EDIFÍCIOS INTELIGENTES: CONCEITOS E COMPONENTES


Em entrevista José Luiz de Martini fala sobre a implementação do novo conceito no Brasil

21 November 2013 escrito por Tatiane Aquim

Edifícios Inteligentes: conceitos e componentes

Infinity em São Paulo. O prédio é pré-certificado pelo selo ambiental LEED. Trabalha na recuperação de água da chuva e tem iluminação inteligente. Divulgação

Alguns estudos apontam que construções que podem ser prédios comerciais, residenciais, hospitais, aeroportos, rodoviárias, prédios governamentais, condomínios, fábricas, e assim por diante, são responsáveis pelo consumo de 42% da eletricidade mundial até 2025, serão os maiores emissores de gases de efeito estufa do planeta.

Diante deste cenário, não é de espantar que existam muitos esforços para tornarem os prédios mais inteligentes.
Atualmente o conceito de edifícios inteligentes vem se expandindo. No Brasil, os edifícios que dispõem de recursos avançados de tecnologia e manutenção, vêm buscando tornar sua manutenção mais econômica e reduzir seu impacto ambiental.

Para falar sobre esse novo conceito, que vem crescendo no país, a Datacenter Dynamics conversou com José Luiz de Martini, consultor especializado em planejamento e desenvolvimento de soluções de infraestrutura de alta eficiência, disponibilidade e confiabilidade para aplicações de missão critica.  O engenheiro elétrico é titular da Engenharia Gerencial SS Ltda e consultor na área de Instalações Elétricas consumidoras de energia, com atuação, desde 1975, em grandes centros comerciais e infraestrutura de suprimento de energia para sistemas de missão critica, processamento e armazenamento de dados e telecomunicações.

Datacenter Dynamics: Por favor, nos dê uma definição de edifício inteligente?

José Luiz de Martini: Este termo surgiu nos anos 80 para classificar edifícios dotados de recursos destinados a automação e melhoria de desempenho das instalações, mas foi logo estendido para algo mais abrangente, ou seja, edifícios que por suas características permitem receber ao longo de sua vida tecnologias presentes e necessárias para os usuários, desde de sistemas de Telecom e TI, energia, climatização. Na prática, projetos com espaços que garantam a adaptabilidade ao momento. Alguns prédios dos anos 80 têm hoje mais de 30 anos.

DCD: Quais as principais características de um edifício inteligente?

J.L.M.: A principal característica é a capacidade de acompanhar as exigências do mercado, mantendo um retorno adequado para os investidores, em termos de aluguel. Um bom prédio, bem localizado, bem mantido, terá sempre seu valor de mercado assegurado.

DCD: Como é realizada a aplicação em data centers?

J.L.M.: Este é sempre um desafio, pois nem sempre edifícios construídos até os primeiros anos desde século consideraram este requisito.

DCD: Como preparar uma estrutura, mesmo que não formalmente certificada, mas dentro dos princípios de confiabilidade e disponibilidade em um padrão Tier III?

J.L.M.: Somente prédios que foram projetados com esta visão suportam estas necessidades, com custos e principalmente prazos de implantação compatíveis.

DCD: O data center pode ser um edifício em si mesmo ou estar dentro de outro edifício, a que você faz referência quando fala de edifício inteligente aplicado a data centers?

J.L.M.: Na teoria se, por exemplo, seguirmos diferentes modelos de certificação ou mesmos especificações para data centers estes não deveriam compartilhar edifícios com outras empresas e ou diferentes riscos. Porém unidades locais ou para certas empresas alojarem um data center em um edifício acaba sendo viável, mesmo que com estas restrições.

DCD: Quais são as vantagens principais para os data centers?

J.L.M.: Em um prédio existente, construído adequadamente, o custo é reduzido, o tempo de implantação idem, e principalmente a sinergia operacional, pela presença da infraestrutura física e de pessoal no mesmo local.

DCD: Um dos aspectos é gestão através de sistemas DCIM. Como a gestão é realizada em um edifício inteligente? Que papel caberia ao DCIM nesse caso?

J.L.M.: Os edifícios “inteligentes” já utilizam solução deste tipo de há muito tempo, monitorando os insumos requeridos, porém sem a profundidade e detalhamento, principalmente pelo fato dos equipamentos utilizados não serem apropriados a densidade de pontos requerida em um data center.

DCD: É crescente a demanda pelo serviço no Brasil?

J.L.M.: Sim e soluções destinadas aos data centers, em termos de capacidade, desempenho e confiabilidade podem ser sim ajustadas para emprego no controle das instalações prediais.

 

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