da fábrica: R$80.000,00
  • Outros gastos de fabricação: R$100.000,00
  • Salário do pessoal da administração: R$60.000,00
  • Demais despesas da administração: R$40.000,00

Calcule o resultado da empresa (lucro ou prejuízo) utilizando o método de custeio por absorção:

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2 – A Cia. Filadélfia produziu 20.000 unidades de determinada peça no exercício de início de suas atividades. Durante o período, foram vendidas 16.000 unidades ao preço de R$30,00 cada uma.

Os custos e as despesas da companhia, no referido exercício, foram:

  • Matéria-Prima: R$8,00
  • Mão de Obra Direta: R$5,00
  • CIF Variáveis: R$4,00
  • Despesas Variáveis: 10% do Preço de Venda
  • Custos Fixos: R$108.000,00
  • Despesas Fixas: R$50.000,00

O lucro líquido do exercício, apurado pelo sistema de custeio por absorção, é, em:

a) R$ 89.600,00

b) R$ 61.600,00

c) R$ 52.400,00

d) R$ 33.400,00

e) R$ 23.600,00

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3 – A valoração do custo dos produtos vendidos, pelo Custeio por Absorção, contempla:

a) Apenas os custos diretos de produção.

b) Apenas os custos fixos de produção.

c) Custos de produção e de administração.

d) Todos os custos de produção, e só eles.

e) Apenas os custos com a transformação.

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4 – (SEFAZ-RJ, 2014) A empresa Industrial produz um único produto e para produzir integralmente 1.000 unidades, deste produto, incorreu nos seguintes gastos durante o mês de junho de 2013:

Custos fixos: R$21.000,00/mês
Custos variáveis:

  • Matéria-prima: R$9,00/unidade
  • Mão de obra direta: R$4,00/unidade

Despesas fixas: R$5.000,00/mês
Despesas variáveis: R$2,00/unidade
Comissões sobre venda: 10% do preço de venda
Informações adicionais:

  • Preço de venda: R$100,00/unidade
  • Impostos sobre a venda: 10% da receita de vendas
  • Quantidade vendida: 700 unidades

Sabendo que a empresa Industrial utiliza o Custeio por Absorção, o custo unitário da produção do período foi:

a) R$51,00

b) R$13,00

c) R$15,00

d) R$34,00

e) R$41,00

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Contabilidade Gerencial / Aula 4: Sistema de custeio variável

Método de custeio variável

De acordo com Crepaldi (2012, p. 118):

Custeio Variável (também conhecido como Custeio Direto) é um tipo de custeamento que considera como custo de produção do período apenas os custos variáveis incorridos. Os custos fixos não são considerados como custo de produção, pois eles existem mesmo que não haja produção. Portanto, os custos fixos serão considerados como despesas, sendo encerrados diretamente no resultado do período.

Diferente do que aprendemos, na aula passada, quando estudamos o Custeio Absorção, nesta sistemática de custeio iremos considerar como custo do produto todos os gastos que variam de acordo com o volume de produção e volume vendido, dessa forma, iremos alocar aos produtos todos os custos e as despesas ligados diretamente à produção e às vendas e que se alteram em função da quantidade produzida (custos variáveis) e quantidade vendida (despesas variáveis).

Desta forma, iremos considerar e apropriar aos produtos, somente os componentes de custos variáveis, ou seja, matérias-primas, mão de obra direta, embalagens, frete de distribuição dos produtos, impostos e comissões de vendas, proporcionalmente à quantidade produzida e/ou vendida.

Fonte: Shutterstock

Neste sistema de custeio, não iremos precisar fazer o rateio dos gastos fixos de fabricação e/ou administração no custo do produto. Iremos considerá-los como despesa, o que o torna mais fácil de elaboração, comparado com o Custeio Absorção.

Assim, para fazermos a apuração do resultado da empresa (lucro ou prejuízo) vamos seguir a seguinte separação dos gastos:

  • CUSTOS E DESPESAS VARIÁVEIS (GASTOS DO PRODUTO)

  • CUSTOS E DESPESAS FIXAS (GASTOS DA EMPRESA)

Como calcular o custo do produto no custeio variável?

