4 LIÇÕES DE ABILIO DINIZ PARA QUEM PRECISA DEIXAR A EMPRESA QUE CRIOU


O executivo, que deixou o Pão de Açúcar no ano passado, deu dicas a empreendedores sobre como seguir em frente

04.04.2014|Por

Abilio Diniz deixa Pão de Açucar e encerra crise com grupo francês Casino (Foto: Agência O Globo)Abilio Diniz deixou o Pão de Açucar para encerrar a crise com grupo francês Casino (Foto: Agência O Globo)

A empresa é como um filho para um empreendedor. Ele cuida, perde noites de sono e se orgulha do desenvolvimento do negócio, assim como um pai faz com as crianças. Mas chega uma hora que a criança segue seus passos – e o mesmo pode acontecer no mundo empresarial.

Abilio Diniz sabe muito bem como é isso. Depois de décadas no comando do Grupo Pão de Açúcar, ele precisou “deixar seu filho”. Há um ano, o executivo está no Conselho de Administração da BRF. Na Maratona Valor PME, que acontece nesta sexta-feira (4/4) em São Paulo, Diniz falou sobre a saída do Pão de Açúcar e de seu novo desafio.

As dicas de Abilio Diniz podem ser usadas por empreendedores que, por alguma razão, precisam deixar a empresa que criaram:

– Seus valores continuam com você: em sua fala, Diniz comentou sobre a importância dos valores do empreendedor no desenvolvimento do negócio. “Uma empresa não é feita só de lojas e ativos financeiros. Mas o Pão de Açúcar, na verdade, é o meu DNA. E esse DNA está comigo na BRF.”

– Se os problemas são os sócios, não crie caso: a saída de Diniz do Pão de Açúcar foi motivada por conflitos com os sócios. Desde 1999, o conglomerado varejista francês Casino é acionista do grupo. Depois de aceitar cargo que ocupa na BRF – e continuar no Pão de Açúcar –, Diniz foi obrigado a sair. E saiu. Para Diniz, seus valores foram essenciais para seguir em frente. “Quando percebi que o meu DNA iria comigo para onde fosse, tudo ficou mais fácil.”

– Não seja insensível à saída: segundo Diniz, é comum pensar que grandes executivos são “feitos de pedra”. Não são. “Sair do Pão de Açúcar foi um golpe forte”, afirmou. Mas para ele, a vida tem dessas coisas mesmo e interrupções, por mais duras que sejam, servem para melhorar o ser humano.

– Adapte-se aos novos desafios, mas não se esqueça dos valores: toda empresa tem suas particularidades e Diniz sentiu isso na pele no contato com os colaboradores. “No Pão de Açúcar, fazíamos reuniões semanais com os colaboradores, mas na BRF, isso não era possível.” Sem problemas. Ele só precisou pensar em algo diferente, mas parecido com o que fazia antes. “Lançamos uma TV corporativa. Já fizemos discursos para 100 mil pessoas. É importante mostrar a todos que nós, os líderes, somos de carne e osso”, diz.

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