FILOSOFIA BUDISTA


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“Cada manhã, assim que levanto, me lembro de Buda e recito alguns de seus ensinamentos (…). Depois, pelo resto do dia, sigo os seguintes princípios: ser honesto, falar a verdade, ser compassivo, ser pacífico e não ser violento”. Esta declaração do Dalai Lama, feita num evento mundial, resume grandes princípios do budismo.

A religião milenar se baseia nas lições deixadas pelo príncipe Siddharta Gautama, nascido na Índia no século VI a. C. Protegido pelo pai, ele atravessou as portas do seu palácio apenas quando alcançou a juventude. Ficou surpreso e comovido ao se deparar com tanta pobreza e sofrimento do lado de fora.

Aos 29 anos, decidiu deixar a família e buscar entendimento sobre o que havia testemunhado. Após anos de viagens, experiências e meditações, chegou a um altíssimo nível de elevação espiritual, passando a ser chamado de Buda (“iluminado”, “desperto”). Com algumas variações, esta é a história que atravessa os milênios.

Os discípulos de Buda deram origem a diversas escolas doutrinárias na Ásia, que chegaram até o ocidente. Mas, de um modo geral, o alicerce do budismo é formado pelas “Quatro Nobres Verdades”, como registra o Colegiado Buddhista Brasileiro:

Primeira Nobre Verdade: a vida é desequilibrada, fora de prumo, desarmônica. Deve ser compreendida.

Segunda Nobre Verdade: o desequilíbrio é causado pelos três venenos mentais (ira, cobiça e ignorância) e pelos desejos. Deve ser abandonada.

Terceira Nobre Verdade: o equilíbrio pode ser restaurado. Deve ser realizada.

Quarta Nobre Verdade: o equilíbrio da vida pode ser alcançado pelo Caminho do Meio (visão, pensamento, fala, ação, meio de vida, esforço, atenção e meditação corretos). Deve ser desenvolvida.

Para o budismo, a vida é regida pela lei de causa e efeito (carma): ações e pensamentos bons ou maus geram as respectivas consequências. Em resumo, as pessoas colhem as sementes plantam — nesta ou na próxima vida, uma vez que a religião também se baseia no princípio da reencarnação. Tanto é assim que o título de Dalai Lama é dado a um lama (guru) reencarnado, de acordo com a crença dos tibetanos.

Segundo a doutrina, o universo está em constante transformação, daí o princípio da impermanência. Está ligado ao tempo: tudo é transitório e efêmero. Relacionado a ele, está a insubstancialidade (também conhecido como “não-eu”). Trocando em miúdos, como tudo muda e estamos todos interligados – seres humanos, natureza etc — não existe um “eu” isoladamente.

O budismo valoriza o autoconhecimento, por isso enfatiza a prática da meditação. Por meio dela e da forma como se conduz a vida é possível chegar ao nirvana, o estado supremo de serenidade, segundo a sua filosofia. Para isso, é preciso superar os estados de impermanência e de ‘não-eu”, conquistar a sabedoria, “iluminar-se”.

Neste estado, segundo a religião, o ser se unifica com todos os seres e elementos do universo.

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