1º Passo

Separamos os gastos entre fixos e variáveis;

Seta indicando para o 2º Passo

2º Passo

Alocamos os gastos variáveis como custo do produto e os gastos fixos como despesas da empresa;

Seta indicando para o 3º Passo

3º Passo

Montamos a demonstração de resultado, na estrutura gerencial, também chamada de variável ou direta.

Para realizar a Demonstração de Resultado do Exercício do Custeio Variável ou Direto, deve-se seguir a estrutura:

Receita
(-) Custos e Despesas Variáveis
= Margem de Contribuição
(-) Custos e Despesas Fixas
= Lucro Líquido

Custo variável

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Custos variáveis)
  • Custo variável é a soma dos fatores variáveis de produção. Custos que mudam de acordo com a produção ou a quantidade de trabalho, exemplos incluem o custo de materiais, suprimentos e salários da equipe de trabalho.

São exemplos de custos variáveis: Matéria prima, insumos diretos , embalagens, impostos diretos de venda ( ICMS / SIMPLES / ISS / PIS / CONFINS / IPI / IRPJ / CONTRIBUIÇÃO SOCIAL ), fornecedores , mão de obra industrial, mão de obra terceirizada.

Vejamos um exemplo prático!

Vamos analisar agora o cálculo do lucro da empresa Alfa, considerando o Custeio Absorção e Custeio Variável. Ao final, faremos um comparativo entre os dois.

Quantidade Produzida: 1.000 unidades
Quantidade Vendida: 800 unidades
Custos Fixos: R$ 12.000,00
Custos Variáveis: R$ 20,00 por unidade produzida
Despesas Fixas: R$ 6.000,00
Despesas Variáveis: R$ 5,00 por unidade vendida
Preço de Venda: R$ 60,00 por unidade
  • CALCULO CUSTEIO ABSORÇÃO

    Receita = Quant. Vendida * Preço de Venda
    Receita = 800 * 60,00 = 48.000,00

    Custo Total = Custo Fixo + Custo Variável
    CT = 12.000,00 + (1.000*20,00) = 12.000,00 + 20.000,00 = 32.000,00

    Custo Unitário = Custo Total / Quantidade Produzida
    Cunit = 32.000,00/1.000 = 32,00

    Custo dos Produtos Vendidos = Quant. Vendida * Custo Unitário
    CPV = 800 * 32,00 = 25.600,00

    Despesas = Despesas Fixas + Despesas Variáveis
    Despesas = 6.000,00 + (800 * 5,0) = 6.000,00 + 4.000,00 = 10.000,00

    Demonstração do Resultado – Custeio Absorção

    Receita                     48.000,00
    (-) CPV                     (25.600,00)
    = Lucro Bruto           22.400,00
    (-) Despesas           (10.000,00)
    = Lucro Líquido        12.400,00

  • CALCULO CUSTEIO VARIÁVEL

    Receita = Quant. Vendida * Preço de Venda
    Receita = 800 * 60,00 = 48.000,00

    Gasto Variável = Custo Variável + DespesaVariável
    GV = (20,00 + 5,00) * 800 = 25,00 * 800 = 20.000,00

    Gasto Fixo = Custo Fixo + Despesa Fixa
    Gasto Fixo = 12.000,00 + 6.000,00 = 18.000,00

    Demonstração do Resultado – Custeio Variável

    Receita                                           48.000,00
    (-) Gastos Variáveis                     (20.000,00)
    = Margem de Contribuição         28.000,00
    (-) Gastos Fixos                           (18.000,00)
    = Lucro Líquido                            10.000,00

Exercício

1 – A valoração do custo dos produtos vendidos, pelo Custeio por Variável, contempla:

a) Apenas os Custos Fixos.

b) Os Custos Fixos e as Despesas Fixas.

c) Custos e Despesas de produção e de administração, tanto fixos quanto variáveis.

d) Os Custos e as Despesas Variáveis.

e) Os Custos Fixos e Os Custos Variáveis.

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2 – Em relação ao custo, é correto afirmar que:

a) os custos fixos totais mantêm-se estáveis, independentemente do volume da atividade fabril;

b) os custos variáveis da produção crescem proporcionalmente à quantidade produzida, em razão inversa;

c) os custos fixos unitários decrescem à medida que a quantidade produzida diminui;

d) os custos variáveis unitários crescem ou decrescem, de conformidade com a quantidade produzida;

e) o custo industrial unitário, pela diluição dos custos fixos, tende a afastar-se do custo variável unitário, à medida que o volume da produção aumenta.

