O melhor lugar para abrir sua startup


Pode ser no interior ou nas grandes cidades. O mais importante é avaliar se a geografia realmente impacta seu modelo de negócios.

Definindo o local

Quando se fala de pequenas e médias empresas, existem dois destinos certos no Brasil: São Paulo, pela abundância de negócios e consumo, e regiões em desenvolvimento, pela carência de produtos e serviços em diversos setores.

Porém, dependendo do modelo de negócio da sua startup, a geografia pode ser o menor dos seus problemas para crescer e ganhar escala – tudo depende de você criar um canal de distribuição eficiente, como a internet, Sedex ou mesmo um telefone.

As questões chave para definir a região a se criar uma startup são:

1) Uma concentração mínima dos seus principais clientes.

Se o segmento de cliente definido no seu modelo de negócio não está próximo de você, será preciso ir vê-los face a face, ou a validação das suas hipóteses será garantidamente míope.

Questionários online ajudam, mas não resolvem sua tentativa de vender um produto ainda inexistente e captar as nuances da reação dos seus clientes. Uma vez resolvido isso, é possível atende-los à distância.

Um exemplo simples é um empreendedor que mora em uma cidade pequena do interior, mas quer criar um serviço web para donos de delivery fast-food: inicialmente, é melhor conversar muito com seus potenciais clientes em uma cidade grande. Quando você tiver encontrado o encaixe certo entre sua oferta e a demanda do mercado, o interior provavelmente terá custos menores para sua operação ser viável.

2) A disponibilidade de recursos e subsídios de impostos.

Muitos estados (e países) possuem fortes incentivos à criação de inovação e novos negócios. Muitas prefeituras têm descontos para certas atividades ou manufatura de produtos, e existem agências de fomento que destinam grande parte de suas verbas a regiões como o nordeste do Brasil e regiões carentes de diversos estados. Além do fomento público, existe investimento privado em diversas cidades fora do sudeste, como Recife, Santa Catarina e Brasília.

3) Um bom equilíbrio entre o custo, qualidade e a disponibilidade de mão de obra.

Não importa se seu time chave será composto por engenheiros químicos, psicólogos ou desenvolvedores: encontre um lugar onde eles existem em abundância, tenham formação de qualidade, mas tenham salários aceitáveis. Por exemplo, diversas cidades do interior de São Paulo ou Rio Grande do Sul estão a uma hora de distância da capital, mas têm volumes enormes de bons profissionais procurando emprego por salários abaixo da média do mercado.

4) Qualidade de vida, porque empreender não é fácil e a natureza ágil de uma startup vai consumir sua saúde muito mais rápido.

Quanto mais qualidade de vida você tiver, melhor irá compensar seu trabalho com descanso e ócio criativo. Você pode ir a grandes centros sempre que precisar.

Isso significa que o melhor lugar para uma startup é fora de grandes capitais como Rio e São Paulo? Não. Mas é importante perceber que a localização pode contar bem menos do que você pensa, desde que seu trabalho seja bem feito ao definir um modelo de negócios eficiente.

Para saber mais sobre questões estratégicas para melhorar a gestão dos negócios ou entender melhor o perfil dos clientes, faça o curso a distância do Sebrae Como vender mais e melhor.

Na sua cidade

O Brasil é um país muito grande e nenhuma região é reconhecida como um grande centro empreendedor. Enquanto essa falta de atividade pode parecer uma desvantagem para muitas regiões brasileiras, há uma grande oportunidade: cada vez mais cidades pequenas estão passando por um grande avanço em relação a startups e empreendedorismo digital.

Antes de tudo, você deve encontrar empreendedores como você. Forme pequenos grupo de 5 ou 10 pessoas que estejam estudando boas práticas e atentos às informações que outras regiões produzem.

Encontrem-se com frequência e organizem um meetup informal, caso sua cidade ainda não tenha algum. Repetindo esse ciclo, em poucos meses é possível realizar um meetup em qualquer cidade brasileira envolvendo de 50 a 200 empreendedores.

Após isso, crie um pequeno grupo e viajem juntos para algum evento em um grande centro. Seja uma vez por ano na Campus Party ou nas várias edições de desafios ou competições, participe e conheça pessoas de outras regiões. Aumente seu networking e traga essas pessoas para sua cidade, aumentando o intercâmbio de informações entre empreendedores distantes.

Uma vez que você já tenha filtrado os que persistem, crie um grupo mais comprometido que tenta criar produtos em conjunto. Ciclos de imersão ao longo de um fim de semana podem ajudar a gerar novos produtos, fazer protótipos de ideias e aplicar todas as técnicas que as equipes leem na teoria. A mistura de equipes quase sempre gera times mais funcionais que os originais, aumentando as chances dessa atividade extrapolar sua região e ser propagada em outros lugares.

É importante lembrar que muitas cidades possuem empreendedores digitais ou de tecnologia, mas poucas pessoas estão em uma startup de verdade – ou seja, procurando um modelo de negócios escalável e repetível. Aprender as técnicas certas e praticá-las em conjunto pode fazer muita diferença na evolução empreendedora da sua região – garanta que você seja parte de um processo contínuo e que crie referências de sucesso para incentivar cada vez mais empreendedores iniciantes.

Leia também: O que são coworking e meetup?

Autor convidadoYuri Gitahy, fundador da Aceleradora.

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