Remuneração do Corretor de Imóveis


 

A remuneração do corretor, ao contrário de muitas profissões, não é um salário fixo. Ele
recebe a “corretagem” (comissão por negócio concretizado), que varia de 6% a 8% no
caso de imóveis urbanos e industriais, 6% a 10% sobre imóveis rurais, e 5% em
transações judiciais. Seu trabalho compreende desde a vistoria e apresentação de
imóveis ao público interessado na compra, venda, permuta, locação e incorporação de
imóveis, envolvendo ainda acompanhamento do desenvolvimento de projetos
arquitetônicos e das áreas onde se localizam, e organização de papéis e documentos
necessários durante o processo de negociação do imóvel. Assim, eles são encontrados
operando no próprio escritório, como também nas empresas imobiliárias, empresas de
classificados de “e-imóveis” (Internet), organizações de consórcios imobiliários, de
leilões, cartórios de registros de imóveis, construtoras e outras. Uns se especializam na
negociação de imóveis usados; outros, de rurais; ainda outros, de lançamentos,
loteamentos, administração de aluguéis, de condomínios, e avaliações.

Como todo trabalhador, o corretor vincula-se a uma federação nacional, no caso a
FENACI, subordinada à Confederação Nacional dos Profissionais Liberais (CNPL),
com sede em Brasília e, na qualidade de profissional liberal, pode se estabelecer com
um escritório imobiliário e através dele prestar seus serviços ao público em geral,
bastando para isso promover sua inscrição junto à Prefeitura local. Feito isto, poderá
admitir empregados para as tarefas administrativas, com a estrita observância das leis
trabalhistas, sendo de se ressaltar que, em eventual fiscalização pelo Conselho, será
exigida pelo Agente a prova do registro em CTPS desses funcionários.

Faz-se necessário esclarecer que, como pessoa física, o profissional não poderá se
utilizar publicamente de nome fantasia para a divulgação do trabalho: só o seu nome,
seguido obrigatoriamente da expressão “corretor de imóveis” (a qual poderá ser
acrescida de outras qualificações, como “gestor” ou “consultor” imobiliário e do número
de inscrição no Creci.

Admite-se a utilização de nome fantasia quando o profissional se inscrever como
empresário nos órgãos competentes. Existem no mercado, entretanto, numerosas
firmas que se valem de corretores para a comercialização de unidades de
empreendimentos de grande porte, sem vínculo empregatício. O Cofeci tem anunciado
que observa as condições de trabalho e remuneração oferecidas aos autônomos que
atuam em lançamentos, prometendo baixar normas acerca desses profissionais.

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