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Método de custeio Absorção X Variável

Os métodos de custeio Absorção e Variável são os mais praticados, no meio empresarial, contudo, para efeito de tributação para o fisco brasileiro, o modelo variável não é aceito, mas para uso como ferramenta gerencial é o mais usado.

Podemos verificar as principais diferenças entre eles no quadro abaixo:

Custeio Absorção Custeio Variável
Todos os custos de fabricação (fixos, variáveis, diretos e indiretos) são considerados como custos dos produtos. Os gastos (custos e despesas) variáveis são considerados custos dos produtos. Os gastos (custos e despesas) fixos são considerados despesas da empresa.
Resultado (lucro ou prejuízo) varia em função da produção. Resultado (lucro ou prejuízo) varia em função das vendas.
É necessário utilizar métodos de rateio, muitas vezes arbitrários, para atribuir os custos fixos aos produtos. Não necessita de rateio. Os custos fixos são considerados como despesas da empresa e não como custos dos produtos.
É possível calcular o custo unitário dos produtos. Calcula apenas um custo parcial unitário dos produtos.
Não identifica a margem de contribuição. Identifica a margem de contribuição, tanto unitária quanto global.
Importante para decisões de longo prazo. Importante para decisões de curto prazo.

Quais as vantagens e desvantagens do custeio absorção?

Imagem de mão com polegar apontado para cima indicando sinal de positivo.
Vantagens
A permissão legal do Custeio por Absorção pela legislação comercial e pela legislação fiscal, inclusive para apresentação de demonstrações contábeis para o pagamento do imposto de renda, representa por si só uma vantagem.

No Custeio por Absorção, todos os custos são apropriados aos produtos e serviços; os custos variáveis de forma direta, e os fixos são absorvidos por cada produto por meio de rateios.

Imagem de mão com polegar apontado para baixo indicando sinal de negativo.
Desvantagens
A crítica que se faz ao Custeio por Absorção é que os custos fixos, independentemente de produção e venda, existem e terão de ser suportados pela empresa, razão pela qual os custos fixos devem ser encarados como gastos necessários para que a empresa tenha condições de produzir, e não como gastos de um produto específico.

A adoção do Custeio por Absorção também não permite uma comparação em bases unitárias quando há alteração no volume de produção.

Quais as vantagens e desvantagens do custeio variável?

Imagem de mão com polegar apontado para cima indicando sinal de positivo.
Vantagens
Podemos citar como vantagem no Custeio Variável que os custos dos produtos podem ser comparados em bases unitárias, independentemente do volume de produção.

Também por este método os custos fixos, por se apresentarem separados nos relatórios e nas demonstrações, podem ser mais bem controlados, facilitando o tempo e o trabalho com a apresentação de informações e fornecimento de instrumentos de decisão dentro da empresa.

Imagem de mão com polegar apontado para baixo indicando sinal de negativo.
Desvantagens
Contrariam a utilização do Custeio Variável as argumentações de que, na prática, a separação de custos fixos e variáveis não é tão clara como parece.

Há também críticas em relação ao fato de que, no Custeio Variável, os custos fixos não são apropriados aos produtos, o que é totalmente contestável da nossa parte, os custos fixos não são provocados pela produção em si e não estão associados diretamente aos produtos e serviços, mas apenas necessários para dar à empresa condições de produzir.

Atividade

1 – A indústria Brasileira de Malas tem capacidade prática de produção — planta, instalações, mão de obra etc. —, para fabricar até 5.000 unidades por mês. Em março, foram produzidas 4.000 unidades e vendidas 2.000. Seu único produto é vendido por R$50,00 e sobre esse preço a empresa remunera os vendedores com comissões de 10%.

O custo de material direto (matéria-prima e embalagem) é de R$15,00 por unidade; e os custos e as despesas fixos mensais são os seguintes (em R$):

Mão de obra Direta                            20.000,00
Mão de obra Indireta                         15.000,00
Custos Indiretos de Fabricação       5.000,00
Despesas administrativas                15.000,00

Com base nessas informações, elabore a DRE do mês de março pelo custeio variável.

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2 – A Cia. Filadéfia produziu 20.000  unidades de determinada peça no exercício de início de suas atividades. Durante o período, foram vendidas 16.000 unidades ao preço de R$30,00 cada uma. Os custos e as despesas da companhia, no referido exercício, foram:

Matéria Prima: R$ 8,00
Mão de Obra Direta: R$ 5,00
CIF Variáveis: R$ 4,00
Despesas Variáveis: 10% do Preço de Venda
Custos Fixos: R$ 108.000,00
Despesas Fixas: R$ 50.000,00

O lucro líquido do exercício, apurado pelo sistema de custeio por variável, é, em R$:

a) 2.000,00

b) 23.600,00

c) 52.400,00

d) 160.000,00

e) 480.000,00

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3 – Quanto à apropriação dos custos do produto pelos Custeios Absorção e Variável, marque a opção verdadeira:

a) O custo unitário do produto pelo custeio variável inclui todos os custos de fabricação (fixos, variáveis, diretos e indiretos).

b) Pelo Custeio Absorção, é possível apenas calcular um custo parcial unitário dos produtos.

c) No Custeio Variável, o resultado (lucro ou prejuízo) varia em função da produção.

d) O Custeio Absorção é mais usado para decisões de longo prazo, enquanto o Custeio Variável para decisões de curto prazo.

e) No Custeio Variável, é necessário utilizar métodos de rateio, muitas vezes arbitrários, para atribuir os custos fixos aos produtos.

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4 – Uma empresa recebeu uma proposta para exportar seu produto, mas o gerente de vendas está analisando a proposta para saber se vai ou não aceitá-la. Para tomar esta decisão, o gerente possui as seguintes informações relativas ao mercado interno:

  • Custos e despesas variáveis totais = R$ 19.200,00;
  • Preço de Venda Unitário (Mercado Interno) = R$ 35,00;
  • Custos e Despesas Fixos Totais = R$ 6.500,00;
  • Quantidade Produzida e Vendida = 1.200 unidades;
  • Capacidade máxima instalada = 1.500 unidades.

Proposta: Vender mais 200 unidades de seu produto a um valor de R$25,00 cada.

Supondo que a empresa aceite esta encomenda qual será o novo Resultado Líquido, incluindo o mercado interno?

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Contabilidade Gerencial / Aula 5: Margem de contribuição unitária

  • Introdução

    Estudaremos, nesta aula, o primeiro indicador da Contabilidade Gerencial, a Margem de Contribuição Unitária, que identifica a margem de lucro financeira de um produto.

    Analisaremos sua importância como ferramenta gerencial para tomada de decisão na escolha de produzir e vender os produtos mais viáveis, vantajosos e lucrativos.

    O conteúdo estudado, nesta aula, é muito importante para a disciplina de Contabilidade Gerencial, pois a Margem de Contribuição dará suporte ao cálculo dos demais indicadores que iremos estudar nas próximas aulas ao longo da disciplina.

    Bons estudos!

  • Objetivos

    Reconhecer os conceitos da Margem de Contribuição e o Índice da Margem de Contribuição.

    Calcular a Margem de Contribuição e o Índice da Margem de Contribuição.

    Estabelecer a decisão gerencial mais vantajosa, a partir da análise da Margem de Contribuição e o Índice da Margem de Contribuição.

  • Créditos

    Aderbal Torres

    Revisor

    Laís Silva

    Designer Instrucional

    Luís Rodrigues

    Web Designer

    Rostan Luiz

    Desenvolvedor

Margem de Contribuição

Pilha de dinheiro.

É quantia em dinheiro que sobra do preço de venda de um produto, serviço ou mercadoria após retirar o valor do gasto variável (custos e despesas variáveis).

Essa quantia que sobra irá garantir os pagamentos dos gastos da empresa (custos e despesas fixas) e proporcionar o lucro.

A Margem de Contribuição é um dos indicadores econômico-financeiros mais importantes que a empresa pode ter e precisa ser analisado regularmente.

A grande vantagem da Margem de Contribuição, é que além de muito útil gerencialmente é um indicador muito objetivo e bem simples de ser calculado.

Conforme Crepaldi (2012, p. 375) a Margem de Contribuição é:

O melhor meio para analisar o desempenho de um segmento de distribuição, é a análise tanto de sua margem de contribuição direta como de sua margem de contribuição indireta.

Ela representa uma margem de cada produto vendido que contribuirá para a empresa cobrir todos seus custos e suas despesas fixas, chamados de custo de estrutura/suporte. Representada da seguinte forma:

MC = PV – (CV + DV)

Vamos esquematizar a fórmula da Margem de Contribuição:

+ Valor Total das Vendas
Custos Variáveis Totais
Despesas Variáveis Totais
= Margem de Contribuição Total

OU

+ Preço de Vendas Unitário
Custos Variáveis Unitários
Despesas Variáveis Unitários
= Margem de Contribuição Unitária

Vejamos o que são cada um dos elementos que foram citados nos cálculos da Margem de Contribuição:

  • VALOR TOTAL DAS VENDAS OU VENDAS BRUTAS TOTAIS

    É o Faturamento Total, consideradas as vendas à vista e as vendas a prazo, e refere-se ao volume financeiro dos negócios realizados pela empresa, ou seja, é a quantidade vendida de produtos multiplicada pelos seus respectivos Preços de Venda.

  • CUSTOS VARIÁVEIS

    Nas pequenas empresas, podemos afirmar que os custos variáveis referem-se aos valores pagos especificamente para adquirir o que a empresa se propõe a vender aos seus clientes. Desta forma, para cada segmento de empresa temos:

    • Comércio: o valor de aquisição das mercadorias, observando, quando necessário, o acréscimo do valor de frete e do IPI e outros valores pagos na aquisição das mercadorias. Também quando for o caso, descontado o valor de Crédito do ICMS;

    • Indústria: o valor gasto na elaboração dos produtos, como matéria-prima, insumos, embalagens e etiquetas. Note que para facilitar, não são considerados os valores de salários fixos, nem mesmo do pessoal da produção, porque são valores pagos mensalmente. Desta maneira, estes salários não devem integrar o valor total dos custos variáveis para o cálculo da Margem de Contribuição;

    • Serviços: os valores gastos especificamente para realizar os serviços referem-se aos materiais/peças aplicados na execução do serviço. Por exemplo: em uma assistência técnica em eletrodomésticos, na realização de um serviço, as peças de reposição são consideradas como Custo Variável, pois só serão utilizadas se a venda de serviços acontecer, caso contrário, não. Já os salários dos funcionários são pagos integralmente independente de terem sido vendidos serviços ou não, e devem ser considerados como despesas fixas, não integrando os valores de custos variáveis, para o cálculo da Margem de Contribuição.

  • DESPESAS VARIÁVEIS

    São aos valores pagos especificamente pelas vendas realizadas e são praticamente as mesmas para os segmentos de Indústria, Comércio e Serviços. Normalmente, referem-se a:

    • Impostos sobre as Vendas: valor ou percentual dos impostos respectivos das notas fiscais emitidas, portanto, só acontecem quando forem realizadas vendas. Considerar os impostos federais, estaduais e municipais conforme a natureza da empresa;

    • Comissão de Vendas: valores pagos aos funcionários ou representantes pelas vendas realizadas. Normalmente, é estabelecido um percentual a ser pago pelas vendas que cada um realiza. Portanto, se não ocorrerem vendas, não ocorrem as comissões. Por isso, a comissão é considerada como despesa variável e não fixa.

Em qualquer que seja o segmento: Comércio, Indústria ou Serviços, é perfeitamente possível e fácil se apurar o valor e o percentual respectivo da Margem de Contribuição.

A partir da Margem de Contribuição, podemos calcular um indicador adicional, Índice de Margem de Contribuição (IMC) que representa a relação entre a Margem de Contribuição e o preço de venda do produto:

IMC = ( MC / PV)*100

Agora que já sabemos do que se trata a margem e de como podemos achá-la, vamos entender por que ela recebeu este nome: “Margem de Contribuição”. Vejamos:

Margem
É a diferença entre o Valor da Venda (preço de venda) e os Valores dos Custos e das Despesas específicas destas vendas, ou seja, valores também conhecidos por Custos Variáveis e Despesas Variáveis da venda.
Contribuição
Representa em quanto o valor das vendas contribui para o pagamento das Despesas Fixas e também para gerar Lucro.

A Margem de Contribuição é também conhecida como Ganho Bruto, e representa o quanto o lucro da venda de cada produto contribuirá para a empresa cobrir todos os seus custos e suas despesas fixas, chamados de custo de estrutura, e ainda gerar lucro. Com base nisto, você pode calcular a quantidade mínima de produtos que precisará vender.

Conhecer a Margem de Contribuição que as vendas proporcionam é de fundamental importância para o planejamento de qualquer empresa e é essencial para poder tomar decisões.

Vamos analisar a aplicabilidade da Margem de Contribuição em casos práticos:

Caso 1


Determinada indústria adota como Método de Custeamento o Custeio Variável. No mês de fevereiro, produziu e vendeu 5.000 unidades de um produto, de acordo as seguintes informações:

  • Preço de venda unitário: R$20,00
  • Alíquota de tributos incidentes sobre as vendas: 10%
  • Custo variável unitário: R$11,00
  • Percentual de comissão sobre vendas: 5%

Considerando-se apenas as informações apresentadas, vamos calcular a Margem de Contribuição Unitária e o Índice da Margem de Contribuição desse produto.

  • SOLUÇÃO

Caso 2


Vejamos agora um caso onde a empresa precisa fazer uma escolha entre duas opções de venda. Vamos utilizar a Margem de Contribuição e o índice da Margem de Contribuição para decidir o que for mais vantajoso para a empresa.

Suponha que uma empresa tenha capacidade de produção de 1.000 camisas por mês. Ela recebeu dois pedidos: o primeiro de 900 camisas básicas e o segundo de 1.000 camisas gola polo.

Para atender a tais pedidos a empresa incorre com os seguintes gastos:

Custos e Despesas Fixas = R$ 2.000,00 / mês

Camisa Básica Camisa Polo
Preço de Venda R$ 10,00 R$ 15,00
Custos e Despesas Variáveis R$ 7,00 R$ 12,50

Vejamos, mesmo que a empresa não venda nada e, independente de qual pedido que a empresa venha atender, os custos e as despesas fixas, seus gastos de estrutura irão ocorrer.

Desta forma, vamos calcular a margem de contribuição unitária de cada camisa e verificar qual camisa tem mais capacidade de geração de lucro.

Fórmulas: Em valor R$: MC = Preço de venda – (Cv + Dv)

Em percentual (%): MC % = [MC (R$) / Preço Venda (R$)] * 100

  • SOLUÇÃO

Agora é com você!

Atividades

1 – Supondo que uma empresa recebe uma proposta de um pedido com redução do preço de venda, contudo a empresa venderia uma quantidade maior. Observe, a partir da análise da Margem de Contribuição, se isso é vantajoso.

Caso: Uma fábrica de camisetas produz e vende, mensalmente, 3.000 peças ao preço de venda de R$10,00 cada. As despesas variáveis representam 20% das vendas e os custos variáveis são de R$2,00 por unidade. A fábrica tem capacidade para produzir 5.000 camisetas por mês, sem alterações no custo fixo atual de R$6.000,00. Uma pesquisa de mercado revelou que ao preço de R$8,00 a unidade, haveria demanda no mercado para 6.000 unidades por mês.

Temos, então, duas situações:

1 – Preço de Venda R$ 10,00 e 3.000 unidades vendidas;

2 – Preço de Venda R$8,00 e 5.000 unidades vendidas.

Determine:

  • Se é vantajoso para a empresa reduzir o seu preço para vender uma quantidade maior de produtos;
  • A venda total nas duas situações e qual traz a maior Margem de Contribuição Total.

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2 – A Cia. Só Ferros tem uma capacidade de produção de 800 toneladas/ano para determinado produto e atende ao mercado nacional que consome 500 toneladas/ano desse produto, o qual é vendido por R$260,00 cada tonelada.

Para fabricação do referido item a empresa incorre com os seguintes gastos:

Custos Fixos R$ 30.000,00
Custos Variáveis R$ 100,00 por tonelada
Despesas Variáveis Comissão R$ 20,00 por tonelada
Impostos R$ 20,00 por tonelada
Despesas Fixas R$ 10.000,00

Surgiram duas propostas de venda ao exterior:

1ª Venezuela: Venda de 200 toneladas pelo preço de R$ 200,00/ton. com redução dos impostos para o valor de R$ 10,00/ton.

2ª Israel: Venda de 300 toneladas pelo preço de R$ 300,00/ton., com acréscimo de despesas de transporte de R$ 30,00/ton. e aumento nas despesas com impostos para o valor de R$ 30,00/ton.

Determine qual das propostas a empresa deve aceitar.

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3 – A empresa Lucrativa apresentou os seguintes dados:

  • Custos Fixos: R$ 5.000,00
  • Custo Variável Unitário: R$ 40,00
  • Preço de Venda Unitário: R$ 80,00
  • Quantidade Produzida: 500 unidades
  • Quantidade Vendida: 500 unidades

Qual a sua Margem de Contribuição?

a) 30,00

b) 40,00

c) 50,00

d) 55,00

d) 60,00

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4 – (ESAF, 2012) Empresa Aceleração S.A. possui a seguinte estrutura de custos:

Motor 1: Fórmula Motor 2: Agilex
Matéria-Prima R$ 300,00 por unidade R$ 100,00 por unidade
Mão de Obra Direta R$ 80,00 por hora
3 horas por unidade
R$ 50,00 por hora
2 horas por unidade
Preço de Venda R$ 600,00 por unidade R$ 300,00 por unidade

A demanda requerida pelo mercado é de 50 unidades por exercício (ano) de cada produto.

Com base nessas informações, qual o valor da margem de contribuição de cada produto é respectivamente:

a) R$ 10,00 e R$ 50,00

b) R$ 30,00 e R$ 50,00

c) R$220,00 e R$ 150,00

d) R$ 60,00 e R$ 100,00

d) R$ 50,00 e R$ 30,00

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5 – CESGRANRIO (2011): A margem de contribuição pode ser conceituada como a(o):

a) diferença: receita menos a soma de custos e despesas variáveis

b) alternativa não utilizada numa análise de projetos

c) divisão do lucro pela receita

d) soma de custos variáveis e despesas variáveis

e) resultado da expressão: receita – custos variáveis + custos fixos

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6 – (INFRAERO, 2009) A Cia. Mercúrio produziu 20.000 unidades de determinada peça no exercício de início de suas atividades. Durante o período, foram vendidas 16.000 unidades ao preço de R$30,00 cada uma. Os custos e despesas da companhia, no referido exercício, foram:

Custos e Despesas Variáveis, por Unidade:

  • Matéria-Prima: R$ 8,00
  • Mão de Obra Direta: R$ 5,00
  • CIF Variáveis: R$ 4,00
  • Despesas Variáveis: 10% do Preço de Venda

Custos e Despesas fixas Totais, por Mês:

  • Aluguel da Fábrica: R$ 40.000,00
  • Depreciação dos Equipamentos Industriais: R$ 18.000,00
  • Outros Gastos de Fabricação: R$ 50.000,00
  • Salários do Pessoal da Administração: R$ 30.000,00
  • Demais Despesas Administrativas: R$ 20.000,00

A margem de contribuição unitária, no sistema de custeio variável, equivale, em reais a:

a) 28,00

b) 14,00

c) 13,00

d) 22,00

e) 10,00

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7 – Imagine que você faz parte da diretoria de uma fábrica que produz três produtos: Suco em caixinha, refrigerante e energético. Porém, nos últimos exercícios, a fábrica não vem apresentando o lucro que todos queriam e resolveram investigar para tentar saber qual o produto que mais contribui e o que menos contribui para o lucro da empresa. Dessa forma, resolveram analisar alguns dados conforme quadro abaixo:

Suco Refrigerante Energético
Preço Unitário de venda R$7,00 R$5,00 R$7,00
Custos Variáveis por unidade R$4,50 R$2,70 R$3,40
Despesas Variáveis por unidade R$3,00 R$1,00 R$0,50
Vendas mensais (unidades) 100.000 u 165.000 u 70.000 u
Custos Fixos Totais = R$340,00

Assim sendo, informe:

Qual produto deve ter a venda incentivada e qual deve ter sua venda paralisada?

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